Cidades

REEQUILÍBRIO

Apesar de lucro milionário, Àguas Guariroba exige reajuste extra

Empresa alega perdas durante o período de pandemia, quando ficou proibida por decreto municipal de cortar o fornecimento de água

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Embora tenha fechado o ano de 2022 com lucro líquido de 286,2 milhões, conforme balanço divulgado no final de fevereiro deste ano, a concessionária Águas Guariroba quer mais um reajuste extra nas tarifas de água e esgoto cobradas em Campo Grande. 
O assunto veio a público após publicação extra do Diário Oficial de Campo Grande publicada nesta quinta-feira (10) pela Agência de Regulação de Servidos, a Agereg, comandada pelo ex-vereador Odilon de Oliveira Júnior. 

Na publicação no Diogrande, a Agereg pede que “a Concessionária Águas Guariroba traga aos autos os valores das receitas indiretas arrecadadas com o término da proibição da suspensão do corte de água, a fim de que seja realizado um estudo acerca de possível compensação com o que a Concessionária deixou de auferir na vigência dos Decretos Municipais”. 

A Águas exige reajuste extra sob o argumento de que perdeu faturamento durante o período de pandemia, quando foi proibida de cortar o fornecimento de consumidores que deixaram de pagar as contas em dia e por isso agora tenta recuperar estas supostas perdas. 

A Agereg quer saber se a concessionária cobrou juros e/ou multa de consumidores que atrasaram o pagamento durante a pandemia. E, se isso tiver ocorrido, não faria sentido alegar que a empresa teve perdas por conta da inadimplência naquele período. 

No dia 3 de janeiro deste ano a empresa reajustou as tarifas em 6,83%, índice superior ao da inflação do ano anterior. Deste montante, 0,37 ponto percentual foi repassado aos consumidores sob a justificativa de “reequilíbrio econômico da tarifa social da água”.

Dados oficiais da empresa mostram que no final de 2021 a Águas Guariroba tinha 170,8 milhões a receber dos clientes. No fim do ano passado, este montante subiu para 203,9 milhões, o que significa aumento de quase 20%. E é com base nestes números que possivelmente a concessionária quer aumento extra. 

O balanço anual divulgado no dia 28 de fevereiro mostra que o faturamento bruto da concessionária no ano passado chegou a 903 milhões de reais, ante os 797 milhões de 2021, o que representa aumento pouco superior a 13%. 

O lucro líquido em 2022 cresceu 26% na comparação com os 227,1 milhões do ano anterior.  Dividindo os R$ 286 milhões pelos 365 dias do ano, a concessionária obteve lucro diário de 784,2 mil, ou 36,6 mil reais a cada hora. 

ATÉ 2060

O serviço de água e esgoto da Capital foi privatizado no ano de 2000, por um período de 30 anos, quando o prefeito era André Puccinelli. Mas, 12 anos depois, já na gestão de Nelsinho Trad, o contrato foi prorrogado por mais três décadas e agora só acaba em 2060. 

O acordo prevê exclusividade no serviço de fornecimento de água na cidade, fazendo com que poços convencionais ou artesianos sejam proibidos, já que poderiam reduzir o faturamento da empresa.

O Grupo Aegea, ao qual a Águas Guariroba pertence, é a maior empresa do setor de seneamento básico do País e também  fechou  Parceria Público Privada (PPP) com a Sanesul para explorar o serviço de esgotamento sanitário em 68 cidades do interior de Mato Grosso do Sul.

A reportagem do Correio do Estado procurou a Águas Guariroba para saber o percentual de reajuste extra que a empresa está pedindo, mas a assessoria da empresa se limitou a informar que "a Águas Guariroba informa que após a publicação da Agência Municipal de Regulação-Agereg na edição extraordinária do Diário Oficial do município já busca atender à publicação, para que sejam apresentados os esclarecimentos solicitados."

três a bordo

Helicóptero da dupla Rick e Renner desaparece em SC

Bombeiros e PM também atuam nas buscas; a última localização dos músicos é na região de Vacas Gordas, em Urubici, último ponto de localização do celular de um dos tripulantes

21/09/2026 19h00

Cantor Rick estava em helicóptero que desapareceu em Santa Catarina

Cantor Rick estava em helicóptero que desapareceu em Santa Catarina Foto: Divulgação

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O Corpo de Bombeiros de Santa Catarina faz buscas por uma possível queda de helicóptero na noite desta segunda-feira, 21, na região de Urubici, na Serra do Estado. A assessoria da dupla Rick e Renner confirmou ao Estadão que o cantor Rick estava na aeronave. Ainda não há informações sobre os demais tripulantes.

