Cidades

Reforma agrária

Agraer promete assentar 1 mil famílias no Estado em 2016

Em balanço divulgado, agência informou que em 2015 serão 400 lotes distribuídos

RODOLFO CÉSAR

01/10/2015 - 18h27
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O diretor-presidente da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), Enelvo Felini, prometeu assentar mil famílias em 2016 no Estado. A divulgação foi feita nesta quinta-feira (1º), durante o Encontro Estadual de Reforma Agrária e Crédito Fundiário, que está sendo realizado em hotel na saída de São Paulo até esta sexta-feira (2).

Neste ano, a Agraer deve assentar 400 famílias, enquanto em 2014 o número foi de 57, garantiu Felini. "Acreditamos no homem do campo e o objetivo para 2016 é chegarmos a mil famílias assentadas", disse o diretor-presidente.

O encontro é promovido pelas Federações dos Trabalhadores e Trabalhadoras Assalariado Rural e dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Mato Grosso do Sul, além da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).

"Encontros como esses são essenciais para discutir bases, diretrizes da reforma agrária e termos conhecimento, principalmente, do que vem sendo desenvolvido no Estado acerca de políticas públicas que estão sendo implementadas em benefício da agricultura familiar”, disse o representante da Contag, Alaíde Teles, via assessoria de imprensa.

No evento ainda deve ser apresentado o balanço das ações do Incra referente aos principais programas destinados à implantação e desenvolvimento dos projetos de assentamentos. O superintendente do Incra/MS, Sidney Pereira, esteve presente na cerimônia de abertura do encontro.

TRAMA OCULTA

Gaeco investiga fraude em 15 licitações e cumpre mandados em 7 municípios

Ao todo, foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão e medidas cautelares, em Anastácio, Caarapó, Campo Grande, Dourados, Mundo Novo, Jardim e Sidrolândia

28/10/2026 09h35

O Ministério Público Estadual afirma que a organização criminosa movimentou R$ 3 milhões nas licitações fraudulentas

O Ministério Público Estadual afirma que a organização criminosa movimentou R$ 3 milhões nas licitações fraudulentas FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, nesta quarta-feira (28), a Operação Trama Oculta. Foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de medidas cautelares diversas da prisão. Os alvos foram localizados nos municípios de Anastácio, Caarapó, Campo Grande, Dourados, Mundo Novo, Jardim e Sidrolândia.

Um grupo de empresários do ramo de confeccções atuava em uma espécie de cartel, ajustando previamente os preços das propostas apresentadas nos pregões para simular a competição e elevar artificialmente os valores das contratações públicas. Em alguns casos, valiam-se também da cooptação de servidores públicos para viabilizar as fraudes e favorecer o superfaturamento.

Até o momento, foram identificadas 15 licitações fraudadas pela organização criminosa em contratos que alcançam cerca de R$ 3 milhões.

Em Sidrolândia, de acordo com o Região News, uma das equipes do Gaeco esteve na Priscila Malhas, que pertence à empresária Priscilla Depiné, esposa do ex-secretário municipal de administração e atual secretário especial, Welbet José Biaggi de Amorim. Outros agentes estiveram na residência do casal, localizada no Eco Parque Fratelli, na manhã desta quarta-feira.

As investigações tiveram início a partir de provas extraídas de um celular apreendido durante a Operação Malebolge. O material revelou indícios de um esquema criminoso paralelo envolvendo empresários do ramo de confecções.

“Trama Oculta”, termo que dá nome à operação, remete tanto ao produto negociado pelos empresários (ramo de confecções) quantos às articulações entre efetivadas entre eles, que ajustavam previamente as propostas para simular a competição nos pregões e viabilizar o superfaturamento das contratações públicas. 

Operação Malebolge

A Malebolge cumpriu 11 mandados de prisão preventiva e 39 de busca e apreensão e apurava fraudes em licitações que somam mais de R$ 10 milhões, envolvendo servidores e empresários. Os mandados foram cumpridos em Água Clara, Campo Grande, Rochedo e Terenos. 

O esquema envolvia licitações fraudulentas para compra de uniformes e outros materiais, com um empresário no centro, cooptando servidores e contando com outros empresários. Uma das buscas foi em uma empresa de vestuário em Campo Grande. Um celular apreendido na Malebolge levou o Gaeco a um grupo do ramo de confecções. 

