Cidades

"pombo-correio" do PCC

Advogado preso com 22 kg de cocaína é denunciado outra vez pelo MPMS

Ele já foi condenado a 6,5 anos por narcotráfico e agora corre risco de sofrer nova condenação e assim não poderá progredir de regime

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Preso desde outubro de 2024, quando foi flagrado com 22 quilos de cocaína no interior de São Paulo, o advogado campo-grandense Christopher Pinho Ferro Scapinelli foi denunciado mais uma vez pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul. Por conta desta denúncia, teve nova prisão decretada e deve ficar preso por um período maior. 

Por conta daquele flagrante, ele foi condenado a seis anos de prisão e agora foi denunciado à Justiça acusado de integrar organização criminosa, envolvimento no tráfico interestadual, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.

Apontado como um suposto "pombo-correio" da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), até 2024 ele presidia duas comissões da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS). A descoberta de que ele havia sido cooptado pela facção foi praticamente por acaso. 

Em junho de 2024 o Grupo Especial de Combate à Corrupção (GECOC) e Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO/MPMS) deflagrou a operação Sommelier para desmontar suposto esquema de corrução na realização de um concurso público na prefeitura de Douradina. 

Nesta operação foram apreendidos documentos, celulares em torno de R$ 200 mil em espécie. A empresa contratada para fazer o concurso (Delta Concursos) pertencia ao advogado e funcionava em uma loja de vinhos em Campo Grande (Bodega Real). 

E, conforme a denúncia apresentada agora contra o advogado e outras quatro pessoas, esta loja de vinhos servia principalmente para lavar dinheiro tanto do narcotráfico quanto de contratos com órgãos públicos. 

Por conta das descobertas feitas naquela operação, o advogado passou a ser monitorado mais de perto e acabou sendo preso no interior de São Paulo com 22 quilos de cocaína escondidos no interior de um tanque de combustíveis da caminhonete que dirigia. 

Depois de ser preso, alegou que estava em dificuldades financeiras em decorrência da operação do MPE desencadeada meses antes e por isso teria aceitado fazer o transporte da cocaína.

A suspeita dos investigadores, porém, é de que bem antes disso fizesse pelo menos uma viagem por semana para levar cocaína  para São Paulo, Paraná e Minas Gerais. 

De acordo com a denúncia do MPE apresentada à Justiça, além de fazer o transporte de drogas, o advogado também atuava como “gravata” do PCC, denominação dada aos profissionais do Direito cooptados pela facção.

De acordo com a peça acusatória, o advogado utilizava-se de sua prerrogativa profissional para atuar como "pombo-correio", transportando mensagens ilícitas, conhecidas como "salves", entre lideranças da facção presas em regime fechado e membros em liberdade. Diligências foram realizadas com autorização judicial em Campo Grande, Araraquara (SP) e Itajaí (SC) para juntar provas, segundo o MPE.

Conforme o trabalho de investigação, o advogado integrava o núcleo "Sintonia dos Gravatas", sendo responsável por organizar a assistência jurídica a integrantes da máfia e gerir ordens emanadas de pelo menos três chefes da facçao, dentro e fora do cárcere.

Entre os chefes do PCC no Estado, há um que já esteve implicado em plano de atentado a autoridades. O advogado travava comunicação ainda com outros profissionais já identificados como integrantes do corpo jurídico do PCC, aliciado para serviços que vão além das previsões legais.

MULA DE LUXO

Para ocultar sua verdadeira identidade e dificultar a responsabilização penal, Christopher utilizava diversas contas no WhatsApp registradas com nomes falsos, segundo o Gaeco/MPMS. 

Além da atuação nos presídios, a acusação sustenta que o advogado operava uma logística de tráfico, transportando semanalmente carregamentos de cocaína saindo de Ponta Porã para estadis vizinhos, escondendo a droga em tanques de combustível ou estepes de pneu.

Em decorrência desse flagrante de 13 de outubro de 2024, Christopher foi condenado, em fevereiro do ano passado, em Mirassol, a 6,5 anos de prisão. Atualmente está cumprindo pena em Araraquara (SP) e com prisão preventiva decretada nesta nova investigação.

