Cidades

máxima

Água Clara é a cidade mais quente do país pelo segundo dia seguido, diz Inmet

Recorde de temperatura em Campo Grande não põe a cidade entre as mais quentes do Brasil

Continue lendo...

Apesar de ter batido o recorde na tarde de ontem, Campo Grande não entrou na lista das cidades mais quentes do Brasil. A Capital marcou 41°C em medição do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) às 14h dessa segunda-feira(5).

A máxima é 0,2°C maior que a última marca, de 40,8°C medida em 30 de setembro deste ano, afirma o portal Climatempo. O portal ainda relembra que a temperatura medida em Água Clara na mesma data é a maior já registrada em MS.

De acordo com o Inmet, a temperatura máxima na cidade atingiu 44,6°C, a mais quente medida empatada com a Nova Maringá, no Mato Grosso.

Com cinco cidades entre as mais quentes do país nas últimas 24h Mato Grosso do Sul ainda vive dias de seca e estiagem. Água Clara foi pelo segundo dia seguido a cidade mais quente do Brasil.

As outras cidades do estado na lista das 20 mais quentes são Coxim em terceiro com a máxima de 43,7°C, São Gabriel do Oeste na 11ª posição com 42,3°C, Cassilândia em 12º com 42°C e Sonora em 20º com 41,3°C.

A previsão é que Campo Grande bata novamente o recorde ainda esta semana. Segundo o próprio Inmet, a cidade tem máximas previstas de 39°C para esta terça-feira, 42°C para quarta-feira e 43 para quinta e sexta-feira.

No sábado a máxima volta para os 39ºC e no domingo é possível que caia a tão esperada chuva. O tempo deve ficar encoberto no dia da separação do estado com máxima de umidade relativa do ar em torno dos 70%.

OPERAÇÃO

Homem comandava tráfico no Paraná de dentro da cadeia em MS

Condenado por feminicídio e com passagens por roubo e tráfico de drogas, preso coordenava grupo criminoso de presídio da Capital por meio do uso de celulares

26/02/2026 08h05

Policiais do Dracco cumpriram madado de busca e apreensão em um cela de presídio da Capital

Policiais do Dracco cumpriram madado de busca e apreensão em um cela de presídio da Capital Divulgação/Dracco

Continue Lendo...

A Operação Matrioska, realizada pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) com apoio das forças sul-mato-grossenses, desmantelou um grupo criminoso que atuava no tráfico interestadual de drogas no estado sulista e era liderado por um detento de Mato Grosso do Sul, que conseguia coordenar a quadrilha por meio do uso de diversos celulares dentro da cadeia.

Ontem, o Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado de Mato Grosso do Sul (Dracco-MS) apoiou a ação de origem paranaense, que cumpriu 24 mandados de prisão preventiva, 34 de busca e apreensão domiciliar nos municípios de Pato Branco (PR), Clevelândia (PR), Mariópolis (PR), Cascavel (PR), Quedas do Iguaçu (PR), Concórdia (SC) e Campo Grande, além de bloqueio e sequestro de ativos financeiros.

Durante as investigações, que começaram em agosto do ano passado, foi confirmado que o líder do grupo criminoso é um preso custodiado no sistema prisional de Campo Grande, sendo responsável por determinar rotas de transporte, coordenar a distribuição de drogas e gerenciar o fluxo financeiro por meio da utilização de contas bancárias de “laranjas”.

Em conversa com a delegada responsável pelo caso Franciela Alberton, do Paraná, foi apurado que o homem apontado como chefe da quadrilha está preso desde maio de 2018, pelo crime de feminicídio, após matar a esposa a facadas e fugir para o Paraná. Além deste, o indivíduo tem passagens por roubo e tráfico.

Ainda segundo Franciela, ele conseguia coordenar o grupo da cadeia por meio do uso de celulares, com os comandos sendo repassados por ligações ou troca de mensagens.

