Cidades

ESTRAGOS

31 bairros de Campo Grande ainda estão sem energia; equipes trabalham para normalizar

A Energisa informa que 75% dos clientes já tiveram a situação normalizada

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Após a tempestade e estragos em cidades do Estado, a Energia emitiu boletim, nesta sexta-feira (07), informando que 31 bairros ainda estão sem energia. Diante disso, equipes trabalham desde a madrugada para restabelecer o atendimento o quanto antes.  

Os bairros em tal situação são: Vila Nova Campo Grande, Jardim América, Tiradentes, Jardim Centenário, Rita Vieira, Vila Carlota, Jardim São Conrado, Jardim dos Estados, Coronel Antonino, Jardim Los Angeles, Vila Nasser, Chácara Cachoeira, Alves Pereira, Chácara das Mansões, Conjunto União, Jardim Tijuca, Universitário, Chácara dos Poderes, Santo Amaro, Jardim Leblon, Nova Lima, Moreninhas, Parque do Lageado, Cruzeiro, Maria Aparecida Pedrossian, Mata do Segredo, Centro, Jardim Veraneio, Santa Fé, São Francisco e Vilas Boas.

Sobretudo, a Energisa informou que foi necessário reforçar em quatro vezes o número de equipes em campo, na Capital, para restabelecer a energia nos locais afetados pela interrupção em decorrência do temporal de ontem. 

Segundo a empresa, além de Campo Grande, também foram atingidas as cidades de Sidrolândia, Ribas do Rio Pardo, Aquidauana e São Gabriel do Oeste. 

Dourados e Corumbá foram atingidas pelo vendaval, mas nesses locais, a situação está controlada.

Segundo levantamento da Energisa, foram registradas, na Capital, mais de 347 mil descargas atmosféricas. 

A empresa esclarece, ainda, que o atendimento aos clientes segue por ordem de prioridade em situações que coloquem a segurança da comunidade em risco, bem como aos hospitais e unidades de saúde, com apoio na logística para abastecimento dos geradores. 

Além disso, é priorizado o atendimento aocliente sobrevida, ou seja, pessoa que necessita de algum equipamento vital para sobrevivência.  

Alerta

A Energisa chama a atenção para que a população mantenha distância e não faça intervenções na rede sozinho, nem se aproxime de cabos partidos, postes danificados. 

Em casos de problemas técnicos, a orientação é para que os consumidores priorizem o atendimento pelo WhatsApp Gisa: (67) 9 9980-0698 e aplicativo Energisa On.

Tempestade

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as chuvas estão sendo causadas por uma frente fria que está passando pelo Estado e deve deixar o tempo com mais nebulosidade e temperaturas amenas depois que as chuvas cessarem. 

Em Campo Grande, houve chuvas rápidas, mas intensas, e rajadas de vento que deixaram um rastro de destruição por onde passaram. Na Capital, o vento atingiu 62,97 km/h e há possibilidade que a chuva dure até hoje (7). 

Estragos 

Conforme já noticiado pelo Correio do Estado, as rajadas de vento registradas em Corumbá causaram a queda de pelo menos 60 árvores em via pública da cidade. 

Além disso, houve rompimento de uma tubulação da captação de água da Sanesul devido a uma queda de árvore. Conforme apurado, o abastecimento na cidade ficará prejudicado, pois a empresa terá de realizar o reparo.

Os dados do Inmet mostram que em Corumbá, onde a chuva foi acompanhada de ventos que chegaram a 86,04 km/h. Em cerca de 10 minutos, a ventania derrubou árvores, destruindo carros e motos, alegou ruas e deixou uma criança ferida. Foram registrados 650 raios.  

 

MS-040

Buraqueira toma conta de rodovia privatizada pelo governo de MS

Cobrança de pedágio na MS-040 começa só em feveriro do próximo ano, mas a concessionária Caminhos da Celulose já assumiu a rodovia

29/06/2026 11h05

Buracos na altura do quilômetro 103 da MS-040 obrigam caminhoneiros a invadirem a pista contrária para afastar risco de danos

Buracos na altura do quilômetro 103 da MS-040 obrigam caminhoneiros a invadirem a pista contrária para afastar risco de danos

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Sob responsabilidade do consórcio Caminhos da Celulose desde o dia 6 de fevereiro deste ano, a MS-040, que liga Campo Grande a Santa Rita do Pardo, se transformou em uma verdadeira armadilha para os usuário por conta da buraqueira que tomou conta de cerca de 100 dos 230 quilômetros da rodovia. 

