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À beira do colapso, Santa Casa alega déficit mensal de R$ 13 milhões

Atualmente, o Governo do Estado e a prefeitura de Campo Grande repassam mensalmente R$ 14 milhões ao hospital, que quer que este valor dobre

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Mergulhada em crise e com uma série de serviços médicos suspensos, as Santa Casa de Campo Grande alega que ao longo do ano passado faturou R$ 383,5 milhões e teve custos que somaram R$ 542,4 milhões, o que equivale a um déficit mensal de R$ 13,2 milhões, conforme dados que a instituição apresentou ao Ministério Público Estadual. 

O déficit é praticamente o mesmo valor que o hospital já recebe da prefeitura de Campo Grande, de R$ 5 milhões mensais, e do Governo do Estado, R$ 9 milhões. Ou seja, para tirar o maior hospital de Mato Grosso do Sul do buraco, os repasses do poder público teriam que dobrar. 

O caos no hospital, que está sendo alvo de um inquérito civil do Ministério Público, conforme publicação do diário oficial relativo ao dia 6 de março, foi tema de uma reunião no último dia 19 de fevereiro entre autoridades municipais, MPE e a direção do próprio hospital. 

E, como não houve avanço nas negociações para possível aumento nos repasses, o MPE voltou a convocar outro encontro, para esta quinta-feira (6), no qual é esperado o anúncio de um possível incremento na ajuda tanto da prefeitura quanto do Governo do Estado.

Por conta da falta de recursos, cirurgias ortopédicas estão suspensas desde o começo de setembro. Desde então, em torno de 360 cirurgias deixaram de ser realizadas, já que, em média, são 60 procedimentos por mês. 

Desde o dia 24 de dezembro também estão paradas as cirurgias plásticas, o que privou em torno de 700 pessoas de atendimento desde então, uma vez que a média de atendimentos é de 314 por mês. 

Nem mesmo as cirurgias cardiovasculares estão sendo feitas desde o dia 16 de dezembro. A meta do hospital era a realização de 550 procedimentos mensais. Até mesmo a cardiologia pediátrica, que fazia uma média de 113 procedimentos mensais, está funcionando, informa documento interno do hospital anexado ao inquérito do MPE. 

No setor de urologia, informa o documento do dia 5 de fevereiro, todos os procedimentos serão suspensos, inclusive de transplantes de rim. Antes, uma média de 98 cirurgias eram feitas todos os meses. 

Embora tenham sido retomadas no dia 26 de janeiro, o setor de cirurgia geral chegou a ficar parado durante mais de quatro meses, prejudicando o atendimento de cerca de 800 pacientes. 

A direção do hospital alega que não tem dinheiro para compra de medicamentos e insumos e admitiu que deve R$ 29 milhões somente para médicos prestadores de serviço. Além disso,  acumula dívidas de outros R$ 38 milhões relativos a materiais, medicamentos e outros prestadores de serviço. 

Ao mesmo tempo, um ofício assinado pela presidente do hospital, Alir Terra, enviado no dia 6 de fevereiro à prefeita Adriane Lopes, faz um apelo para a administração municipal firme um acordo e pague R$ 47.780.052,98 que a Justiça mandou o Executivo Municipal pagar à Santa Casa. 

Se a prefeitura concordasse em fazer um acordo e assim evitar que estes R$ 47 milhões virem precatório, o hospital está disposto a dar um desconto de 10% sobre esta dívida. 

Além disso, a presidente do hospital alega que a prefeita Adriane Lopes suspendeu, desde janeiro de 2023, um repasse mensal de R$ 1 milhão e que por conta disso já acumula um passivo de R$ 25 milhões. 

GESTÃO

Além da tradicional lamentação de falta de recursos por parte da Santa Casa, o inquérito instaurado pelo MPE também revela uma série de questionamentos feitos por médicos sobre a suposta má administração. 

Entre estes questionamentos está uma informação de que recentemente o hospital contraiu um empréstimo de R$ 269 milhões e mesmo assim as dívidas não foram quitadas e nem os atendimentos retomados. 

Outra denúncia é de que uma empresa de outro estado foi contratada para o serviço de neurocirurgia. Pelo contrato, quatro médicos deveriam trabalhar durante o dia e dois, à noite. Porém, somente dois ficam durante o dia. Por serem de fora do Estado, o setor chegou a ficar sem profissional durante 20 horas por conta de atraso no voo em que o médico seguia para Campo Grande.

O contrato anterior, com médicos de Campo Grande, era mais barato e funcionava melhor, pois os médicos eram mais qualificados, aponta a denúncia. 

A troca de máquinas de hemodiálise é apontada como outro exemplo da suposta má gestão. As máquinas teriam sido trocadas sem consulta à área técnica. Estes novos equipamentos, diz a denúncia apresentada ao MPE, aceitam um único produto para desinfecção, o que impede a concorrência entre fornecedores.

Outro exemplo de suposta má gestão é o fato de o CTI  do Trauma, que tem 12 leitos, estar desativado desde 1º de setembro do ano passado. O motivo: a falta de uma peça no sistema de ar-condicionado. Essa peça, segundo a denúncia, custa apenas R$ 100 mil, o que é algo irrisório para um hospital com receita mensal de R$ 32 milhões mensais. 

