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Senado aprova Alexandre Magno Benites de Lacerda para o Conselho Nacional do MP

O Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (19), com 53 votos favoráveis, a indicação do procurador-geral adjunto de Justiça Jurídico do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul para compor o CNMP

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O Plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira (19), por 53 votos favoráveis, a indicação do procurador-geral adjunto de Justiça Jurídico do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul, Alexandre Magno Benites de Lacerda, para compor o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) no biênio 2026/2028.

Com essa indicação, Alexandre Magno Benites de Lacerda torna-se o segundo representante do Ministério Público de Mato Grosso do Sul a ocupar o cargo de conselheiro do CNMP, ao lado do procurador de Justiça Paulo Cezar dos Passos.

A indicação de Alexandre Magno já havia sido aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) após a sabatina realizada com os integrantes da lista tríplice do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais dos Ministérios Públicos dos Estados e da União (CNPG), encaminhada ao Senado.

A votação foi acompanhada por autoridades do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e representantes da classe ministerial, que celebraram a escolha como um reconhecimento à trajetória institucional de Alexandre e ao fortalecimento da atuação do Ministério Público sul-mato-grossense no cenário nacional.

Em sua sabatina na CCJ, Alexandre Magno afirmou que pretende contribuir para o fortalecimento institucional do CNMP.


"[Vou] lutar por um Ministério Público responsável, discreto, que promova a ação penal pública e que combata a violência e organizações criminosas com eficiência, mas sempre respeitando as garantias fundamentais dos cidadãos; que zele pelo respeito aos Poderes, pelo serviço de relevância pública com harmonia, espírito conciliatório e de forma construtiva; que respeite o papel de cada Poder e instituição; que defenda a proteção do patrimônio público, social, do meio ambiente e outros interesses difusos e coletivos com responsabilidade, equilíbrio e compromisso com o bem comum, o desenvolvimento nacional e sustentável. Como parte ou fiscal da lei, promover o bem comum de todos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade ou quaisquer outras formas de discriminação", disse o procurador.

Além de Alexandre Magno, também foram aprovados para integrar o CNMP:

  • Karen Luise Vilanova Batista de Souza, na vaga destinada ao Supremo Tribunal Federal;
  • José de Lima Ramos Pereira, pelo Ministério Público do Trabalho;
  • Fernando da Silva Comin, na vaga dos Ministérios Públicos Estaduais;
  • Clementino Augusto Ruffeil Rodrigues, pelo Ministério Público Militar.
  • A decisão será encaminhada à sanção presidencial.

Biografia

Natural de Mato Grosso do Sul, onde se formou em Direito, Alexandre Magno Benites de Lacerda ingressou no Ministério Público do Estado em 2003. Com mais de duas décadas de atuação, destacou-se em diversas funções de liderança institucional. Foi chefe de gabinete por cinco anos e exerceu dois mandatos como Procurador-Geral de Justiça, sendo o primeiro Promotor de Justiça eleito para o cargo no Estado.

Sua trajetória é marcada pelo compromisso com a defesa da sociedade, o fortalecimento do sistema de justiça e a valorização das funções institucionais do Ministério Público. No CNMP,  pretende atuar com responsabilidade, equilíbrio e diálogo, contribuindo para o aprimoramento das atividades ministeriais e o fortalecimento da atuação institucional em todo o país.

** Com Agência Senado Senado e MPMS

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DEFESO ELEITORAL

Bancada federal empenhou mais de R$ 400 milhões em emendas

De um total de R$ 417,07 milhões reservados para o Estado, R$ 311,27 milhões já foram efetivamente pagos pela União até o dia 3

13/07/2026 08h00

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A bancada federal de Mato Grosso do Sul no Congresso Nacional teve empenhado para este ano quase meio bilhão de reais – R$ 417,07 milhões – em emendas parlamentares pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Desse montante, 74,6%, ou R$ 311,27 milhões, foram efetivamente pagos até o dia 3, data que marcou o início das restrições previstas no calendário eleitoral, conhecidas como defeso eleitoral.

