Cidades

CAMPO GRANDE

Adriane Lopes recusa contraproposta e diz que reajuste de 10,39% é inconstitucional

Chefe do Executivo garantiu que nova reunião já está marcada com sindicato

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Após as negociações com os professores da Rede Municipal de Ensino (REME) para pagar o reajuste de 10,39% que deveria ser pago em novembro deste ano, a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (Patriota) afirmou, nesta quarta-feira (21), que o reajuste seria inconstitucional.

Adriane ainda disse que uma equipe técnica constatou a inconstitucionalidade, então, o Executivo vai traçar novos caminhos com o Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP) para que o reajuste seja pago.

Embora a prefeita tenha alegado inconstitucionalidade, o acordo salarial é garantido pela lei municipal n°6.796, aprovada em março, pelo então prefeito Marquinhos Trad (PSD). De acordo com a norma, o reajuste seria escalonado de abril deste ano a outubro de 2024, até atingir o piso nacional.

O primeiro reajuste previsto, em abril, de 5,03%, foi recebido pelos profissionais, mas, de acordo com a prefeitura, os docentes receberão apenas o outro reajuste equivalente a dezembro, que é de 4,78%. No entanto, a norma também previa 10,39% de reajuste em novembro, o que não foi pago pelo Executivo Municipal. 

 A prefeita ainda afirmou que a lei foi formulada de forma equivocada, o que não permite que o reajuste do mês passado seja pago integralmente. Ela também garantiu que já tem uma reunião marcada com o sindicato para novas negociações. 

A inconstitucionalidade citada pela prefeita se dá pela responsabilidade fiscal, já que para manter o equilíbrio nas contas públicas o Executivo precisa se atentar ao teto de gastos de 51,3% para despesas com folha de pagamento. Dessa forma, se os 10,39% forem pagos conforme a legislação aprovada durante a gestão de Marquinhos, a prefeitura ultrapassaria o limite estabelecido por lei. 

PROPOSTAS 

Os professores tentam negociar a porcentagem do reajuste desde o dia 02 de dezembro, quando fizeram uma passeata em protesto contra o não recebimento da correção. 

De acordo com a proposta da prefeitura, os 10,39% seriam escalonados em três parcelas, sendo 3,42% em janeiro, 3,48% em maio e 3,48% apenas em dezembro de 2023. 

Em assembleia realizada no dia 15 deste mês, a categoria recusou os percentuais oferecidos pela prefeita. No dia seguinte, o sindicato se reuniu com o secretário municipal de Governo e Relações Institucionais, Mário César, para formular uma contraproposta, que foi apresentada a Adriane.

Segundo a proposta apresentada pelo sindicato a porcentagem seria paga em duas parcelas, sendo 3,42% em janeiro e 6,97% em março do ano que vem. 

A contraproposta foi recusada pela prefeitura, que ainda não chegou a um acordo com a categoria.

Justiça

Paulo Gonet nega proximidade com Daniel Vorcaro

Procurador-geral da República se manifestou em sessão do STF

15/09/2026 21h00

Rosinei Coutinho/STF

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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, negou nesta terça-feira (15), durante sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), vínculos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.  

"Não existe nem tive relacionamento de proximidade com o senhor Vorcaro. O único encontro que eu tive com o senhor Vorcaro se deu, com várias autoridades, em abril de 2024. A única ligação, intermediada por advogado, foi brevíssima e banal", disse Gonet.

Ele se manifestou durante o julgamento sobre uma possível abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, também por sua suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

O nome do procurador-geral da República, Paulo Gonet, aparece em mensagens recuperadas pela Polícia Federal (PF) a partir do celular de Vorcaro, principal investigado na Operação Compliance Zero, que está preso desde o ano passado por fraudes financeiras e corrupção. O material foi divulgado pelo ministro André Mendonça, então relator do caso Master.

Segundo o relatório da PF, Gonet é citado em conversas de Vorcaro com terceiros, e não em mensagens identificadas como trocadas diretamente entre o ex-banqueiro e o procurador-geral. Em uma conversa de 2024, um interlocutor identificado como Ciro Soares afirma a Vorcaro que "Gonet é firme".

Há ainda uma mensagem de 15 de novembro de 2025, dois dias antes da prisão de Vorcaro, na qual o ex-banqueiro demonstra preocupação com o avanço das investigações e pergunta se seria possível "reverter isso com Paulo ou Andrei". De acordo com os investigadores, as referências seriam ao procurador-geral Paulo Gonet e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

A mensagem, entretanto, não demonstra que Gonet tenha sido procurado ou que tenha efetivamente atuado para interferir na investigação.

"Eu fico feliz que o ministro André Mendonça afirmou que não tenha nada que foi colhido que pudesse induzir a algum ilícito por parte do procurador-geral da República", comentou Gonet em seguida.

A manifestação ocorreu no contexto de uma questão de ordem levantada no início do julgamento, ainda durante a manhã, pelo ministro Gilmar Mendes, que pediu para incluir a análise pelo plenário das supostas irregularidades que teriam sido cometidas por Mendonça na condução das investigações. 

Durante a sessão, o ministro Flávio Dino pediu vista do julgamento. A análise do caso não tem data para ser retomada. O placar parcial do julgamento ficou em 4 votos a 3.

Os votos pelo julgamento conjunto foram proferidos pelos ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Apesar de ter defendido o julgamento conjunto, Dino pediu para não computar sua posição no placar provisório por ter pedido vista. 

O presidente do STF, Edson Fachin, Luiz Fux, Cármen Lúcia e André Mendonça votaram pelo julgamento separado.

Saúde

Cirurgias eletivas pelo SUS passam de 7,5 milhões no primeiro semestre

O aumento no número de cirurgias foi registrado em 20 estados

15/09/2026 19h00

Tomaz Silva/Agência Brasil

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O Sistema Único de Saúde (SUS) registrou mais de 7,5 milhões de cirurgias eletivas realizadas no primeiro semestre deste ano. O número representa um aumento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado. Foram, segundo o governo federal, 608 mil procedimentos a mais.

“O resultado mantém a trajetória de crescimento registrada nos últimos anos e ocorre após o país alcançar, em 2025, 14,9 milhões de cirurgias eletivas”, afirmou o governo federal, em nota.

O aumento no número de cirurgias foi registrado em 20 estados. Os maiores crescimentos foram vistos no Distrito Federal (31%), Sergipe (25%), Paraíba (23%), Bahia (20%) e Ceará (20%). Também apresentaram altas relevantes Amapá (18%), Alagoas (15%), Piauí (15%), Roraima (14%), Minas Gerais (13%), Goiás (12%), Rio de Janeiro (11%) e Rio Grande do Sul (11%).

Parte dos procedimentos foram realizados no âmbito do programa Agora Tem Especialistas, representando 2,92 milhões de cirurgias entre janeiro e junho de 2026. O programa tem como objetivo reduzir o tempo de espera por atendimentos de média e alta complexidade no SUS, por meio de ampliação de mutirões assistenciais, utilização de unidades móveis de saúde (carretas), aquisição de transporte sanitário e fortalecimento da Telessaúde.

A projeção do Ministério da Saúde é de que o SUS ultrapasse o número de 15 milhões de cirurgias eletivas em 2026, acima dos 14,9 milhões registrados em 2025.

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