Cidades

CONTRA GAYS, NEGROS E ÍNDIOS

Acusado de crime de ódio nas redes sociais, militante do PSL "foge" da Justiça

Oficiais estão tendo dificuldades em encontrar o acusado para citá-lo no processo

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Primeiro acusado de crime de ódio na Justiça de Mato Grosso do Sul, o ativista Rafael Brandão Scaquetti Tavares, 34 anos, está dando trabalho para a justiça. Isto porque oficiais estão tendo dificuldades em encontrá-lo para citação, para que se possa dar andamento no processo. Em quatro diferentes tentativas, o acusado não foi encontrado no endereço e vizinhos e até a mãe afirmam não saber onde ele mora atualmente.

Tavares virou réu na 2ª Vara Criminal de Campo Grande, acusado de crime de ódio contra negros, gays e japoneses, afirmando que faria uma “limpeza etnica”. Militante do PSL, pelas redes sociais, ele se defendeu declarando que usou de ironia para criticar acusações de que Jair Bolsonaro era a favor da violência contra a minoria. As declarações foram feitas durante eleições de 2018 e denúncia contra ele foi aceita em junho deste ano.

Desde então, oficiais de Justiça tentam citar o ativista na ação penal, mas, nos endereços dele que se tem conhecimento, ele nunca é encontrado.

No dia 18 de junho, oficial foi até a Morada dos Deuses, onde o acusado residia, mas ele não estava e vizinhos afirmaram que ele havia se mudado para um local desconhecido por eles.

Já no dia 24 de agosto, o oficial foi até um prédio, que seria de residência de Tavares, no Jardim dos Estados, mas foi informado pelo porteiro que o réu não mora no edifício. A mãe do acusado mora em um apartamento no prédio e disse que o filho havia se casado recentemente e se mudou. Ela afirmou ainda não saber precisar o endereço onde o filho mora e se recusou a passar o telefone dele para o oficial de Justiça.

Em duas novas tentativas de citação, nos dias 21 de agosto e 3 de setembro, novamente o acusado não foi encontrado e pessoas próximas não quiseram informar seu paradeiro. 

A citação é exigida em todos os tipos de processos e  tem a função de convocar o réu a comparecer em juízo e cientificar-lhe a existência do processo em seu desfavor. A partir da citação, o acusado pode iniciar o seu direito ao contraditório e ampla defesa.

CRIME DE ÓDIO 

Ministério Público Estadual (MPMS) denunciou Rafael Tavares em 28 de maio deste ano , pelo crime de racismo. “Consta do incluso caderno investigatório, no dia 30/09/2018, Rafael Brandão Scaquetti Tavares, por meio de seu perfil junto ao Facebook teria comentado em uma publicação um texto de cunho discriminatório, o qual incitava a prática de atos violentos contra gays, negros, japoneses e índios”, alega o promotor Eduardo Franco Cândia na denúncia. 

Nos comentários feitos em 2018 durante a campanha eleitoral, Rafael diz : “Não vejo a hora do Bolsonaro vencer as eleições e eu comprar meu pedaço de caibro para começar meus ataques. Ontem nas ruas de todo o País vi muitas famílias, mulheres e crianças destilando seus ódios pela rua, todos sedentos por apenas um pedacinho de caibro pra começar a limpeza étnica que tanto sonhamos”.

Em outro momento, ele ainda afirma já estar em um grupo para perseguir pessoas. “Já montamos um grupo no WhatsApp e vamos perseguir os gays, os negros, os japoneses, os índios e não vai sobrar ninguém. Estou até pensando em deixar meu bigode igual do Hitler. Seu candidato coroné não vai marcar dois dígitos nas urnas, vc já pensou no seu textão do Face pra justificar seu apoio aos corruptos no segundo turno? [sic]”.

Durante a fase de investigação policial, Rafael  alegou qua as postagens tratavam-se de uma ironia.

