Cidades

ÁGUAS TURVAS

Prefeito de Bonito busca defesa mesmo sem ser alvo de operação do Ministério Público

Defesa de Josmail Rodrigues disse que solicitará acesso à investigação para se inteirar do ocorrido e adotar providências administrativas que se revelem necessárias

Por meio de seus advogados, o prefeito de Bonito, Josmail Rodrigues buscou se defender da Operação Águas Turvas mesmo sem ser alvo da ação que prendeu Edilberto Cruz Gonçalves, o "Beto Caveira", secretário municipal de Administração e Finanças, além de outros três que receberam ordem de prisão. 

Em nota, a defesa do prefeito de Bonito disse que solicitará acesso à investigação para se inteirar do ocorrido e adotar providências administrativas que se revelem necessárias.

“Prefeito Josmail determinou total colaboração com autoridades que cumpriram mandados de busca e apreensão; sua gestão é pautada pela ética e transparência; hoje pedirá acesso à investigação — quer se inteirar do ocorrido, para adotar providências administrativas que se revelem necessárias; os servidores e prestador de serviço presos estão se defendendo regularmente — todos merecem ter assegurado esse sagrado direito, inclusive o de serem tratados como inocentes” - disse a defesa.

A operação foi deflagrada pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Operação

A investigação, comandada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio de investigação do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), em apoio à 1ª Promotoria de Justiça de Bonito, aponta que as fraudes estariam acontecendo desde 2021, ano em que Josmail Rodrigues assumiu o comando da prefeitura.

Batizada de “Operação Águas Turvas”, em contraste às águas cristalinas que fizeram de Bonito um dos maiores polos de turismo natural do mundo, atuou com base em decisão judicial proferida no bojo de procedimento que apura os crimes de organização criminosa, fraude em licitações, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, dentre outros delitos correlatos.

Nesta terça-feira (7), o secretário municipal de Administração e Finanças de Bonito, Edilberto Cruz Gonçalves, conhecido como "Beto Caveira", de 46 anos, teve a prisão preventiva decretada, suspeito de liderar um esquema de corrupção.

Além do secretário de Finanças do município, também foram presos o arquiteto e urbanista Carlos Henrique Sanches Corrêa, 45 anos, proprietário da empresa Sanches e Corrêa que atua como fiscal de finanças, e Luciene Cíntia Pazette, responsável pelo setor de licitações e contratos.

Um empresário, que até o momento não foi identificado e é apontado como o quarto integrante da quadrilha, também recebeu ordem de prisão, mas ainda não foi localizado. No esquema, ele é apontado como beneficiário direto dos contratos fraudulentos.

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