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COVID-19

Com 40% de exames positivos, aberturas e flexibilizações podem elevar índice

Secretário de Saúde do Estado pede que a população permaneça em casa, mesmo com a volta de cinemas, boates, casas de shows e outros eventos na Capital
16/09/2020 08:00 - Daiany Albuquerque


Mato Grosso do Sul tem uma taxa de casos positivos de cerca de 40% no Laboratório Central de MS (Lacen-MS). 

Esse número é considerado alto pelas autoridades de saúde, que alertam que as recentes flexibilizações, principalmente em Campo Grande, onde até boates foram liberadas, podem impactar negativamente essa taxa.

De acordo com a secretária-adjunta da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Christine Maymone, o Estado tem mantido a taxa de exames positivos entre 31% e 40%. 

“A cada 100 testes feitos de RT-PCR, temos 40 positivos, então nós temos uma circulação viral alta”, alertou.

No fim da tarde desta segunda-feira (14), a Prefeitura de Campo Grande publicou um texto revogando pontos do Decreto nº 14.257, que impedia o funcionamento de sessões de cinemas, bailes, shows, festas em casas noturnas, boates, casas de eventos e similares, bem como as atividades relacionadas aos clubes de lazer e similares.

Esses locais liberados são considerados atividades de alto risco de contágio da Covid-19 e, conforme o programa Prosseguir, feito pelo governo do Estado em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), só deveriam ser reabertos quando a cidade atingisse o grau tolerável da doença; hoje a Capital está no grau médio.

 
 

“Eu vi algumas medidas tomadas por algumas administrações em Mato Grosso do Sul, não só na Capital, mas no interior, que me preocupam porque hoje o quadro não está se estabilizado em Mato Grosso do Sul", declarou o secretário de Saúde, Geraldo Resende, em transmissão para informar os dados da Covid-19.

"O momento ainda é de preocupação total, número muito elevado de casos, com uma média de 847 registros por dia, e a tendência é de que, se houver esse afrouxamento naquilo que são medidas que contêm o avanço do coronavírus, nós vamos persistir ainda por vários dias, por várias semanas e talvez por meses em um quadro alto de casos novos, em um quadro alto de internações hospitalares e óbitos e essa não é a nossa intenção”, complementou o secretário.

Resende também pediu que a população colaborasse e só saia de casa em casos de necessidade. 

“Pedimos a participação da população no tocante àquelas cobranças, nos ajude, permaneça em casa, só saia se for estritamente necessário, mesmo com as regras sendo afrouxadas por vários gestores, que nós entendemos que contraria inclusive o programa Prosseguir. Mas o momento tem feito com que gestores municipais estejam atentos a outras prioridades e nós gostaríamos de reafirmar a prioridade da Secretaria de Estado de Saúde, que é priorizar vidas”.

RITMO DA DOENÇA

Mato Grosso do Sul ultrapassou nesta terça-feira (15) a casa dos 60 mil casos da doença, com 60.297 testes positivos desde o início da pandemia. 

O Estado contabiliza 1.106 mortes em decorrência da Covid-19, sendo 468 em Campo Grande, epicentro da pandemia, com 26.690 casos.

No boletim epidemiológico apresentado ontem, foram acrescidos 889 casos confirmados e 21 mortes por Covid-19 em 24 horas. As vítimas eram nove de Campo Grande, quatro de Corumbá e uma de Anastácio, Cassilândia, Coxim, Glória de Dourados, Itaquiraí, Ivinhema, Ladário e Rio Brilhante.  

“A nossa média móvel tem crescido com esse número de óbitos verificados nesses últimos dias. A nossa média móvel, que estávamos em 14 por dia, está em 17 por dia, mantém uma estabilidade, mas muito alta”, afirmou o secretário.

A taxa de reprodução do vírus, número usado para estimar para quantas pessoas cada infectado deverá transmitir a doença, ontem estava em 1,08, mas o recomendado é que ela seja abaixo de 1.  

“A taxa de contaminação ainda está persistindo alta, hoje mantém em um patamar de 1,08, isso sim vai fazer uma inversão no quadro para que esse platô, que está se mantendo alto, possamos fazer com que apresente um declínio”, declarou Resende.

 

Felpuda


A futura composição  dos 29 vereadores  em Campo Grande poderá ser diferente  da que foi oficializada, segundo o que  se tem ouvido,  com certa frequência, nas rodinhas de conversas dos meios políticos.  

Nova distribuição  das cadeiras poderá ocorrer e, assim, quem está prestes a entrar com pompa e circunstância poderá nem passar pela porta de entrada  e tomar posse de cadeira  para chamar de sua.  

O caldeirão está fervendo.