O promotor não viu a alegada figura de linguagem no comentário, e manteve a acusação. “No texto publicado pelo denunciado não há nenhum indício de ironia, qual seja uma risada ou emoticon ou qualquer elemento que pudesse identificar tal intenção. Pelo contrário, o texto segue bem elaborado e na medida em que é lido percebe-se seriedade nos fatos redigidos, com frases um tanto quanto carregadas de convicção”, afirmou Cândia. 

Tavares foi enquadrado no artigo 20 da Lei 7716/89 (Lei dos Crimes Resultantes de Preconceito de Raça ou Cor): “Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”, com o seguinte agravante: “Se qualquer dos crimes previstos no caput é cometido por intermédio dos meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza”. A pena para tal crime é de dois a cinco anos de prisão, e multa. 

Após a denúncia, Tavares voltou a usar as redes sociais, desta vez para criticar o promotor Eduardo Franco Cândia, o chamando de "analfabeto funcional". "O Ministério Público Estadual do MS aceitou uma acusação contra mim porque não compreendeu um comentário irônico, alegando que não havia emojis que justificassem a figura de linguagem. Um procurador de Justiça que depende de emojis. O analfabetismo funcional mandou um abraço”, diz a postagem, que foi apagada pouco tempo depois da postagem.

Caso seja condenado pelo crime de ódio, Tavares pode pegar até cinco anos de prisão.

problema crônico

CPI do Tapa-Buraco tende a cassar Adriane Lopes, diz vereador

Afirmação foi feita nesta terça-feira (27) durante sabatina do secretário de obras sobre o ritmo dos serviços de tapa-buracos em Campo Grande

27/10/2026 12h59

Secretário de obras, André Brandão, particiou de sabatina nesta terça-feira (27) na Câmara para prestar contas sobre o serviço de tapa-buracos

Secretário de obras, André Brandão, particiou de sabatina nesta terça-feira (27) na Câmara para prestar contas sobre o serviço de tapa-buracos

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Com apoio dos 29 parlamentares e prevista para ser oficialmente instalada na próxima quinta-feira (29) na Câmara, a CPI do Tapa-Buraco tende a resultar na cassação da prefeita Adriane Lopes (PP). A afirmação foi feita pelo vereador Flávio Cabo Almi na manhã desta terça-feira (27) durante sabatina do secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), André de Moura Brandão, na Câmara, para prestar contas sobre os serviços que estão sendo prestados na cidade, tomada por buracos.

“Não queremos cassar, mas se for necessário, vamos cassar”, afirmou o vereador depois de fazer uma série de questionamentos sobre a suposta má qualidade dos serviços que as 12 equipes que estão fazendo nas ruas de Campo Grande.

A previsão, segundo o presidente da Câmara, o vereador Papy, é de que a presidência desta CPI fique com a vereadora petista Luíza Ribeiro, opositora da prefeita e que na sabatina desta terça-feira nem mesmo fez questionamentos ao secretário de obras sob o argumento de que tudo seria esclarecida nesta CPI.

Em suas explicações, André Brandão afirmou que o problema dos buracos aumentou principalmente depois da operação “Buracos sem Fim”, desencadeada pelo Ministério Público em 12 de maio deste ano. Em decorrência da operação, quatro dos sete contratos com empreiteiras foram rompidos. Havia indícios de fraude e pagamento de propina de uma das empresas a servidores públicos relativos a contratos que somam R$ 113 milhões. 

Mas, vereadores insinuam que esta suposta corrupção não teria acabado depois da operação do MPMS e por isso as ruas seguem tomadas por buracos. O secretário, por sua vez, atribui o problema ao excesso de chuvas neste ano. De janeiro a setembro, segundo ele, foram 1,2 mil milímetros, ante 698 em igual período do ano passado.