A denúncia atual, que corre na 3ª Vara Criminal de Campo Grande, também aponta a participação de uma mulher - que teve a prisão decretada, mas está desparecida - na administração financeira e venda de entorpecentes. Outros três faccionados dos PCC constam da acusação, um preso no complexo da Gameleira, em Campo Grande, e os outros dois foragidos.
 

Cidades

Bebê internada após consumir fórmula infantil é investigada por suspeita de meningite

A menina que está internada após consumir leite infantil do lote cuja venda foi proibida pela Anvisa passou por exames, e os médicos agora avaliam a suspeita de meningite

15/01/2026 15h15

Imagem Divulgação

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A bebê de dois meses, que está internada desde o dia 9 de janeiro após consumir uma fórmula de leite infantil cujo lote teve a comercialização proibida, segue em investigação com suspeita de meningite.

No dia 7 de janeiro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou a Resolução nº 32/2026, que proibiu a comercialização, distribuição e uso de lotes de fórmulas infantis da marca Nestogeno, sendo: Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino, da empresa Nestlé Brasil Ltda.

A bebê deu entrada em um hospital particular de Dourados após consumir a fórmula de leite infantil Nan Sensitive. Familiares relataram que ela apresentou sintomas como choro intenso, sinais de desconforto, dor e episódios de vômito.

Segundo nota publicada pela Secretaria Municipal de Saúde, os exames levantaram a hipótese diagnóstica de meningite, com identificação de Salmonella.

Ainda conforme a nota, os sinais clínicos são compatíveis com infecção intestinal. A menina segue internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado estável, com melhora no quadro, porém permanece intubada.

Investigação

Diante do possível diagnóstico, a Vigilância Epidemiológica foi notificada, e amostras de exames foram encaminhadas, na terça-feira (13), ao Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen).

A lata da fórmula consumida pela bebê foi entregue pelos pais, e a numeração do lote está entre os proibidos pela Anvisa devido à contaminação por Bacillus cereus, bactéria que pode causar vômitos, náuseas e outros sintomas.

A amostra do produto foi coletada nesta quinta-feira (15) e será encaminhada para análise. Até o momento, não há confirmação de relação causal entre o consumo da fórmula infantil e o quadro clínico apresentado.

O caso segue em investigação, com acompanhamento conjunto das Vigilâncias Epidemiológica e Sanitária municipais e estaduais. A situação permanece sob monitoramento, e novas informações serão divulgadas oportunamente pelos canais oficiais”, diz a nota.

Fiscalização nos estabelecimentos

O gerente do Núcleo de Vigilância Sanitária, Diego Mesquita, informou ao Correio do Estado que, entre segunda-feira e ontem (14), foram fiscalizados 31 estabelecimentos.

Alguns comércios que possuíam os lotes já haviam retirado os produtos das prateleiras.

“Apenas um supermercado foi encontrado com esses lotes expostos à venda. O responsável alegou à equipe de fiscalização que não tinha conhecimento, mas retirou imediatamente os produtos da área de vendas”, informou o gerente da Vigilância Sanitária.

No Brasil, os produtos e lotes a serem recolhidos são:   

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Maconha era transportada junto a alimentos em câmara fria de caminhão

Droga era destinada ao estado de Goiás

15/01/2026 15h00

Divulgação/PCMS

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (DENAR) e da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (GARRAS), apreendeu na noite de ontem (14) um total de 849,4 kg de maconha em um caminhão refrigerado que estava estacionado nos fundos de um posto de combustíveis no Jardim Noroeste.

Durante uma operação que tinha como objetivo fiscalizar pontos usados como parada em rotas do tráfico, os policiais identificaram, por volta das 22h, um conjunto (cavalo e baú) com o lacre da câmara fria rompido, o que contraria normas de transporte de alimentos e levantou suspeitas de ocultação de drogas.

De acordo com a Polícia Civil, o motorista de 39 anos apresentou versões contraditórias ao ser abordado e não soube explicar a violação do lacre.

Após ser confrontado, admitiu que transportava caixas com entorpecentes no compartimento refrigerado, misturadas a alimentos.

Diante disso, o caminhão foi levado à DENAR para vistoria detalhada. No interior do veículo, foram encontradas 31 caixas contendo tabletes de maconha, totalizando 849,4 kg. A carga, segundo o motorista, teria como destino o estado de Goiás.

O motorista foi preso em flagrante.

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