O total integra o pacote recorde de R$ 33,89 bilhões movimentados pela União neste ano para todos os senadores e deputados federais do País.

No caso de Mato Grosso do Sul, o teto total de recursos garantidos foi de R$ 417,07 milhões (valor total empenhado), distribuídos entre os 11 representantes do Estado no Congresso Nacional – três senadores e oito deputados federais.

A medida reflete a aceleração da execução das emendas individuais e de bancada antes do período em que a legislação eleitoral restringe as transferências voluntárias do governo federal.

Em relação aos valores empenhados, que representam o dinheiro reservado no Orçamento, a senadora Soraya Thronicke (PSB) lidera a bancada federal sul-mato-grossense, com R$ 67,43 milhões, seguida de perto pelo senador Nelsinho Trad (PSD), com R$ 67,35 milhões.

Logo depois aparecem os deputados federais Rodolfo Nogueira (PL), com R$ 38,91 milhões, Dagoberto Nogueira (PP), com R$ 38,65 milhões, Beto Pereira (Republicanos), com R$ 36,14 milhões, e Dr. Luiz Ovando (PP), com R$ 35,70 milhões.

Na sequência estão os deputados federais Marcos Pollon (PL), com R$ 32,59 milhões, Geraldo Resende (União Brasil), com R$ 28,48 milhões, e Camila Jara (PT), com R$ 27,36 milhões, enquanto a senadora Tereza Cristina (PP) tem R$ 23,66 milhões empenhados.

Já o deputado federal Vander Loubet (PT), com R$ 20,75 milhões, é o que menos tem emendas empenhadas entre os 11 integrantes da bancada federal do Estado no Congresso Nacional.

A antecipação dos repasses ocorreu em razão da obrigatoriedade de execução das emendas e da proximidade do período de restrições legais para transferências voluntárias a estados e municípios.

PAGAMENTOS

Entre os senadores, Nelsinho Trad foi o parlamentar que teve o maior volume de recursos liberados na conta, com R$ 59,71 milhões, o equivalente a 19,2% de todo o montante pago à bancada.

Na sequência aparece Soraya Thronicke, com R$ 51,21 milhões, correspondentes a 16,5% do total, enquanto a senadora Tereza Cristina recebeu R$ 13,70 milhões, o equivalente a 4,4% dos recursos pagos, sendo a parlamentar com o menor volume de liberações da bancada.

Entre os deputados federais, Rodolfo Nogueira lidera os pagamentos, com R$ 33,41 milhões ou 10,7% do total. Em seguida aparecem Dagoberto Nogueira, com R$ 26,42 milhões (8,5%), e Dr. Luiz Ovando, com R$ 23,99 milhões (7,7%).

Na sequência estão Camila Jara, que recebeu R$ 23,67 milhões (7,6%), Beto Pereira, com R$ 23,45 milhões (7,5%), e Marcos Pollon, contemplado com R$ 23,06 milhões (7,4%).

Também tiveram recursos liberados Geraldo Resende, com R$ 17,35 milhões (5,6%), e Vander Loubet, que recebeu R$ 15,26 milhões, correspondentes a 4,9% do total pago.

Os números mostram que a distribuição dos recursos alcançou parlamentares de diferentes partidos e espectros políticos.

Integrantes de legendas da base do governo, como o PT, e de partidos de oposição ou independentes, como PL, PP, Republicanos, PSD e União Brasil, foram contemplados com liberações expressivas antes do início das restrições eleitorais.

A análise dos dados evidencia o ritmo de liberação para cada parlamentar. Enquanto alguns já tiveram mais de 80% de suas emendas convertidas em dinheiro na conta (como Rodolfo Nogueira e Camila Jara).

