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Adriane renova decreto do arrocho, mas eleva o próprio salário

Remuneração da prefeita teve aumento pelo segundo ano seguido e agora, após alta de 18%, passou para R$ 31,9 mil

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Em edição extra do diário oficial publicada nesta sexta-feira, a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), renovou por mais quatro meses o decreto que reduz para seis horas diárias o horário de atendimento na maior parte dos órgãos públicos municipais e determina corte de 25% nos gastos com água, luz, combustíveis e impressões, entre outros cortes.

 O decreto saiu uma semana antes de ela e a elite do funcionalismo municipal receberem em suas contas bancárias aumento salarial da ordem de 18,4%. E tem mais. Além deste aumento, o decreto de agora também não renovou o corte salarial de 20% que havia sido estipulado em 31 de outubro do ano passado para a prefeita, vice e secretariado.

O aumento de 18,4% de agora foi definido em abril do ano passado, quando a Câmara de Vereadores aprovou aumento escalonado do salário da prefeita em três parcelas. A primeira entrou em vigor naquele mês, quando o salário passou de R$ 21,2 mil para R$ 26.943,05.

A segunda parcela entrou em vigor no começo de fevereiro de 2026, quando o salário passou para R$ 31.912,56. E, conforme a previsão, em fevereiro do próximo ano ele sobe para R$ 35.462,22. No decreto desta sexta-feira, que determina contenção de gastos, não existe menção de que os reajustes tenham sido suspensos.

E este salário de R$ 31.912,56, que será 18% acima daquilo que ela recebeu em janeiro, já está processado e deve ser depositado na próxima quinta-feira (5). Juntando o reajuste concedido no ano passado, a alta é de 50%. E, se não for revisto o repasse da terceira parcela, em fevereiro do próximo ano, a alta será de 67%. 

EFEITO CASCATA

Além de beneficiar a prefeita, esta medida também trás reflexos diretos para a vice-prefeita e todo o secretariado. A remuneração dos secretários, sem contabilizar os chamados jetons, passou de R$ 19.028,90 para R$ 25.511,95 no começo deste mês. 

O reajuste beneficia, ainda, cerca de 500 procuradores, médicos, dentistas, auditores fiscais e até alguns servidores aposentados, já que ninguém pode receber acima do salário da prefeita, que estava em R$ 26,94 mil. Agora, o teto para esta parcela de servidores passa a ser de R$ 31,9 mil. 

Enquanto isso, o restante dos servidores, exceto professores, está com os salários congelados desde 2020. A alegação é de que a administração municipal extrapolou o teto constitucional de gastos com a folha de pagamento. 

E, por conta disso, o salário-base de mais de dez mil trabalhadores municipais enquadrados até o chamado nível dez está abaixo de um salário mínimo e precisa receber complemento, já que nenhum trabalhador pode receber menos de R$ 1.621,00.

No decreto publicado em edição extra desta sexta-feira, a administração municipal não determina explicitamente o veto a uma possível reposição salarial àqueles servidores que estão na fila faz seis anos.

Porém, pelo menos 14 artigos ou incisos são dedicados explicitamente para o corte e controle de gastos com pessoal. " É vedado remunerar por adicional por serviço extraordinário, gratificação de horas extras, plantão de serviço ou qualquer outra vantagem os servidores pelas horas excedentes que trabalharem na condição constante no caput deste artigo", diz o parágrafo primeiro do artigo sete da publicação. 

Antes disso, o decreto já veda, no artigo terceiro, o pagamento de vantagem financeira ou diferença de vencimentos ou gratificação na designação de substitutos de titulares de cargo em comissão, proíbe a ampliação de carga horária de professor com o pagamento de horas complementares, limita novas convocações e faz uma série de outras restrições. 

Assim como o decreto original, agora também está determinada renegociação de contratos com prestadores de serviço como o objetivo de obter redução de custos. Porém, o próprio Diogrande deixou claro que ocorreu exatamente o contrário, inclusive nos contratos da iluminação pública, que chegaram a ser alvo de uma operação do Ministério Público.

O decreto de agora e o anterior vedava, também a cedência de servidores para outros órgãos públicos, exceto quando houvesse permuta. Porém, servidores foram cedidos, por exemplo, para o Senado Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul e para a Assembleia Legislativa, sempre sem permuta e com o salário sendo pago pela prefeitura de Campo Grande. 

FIM DA REDUÇÃO DE 20%

No decreto publicado em 31 de outubro do ano passado, logo no artigo primeiro estava explicitado que "fica determinada a redução de 20% (vinte por cento) dos subsídios da Prefeita, Vice-Prefeita, Procuradora-Geral do Município, Controlador-Geral do Município, Secretários, Diretores-Presidentes, bem como os vencimentos de seus respectivos Adjuntos, e também dos Secretários-Executivos".

Aquela publicação também dizia que a validade da medida se estendia até este sábado. "Fica prorrogada até o dia 28 de fevereiro de 2026, a vigência das medidas estabelecidas no Decreto n. 16.203, de 7 de março de 2025, podendo ser alterada conforme a necessidade, oportunidade e conveniência da Administração Pública." O decreto de 7 de março foi o primeiro a determinar o arrocho nos gastos. 

