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Água Clara é a cidade mais quente do país pelo segundo dia seguido, diz Inmet

Recorde de temperatura em Campo Grande não põe a cidade entre as mais quentes do Brasil

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Apesar de ter batido o recorde na tarde de ontem, Campo Grande não entrou na lista das cidades mais quentes do Brasil. A Capital marcou 41°C em medição do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) às 14h dessa segunda-feira(5).

A máxima é 0,2°C maior que a última marca, de 40,8°C medida em 30 de setembro deste ano, afirma o portal Climatempo. O portal ainda relembra que a temperatura medida em Água Clara na mesma data é a maior já registrada em MS.

De acordo com o Inmet, a temperatura máxima na cidade atingiu 44,6°C, a mais quente medida empatada com a Nova Maringá, no Mato Grosso.

Com cinco cidades entre as mais quentes do país nas últimas 24h Mato Grosso do Sul ainda vive dias de seca e estiagem. Água Clara foi pelo segundo dia seguido a cidade mais quente do Brasil.

As outras cidades do estado na lista das 20 mais quentes são Coxim em terceiro com a máxima de 43,7°C, São Gabriel do Oeste na 11ª posição com 42,3°C, Cassilândia em 12º com 42°C e Sonora em 20º com 41,3°C.

A previsão é que Campo Grande bata novamente o recorde ainda esta semana. Segundo o próprio Inmet, a cidade tem máximas previstas de 39°C para esta terça-feira, 42°C para quarta-feira e 43 para quinta e sexta-feira.

No sábado a máxima volta para os 39ºC e no domingo é possível que caia a tão esperada chuva. O tempo deve ficar encoberto no dia da separação do estado com máxima de umidade relativa do ar em torno dos 70%.

Operação Rota Norte

PF mira 23 investigados por tráfico e lavagem em operação que chega a MS

Operação Rota Norte cumpre 10 mandados de prisão e 22 de busca e apreensão em três estados; em MS, ação da Polícia Federal chegou a Corumbá.

23/09/2026 17h01

Viaturas da Polícia Federal durante operação; ação contra tráfico de drogas e lavagem de dinheiro também cumpriu mandados em Corumbá (MS).

Viaturas da Polícia Federal durante operação; ação contra tráfico de drogas e lavagem de dinheiro também cumpriu mandados em Corumbá (MS). Foto: Divulgação.

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A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (23) uma operação contra uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Em Mato Grosso do Sul, a ofensiva chegou a Corumbá, município localizado na fronteira com a Bolívia.

Batizada de Operação Rota Norte, a ação é realizada em conjunto com as Polícias Militares do Espírito Santo e de Minas Gerais e prevê o cumprimento de 22 mandatos de busca e apreensão e dez mandados de prisão nos três estados.

Ao todo, 23 pessoas são investigadas. Segundo a Polícia Federal, o grupo estaria dividido em diferentes núcleos, responsáveis pelo fornecimento de drogas, financiamento das atividades, movimentação financeira e ocultação de patrimônio.

As medidas judiciais têm como objetivo reunir novas provas, identificar outros possíveis envolvidos, interromper as atividades investigadas e atingir financeiramente a organização.

Em Corumbá, a PF também cumpriu ordens judiciais relacionadas à operação. O material divulgado inicialmente, porém, não informa quantos dos 22 mandados de busca e dos dez de prisão foram destinados ao município sul-mato-grossense.

Armas, droga e dinheiro apreendidos

Durante o cumprimento das ordens judiciais nos estados alcançados pela operação, houve também prisões em flagrante por posse irregular de arma de fogo e tráfico de drogas.

As equipes apreenderam armas de fogo e um tablete de substância com características semelhantes às da maconha. A Polícia Federal não informou inicialmente em qual dos estados ocorreram essas apreensões.

Também foram encontrados valores em dinheiro e veículos que, conforme a investigação, apresentam indícios de terem sido adquiridos com recursos provenientes das atividades criminosas apuradas.

A frente financeira é um dos pontos investigados pela PF. Os policiais buscam esclarecer como os recursos supostamente obtidos com o tráfico eram movimentados e de que maneira bens e patrimônio teriam sido utilizados para ocultar a origem do dinheiro.

Investigação mira diferentes núcleos

De acordo com a Polícia Federal, os 23 investigados teriam funções distintas dentro da estrutura apurada. Enquanto parte estaria relacionada ao fornecimento de entorpecentes, outros integrantes seriam responsáveis pelo financiamento, movimentação financeira e ocultação patrimonial.

Com as buscas realizadas nesta quarta-feira, os investigadores pretendem obter documentos, equipamentos eletrônicos e outros elementos capazes de auxiliar na identificação da atuação de cada integrante e de eventuais novos envolvidos.

A Operação Rota Norte ocorre simultaneamente no Espírito Santo, em Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Em território sul-mato-grossense, as diligências se concentram em Corumbá.

Até o momento, não foi divulgado um balanço detalhado sobre quantos mandados foram cumpridos e se houve prisões especificamente em Corumbá.

Duplo Homicídio

Um dos suspeitos de matar e carbonizar duas mulheres é preso em MS

Homem foi localizado em Rio Negro horas após os corpos de Ellen Vitória, de 20 anos, e Vitória Gabriely, de 18, serem encontrados; polícia procura segundo envolvido

23/09/2026 16h09

Ellen Vitória Moreira da Cruz, de 20 anos, e Vitória Gabriely Souza Cordeiro, de 18, foram encontradas mortas em uma residência em Rochedo.

Ellen Vitória Moreira da Cruz, de 20 anos, e Vitória Gabriely Souza Cordeiro, de 18, foram encontradas mortas em uma residência em Rochedo. Foto: Divulgação. Montagem Correio do Estado.