Já outros ainda aguardam o pagamento de parcelas mais significativas do que foi reservado, como é o caso da senadora Tereza Cristina, que recebeu R$ 13,70 milhões, dos R$ 23,66 milhões que haviam sido empenhados.

ACELERAÇÃO

O volume de recursos liberados antes do início do defeso eleitoral reforça a estratégia adotada pelo governo federal de acelerar a execução orçamentária em um ano de eleições.

Embora as emendas parlamentares sejam de execução obrigatória, o ritmo dos empenhos e dos pagamentos depende da disponibilidade financeira da União, da apresentação de projetos pelos estados e municípios e do cumprimento das exigências técnicas para a efetiva transferência dos valores.

Na prática, a antecipação dos repasses permite que prefeituras, governo estadual e entidades beneficiadas iniciem ou concluam obras de infraestrutura e ampliem investimentos em saúde, educação e assistência social, além de adquirirem equipamentos e veículos.

Como grande parte das emendas tem destinação municipal, a liberação antecipada também contribui para que os gestores consigam executar os recursos ainda neste ano, respeitando os prazos da legislação fiscal e eleitoral.

Os dados também mostram que, apesar das diferenças nos valores destinados a cada parlamentar, a execução das emendas alcançou representantes de praticamente todos os partidos da bancada sul-mato-grossense, contemplando tanto integrantes da base do governo de Lula quanto parlamentares da oposição e de legendas independentes.

Isso demonstra que a distribuição dos recursos seguiu o caráter impositivo das emendas parlamentares, cujo pagamento passou a ser uma obrigação constitucional, ainda que o cronograma de liberação possa variar entre os congressistas conforme o andamento dos projetos e a disponibilidade orçamentária do governo federal.

*SAIBA

As emendas parlamentares são recursos do Orçamento Geral da União que os deputados federais e senadores têm o direito de direcionar para suas bases eleitorais.

É a forma que os parlamentares encontram de enviar dinheiro direto para os municípios e estados que representam, financiando obras em hospitais, compra de tratores, asfalto ou eventos culturais.

No entanto, entre o parlamentar “indicar” para onde vai o dinheiro e o recurso “cair na conta” da prefeitura, existem duas etapas fundamentais: o empenho e o pagamento.

1 – Emenda empenhada: é quando o dinheiro é reservado e trata-se da primeira fase oficial do gasto público. Significa que o governo federal aceitou a indicação do parlamentar e reservou o dinheiro no Orçamento para aquele fim específico.

A metáfora: pense nisso como ligar para uma pizzaria e fazer uma reserva para o sábado à noite. A mesa está garantida com o seu nome, a pizzaria sabe que você vai e não pode dá-la a mais ninguém.

Na prática, quando uma emenda é empenhada, o prefeito da cidade já sabe que o recurso está garantido pelo governo (“carimbado”) e que a obra ou compra já pode começar a ser licitada ou planejada. O dinheiro, contudo, ainda não saiu dos cofres da União;

2 – Emenda paga: quando o dinheiro foi entregue. É a fase final do processo. Nesse momento o dinheiro sai efetivamente da conta do governo federal e é depositado na conta do município ou do estado que recebeu a emenda.

A metáfora: é o momento em que você vai à pizzaria, consome e efetivamente passa o cartão de crédito para pagar a conta. O serviço foi concluído e o recurso mudou de mãos.

Na prática, o pagamento geralmente acontece após a prefeitura comprovar que o serviço está sendo feito (etapa chamada de liquidação). Quando o texto diz que o valor foi “efetivamente pago”, significa que o dinheiro já está disponível para pagar as empresas contratadas ou os servidores da ponta.

Diferença de valores: é muito comum ver nos noticiários que um parlamentar tem “R$ 30 milhões empenhados”, mas apenas “R$ 10 milhões pagos”. Isso acontece porque o ritmo das obras e das burocracias locais varia.

