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SAÚDE

Agendamento para cateterismo pode demorar 1 ano, mostra CGU

Análise do tempo entre a origem da demanda pelo procedimentos e seu primeiro agendamento no Sistema de Regulação da Capital foi feita por auditoria da Controladoria

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Relatório de auditoria realizada pela Controladoria-Geral da União (CGU), com base em dados do Sistema de Regulação (Sisreg) de Campo Grande, identificou uma demora que pode chegar a mais de um ano entre o cadastramento no sistema para fazer o procedimento de cateterismo cardíaco e a data de origem da demanda.

Conforme relatório, a auditoria buscou saber o tempo entre a data da origem da demanda por vários procedimentos ambulatoriais expedida por profissional da saúde e a data do primeiro agendamento.

Foram analisadas as demandas por cateterismo cardíaco, densitometria, ressonância magnética, endoscopia digestiva alta e fisioterapia (sobre este último, porém, não foram encontrados dados).

Desses procedimentos, o que apresentou o maior tempo médio, em dias, entre o pedido e o primeiro agendamento foi o cateterismo cardíaco, que, levando em conta os nove pacientes que fizeram a solicitação pelo procedimento no período analisado, apresentou uma demora de 396,6 dias, em média, para o primeiro agendamento.

“O procedimento de cateterismo cardíaco, entre os demais procedimentos analisados, foi o que apresentou maior tempo médio e mediano observado entre a data de origem da demanda e a data do primeiro agendamento. Conforme a Tabela 9, três quartos ou 75% das solicitações levaram de 153 dias (menor tempo) a 341 dias – aproximadamente de 5 a 11 meses – para ter seu primeiro agendamento marcado”, diz o texto.

Ainda conforme a CGU, o tempo máximo que um paciente teria esperado por cateterismo cardíaco, de acordo com os dados obtidos, foi de 988 dias.

Em outra tabela, a auditoria aponta que o tempo médio para que este procedimento seja cadastrado no Sisreg é de 80,1 dias, também o maior entre as demandas observadas.

Para a Controladoria-Geral da União, uma das causas dessa demora exorbitante pode ser a demora dos servidores em cadastrar os exames feitos no sistema.

“A causa pode estar relacionada à falta de normatização por parte do gestor, regulando os prazos máximos para cadastro da solicitação em sistema, bem como à fragilidade dos controles e supervisão sobre o fluxo de regulação”, citou.

“As consequências dessa intempestividade vão desde a não observância da equidade no tratamento das demandas dos pacientes, aumento do tempo de espera e possível absenteísmo, passando pela falta de transparência no gerenciamento da fila, até a ocorrência de prejuízos irreparáveis à saúde das pessoas”, completou o relatório.

A CGU ainda afirma que essa demora, tanto no caso do cateterismo como em outros procedimentos, é uma “problemática que pode se estender aos demais tipos de procedimentos de saúde não objeto da auditoria, ante a falta de normatização do gestor municipal e de mecanismos de supervisão e controle das etapas da regulação”.

CAOS

Desde a semana passada, o Correio do Estado tem mostrando que a auditoria feita pela CGU no sistema de regulação das demandas para o Sistema Único de Saúde (SUS) na Capital encontrou um verdadeiro caos, com problemas na fila de espera, muitas faltas e procedimentos que foram feitos “por fora” do Sisreg.

Em matéria publicada ontem, foi observado que a fila de espera para consultas e exames em Campo Grande não estaria obedecendo à ordem estabelecida por emergência e temporalidade, conforme análise da CGU.

Tabela apresentada no documento mostra que foram identificados casos de pessoas que “furaram fila” para os seguintes procedimentos: endoscopia digestiva adulto; cateterismo cardíaco; consulta em cirurgia ortopédica para coluna; atendimento fisioterapêutico nas alterações motoras adulto; e ressonância magnética. Não houve justificativas para esses casos, conforme o documento.

Sobre a questão, a titular da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), Rosana Leite, afirmou ao Correio do Estado que a fila de espera na saúde não é “estática” e que sempre é feita a reavaliação do paciente, o que pode mudar seu lugar.
 