Entre aqueles que insinuaram a manutenção das fraudes no serviço está o vereador Maicon Nogueira, tradicional desafeto da prefeita. Durante a sessão desta terça-feira (27) ele cobrou explicações sobre o funcionamento da usina de asfalto na qual a prefeitura investiu R$ 46 milhões. Ela foi comprada pelo Consórcio Central MS, que é composto por mais cinco prefeituras e presidido pela prefeita de Campo Grande.. 

Embora tenha elogiado a aquisição da usina, já que ela barateia em até 35% o custo da massa asfáltica usada no tapa-buracos, ele pediu explicações sobre a falta de uma balança para medir o volume que a prefeitura paga e aquele que efetivamente é entregue.

Conforme o vereador, essa pesagem estaria sendo feita em uma empresa privada e os volumes são anotados manualmente, o que impede qualquer tipo de conferência se o volume pago foi efetivamene utilizado. 

Segundo o secretário, porém, a usina tem uma balança interna que faz a dosagem dos diferentes componentes da massa asfáltica. Esta balança interna, contudo, não tem o certificado do Inmetro e por isso é feita a pesagem em uma empresa privada, de acordo com o André Brandão.

Atualmente, de acordo com o chefe da Sisep, existem 12 equipes nas ruas fazendo serviços de tapa-buracos, além de sete contratos para recapeamentos. Porém, em todo o mês de setembro foram tapados apenas 34,8 mil metros quadrados de buracos. Nos primeiros 15 dias de outubro, outros 14,1 mil metros quadrados.

Em abril deste ano, antes da operação do MPMS, haviam sido cobertos 92 mil metros quadrados de buracos, que é um volume considerado como satisfatório pelo secretário, que assumiu a pasta em junho deste ano. A audiência pública desta terça-feira se estendeu durante quase quatro horas.

Mas, apesar deste ritmo lento, ele diz que até o final de dezembro o problema da buraqueira terá sido resolvido. No começo de agosto, ele previu que a buraqueira acabaria até o final de outubro. No mês seguinte, informou que o problema acabaria até o fim de novembro. 


 

FERIADÃO

Servidores terão quatro dias de "molho" com feriado prolongado

Ponto facultativo de sexta-feira (30) será emendado com o feriado de Finados

27/10/2026 12h00

Servidores poderão aproveitar feriado prolongado esta semana

Servidores poderão aproveitar feriado prolongado esta semana Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

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Os servidores públicos de Campo Grande, do Governo de Mato Grosso do Sul e da administração federal terão um feriadão de quatro dias a partir desta sexta-feira (30). A folga aguardada por parte destes funcionários, será possível graças à transferência do ponto facultativo do Dia do Servidor Público, celebrado em 28 de outubro, e ao feriado nacional de Finados, na segunda-feira (2).

Com a mudança no calendário, as repartições públicas abrangidas pelas medidas ficarão sem expediente regular na sexta-feira e na segunda-feira, formando uma pausa de quatro dias consecutivos, incluindo o sábado (31) e o domingo (1º). O atendimento ao público será retomado na terça-feira (3), enquanto os serviços essenciais continuarão funcionando durante o período.

Embora a data comemorativa seja nesta quarta-feira (28), o expediente será mantido normalmente nos órgãos municipais, estaduais e federais. A decisão de transferir a folga para o fim da semana foi adotada pelas três esferas de governo.

Em Campo Grande, a determinação abrange as repartições municipais, mas preserva o funcionamento dos serviços considerados essenciais à população.

Já no âmbito estadual, o Governo de Mato Grosso do Sul também estabeleceu o ponto facultativo para sexta-feira (30). A medida, publicada no Diário Oficial do Estado em 6 de outubro, contempla órgãos da administração direta, autarquias e fundações vinculadas ao Poder Executivo.

Já para os servidores federais, a norma transfere a folga do dia 28 para o dia 30 de outubro nos órgãos e entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional.

Apesar da pausa prolongada no serviço público, o ponto facultativo não equivale a feriado nacional. Por isso, empresas privadas não são obrigadas a liberar seus funcionários na sexta-feira, ficando a decisão a critério dos empregadores.

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