Cidades

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Alívio à vista

Alívio à vista

Redação

13/03/2010 - 07h21
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Dificilmente alguém que não esteja no Governo tem coragem de defender a atual carga tributária brasileira, que equivale a quase 36% do Produto Interno Bruto (PIB). Por isso, a notícia de que um juiz de primeira instância de Três Lagoas beneficiou um pecuarista daquele município e derrubou a cobrança de 2,1% sobre a venda dos produtos agrícolas e ainda mandou devolver aquilo que foi cobrado nos últimos cinco anos é da maior relevância. A restituição é uma possibilidade um tanto remota, pois depende muito da organização de cada produtor. Além disso, há frigoríficos que alegam ser deles, e não dos produtores, o direito de restituição, embora normalmente descontem o imposto dos pecuaristas. Porém, o fim da cobrança, que é o que mais interessa, tem grande probabilidade de acontecer em “efeito cascata”, principalmente para os grandes e médios produtores, que registram funcionários e recolhem o INSS relativo a estes trabalhadores. O Funrural, então, é uma clara bitributação. Isto porque o Supremo Tribunal Federal considerou, por unanimidade, a cobrança ilegal. Esta decisão, porém, não acaba automaticamente com o desconto. Todos os produtores que quiserem ficar livres do imposto terão de entrar com recurso na Justiça. Em Mato Grosso do Sul, o setor produtivo estima que contribui com cerca de R$ 200 milhões por ano. Isto não significa, contudo, que todo este dinheiro entre nos cofres do Governo federal, pois grande parte dos frigoríficos desconta dos produtores mas não repassa ao INSS. Em 2004, por exemplo, quando foram abatidos em torno de 3,7 milhões de bovinos no Estado, os frigoríficos descontaram cerca de R$ 82 milhões de Funrural dos pecuaristas, mas repassaram apenas R$ 24,5 milhões aos cofres do INSS. Este repasse equivale, basicamente, à parte trabalhista (funcionários e patrões), ficando evidenciado que o desconto médio de R$ 22 por animal à época não chegava aos cofres federais. Existe verdadeira enxurrada de ações judiciais movidas pelo INSS, quando ainda responsável pela arrecadação, contra os frigoríficos. Esta reiterada sonegação, embora sempre prejudicial aos cofres públicos, agora ajuda a derrubar os argumentos do Governo federal de que não pode abrir mão do Funrural, pois perderia em torno de R$ 2,5 bilhões por ano. Quer dizer, o possível fim deste imposto beneficiará diretamente em torno de 40 mil produtores no Estado, mas significará desfalque mínimo à União, já que grande parte do dinheiro jamais foi recolhido. Porém, em vez de obrigar estes milhares de produtores a enfrentar a burocracia da Justiça e a meter a mão no bolso para pagar advogados, os representantes federais, deputados e senadores, deveriam encontrar uma saída para derrubar de vez este tributo, já que ele efetivamente é inconstitucional.

Mercado online

Polícia acaba com esquema que desviava mercadorias compradas on-line

O esquema contava com participação de funcionários que desviavam compras feitas online; apenas uma funcionária furtou um total de R$ 10 mil no último mês

15/07/2024 17h20

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Funcionários de uma transportadora de entrega de produtos adquiridos pela internet, foram presos pelo desvio de mercadorias. Somente em junho "a mão leve" levou o equivalente a R$ 10 mil. 

A atividade do grupo foi encerrada na manhã desta segunda-feira (15), quando agentes da 2º Delegacia de Polícia prendeu o grupo de funcionários que agiam tanto em Campo Grande quanto no interior do Estado.

O levantamento das investigações indicou que os funcionários usavam o sistema da transportadora e davam baixa (marcando como se a mercadoria fosse entregue) nos produtos que terminavam desviando. O grupo tinha preferência pelas seguintes mercadorias:

  • Joias
  • Celulares
  • Roupas
  • Perfumaria
  • Itens alimentícios, entre outros.

Além disso, o foco dos criminosos estavam em produtos destinados a outros estados e por alguma inconsistência do sistema terminavam no depósito da empresa na Capital. Como ficavam meses sem destino o grupo acabava ludibriando o sistema e ficando com a encomenda. 

Conforme divulgado pela Policia Civil, uma das funcionárias que participava do esquema confessou que desviou aparelhos celulares e joias revendidas de joalherias de marcas conhecidas que por fim terminaram sendo derretidas.

Apenas essa funcionária desviou um total de R$ 10 mil reais em furtos referentes ao mês de junho. No sistema ela ainda repassava os valores das notas fiscais por metade do preço. 

Os agentes seguem com a investigação para recuperar os objetos furtados. Como não houve flagrante da ação criminosa alguns dos envolvidos seguem soltos para responder ao processo em liberdade.

Com relação a transportadora os suspeitos tiveram o  contrato de trabalho rescindido.

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Estelionato

Mulher alega dívida em jogo do Tigrinho, pede cartão a idoso e saca R$ 100 mil

Ao relatar aos policiais, o idoso disse que a mulher pediu ajuda porque precisava sacar dinheiro do jogo, afirmando que estava sem o aplicativo do banco

15/07/2024 17h00

Imagem ilustração

Imagem ilustração Reprodução/

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Um idoso de 66 anos procurou a polícia nesta segunda-feira (15) após ser vítima de estelionato em Campo Grande. De acordo com a polícia, a vítima estaria devendo quase R$ 100 mil em empréstimos bancários feitos por outra pessoa, que foram utilizados para jogos de cassino online sem sua permissão.

Conforme informações do boletim de ocorrência, o idoso relatou que a vizinha de 27 anos pediu o cartão emprestado, alegando estar com problemas no aplicativo bancário e precisando sacar dinheiro que havia ganhado no jogo do Tigrinho, conhecido popularmente como jogo de cassino online. 

Como a jovem morava no local há três anos, o idoso disse à polícia que confiou nela e resolveu emprestar seu cartão bancário. Em depoimento, o idoso afirmou que descobriu o estelionato depois que sua filha verificou o extrato bancário e encontrou um saque de R$ 7 mil.

Em depoimento à polícia, a filha do idoso disse que foi até a residência da mulher para tirar satisfações sobre o saque, mas foi surpreendida ao descobrir que a suspeita não estava mais morando no local.

Preocupados com o alto valor sacado, o idoso e sua filha foram até a Polícia Civil registrar a ocorrência por estelionato contra idoso. De acordo com a polícia, há câmeras de segurança em locais onde a mulher teria sacado o dinheiro, o que pode ajudar na identificação da suspeita.

 

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