O trecho mais crítico, que se esfarela desde que a rodovia foi liberada, em 2015, está entre os quilômetros 100 e 200, principalmente entre o Rio Pardo e o Ribeirão do Lontra. Na sexta-feira à tarde, centenas de buracos tomavam conta do trecho. A reportagem do Correio do Estado flagrou dois veículos com pneus estourados no percurso. 

No dia seguinte começou um serviço emergencial de tapa-buracos. Uma equipe a serviço do consórcio começou a jogar massa asfáltica na buraqueira, mas sem fazer qualquer tipo de recorte na pista ou sem compactação do material. Mesmo assim, a equipe de reportagem voltou a flagrar um veículo com pneu estourado na altura do quilômetro 199 na tarde de domingo.

A rodovia foi construída sem acostamento e na maior parte dela a pista é margeada por meio-fio ou por defensas metálicas. Por conta disso, motoristas que estouram pneus são obrigados a continuar rodando por quilômetros até encontrarem um local seguro para saírem da faixa de rolamento e fazerem os reparos.

Na quinta-feira da semana passada (25), o governador Eduardo Riedel passou por Santa Rita do Pardo, onde participou do lançamento das obras de pavimentação de um novo trecho da MS-040. Boa parte de sua equipe enfrentou o trecho tomado pela buraqueira.

Por coincidência ou não, no sábado foi instensificado o serviço de tapa-buracos e até durante o dia de domingo havia uma equipe fazendo o serviço emergencial no trecho mais crítico. 

PEDÁGIO

A concessionáira Caminhos da Celulose começa a cobrar pedágio somente a partir de fevereiro do próximo ano. Até lá, porém, precisa não só manter as condições de tráfego, mas recuperar a estrada. 

No dia da assinatura do contrato, o Governo do Estado informou que "as obras iniciais que precisam ser atendidas são para conservação rodoviária do pavimento, como flechas, trincas; sinalização horizontal e vertical para proteção e segurança, recuperação de pontes e viadutos, drenagem, pleno funcionamento de bueiros, valetas, meio-fio, estruturas de contenção, substituição de postes, luminárias, limpeza e retirada de entulhos de canteiros centrais e de toda faixa de domínio e conservação das edificações existentes". 

A empresa assumiu o compromisso, segundo o Governo do Estado, de que "as obras dos próximos 100 dias compreendem principalmente os dispositivos de segurança viária. Recuperação de 1.680 metros de proteção contínua (defensa metálica), 22,5 km de revitalização da sinalização, 5 mil tachas refletiva e reposição de 490 placas".

Buracos na altura do quilômetro 103 da MS-040 obrigam caminhoneiros a invadirem a pista contrária para afastar risco de danosPlaca  instalada na saída de Santa Rita do Pardo para Campo Grande informa que o consórcio já assumiu a rodovia

Na MS-040, porém, os únicos indícios de que a rodovia está sob os cuidados da concessioária são placas próximo ao perímetro urbano de Santa Rita do Pardo e Bataguassu informando início ou fim do trecho sob concessão do consórcio.

Além disso, na sexta-feira à tarde havia um ponto de pare-siga por conta de serviços de roçada da vegetação às margens da rodovia. E era justamente esta o principal promessa da concessionária logo que assumiu os 870 quilômetros no Estado. 

Até agora, porém, boa parte da MS-040 segue com o acostamento tomado por vegetação que supera os dois metros de altura. Em trechos com plantação de eucaliptos é possível perceber que a os responsáveis pela manutenção das florestas fizeram os aceiros para evitar possíveis incêndios florestais. 

E esta vegetação alta dificulta a visualização de animais que frequentemente atravessam a rodovia. Na tarde deste domingo foi possível ver duas antas atropeladas e mortas algumas horas antes. Uma delas estava parcialmente na pista, colocando em risco a segurança dos usuários, já que rodovia não tem acostamento. A outra estava fora da faixa de rolamento. 

A MS-040 faz parte do pacote de 870 quilômetros concedidos à iniciativa privada em leilão realizado no ano passado. Inicialmente o certame foi vencido pelo consórcio Rotas da Celulose. Porém, o segundo colocado recorreu eo o Governo do Estado acabou assinando contrato com o Caminhos da Celulose. A disputa entre os dois grupos ainda está na Justiça. 

