Cidades

APÓS DENÚNCIA

Prefeita alega que manobra que aumentou IPTU em 130% é "problema pontual"

Após reportagem do Correio do Estado, Adriane Lopes diz que novo carnê será enviado para quem teve cobrança indevida

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A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, alegou que houve "erro pontual" no reajuste de 130% do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para moradores do Residencial Terra Morena.

Conforme reportagem do Correio do Estado, o reajuste, que oficialmente é de 7,96%, ficou muito acima do percentual para centenas de pessoas.

O aumento é pelo fato do preço dos imóveis, mesmo sem reformas ou melhorias estruturais, ter mais do que dobrado de valor na avaliação, passando de R$ 42 mil para R$ 93 mil, aumentanto, consequentemente, o valor do imposto.

Adriane Lopes afirmou, em agenda nesta quarta-feira (21), que se trata de erro pontual e que os valores serão corrigidos, após a denúncia do Correio do Estado.

"Esse problema é um problema pontual de uma comunidade de cento e poucas famílias", justificou a prefeita.

"Já está sendo refeito, pela equipe técnica, os cálculos para poder regularizar e reenviar os carnês para esse  grupo de pessoas", acrescentou.

A prefeita ainda afirma que o suposto erro pode ter sido de um servidor público ou de um programa de computador.

"Mas vai ser corrigido", garantiu.

Aumento exorbitante

A correção vem após os moradores do residencial entrarem com ação na Justiça solicitando a isenção do IPTU, conforme dispõe o decreto 5.680/2016, que dispõe sobre a isenção do imposto para mutuários dos programas habitacionais Minha Casa, Minha Vida, faixa social.

Segundo o advogado Vinícius Pizetta, a lei prevê a isenção 

O artigo 2º diz: “Os imóveis construídos que serão atingidos pela isenção do IPTU serão aqueles cujo valor venal correspondente, na data do fato gerador, seja igual ou inferior a R$ 83.000,00 [oitenta e três mil reais]”.

Segundo explicou o advogado, a média do valor venal dos imóveis localizados no Residencial Terra Morena, no Jardim Los Angeles, é de pouco mais de R$ 54 mil, o que os enquadrava dentro das regras para a isenção do imposto.

No entanto, com o aumento da prefeitura, sem explicação, para R$ 93 mil, os imóveis ficaram de fora do limite para isenção.

Cidades

Instituto Guarda Animal: uma luta urgente pela sobrevivência e bem-estar animal em Campo Grande

Atualmente, 141 animais residem no abrigo da ONG, dependendo integralmente de alimentação, higiene, medicamentos e acompanhamento veterinário

13/03/2026 15h15

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Desde 2016, o Instituto Guarda Animal, uma organização não governamental dedicada ao resgate e cuidado de animais abandonados em Campo Grande, enfrenta um de seus períodos mais desafiadores.

Presidida por Nathalia Brizuena, a instituição necessita urgentemente de apoio financeiro para sustentar suas operações e cobrir despesas mensais que se aproximam de R$ 40 mil.

Atualmente, 141 animais residem no abrigo da ONG, dependendo integralmente de alimentação, higiene, medicamentos e acompanhamento veterinário.

Desde outubro do ano passado, Nathalia assumiu sozinha a responsabilidade por todos esses cuidados. “Minha rotina é limpeza, alimentação e medicação. Antes eu tinha ajuda da minha mãe e da minha irmã, mas por motivos pessoais elas não puderam continuar. Hoje estou fazendo tudo sozinha”, relata Nathalia, destacando a dedicação solitária à causa.

A Transição para um novo lar e seus Desafios

Recentemente, o Instituto Guarda Animal realizou a mudança para uma nova chácara. Embora o novo espaço ofereça condições aprimoradas para os animais devido ao seu tamanho expandido, essa transição acarretou um aumento significativo nos custos de aluguel e manutenção.

Adicionalmente, a mudança trouxe uma nova preocupação financeira: a necessidade de reparos na antiga chácara antes da rescisão definitiva do contrato de locação.

A Reforma inadiável da antiga chácara

Nathalia explica que o imóvel anterior foi entregue pela imobiliária em condições impecáveis. Contudo, a convivência com um grande número de animais ao longo do tempo resultou em um desgaste considerável da estrutura, especialmente no piso e na pintura.

“Quando recebemos a chácara ela estava impecável. Com o tempo, por causa da quantidade de animais, o piso e a pintura foram muito deteriorados. Pelo contrato, precisamos devolver o imóvel reformado ou pagar multa”, afirma. Assim, além das despesas operacionais mensais, a ONG agora precisa angariar fundos para custear a reforma da chácara anterior, garantindo o cumprimento das cláusulas contratuais.