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estiagem

Rio da Prata enfrenta seca e mobiliza ações de resgate de peixes

MPMS acompanha agravamento da estiagem, monitora as condições ambientais do rio e fiscaliza ações de resgate e preservação da fauna aquática

10/09/2026 19h15

Rio da Prata enfrenta seca

Rio da Prata enfrenta seca Foto: Divulgação / MPMS

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Mais de 200 peixes foram resgatados e realocados no Rio da Prata, que enfrenta crise hídrica e seca, com locais com fluxo da água interrompido, em Jardim. A situação é acompanhada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Jardim.

Conforme reportagem do Correio do Estado, em agosto, o nível do rio já estava baixo em algumas áreas, devido à estiagem. Neste mês, a situação se agravou e, diante do cenário emergencial, uma operação foi montada para tentar reduzir os impactos da estiagem.

De acordo com o MPMS, neste ano, o Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA) comunicou o agravamento da situação hídrica em trecho localizado próximo à Ponte do Curê, na Rodovia MS-178, e constatou as condições críticas decorrentes da estiagem prolongada.

A entidade identificou trechos secos e formação de poças isoladas, com risco de evaporação, situação que coloca diversas espécies em condição de vulnerabilidade.

O presidente do IGMA, Nisroque Soares, afirma que abaixo da área onde foram feitos resgates de peixes, em 2024 e 2025, o fluxo d’água é interrompido por aproximadamente 4 km até a Ponte do Curê.

Na operação emergencial foram executados planos de resgate e realocação de peixes que se encontravam ilhados no local afetado.

Dentre as espécies realocadas estão lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras, que foram levados para áreas do rio com melhores condições de sobrevivência.

No ano passado, também houve a mesma operação, onde aproximadamente 1.421 peixes foram resgatados do Rio da Prata, em um trecho de 7 km afetado pela interrupção do fluxo d’água.

O MPMS informou que há um inquérito civil, instaurado em julho de 2024, que acompanha os trabalhos do IGMA. O órgão ressaltou que continuará acompanhando e fiscalizando as ações desenvolvidas pelos órgãos e entidades envolvidos na preservação do Rio da Prata e de sua fauna aquática.

Saúde

Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital para todas as idades

Decisão da ANS vale a partir de 1º de outubro

10/09/2026 19h00

José Cruz/Agência Brasil

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A partir de 1º de outubro, os planos de saúde serão obrigados a cobrir exame de mamografia digital para todas as pessoas sempre que houver indicação médica, ou seja, não haverá restrição de idade. Atualmente, a cobertura desse exame é obrigatória apenas para mulheres com idade entre 40 e 69 anos.

A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no último dia 3 e anunciada nesta quinta-feira (10). A ANS é o órgão que regula a indústria de planos de saúde no país.

A mamografia digital versão mais avançada do exame convencional é considerada um dos principais exames para a detecção precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes mesmo de serem percebidas ao toque.

Menos tempo de exposição

A modalidade digital oferece vantagens como menor exposição à radiação, menor tempo de compressão da mama durante o exame e armazenamento das imagens em formato digital, o que facilita o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação por diferentes especialistas.

No comunicado de fim de restrição, a ANS destaca que a cobertura obrigatória é “uma oportunidade de celebrar o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama”.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima que o país tenha cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama por ano.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos.

Todos os gêneros

A intenção de ampliar a cobertura do exame partiu da própria ANS, após discussões realizadas na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).

Na Cosaúde, a maioria da comissão defendeu que “o uso da mamografia digital já está consolidado como padrão de cuidado oncológico” e que a restrição para mulheres de 40 a 69 anos, poderia “prejudicar ou atrasar o acesso oportuno” ao diagnóstico de câncer de mama.

Ao determinar cobertura obrigatória para “todas as pessoas”, a ANS inclui qualquer gênero, ou seja, o exame passa a ser garantido a pessoas que se considerem não binárias (não se identificam exclusivamente como homem ou mulher).

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