MATO GROSSO DO SUL

TJMS concede até 14% de adicional por pós-graduação para funcionários

Acréscimos contemplam os mais diversos cargos, lotados também em distintos órgãos e municípios

29/06/2026 12h15

Quadros distintos de servidores foram publicados no Diário da Justiça Eletrônico do TJMS de hoje (29), contendo percentuais que variam entre dois e 14% a mais de remuneração

Quadros distintos de servidores foram publicados no Diário da Justiça Eletrônico do TJMS de hoje (29), contendo percentuais que variam entre dois e 14% a mais de remuneração Foto: Divulgação / TJMS

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Através da edição desta segunda-feira (29) de seu Diário Oficial Eletrônico, o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul (TJMS), Dorival Renato Pavan, tornou pública a concessão de até 14% a título de adicional de qualificação aos servidores que possuem pós-graduação. 

Ao todo, conforme o documento oficial, dois quadros distintos de servidores foram publicados no Diário da Justiça Eletrônico de hoje (29), contendo percentuais que variam entre dois e 14% a mais de remuneração. 

Esses acréscimos contemplam os mais diversos cargos, lotados também em distintos órgãos e municípios, como por exemplo de: 

  •  Técnico de Nível Superior
  •  Analista Judiciário 
  •  Auxiliar Judiciário I
  •  Auxiliar Judiciário II 
  •  Agente de Serviços Gerais
  •  Assessor Jurídico de Juiz de 2ª Entrância
  •  Assessor Jurídico de Juiz de 1ª Entrância
  •  Assessor de Desembargador
  •  Assessor Jurídico de Juiz

Nesse sentido, há a mais variada sorte de remunerações, cabendo citar por exemplo a de uma assessora de juiz lotada em Naviraí que recebe a quantia de R$3 mil como salário e receberá adicional agora de 14%. 

  1. Anaurilândia
  2. Anastácio
  3. Angélica
  4. Amambai
  5. Aparecida do Taboado
  6. Bela Vista
  7. Campo Grande
  8. Camapuã 
  9. Coxim 
  10. Corumbá 
  11. Dois Irmãos do Buriti
  12. Dourados 
  13. Fátima do Sul
  14. Ivinhema
  15. Maracaju
  16. Mundo Novo
  17. Nova Andradina
  18. Nova Alvorada do Sul
  19. Paranaíba
  20. Sidrolândia
  21. Ribas do Rio Pardo
  22. Sete Quedas
  23. Secretaria do TJ
  24. Três Lagoas
  25. Ponta Porã 

Ambas as publicações das portarias baixadas pelo desembargador presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, no uso de suas atribuições, nos dias 25 e 26 de junho de 2026, podem ser conferidas a partir da página cinco da edição de hoje (29) do Diário da Justiça (que você acessa CLICANDO AQUI). 

 

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Em MS

DOF apreende quase duas toneladas de maconha neste final de semana

As cargas apreendidas estavam avaliadas em mais de R$ 4 milhões

29/06/2026 11h50

VW T-Cross com registro de furto é recuperado com 1.292 quilos de maconha

VW T-Cross com registro de furto é recuperado com 1.292 quilos de maconha Reprodução/DOF

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O Departamento de Operações de Fronteira (DOF) apreendeu entre sexta-feira (26) e domingo (28), cerca de 2 toneladas maconha foram apreendidas em duas abordagens distintas que ocorreram em Douradina e na região de Copo Sujo, em Ponta Porã. 

A primeira apreensão ocorreu na sexta-feira dia 26, enquanto os policiais realizavam um patrulhamento padrão na BR-163, em Vila Sapé, quando avistaram um veículo estacionado em um restaurante, com uma das portas abertas e ostentando a droga. 

Conforme o relato, durante a abordagem o condutor do veículo revelou que transportava maconha. Aos policiais foi relatado que a droga havia sido pega em Coronel Sapucaia e possuía destino final a capital do estado, Campo Grande. O homem receberia R$ 10 mil pelo transporte. 

Ainda durante a abordagem foi constatado pelos policiais que o veículo utilizado para realizar o translado do material era roubado, uma vez que a placa ostentada divergia da original. O automóvel foi furtado no último mês de maio, em Dourados. 

Já a outra apreensão aconteceu na MS-164 na região de Copo Sujo, em Ponta Porã, que por ser cidade fronteiriça as apreensões de entorpecentes ocorrem com frequência. 

Durante patrulhamento dos policiais pela rodovia, abordaram uma carreta Scania e durante a fiscalização o condutor apresentou muito nervosismo e ao solicitarem que a lona fosse retirada para vistoria, revelou transportava maconha junto da carga. 

Na vistoria foram encontradas 17 caixas de papelão com tabletes de maconha, que juntos totalizaram 570 quilos da droga. O condutor ainda revelou que carregou o caminhão em Itamarati e a levaria até Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. 

VW T-Cross com registro de furto é recuperado com 1.292 quilos de maconhaCaminhão com 570 quilos de maconha é apreendido próximo de Ponta Porã - Reprodução/DOF

A carga era avaliada em R$ 1,5 milhões e o condutor receberia cerca de R$ 20 mil pelo transporte. O homem de 33 anos foi preso em flagrante. 

Ambas as ações ocorreram em parceria entre a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul) e o MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública) e da Operação Ágata Guaicurus II, em parceria com o Exército Brasileiro.

As quase duas toneladas de maconha apreendida nas duas abordagens foram encaminhadas para Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira), em Dourados.

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