O promotor de Justiça Alexandre Magno Benites de Lacerda foi nomeado pela Presidência da República para ser um dos membros do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) no biênio 2026/2028.
A posse está marcada para 6 de fevereiro de 2026, conforme publicação desta segunda-feira (8) no Diário Oficial da União.
Como acompanhou o Correio do Estado, a nomeação do procurador-geral-adjunto de Justiça de Mato Grosso do Sul confirma a aprovação feita pelo Senado Federal e reforça a presença institucional de Mato Grosso do Sul em um dos mais importantes órgãos de controle e fiscalização do Ministério Público brasileiro.
Com isso, o promotor de Justiça Alexandre Magno Benites de Lacerda torna-se o segundo representante do Ministério Público de Mato Grosso do Sul a ocupar o cargo de conselheiro do CNMP, ao lado do procurador de Justiça Paulo Cezar dos Passos.
Em entrevista exclusiva ao Correio do Estado, Lacerda ressaltou que a preparação para Conselheiro passou pelo próprio exercício da Procuradoria-Geral de Justiça.
“Isso me deu a experiência de ser um ordenador de despesas, porque chefiamos a instituição, temos a responsabilidade por ela, e a missão de termos um diálogo permanente”.
Atuação
Com experiência acumulada no período em que foi procurador-geral de Justiça de MS por dois mandatos e quando esteve no Colégio Nacional de Procuradores, Lacerda falou ao Correio do Estado sobre seus desafios.
O maior deles será implementar a unidade institucional, que ele comemora ter realizado em Mato Grosso do Sul, agora em âmbito nacional.
Alexandre Lacerda afirma que pretende continuar valorizando a independência funcional do promotor de Justiça, mas ressalta que essa independência não dá o direito de agir com irresponsabilidade ou abusar do poder que possui.
Perfil
Natural de Campo Grande, onde se formou em Direito, Alexandre Magno Benites de Lacerda ingressou no Ministério Público de Mato Grosso do Sul em 2003. Com mais de duas décadas de atuação, destacou-se em diversas funções de liderança institucional. Foi chefe de gabinete por cinco anos e exerceu dois mandatos como procurador-geral de Justiça, sendo o primeiro promotor de Justiça eleito para o cargo no Estado.
** Colaborou Eduardo Miranda


Região amarelada é onde há risco de tempestade, como citado na reportagem - Foto: Inmet