No mandado de busca e apreensão realizado na cela dele durante a deflagração da operação, foram encontrados sete aparelhos celulares, o que confirma a atuação do preso.

A delegada não informou com precisão há quanto tempo o grupo atua no ramo do tráfico de drogas, limitando-se a dizer que a quadrilha “age há bastante tempo, com vinculações estabelecidas em Pato Branco”, cidade da região sudoeste do Paraná.

Somente em Mato Grosso do Sul, foram cumpridos dois mandados de prisões preventivas e dois de busca e apreensão no decorrer da operação.

DETALHES

As investigações começaram a partir da prisão em flagrante de uma mulher, no município de Realeza (PR), que estava transportando mais de dois quilos de crack em um ônibus de linha.

Após iniciada as investigações, foi constatado que o “buraco era mais embaixo”, e que a “simples” apreensão correspondia a uma estrutura hierarquizada voltada à aquisição, transporte, armazenamento, distribuição e comercialização de entorpecentes, especialmente crack e cocaína, bem como à movimentação e ocultação de ativos financeiros provenientes da atividade ilícita.

Também foi constatado que a droga era oriunda de Mato Grosso do Sul e era levada até o município de Pato Branco por mulheres que viajavam em ônibus de linha, muitas vezes com os filhos, para despistar eventual fiscalização, as chamadas “mulas”.

Mais da metade dos presos nesta operação são mulheres, que exerciam funções estratégicas na logística, transporte, distribuição e gestão financeira da organização. Agora, todos os presos devem responder por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.

Por fim, a Polícia Civil do Paraná disse que as investigações continuam com a análise dos materiais apreendidos, visando à completa responsabilização criminal dos envolvidos, o que pode acarretar na identificação de eventuais outros integrantes da organização criminosa.

MS E PR

Segundo indicadores publicados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), com base em números enviados pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp), o Brasil confiscou 1,6 mil toneladas de droga no ano passado, sendo Paraná e Mato Grosso do Sul responsáveis por cerca de 990 toneladas, mais precisamente 61,87% do total.

Para se ter ideia do tamanho da influência dos dois estados nesse quesito, o País apresentou uma média diária de 4,4 toneladas de drogas apreendidas no ano passado, e Mato Grosso do Sul é responsável por 1,16 tonelada, enquanto o estado sulista, por 1,5 tonelada.

*Saiba

O nome da operação faz alusão à tradicional boneca russa matrioska, caracterizada por esconder múltiplas bonecas em seu interior, simbolizando a complexidade e a estrutura em camadas da organização criminosa investigada. 

Assine o Correio do Estado

ESTRADA

BR-163 deve receber investimento de mais de R$ 1 bilhão ao longo deste ano

Concessionária já iniciou 22 quilômetros de duplicação, mais do que o previsto até agosto deste ano no contrato

26/02/2026 08h00

Gerson Oliveira/Correio do Estado

Continue Lendo...

O novo contrato de investimento na BR-163 prevê que neste ano deve ser investido R$ 1,1 bilhão em obras na rodovia em Mato Grosso do Sul. De acordo com a Motiva Pantanal, antiga CCR MSVia, as obras são de duplicação e antecipação de novas faixas adicionais.

“Para 2026, estão previstos R$ 1,107 bilhão em investimentos, com continuidade das obras já iniciadas [de duplicação e terceira faixa], antecipação de novas faixas adicionais em municípios como Itaquiraí, Mundo Novo, Eldorado e Nova Alvorada do Sul, além de novas duplicações em Nova Alvorada do Sul, São Gabriel do Oeste e Rio Verde de Mato Grosso. Também começam as mobilizações para mais dois PPDs [Pontos de Parada e Descanso]”, afirmou a concessionária, em nota, ao Correio do Estado

Ainda segundo a Motiva, do R$ 1,1 bilhão previsto, R$ 202,5 milhões serão usados para intervenções com manutenção do pavimento.