O Gaeco chegou aos suspeitos da Malebolge por provas extraídas de celulares apreendidos na Operação Turn Off. A Trama Oculta seria, portanto, mais um desdobramento dessa cadeia de apreensões de celulares. 

Dez pessoas foram denunciadas por organização criminosa e pediu indenização de, no mínimo, R$ 22 milhões. Além disso, a denúncia do MPMS aponta crimes de fraude em licitação, peculato e corrupção entre os anos de 2022 e 2025. 

Os alvos chegaram a ganhar liberdade com tornozeleira eletrônica. Depois, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), contra o voto do relator, os manteve presos após recurso do MPMS. Mais tarde, o tribunal revogou a liberdade provisória e determinou a prisão dos réus. 

A 2ª fase foi deflagrada em 24 de julho de 2025. Já em 2026, o Gaeco prendeu quatro pessoas em Água Clara, entre elas a ex-secretária de Educação e um empresário. Segundo as investigações, ele pagava propina para aumentar as ordens de compra, e só parte dos produtos era entregue.

CRISE NO ASFALTO

Rua de Campo Grande tem mais de 100 buracos em uma quadra

Placas foram colocadas sobre os buracos e moradores estenderam faixas para cobrar medidas da Prefeitura

28/10/2026 09h15

Placa alerta motoristas sobre buraco na via pública

Placa alerta motoristas sobre buraco na via pública Foto: Marcelo Vitor / Correio do Estado

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A Rua São Félix, entre a Avenida Bom Pastor e a Rua Santana, sofre com o problema crônico de Campo Grande: os buracos. A reportagem do Correio do Estado esteve no local e constatou que em um trecho de 120 metros, há 107 buracos no asfalto. 

Os moradores do bairro Jardim Mansur colocaram placas sobre estas 'crateras' para avisar os motoristas que por ali passam. Além disso, a população também expôs faixas, as quais cobram a gestão da Prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), sobre a situação e exigem que os impostos pagos tenham retorno.

Na região, a Rua Santana é uma das poucas onde é possível encontrar asfalto com boas condições. Ela, inclusive, foi recapeada em 2021, na gestão de Marquinhos Trad. Na parte final da avenida gastronômica Bom Pastor, também há buracos. 

Na região do Vilas Boas, próxima a avenida Bom Pastor, a situação segue crítica em frente ao condomínio de alto padrão Amantini Residence, onde casas e sobrados costumam ser comercializados entre R$ 2,6 milhões e R$ 3,9 milhões. Nas proximidades do residencial, há uma placa indicando a presença de buracos, esta em cima de uma calçada.

Plano Emergencial de Recuperação Viária

a Câmara Municipal entregou, nesta terça-feira (27), um Plano Emergencial de Recuperação Viária à Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).

O documento cobra a apresentação de um planejamento em até 72 horas e estabelece medidas para enfrentar a deterioração do asfalto, incluindo cronogramas de atendimento, fiscalização da qualidade dos reparos e prestação de contas à população.

A entrega ocorreu durante a sabatina do secretário municipal de Infraestrutura, André de Moura Brandão, convocado a prestar esclarecimentos sobre as condições das ruas e avenidas da Capital.

Questionado pelos vereadores sobre quando os buracos seriam eliminados, o titular da pasta reconheceu a dificuldade de estabelecer uma previsão para solucionar o problema.

"É difícil estimar uma data: o quando é o mais breve possível", afirmou o secretário, ao justificar que a Prefeitura trabalha para ampliar as frentes de serviço e acelerar os reparos.

O documento foi entregue pelo presidente da Câmara, vereador Epaminondas Neto, o Papy, em um momento de crescente pressão sobre a administração municipal.

Paralelamente, os 29 vereadores já assinaram o requerimento de abertura da CPI do Tapa-Buracos, apresentado pela vereadora Luiza Ribeiro.

O pedido está sob análise da Procuradoria Jurídica da Casa e ainda depende dos procedimentos necessários à instalação da comissão, mas deve ser oficializado até sexta-feira (30), de acordo com Papy.

(Colaboração de Welyson Lucas)

 

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