Um orçamento mensal de R$ 40 Mil e a ausência de apoio público

Os custos operacionais do Instituto Guarda Animal são abrangentes, incluindo ração, medicamentos, tratamentos veterinários, manutenção das instalações e o aluguel do novo abrigo. “Alguns bichinhos precisam de tratamento médico e medicamentos manipulados todos os meses. Tudo isso gera um custo muito alto”, detalha Nathalia.

Ela ressalta que a ONG não recebe apoio financeiro fixo do poder público. “Não tenho ajuda de ninguém além dos seguidores da página e dos padrinhos. Já procurei apoio da prefeitura, do governo e de outros órgãos, mesmo com todos os documentos em dia, mas até hoje não tive retorno.”

Um apelo urgente à comunidade

Diante das crescentes dificuldades, Nathalia faz um apelo emocionado à comunidade, buscando garantir a continuidade das atividades da ONG e a manutenção dos cuidados essenciais aos animais resgatados.

“Qualquer ajuda faz diferença neste momento. Precisamos manter os cuidados com eles e também conseguir cumprir nossas obrigações com a chácara anterior”, declara. As doações podem ser realizadas via PIX, utilizando o CNPJ da instituição: 37.912.316/0001-60.

Além das contribuições financeiras, o Instituto Guarda Animal também busca voluntários dispostos a auxiliar na organização de eventos ou na divulgação da campanha. “São muitas vidas que dependem da gente todos os dias”, conclui Nathalia, reforçando a importância do engajamento coletivo para a sobrevivência da causa animal.

Mais um

PRF apreende 182 kg de cocaína escondida em caminhão de minério

O motorista de 32 anos foi preso, mas não deu detalhes da origem e destino da droga

13/03/2026 15h01

Droga foi encontrada em Terenos, durante fiscalização da PRF na BR-262

Droga foi encontrada em Terenos, durante fiscalização da PRF na BR-262 Divulgação/PRF

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Um motorista de 32 anos foi preso nesta sexta-feira (13) em Terenos, a aproximadamente 30 quilômetros de Campo Grande, após ser flagrado pela Polícia Rodoviária Federal carregando 182 quilos de cocaína.

A abordagem foi feita pelos policiais durante fiscalização na BR-262. Inicialmente, o motorista afirmou que estava carregando minério de ferro e que tinha saído de Corumbá, seguindo até Pindamonhangaba, em São Paulo. 

No entanto, os agentes perceberam nervosismo no homem após tentar dar mais informações sobre o carregamento e do propósito da viagem. 

Assim, a equipe iniciou uma busca no veículo e encontraram dois compartimentos ocultos, escondendo 114 quilos de cloridrato e 68,8 quilos de pasta base de cocaína. 

Com o flagrante, o motorista foi preso e encaminhado à Polícia Civil de Terenos, juntamente com a droga. Ele não deu informações sobre a origem ou o destino da droga. 

A BR-262 tem estado na mira da PRF desde o ano passado por ser palco recorrente de casos de transporte de entorpecentes nas cargas, especialmente em caminhões de minério.

A rota, vindo de Corumbá, tem mais de 400 caminhões com carga de minérios saindo da cidade, tornando os casos cada vez mais comuns. 

Por ser uma rodovia que atravessa Mato Grosso do Sul, ligando até São Paulo, o uso dessa rodovia para transporte de drogas não é uma novidade. 

Os traficantes utilizam veículos com grandes cargas para esconder as drogas para transportá-las até os receptores, com ajuda das famosas “mulas”, que se expõem aos perigos, como ultrapassar barreiras policiais, em troca de recompensas que podem chegar a 10 salários mínimos. 

Maior apreensão 

O flagrante acontece um dia após a Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras) realizar a maior apreensão de cocaína do ano em Mato Grosso do Sul e na Capital, após encontrar quase uma tonelada da droga escondida em uma imóvel que servia de entreposto na região norte de Campo Grande.

Avaliada em cerca de R$ 30 milhões, a apreensão é a maior do ano em Mato Grosso do Sul e uma das maiores da história da Polícia Civil do Estado, conforme informou a assessoria da instituição. 

A ação teve início com a denúncia anônima de uma negociação suspeita em uma oficina da Capital, e resultou na prisão de cinco indivíduos, além da apreensão de 975 quilos de cocaína – ao todo, foram contabilizados 614 volumes de substância análoga à droga, entre tabletes e volumes embalados. 

Há cerca de três semanas, outra ação da PRF apreendeu 745 quilos da droga em um ônibus que transportava cerca de 30 bolivianos, sem possuir a documentação regular de entrada no País. 

Segundo a polícia, o motorista e os passageiros apresentaram versões contraditórias, o que levou a uma vistoria detalhada na carroceria, onde foram encontrados tablets com a droga. Até ontem, esta havia sido a maior apreensão de cocaína do ano no Estado, superada pelo flagrante em Campo Grande. 

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