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Acidente com avião da TAM faz quatro anos

Acidente com avião da TAM faz quatro anos

iG

16/07/2011 - 08h21
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Quatro anos após o acidente em que o Airbus A320 da TAM não conseguiu parar na pista do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, atravessou a avenida Washington Luiz e explodiu em um hangar da própria companhia, os familiares das 199 pessoas que morreram poderão, enfim, começar a pensar no memorial que será criado no local. Um convênio vai ser assinado neste domingo (17) entre a Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Voo TAMJJ3054 (Afavitam) e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

A assinatura será feita no local do acidente, a partir das 10h. Além disso, a Afavitam organiza uma missa ecumênica em homenagem às vítimas do que foi o maior acidente aéreo do País.

Neste sábado, uma primeira missa será celebrada, às 12h, na Catedral da Sé, centro de São Paulo, também em memória das vítimas. As homenagens são feitas todos os anos, desde o acidente em 17 de julho de 2007.

Na última sexta-feira (15), a Justiça de São Paulo recebeu denúncia em que o Ministério Público Federal (MPF) acusa criminalmente três pessoas pelo acidente com o Airbus da TAM. A denúncia feita na segunda-feira (11) responsabiliza Denise Maria Ayres Abreu, então diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), e dois diretores da TAM na época, Alberto Fajerman (vice-presidente de Operações) e Marco Aurélio dos Santos de Miranda e Castro (diretor de Segurança de Voo), por atentado contra a segurança do transporte aéreo. Os réus têm dez dias para apresentarem uma resposta escrita à acusação.

Segundo o procurador da MPF, Rodrigo De Grandis, que ofereceu a denúncia, os três foram responsabilizados por negligência e imprudência em ações que teriam contribuído para o acidente. De acordo com sua análise das provas e laudos, o procurador entendeu que ninguém pode ser acusado por homicídio, já que o fator preponderante para o acidente foi a operação incorreta das manetes pelos pilotos do Airbus A-320.

Se condenados, os três denunciados podem pegar de um a três anos de detenção, na modalidade culposa. Mas o MPF defende que seja aplicada uma pena maior de acordo com o parágrafo 1º do art. 261, que prevê reclusão de quatro a 12 anos, devido à destruição total da aeronave e à perda de 199 vidas.

O presidente da Afavitam, Datio Scott, acredita que a denúncia é uma resposta aos familiares das vítimas e que encerra uma longa fase. “A denúncia do MPF conclui uma fase. Agora se inicia uma outra fase que é o processo”, afirma, considerando que a denúncia seja aceita pela Justiça.

Acidente

O Airbus A320 operado pela TAM partiu às 17h18 do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, e tocou a pista do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, às 18h48. Os pilotos não conseguiram frear a aeronave em razão da pista molhada e o avião atravessou a avenida Washington Luiz, batendo contra o prédio da TAM Express e explodindo. As 187 pessoas que estavam a bordo morreram, assim como outras 12 que estavam em terra.

Foi constatado que as manetes (aceleradores) do avião estavam um na posição de aceleração e um em frenagem, ou seja, fora da recomendada. Relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) apontou que não é possível apontar se houve falha humana ou mecânica e considerou que as irregularidades na pista do aeroporto foram uma das causas principais do acidente. 

CAMPO GRANDE

Mutirão do SUS realiza mais de 300 atendimentos em Campo Grande

Ação nacional voltada à saúde da mulher mobilizou hospitais e reduziu filas no SUS

21/03/2026 14h30

Em Campo Grande foram mais de 200 atendimentos

Em Campo Grande foram mais de 200 atendimentos Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Campo Grande integrou neste sábado (21) um mutirão nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) voltado à saúde da mulher, com a realização de mais de 300 atendimentos entre consultas, exames e cirurgias.

Na Capital, foram contabilizados 312 procedimentos ao longo do dia, dentro da mobilização do programa Ebserh em Ação e da iniciativa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde. A ação teve caráter inédito por ser exclusiva ao público feminino e é considerada uma das maiores já realizadas com esse foco na rede pública.