 

Segurança Pública

Professor suspeito de estupro é preso em MS

O crime contra a estudante de 14 anos teria ocorrido em 2025

28/02/2026 11h00

Divulgação PCMS

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul prendeu, nesta sexta-feira (27), em Rio Brilhante, município localizado a 161 quilômetros de Campo Grande, um professor de 28 anos, que não teve o nome divulgado, suspeito de estupro.

Conforme informações da polícia, o crime teria ocorrido em 2025. A investigação teve início após a estudante, de 14 anos, contar o ocorrido.

Durante o levantamento do caso, a equipe solicitou a prisão preventiva do suspeito, que foi acatada pela Justiça. Ele foi detido em casa e levado para a delegacia do município, onde deve passar por audiência de custódia.

A polícia informou que o caso segue sob investigação.

Divulgação PCMS

Outro caso

Ainda na sexta-feira, em Aquidauana, município localizado a 272 quilômetros de Rio Brilhante, onde o professor foi preso, durante a Operação Mulher Segura, a polícia cumpriu mandado de prisão definitiva contra um homem de 71 anos, condenado por estupro de vulnerável.

A ação foi coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e ocorreu por intermédio da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Campo Grande.

O condenado estava foragido da Justiça desde 2024, quando o mandado de prisão foi expedido após ele ter sido julgado e condenado pelo crime de estupro de vulnerável contra a enteada.

Durante a madrugada, enquanto a mãe não suspeitava de nada, ele aproveitava-se da fragilidade da menina para cometer o estupro.

Para que a criança não contasse a ninguém, ele chegou a ameaçá-la de morte e até a agredi-la fisicamente, mantendo a menina em constante situação de medo.

O crime foi comprovado por meio de laudo pericial de sexologia forense realizado pelo Instituto de Medicina Legal (IML).

Quando a investigação encerrou, em 2014, a vítima estava com 14 anos de idade. O padrasto foi condenado a 18 anos de prisão em regime inicialmente fechado.

Doze anos após o fim das investigações, equipes da 1ª Deam seguiram no rastro do condenado e conseguiram localizar o paradeiro do foragido que estava morando em uma aldeia, localizada no Distrito de Taunay.

Quando a polícia chegou, ele não ofereceu resistência, foi preso e encaminhado à Delegacia de Polícia de Aquidauana, onde está à disposição da Justiça para o cumprimento da pena.

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Moradia

Minha Casa, Minha Vida abre inscrições e aproxima famílias do sonho da casa própria em Campo Grande

São unidades habitacionais localizadas no bairro Nova Bahia, e as inscrições seguem até 20 de março

28/02/2026 10h05

Crédito: Agehab

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O Programa Minha Casa Minha Vida – Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) está com inscrições abertas para 80 unidades habitacionais no Residencial Nova Bahia, localizado no bairro Nova Bahia, em Campo Grande.

Os interessados devem se atentar ao prazo de inscrição, que segue até o dia 20 de março e deve ser feita exclusivamente pelo site da Agência de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul (www.agehab.ms.gov.br).

Caso a pessoa não tenha acesso à internet ou enfrente dificuldades com o sistema, deve procurar atendimento presencial em uma das unidades da Rede Fácil, localizadas nos bairros Aero Rancho (Av. Marechal Deodoro, 2.603), Coronel Antonino (Rua Santo Ângelo, 51) ou Jardim Monumento (Av. Guri Marques, 5.465).

Crédito: Agehab

Quem pode participar?

O programa segue alguns critérios, entre eles manter os dados devidamente atualizados no sistema.

A seleção obedece a critérios estabelecidos nacionalmente e assegura prioridade aos seguintes grupos:

  • mulheres chefes de família;
  • pessoas negras;
  • pessoas com deficiência;
  • idosos;
  • famílias com crianças ou adolescentes;
  • famílias com pessoas em tratamento de câncer;
  • pessoas com doenças raras, crônicas ou degenerativas;
  • mulheres vítimas de violência doméstica;
  • famílias integrantes de povos indígenas e comunidades quilombolas;
  • moradores de áreas de risco;
  • pessoas cujo contrato habitacional anterior foi cancelado sem culpa própria;
  • famílias em situação de rua ou com trajetória de rua.

Sorteio

O sorteio será realizado na sala de reuniões da Agehab, em data a ser definida, e terá transmissão ao vivo pelo canal do YouTube do Governo do Estado, em iniciativa que busca reforçar a transparência na condução da seleção.

O FAR é uma das modalidades do programa habitacional federal voltada às famílias de baixa renda, com subsídio total ou parcial para aquisição do imóvel. Nesta etapa, o foco é atender prioritariamente quem se encontra em maior situação de vulnerabilidade social e econômica.

A ação é resultado da parceria entre o Governo Federal e o Governo Estadual, somando esforços para ampliar o acesso à moradia digna em Mato Grosso do Sul.

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