Cidades

CAMPO GRANDE

Prefeitura libera cinema, festas particulares e baladas e põe toque de recolher a meia-noite

Mais um decreto que flexibiliza as medidas de contenção da Covid-19 foi publicado nesta segunda-feira

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A Prefeitura de Campo Grande anunciou, na tarde desta segunda-feira (14), que entre os dias 16 e 30 de setembro o Toque de Recolher passa a valer das 00h até às 05 horas da manhã. O texto também flexibiliza a realização de eventos particulares, como festas de aniversário, e até mesmo shows e baladas em casas noturnas, desde que com 50% da capacidade e com todas as pessoas usando máscaras e cumprindo medidas de biossegurança.

Sessões de cinema também estão liberadas. Quem for promover o evento, deve assinar um termo de responsabilidade.

 

Balada liberada

Ainda em edição extra, a Prefeitura flexibilizou a realização de eventos particulares, sendo que o responsável legal pela organização deve protocolar um Termo de Compromisso e o Plano de Contenção de Riscos em até 5 dias úteis antes do evento, como uma festa ou um show.

Nestes documentos ficam previstas as medidas de biosseguranças adotas pela organização, como o controle do uso de máscaras durante o evento, o monitoramento do uso de sanitários, a circulação de pessoas durante a montagem e desmontagem das estruturas e as apresentações musicais, a fim de minimizar os riscos de transmissão do novo Coronavírus.

Qualquer reunião deste caráter deve acontecer também com apenas 50% de lotação do espaço.

Os Termos serão protocolados na Central de Atendimento ao Cidadão, na mesa “senha A”, situada na Rua Marechal Rondon, n. 2655, região central.

Aquele que descumprir as medidas estabelecidas em decreto podem responder por crimes contra a saúde pública e contra a administração pública em geral previstos nos artigos 268 e 330,  do Código Penal Brasileiro.

 

Toque de recolher

Assim como de costume, o novo horário não é válido para farmácias e serviços de saúde, postos de combustíveis, deliverys e coletas de resíduos, bem como para serviços de enfrentamento à Covid-19.

A publicação também mantém obrigatoriedades estabelecidas anteriormente. Estabelecimentos e atendimentos ao público, como igrejas e academia, só podem funcionar com 50% da sua capacidade máxima, e eventos que gerem alta aglomeração, a exemplo de campeonatos esportivos, ou compartilhamento de objetos, como narguilés e tererés, ficam proibidos.

 

Violência

Homem é encontrado morto com facadas em terreno baldio em Campo Grande

Crime ocorreu a poucas quadras de outro homicídio recente e é investigado pela polícia

15/06/2026 16h02

Foto: Policia Civil

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Um homem ainda não identificado foi encontrado morto na madrugada desta segunda-feira (15) em um terreno baldio no bairro Jardim das Macaúbas, em Campo Grande.

A vítima apresentava cerca de dez perfurações provocadas por arma branca, concentradas principalmente na região das costas, evidenciando a brutalidade do crime.

O caso chama ainda mais atenção por ter ocorrido a cerca de quatro quadras do local onde, no último sábado (13), um homem foi assassinado em frente à conveniência Cafezais após uma colisão de trânsito, reforçando a sensação de insegurança na região.

De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada por volta das 4h30 após um morador relatar uma briga nas proximidades da Rua São Pio de Pietrelcina.

Segundo a denúncia, um dos envolvidos estaria caído ao solo e com dificuldades para respirar. A ligação foi interrompida antes da identificação completa da situação.

Quando a equipe do 10º Batalhão chegou ao local, encontrou o homem já inconsciente em um terreno baldio situado em frente a uma escola municipal. A Unidade de Resgate e Suporte Avançado (URSA), do Corpo de Bombeiros, foi acionada, mas apenas pôde constatar o óbito.

A vítima vestia apenas uma camiseta preta e um short tipo samba-canção. Próximo ao corpo, foram encontrados um par de tênis, um casaco de moletom e uma bermuda jeans.

Nenhum documento ou objeto pessoal foi localizado, o que dificultou sua identificação. A suspeita inicial é de que as roupas possam ter sido retiradas após o ataque.

Durante os trabalhos periciais, foram identificadas aproximadamente dez lesões compatíveis com golpes de faca. A arma utilizada no crime não foi encontrada nas imediações.

O terreno, que também é utilizado como estacionamento por funcionários de uma escola próxima, foram localizados luvas cirúrgicas, peças de roupa e um calçado. Já em uma lanchonete ao lado, havia marcas de sangue semelhantes a impressões de mãos no portão.

A proprietária do estabelecimento relatou ter ouvido pedidos de socorro durante a madrugada, mas não conseguiu identificar a origem.

Outro elemento que passou a integrar a investigação foi a localização de uma motocicleta Yamaha Fazer, abandonada a cerca de 160 metros do local do crime, na Rua Olivério Rodrigues da Luz. A principal linha de investigação é de que a motocicleta pertença à vítima, que pode ser um motociclista de aplicativo.

O veículo foi encontrado caído e passou por perícia, com coleta de impressões digitais. Posteriormente, foi removido ao pátio do Detran para análise mais detalhada.

Equipes da Polícia Civil, da Perícia Técnica e do Grupo de Operações e Investigações (GOI) estiveram no local realizando diligências. Até o momento, não há informações sobre suspeitos ou testemunhas diretas do homicídio.