Conforme o Programa de Exploração da Rodovia (PER) celebrado entre a concessionária e o governo federal, no primeiro ano de contrato, ou seja, entre agosto do ano passado (quando o acordo foi assinado) e o agosto deste ano, estão previstos a finalização de ao menos 5,6 quilômetros de duplicação, porém, matéria do Correio do Estado mostrou que 22 km de duplicações já foram iniciadas no Estado.

No início deste ano, a Motiva Pantanal, por meio de nota enviada ao Correio do Estado, divulgou que há um “conjunto de intervenções previstas” que tiveram início ao longo de 2025.

Nessa lista, a empresa elencou: construção de faixas adicionais e acostamento em Mundo Novo (do km 7 ao km 31) e Itaquiraí (do km 80 ao km 82); duplicações em Campo Grande (do km 452 ao km 460), em Jaraguari (do km 510 ao km 511), em Bandeirantes (do km 535 ao km 546) e em São Gabriel do Oeste (do km 626 ao km 628), que totalizam 22 km.

Também pontuou que estão em execução a implantação de retornos e vias marginais (como em Coxim, do
km 730 ao km 731).

“A concessionária intensificou as intervenções de recuperação funcional do pavimento ao longo de toda a rodovia, com serviços de drenagem, correções localizadas, recobrimento asfáltico e sinalização horizontal ao longo do trecho. As obras seguem em ritmo acelerado, com acompanhamento técnico e validação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), reforçando o compromisso da Motiva Pantanal com o cumprimento contratual e o progresso de Mato Grosso do Sul”, divulgou a empresa, em nota.

Somente de agosto a dezembro do ano passado, a concessionária afirma ter gastado cerca de R$ 390 milhões “em obras de ampliação e melhorias da rodovia”.

“Estão em execução faixas adicionais em Mundo Novo e Itaquiraí, além de obras de duplicação em Campo Grande, Jaraguari, Bandeirantes e São Gabriel do Oeste. Também avançam implantações de retornos, vias marginais, como em Coxim, e o primeiro de três Pontos de Parada e Descanso (PPDs) previstos no contrato”, exemplificou a concessionária.

“Paralelamente, a concessionária intensificou a recuperação do pavimento em todo o trecho, com investimento de R$ 81,2 milhões, incluindo drenagem, correções estruturais, recapeamento e nova sinalização”, completou a Motiva sobre os investimentos no ano passado.

No entanto, ainda nenhuma obra foi entregue. Matéria do Correio do Estado mostrou que a primeira entrega do novo contrato deverá ocorrer em março, quando os dois primeiros trechos de terceira faixa em Mundo Novo, que estão na fase final de construção, serão liberados para o tráfego.

Em Campo Grande, trecho de duplicação da BR-163, que começou no ano passado, já está em estágio avançado de construção - Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

NOVO CONTRATO

O resumo de obras de ampliação de capacidade e melhorias colocou como meta o total de 203,02 km duplicados e 147,77 km de faixas adicionais e a construção de 22 passarelas e 144 pontos de ônibus.

Ainda está previsto que sejam montadas 56 passagens de fauna, para tentar reduzir o atropelamento de animais silvestres.

No total, os investimentos totais devem ultrapassar os R$ 9,3 bilhões ao longo de 29 anos de contrato, além de outros R$ 7,15 bilhões em custos operacionais.

O PER da concessão da BR-163 descreve que, até o nono ano de contrato, a concessionária precisa ter duplicado mais de 177 km da rodovia, que vai de Mundo Novo a Sonora.

Os anos cinco e sete, que correspondem a períodos que compreendem 2030-2031 e 2032-2033, são os que preveem o maior número de obras de duplicação da rodovia. No ano cinco, são sete trechos com intervenções estabelecidas em contrato. No ano sete, outros seis trechos da via.

Esses diretrizes foram estabelecidas em contrato assinado em agosto do ano passado, após a Motiva ser a única concorrente do leilão da rodovia.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).