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Projeto para retomar o estacionamento rotativo na Capital pode sofrer novas alterações

Para a prefeita Adriane Lopes, o projeto apresentado não atraiu interessados

Karina Varjão

02/02/2026 - 15h15

A prefeita Adriane Lopes (PP) afirmou em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (02) que o projeto para volta do estacionamento rotativo em Campo Grande está estagnado e pode voltar à estaca zero. 

Segundo ela, o projeto pode sofrer novas alterações, a fim de atrair novos interessados, já que as propostas da Prefeitura não agradaram o mercado. 

“Nós vamos conversar com a Câmara de Vereadores e, se for necessário, mudarmos o projeto, porque os prazos foram alterados no ano retrasado e a proposta que foi feita desinteressou o mercado. Então, vamos ter que reestudar para que haja interesse e para que o serviço volte à cidade”, afirmou a prefeita. 

O projeto que autoriza a prefeitura a proceder à concessão, por meio de outorga onerosa, a exploração do Sistema de Estacionamento Rotativo (SER) foi aprovado e sancionado em 2024.

A partir da sanção, foi iniciado o processo de estudo técnico para a abertura do edital de concessão.

No mês de agosto do ano passado, Adriane Lopes havia informado que o projeto estava em fase final, na fase de conclusão, mas não especificou datas. 

Concessão 

Como reportado a tempos pelo Correio do Estado, a concessão para a exploração e prestação dos serviços de estacionamento rotativo terá o prazo de 12 anos a partir da assinatura do contrato, podendo ser renovado pelo mesmo período.

Em novembro de 2025, em publicação no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), um novo Decreto Municipal trouxe alterações no projeto de implantação do Sistema de Estacionamento Rotativo (SER). 

Entre as mudanças, o valor da tarifa foi a mais expressiva, passando de R$ 2,75 por hora, valor cobrado há três anos quando o sistema estava em funcionamento, para R$ 5, valor próximo ao cobrado por estacionamento particulares na região central da cidade. 

Também foi alterado o número de vagas, passando a ser de 3 mil no prazo de 12 meses, devendo expandir gradualmente até chegar às 6,2 mil previstas no sexto ano do contrato. 

De acordo com o decreto, a concessionária devolverá mensalmente 80% dos valores arrecadados à Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) e 20% à Agereg.

O texto também deixa claro que a Prefeitura não será responsável por furtos, danos ou acidentes ocorridos nas áreas de estacionamento.

Moto-táxi e táxi terão vagas exclusivas isentas de pagamento, e cada quadra deverá oferecer espaço específico para motocicletas. 

O decreto estabelece que o tempo mínimo de permanência será de 15 minutos e o máximo de 2 horas, sem possibilidade de prorrogação. Todo o controle será feito por leitores automáticos de placas (OCR), e as ativações deverão ser feitas por aplicativo ou pontos de venda.

O estacionamento funcionará de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, e aos sábados, das 8h às 13h. Fora desse horário, além de domingos e feriados, o uso é livre.

Vale lembrar que essas mudanças dependem de licitação para escolher a empresa responsável pelo serviço. 

Fim do parquímetro

O estacionamento rotativo no Centro de Campo Grande foi desativado em março de 2022, após a Prefeitura de Campo Grande não renovar o contrato com a empresa Metropark, conhecida pelo nome fantasia de Flexpark, que fazia a operação das vagas na região.

A empresa ficou 20 anos responsável pelo serviço na Capital.

Na época em que foi suspenso, 2.458 vagas eram oferecidas, localizadas entre as avenidas Fernando Corrêa da Costa, Mato Grosso, Calógeras e a Rua Padre João Crippa.


 

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