Como o empenho é o teto máximo reservado, o valor pago sempre estará embutido dentro do valor empenhado. A diferença entre eles é o dinheiro que já foi prometido e garantido pelo governo, mas que ainda aguarda trâmites de contratos, vistorias de engenharia ou notas fiscais para ser finalmente liberado.

estabilidade

No 2º turno, Lula tem 47% contra 44% de Flávio Bolsonaro, aponta BTG/Nexus

Os dois seguem com os mesmos percentuais da pesquisa anterior, divulgada no dia 29 de junho

13/07/2026 07h14

No quesito rejeição, Flávio Bolsonaro aparece com 50%. O presidente Lula, por sua vez, tem rejeição um pouco menor, de 46%

No quesito rejeição, Flávio Bolsonaro aparece com 50%. O presidente Lula, por sua vez, tem rejeição um pouco menor, de 46%

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seguem tecnicamente empatados, no limite da margem de erro, em um eventual 2º turno da eleição presidencial, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 13. O petista, no entanto, está numericamente à frente.

De acordo com o levantamento, Lula registra 47% das intenções de voto, enquanto Flávio alcança 44%, mesmos percentuais da última pesquisa, de 29 de junho. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 8%. Já os eleitores que afirmaram não saber são 1%.

O presidente também venceria o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) por 47% a 40%. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 11%, enquanto os que não sabem são 2%.

No cenário contra Ronaldo Caiado (PSD), Lula também registra 47% e o ex-governador de Goiás, 38%. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 13%. Eleitores que não sabem são 2%.

Quando o candidato da oposição é o ativista Renan Santos (Missão), Lula seria reeleito por 49% a 35%. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 14%. Eleitores que não sabem são 2%.

Motivação do voto

O levantamento também investigou o que motiva a escolha dos eleitores no principal cenário de segundo turno, entre Lula e Flávio Bolsonaro. Entre os entrevistados que declaram voto no atual presidente, 75% afirmam que o apoiam por considerá-lo o melhor candidato para governar o país, enquanto 19% dizem votar nele principalmente para impedir a eleição do senador e 6% não sabem ou não responderam.

Já entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 62% afirmam que o parlamentar é o candidato mais preparado para governar, ao passo que 32% declaram que o principal motivo do voto é derrotar Lula e 6% não sabem ou não responderam.

Rejeição

A rejeição ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a disputa à Presidência da República está em 50%, segundo a pesquisa. No último levantamento, de 29 de junho, eram 51% os eleitores que afirmavam que não votariam de jeito nenhum no parlamentar. A oscilação está dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2 p.p.

Apesar disso, neste quesito, Flávio está atrás apenas do deputado federal Aécio Neves (PSDB), rejeitado por 61% dos entrevistados.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para efeito de comparação, é rejeitado por 46% dos entrevistados - queda de 3 pontos percentuais (p.p.) em relação ao último levantamento - enquanto 36% dizem que ele é o único em que votariam e 16%, que poderiam votar nele.

Cabo Daciolo (Mobiliza) é rejeitado por 44% e Augusto Cury (Avante), à frente do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), que registra 36%. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), o ativista Renan Santos (Missão) e o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (DC) têm 33% de rejeição, cada. Augusto Cury (Avante) alcança 30%.

Preferência política

O levantamento mostra ainda que 36% dos brasileiros preferem que o próximo presidente da República seja Lula. Outros 32% afirmam que gostariam de ver eleito um candidato apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enquanto 27% dizem preferir um nome que não seja ligado nem ao petista nem ao ex-chefe do Executivo - alta de 6 pontos percentuais, em relação ao último levantamento, de 29 de junho. Brancos, nulos e indecisos somam 1%. Não sabem ou não responderam são 3%.

A Nexus ouviu 2.003 entrevistados, com 16 anos ou mais, por telefone, de 10 a 12 de julho. A margem de erro é de 2 p.p., para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-07981/2026.
 

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