Do total realizado em Campo Grande, foram 60 tomografias, 60 ultrassonografias, 30 ecocardiogramas transtorácicos, 60 espirometrias e 10 ultrassonografias obstétricas. Também foram feitas 25 coletas de exames preventivos, fundamentais para o diagnóstico precoce de doenças.

Na área cirúrgica e de procedimentos especializados, o mutirão contabilizou 4 cirurgias ortopédicas de mão, 10 laqueaduras tubárias, 9 cirurgias bucomaxilofaciais e 6 histerossalpingografias.

A ação também teve foco na saúde reprodutiva, com a inserção de métodos contraceptivos de longa duração. Foram realizadas 30 inserções de Implanon e 8 inserções de DIU de cobre, especialmente voltadas a mulheres indígenas, público considerado prioritário na estratégia do Ministério da Saúde.

A mobilização ocorreu de forma simultânea em todo o país e envolveu 45 hospitais universitários da rede da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Ao todo, cerca de 42 mil atendimentos foram realizados neste sábado, com prioridade para a redução das filas e do tempo de espera por procedimentos no SUS.

Nas regiões Norte e Nordeste, a ação concentrou grande volume de atendimentos, com aproximadamente 22 mil procedimentos realizados. Os pacientes atendidos já estavam previamente agendados por meio da regulação do sistema público de saúde ou pelas próprias unidades hospitalares.

De acordo com o Ministério da Saúde, o mutirão integra uma estratégia nacional para ampliar a capacidade de atendimento da rede pública. O programa Agora Tem Especialistas reúne medidas voltadas à redução da demanda reprimida por consultas, exames e cirurgias, especialmente em áreas com maior tempo de espera.

*com informações da Agência Brasil*

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TRAGÉDIA

Peça de airbag se solta após batida e causa morte de motorista em MS

Caso chegou a ser tratado como possível homicídio, mas perícia descartou disparo de arma de fogo

21/03/2026 14h00

Motorista morreu após colidir contra portão de residência em Maracaju; perfuração no tórax foi causada por peça do airbag, segundo a perícia

Motorista morreu após colidir contra portão de residência em Maracaju; perfuração no tórax foi causada por peça do airbag, segundo a perícia Divulgação

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Um acidente com desfecho atípico terminou com a morte de um motorista na madrugada deste sábado (21), em Maracaju. Ivandre Barbosa da Silva, de 34 anos, morreu após perder o controle do veículo que conduzia e colidir contra o portão de uma residência, na região da Vila Margarida.

A ocorrência foi registrada no cruzamento das ruas Nestor Pires e Quintino Lopes Freitas. Quando equipes da Polícia Militar chegaram ao local, a vítima já estava sem sinais vitais, presa dentro de um Honda Civic. Um passageiro que também estava no carro conseguiu sair com ferimentos leves na mão.

Inicialmente, uma perfuração no tórax do motorista levantou a suspeita de que ele pudesse ter sido atingido por disparo de arma de fogo, o que levou ao acionamento da Polícia Civil e da perícia.

De acordo com o portal Dourados Agora, momentos antes do acidente, os ocupantes do Civic haviam saído de uma casa noturna, na Vila Juquita, quando se envolveram em uma colisão com um Fiat Palio branco. A batida teria provocado uma discussão que evoluiu para agressões físicas.

Segundo relato do passageiro, o condutor do outro veículo teria agredido os dois e, em seguida, passou a persegui-los após Ivandre deixar o local dirigindo. Durante a fuga, o motorista perdeu o controle da direção e acabou atingindo o portão de uma residência.

Ainda conforme o depoimento, após a colisão, o suspeito teria descido do carro e voltado a agredir Ivandre antes de fugir.

Com base nas informações repassadas, a Polícia Militar localizou o suspeito em um bar na região central da cidade. Ele confirmou envolvimento na briga e indicou onde havia deixado o veículo, que foi apreendido e encaminhado à delegacia. Nenhuma arma foi encontrada.

A área do acidente foi isolada para os trabalhos da perícia, e o carro da vítima também passou por análise técnica.

O laudo pericial descartou a hipótese de disparo de arma de fogo. A perfuração no tórax foi causada por uma peça do sistema de airbag, que se desprendeu com o impacto da batida.

Diante da constatação, o caso foi registrado como acidente de trânsito, sem indícios de homicídio.

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