O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac-Cepol) como homicídio qualificado. As circunstâncias e a motivação do crime ainda são apuradas pelas autoridades.

A proximidade entre os dois assassinatos recentes no Jardim das Macaúbas levanta preocupações entre moradores e reforça o desafio das forças de segurança no combate à violência na região.

transporte coletivo

Prefeita diz que tenta diálogo antes de decidir sobre intervenção no Consórcio Guaicurus

Adriane disse que tem reunião agendada com representantes do Consórcio e que caso não seja apresentada nenhuma proposta para melhoria, intervenção será única saída

15/06/2026 15h35

Intervenção é a última alternativa para o transporte coletivo, diz prefeita

Intervenção é a última alternativa para o transporte coletivo, diz prefeita Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, afirmou que primeiro tentará o diálogo antes de pensar em decidir decretar ou não intervenção no Consórcio Guaicurus. Relatório entregue na semana passada pela comissão criada para analisar a necessidade da intervenção concluiu que Adriane deve acatar decisão judicial e intervir nas empresas que detém a concessão do serviço de transporte público na Capital.

Em agenda pública na tarde desta segunda-feira (15), a prefeita disse que o prazo para uma resposta final é sexta-feira (19) e, até lá, a administração municipal irá tentar resolver a situação através de conversas.

"O diálogo está aberto, as portas da prefeitura e da Agência de Regulação estão abertas para qualquer discussão. Há uma determinação judicial para que isso [intervenção] aconteça, mas até sexta-feira a gente vai se reunir com a comissão que está com todos os dados, que tem compilado todas as informações, e acredito que até sexta-feira a gente tenha um desfecho dessa determinação e dessa ação que é de grande relevância", disse a prefeita.

Adriane afirmou ainda que a população a está cobrando por um posicionamento e mudanças no transporte coletivo e garantiu que está trabalhando para um consenso e melhorias na prestação do serviço.

A chefe do Executivo Municipal acrescentou que se não houve uma proposta satisfatória do consórcio, a intervenção será feita.

"São anos de um consórcio que não está satisfazendo a população de Campo Grande com os serviços prestados e o Poder Público Municipal, o poder concedente tem que tomar uma medida. Ou se recebe uma proposta agora, neste exato momento, até sexta-feira, de mudança, de investimentos que foram deixados de fazer ao decorrer dos anos e trazendo essa mudança, essa transformação, ou eu não vejo outro caminho a não ser intervenção", informou.

Por fim, Adriane ressaltou que um representanto do Consórcio Guaicurus solicitou uma reunião na Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Agereg), onde a empresa deve apresentar alguma proposta para a situação.

Comissão sugere intervenção

A comissão criada para analisar a necessidade ou não de a administração municipal decretar intervenção no Consórcio Guaicurus entregou seu relatório no dia 8 de junho, com a conclusão de que a prefeita Adriane Lopes deve acatar a decisão judicial e intervir nas empresas que detém a concessão do serviço de transporte público. 

Conforme reportagem do Correio do Estado, o relatório aponte a necessidade de nomeação de um interventor e recomenda que a "medida tem caráter temporário, investigatório e fiscalizatório, e não punitivo, não se confundindo com a caducidade ou a encampação". 

O documento diz ainda que "declarada a intervenção, deverá ser instaurado, no prazo de 30 (trinta)dias, o procedimento administrativo do art. 33 da Lei n. 8.987/1995, assegurada ampla defesa" aos donos dos ônibus.  

Logo na sequência, após reforçar que o serviço precisa ser mantido, o relatório reforça que deve ser buscada "solução consensual no âmbito da intervenção. Recomenda-se que a via consensual, aproveitados os elementos da proposta apresentada pelo Consórcio, tais como a modernização e a incorporação de frota, a mesa técnica e os mecanismos de acompanhamento, seja perseguida e construída dentro do âmbito da intervenção, sob a supervisão do Poder Concedente e das instâncias competentes, preservando-se a continuidade do serviço, a proporcionalidade e a segurança jurídica, sem a suspensão prematura da medida protetiva". 

No terceiro item, o relatório diz que o contrato de concessão deve ser mantido. "Diante do exposto, a Comissão Especial recomenda ao Poder Concedente: a não adoção, neste momento, de caducidade ou encampação. Não se recomenda, nesta fase, a declaração de caducidade (art. 38 da Lei n. 8.987/1995 e Cláusula 14ª do contrato) nem a encampação (art. 37), medidas mais gravosas, de natureza extintiva, cuja análise pressupõe a apuração própria do procedimento do art. 33, preservando-se, assim, a proporcionalidade e a gradação das medidas, orientação que, registre-se, converge com a escala progressiva proposta pela própria Comissão Parlamentar de Inquérito."

Um dos quesitos que mais pesa para que a intervenção seja feita é o fato de a frota estar em estado precário. Pelo menos 197 ônibus estão com o prazo de validade vencidos. Cerca de 15 estão fora de atividade por conta de sucateamento.

"No tocante às condições da frota, registrou-se idade média de 7,60  anos e a existência de 98 (noventa e oito) veículos com mais de 10 (dez) anos de uso, em desacordo com o limite de 5 (cinco) anos de idade média estabelecido no Edital de Concorrência n. 082/2012", diz trecho do relatório.

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