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Horas depois de duas jovens serem encontradas mortas e parcialmente carbonizadas dentro de uma residência em Rochedo, a Polícia Civil prendeu, no início da tarde desta quarta-feira (23), um homem suspeito de participação no duplo homicídio. Ele foi localizado em Rio Negro e levado para a cidade onde o crime ocorreu.

As vítimas foram identificadas como Ellen Vitória Moreira da Cruz, de 20 anos, e Vitória Gabriely Souza Cordeiro, de 18. Os corpos estavam em uma casa localizada na Avenida Evangelina Vieira, em Rochedo.

O suspeito não teve a identidade divulgada. Segundo o delegado Valmir de Moura Fé, responsável pela investigação, ele é conhecido por envolvimento com o tráfico de drogas. Ao ser encontrado pelos policiais em Rio Negro, afirmou que estava no município para participar de uma audiência.

Após a prisão, o homem foi encaminhado para Rochedo. Durante as diligências, policiais estiveram na residência dele e apreenderam um chinelo que apresentava marcas de cinzas.

O objeto será submetido a exames periciais para verificar se existe alguma relação entre o material encontrado e o local onde os corpos foram parcialmente queimados.

A investigação não está encerrada com a prisão. A Polícia Civil procura um segundo suspeito, apontado como possível participante da execução.

Ellen Vitória Moreira da Cruz, de 20 anos, e Vitória Gabriely Souza Cordeiro, de 18, foram encontradas mortas em uma residência em Rochedo.Vitória Gabriely Souza Cordeiro, de 18 anos, e Ellen Vitória Moreira da Cruz, de 20, foram encontradas mortas em uma residência em Rochedo. Foto: Divulgação.

Vítimas foram esganadas e esfaqueadas

As primeiras informações levantadas durante a investigação mostram como as duas jovens foram atacadas antes de o imóvel ser incendiado.

De acordo com o delegado, Ellen e Vitória Gabriely foram esganadas e asfixiadas por golpes conhecidos como mata-leão. Além disso, os corpos apresentavam ferimentos provocados por arma branca.

Vitória Gabriely sofreu golpes de faca no tórax, pescoço e costas. Ellen também apresentava ferimento de faca na região do pescoço e uma lesão na cabeça que, conforme a apuração inicial, pode ter sido provocada por uma paulada.

Um perito papiloscopista de Campo Grande foi chamado para auxiliar no trabalho realizado no imóvel. A perícia busca impressões digitais e outros vestígios que possam ajudar a identificar todas as pessoas que estiveram na residência e reconstruir a sequência dos acontecimentos.

Polícia investiga possível ligação com facções

Uma das linhas consideradas pela investigação envolve uma possível disputa relacionada a organizações criminosas. Informações iniciais apontam que Ellen teria ligação com o Comando Vermelho, circunstância que será apurada pela Polícia Civil para determinar se possui relação com a execução.

A hipótese, no entanto, ainda faz parte da investigação e a motivação do duplo homicídio não foi oficialmente definida.

Outro elemento encontrado dentro da residência também passou a ser analisado pelos investigadores. Conforme o delegado, havia porções de cacaína no imóvel.

A suspeita inicial é de que outras pessoas tenham permanecido na casa com as vítimas antes dos assassinatos. Agora, a Polícia Civil trabalha para identificar quem esteve no endereço nas horas anteriores ao crime e qual relação essas pessoas mantinham com Ellen e Vitória Gabriely.

Casa era alugada por uma das vítimas

O imóvel onde ocorreu o crime era alugado. Vitória Gabriely vivia no endereço havia poucos meses. Ellen morava em outra cidade e teria viajado até Rochedo na noite anterior para visitar a amiga.

Os corpos foram encontrados durante a madrugada desta quarta-feira, depois que um incêndio atingiu a residência. As chamas chamaram a atenção de moradores da região.

Um homem saiu correndo do imóvel, avisando que a casa estava pegando fogo e pedindo ajuda. Vizinhos utilizaram extintores para combater as chamas e conseguiram controlar o incêndio.

Ellen Vitória Moreira da Cruz, de 20 anos, e Vitória Gabriely Souza Cordeiro, de 18, foram encontradas mortas em uma residência em Rochedo.Interior da residência onde Ellen Vitória e Vitória Gabriely foram encontradas mortas em Rochedo; imóvel foi atingido pelo fogo após o crime. Foto: Reprodução.

As informações levantadas inicialmente apontam que esse homem estaria dentro da residência, amarrado e com a boca tapada para impedi-lo de pedir ajuda.

Ele também teria sido ameaçado para que não revelasse o que havia acontecido no local. As circunstâncias envolvendo a presença dele na casa fazem parte da apuração policial.

Irmão diz que Vitória não tinha envolvimento com crimes

Familiares de Vitória Gabriely afirmam que a jovem não tinha envolvimento com atividades criminosas. Em entrevista à imprensa local, o irmão da vítima, Gabriel Cordeiro, contou que ela cursava Farmácia e era considerada pela família uma pessoa tranquila. 

Segundo ele a irmã teria se aproximado de Ellen, mas negou que Vitória tivesse qualquer participação em crimes.

A Polícia Civil segue reunindo depoimentos, resultados periciais e outros elementos encontrados na residência para estabelecer a dinâmica completa do duplo homicídio.

Além de verificar a possível relação do crime com o tráfico de drogas ou uma disputa entre facções, os investigadores tentam esclarecer quem estava no imóvel antes das mortes, qual foi a participação de cada pessoa e em que momento o fogo foi provocado.

O chinelo apreendido na residência do homem preso será encaminhado para perícia. A polícia também mantém diligências para localizar o segundo suspeito.

O caso permanece sob investigação da Polícia Civil.

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