O consórcio Caminhos da Celulose é liderado pela XP Investimentos, mas tem como sócios uma série de empreiteiras. Entre elas está a Caiapó, que acabou de vencer uma licitação de R$ 96,3 milhões para asfaltar a 23 quilômetros da MS-134. Em tese, então, a empreiteira já está com o canteiro de obras na região da MS-040.A MS-134 liga a MS-040 aos distrito de Casa Verde, localizado às margens da BR-267.

ROTA DA CELULOSE

E esta rodovia federal, por sua vez, também foi concedida ao consórcio Caminhos da Celulose. E, assim como a MS-040, no últimos meses foi tomada por uma série de buracos entre Nova Alvorada do Sul e a ponte sobre o Rio Paraná, em Bataguassu. O problema chegou à Assembleia Legislativa e o deputado Renato Câmara (MDB) cobrou o DNIT para que recupere a rodovia. 

Além da MS-040 e da BR-267, o consórcio Caminhos da Celulose também assumiu a manutenção da BR-262, entre Campo Grande e Três Lagoas, pelos próximos 30 anos. 

Buracos na altura do quilômetro 103 da MS-040 obrigam caminhoneiros a invadirem a pista contrária para afastar risco de danosCaminhoneiro trafega pela contramão para desviar de buraco na MS-040

O contrato prevê, entre outras obras, 115 quilômetros de duplicações, 457 quilômetros de acostamentos, 245 quilômetros de terceiras faixas, 12 quilômetros de marginais e 38 quilômetros de contornos urbanos nas cidades de Ribas do Rio Pardo, Água Clara e Bataguassu. 

A previsão é de que a cobrança de pedágio, a partir de fevereiro do próximo ano, seja automático (Free-Flow), sem cabines de cobrança. Ao passar pelo pórtico de pedágio a cobrança será realizada conforme a escolha do motorista.

As opções são por TAG eletrônica afixada no parabrisa do veículo, site ou aplicativo da concessionária ou mesmo por pontos físicos ao longo da rodovia (postos de atendimento, SAU, postos de combustíveis ou restaurantes credenciados).

 

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TRÂNSITO

Dois motociclistas morrem em acidentes no sul do Estado

Colisões ocorreram entre a noite de domingo (28) e a madrugada desta segunda-feira (29), nas rodovias BR-163 e MS-156

29/06/2026 10h30

Acidentes registrados na BR-163 e na MS-156 deixaram dois motociclistas mortos em menos de 24 horas na região de Dourados

Acidentes registrados na BR-163 e na MS-156 deixaram dois motociclistas mortos em menos de 24 horas na região de Dourados Divulgação / Dourados News

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Duas pessoas morreram em acidentes envolvendo motocicletas registrados em menos de 24 horas na região de Dourados. As ocorrências aconteceram entre a noite de domingo (28) e a madrugada desta segunda-feira (29), nas rodovias BR-163 e MS-156. 

A vítima mais recente foi identificada como Paulinho Pereira de Moraes, de 31 anos. Ele morreu na manhã desta segunda-feira (29), após bater a motocicleta na traseira de uma carreta parada na MS-156, entre os municípios de Itaporã e Dourados, nas proximidades da pedreira. 

O acidente aconteceu por volta das 5h40. Conforme informações do portal Dourados News, Paulinho seguia no sentido Itaporã-Dourados quando atingiu o veículo de carga, que apresentava problemas mecânicos e permanecia estacionado na pista desde o domingo (28). 

Relatos iniciais apontam que a carreta estaria com sinalização insuficiente, circunstância que será apurada pelas autoridades. Com o impacto, o motociclista sofreu ferimentos graves e morreu ainda no local, antes da chegada do socorro. 

Equipes da Polícia Militar Rodoviária, da Polícia Civil e da Perícia Técnica atenderam a ocorrência. A investigação deverá esclarecer se a carreta estava devidamente sinalizada, conforme determina a legislação de trânsito.

O outro acidente ocorreu no fim da noite de domingo (28), na BR-163, nas proximidades do prolongamento da Avenida Marcelino Pires, em Dourados.

A vítima foi identificada como Maxisandro Franco, de 49 anos, proprietário de uma loja de motocicletas localizada no Jardim Água Boa. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), ele conduzia uma motocicleta pela rodovia quando foi atropelado por uma caminhonete. 

Maxisandro não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Além da PRF, equipes da Polícia Militar, da Polícia Civil e da Perícia Técnica estiveram na rodovia para atender a ocorrência e iniciar os levantamentos que irão apontar as circunstâncias do acidente.

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