As buscas são feitas na localidade de Vacas Gordas. Os bombeiros receberam uma chamada sobre o desaparecimento da aeronave. Ao todo, cerca 20 bombeiros militares participam da operação, com apoio de viaturas com tração 4x4, necessárias para acessar o terreno.

Ainda de acordo com a corporação, na terça, 22, as buscas serão reforçadas com cão de busca e resgate do CBMSC. A procura é direcionada para o último ponto de localização do celular de um dos tripulantes.

Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), disse que foi acionada para realizar buscas por uma aeronave que decolou de Porto Belo (SC) e não chegou ao destino previsto.

O Centro de Coordenação de Salvamento Aeronáutico de Curitiba (ARCC-CW), o Salvaero Curitiba, responsável pela coordenação das ações de Busca e Salvamento na região, iniciou as ações de investigação e planejamento necessárias para delimitar a área de maior probabilidade de localização da aeronave.

Duas aeronaves Black Hawk (H-60) e SC-105 Amazonas, especializadas em missões de Busca e Salvamento atuam na ocorrência.

 

br-163

ANTT suspende testes de radar nas BR-163, BR-262 e BR-267

Agência recuou após reclamações de transportadores e suspendeu os radares de trecho que mediam velocidade média das três rodovias federais em MS

21/09/2026 18h30

Testes mediriam velocidade média entre os quilômetros 620 e 630 da BR-163

Testes mediriam velocidade média entre os quilômetros 620 e 630 da BR-163 Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) decidiu suspender temporariamente os testes de controle de velocidade média em rodovias federais concedidas. O projeto piloto estava previsto para ser testado em Mato Grosso do Sul e outros sete estados.

De acordo com a ANTT, a medida é necessária para realizar analises técnicas e ajustes procedimentais e operacionais relacionados à sinalização e a comunicação aos usuários, com vistas ao aprimoramento do projeto.

O radar que os motoristas estão habituados faz a leitura de velocidade somente do local em que ele está posicionado.

Porém, essa nova tecnologia que será testada calcula o tempo gasto pelo condutor para percorrer a distância entre dois ou mais pontos da rodovia. Portanto, se o percurso for feito em tempo inferior ao permitido, o sistema entende que houve excesso de velocidade.

Além de mato Grosso do Sul, o projeto piloto estava previsto para ser testado no Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Espírito Santo.

A ANTT diz ainda que nenhum motorista foi autuado, multado ou penalizado com base nesse sistema.

"Desde o início, os atos que autorizaram os testes determinaram expressamente que os dados aferidos não poderiam ser utilizados para aplicar penalidades aos usuários", diz a ANTT.

Segundo a agência, a iniciativa "integra os esforços para ampliar a segurança nas rodovias e proteger vidas, em alinhamento ao compromisso internacional assumido pelo Brasil no âmbito da Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2021-2030, da ONU".

Projeto piloto

A autorização para os testes em Mato Grosso do Sul foi publicada no Diário Oficial Oficial da União no dia 11 de setembro.

Conforme a publicação, a concessionária Motiva Pantanal ficava autorizada, em caráter provisório e experimental, a implementar o Projeto-Piloto de Controle de Velocidade Média no trecho da BR-163/MS, entre o km 620 e o km 630, com extensão de 11 km.

Ainda conforme a publicação, a implementação do Projeto-Piloto teria caráter exclusivamente técnico, educativo e experimental, "destinando-se à avaliação da viabilidade, confiabilidade, desempenho e aplicabilidade da tecnologia de controle de velocidade média, não sendo admitida, nesta etapa, a aplicação de autuações ou penalidades aos usuários com fundamento exclusivamente na velocidade média aferida no trecho monitorado".

A concessionária deveria implantar e manter sinalização adequada nos trechos abrangidos pelo experimento, de modo a informar aos usuários acerca do monitoramento da velocidade média dos veículos nos trechos especificados.

Com a suspensão anunciada nesta segunda-feira (21), o experimento fica interrompido até nova decisão.

* Com Agência Brasil

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