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Veto à "dragagem" do rio Paraguai gera perda bilionária a MS

Deputado fala até em recorrer à Justiça para liberar o desassoreamento. Com navegabilidade restabelecida, empresa de mineração tem potencial para faturar R$ 5,1 bilhões por ano

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O nível do Rio Paraguai atingiu nesta semana seu mais baixo nível em 124 anos, com 69 centímetros abaixo de zero na régua de Ladário, e segue baixando. Por conta desta seca histórica, o transporte pela hidrovia está suspenso faz mais de dois meses. E, se não houver intervenção urgente para desassorear ao menos quatro trechos do rio, o Estado sofrerá perdas bilionárias, principalmente por conta da impossibilidade de exportação de minérios despachados a partir de Corumbá e Ladário. 

O alerta é do deputado estadual Paulo Duarte (PSB), que é de Corumbá e que não poupa críticas ao comando nacional do Ibama, que está impedindo a “dragagem” destes bancos de areia que impedem a passagem das barcaças com os minérios. 

De janeiro a setembro do ano passado, período em que o nível do rio chegou a atingir 4,24 metros em Ladário, foram escoadas 5,27 milhões de toneladas de minérios. Em 2024, quando o nível máximo atingiu apenas 1,47 metro, o volume caiu 41%, ficando em apenas 3,13 milhões de toneladas. 

Embora os próprios técnicos utilizem o termo dragagem, nenhum metro de areia seria retirado do fundo do rio. De acordo com o Dnit, responsável pela manutenção da hidrovia, o que precisa ser feito é somente o deslocamento dos bancos de areia de um local para outro no fundo do leito, sem retirada da terra que se acumula em alguns locais e impede a passagem das barcaças. 

O deputado Paulo Duarte acredita que este trabalho poderia ser feito em cerca de três meses e o período ideal é justamente agora, quando o nível do rio está baixo, segundo ele. 

RADICALISMO

O problema é que “alguns técnicos absolutamente radicais, que nunca vieram ao Pantanal e que estão no ar condicionado em Brasília estão impedindo este trabalho. Eu sou pantaneiro e sei que minha cidade (Corumbá) depende da preservação do Pantanal. Não sou inconsequente de defender algo que possa prejudicar o bioma”, desabafa.. 

O remanejamento destes bancos de areia em nada vai interferir no nível do rio ou no ritmo de escoamento das águas, afirma o deputado, que promete desencadear uma grande campanha para convencer o governo federal a libera os trabalhos, oficialmente classificados como “manutenção de calado”, conforme afirmou o presidente do próprio Ibama no final de julho, quando chegou a anunciar a liberação da “dragarem”.

Pantaneiro, o deputado Paulo Duarte entende que o desassoreamento não representa risco ao bioma pantaneiro

Se for o caso, “vamos apelar à Justiça. A mineração gera três mil empregos diretos aqui. É o segundo maior empregador de Corumbá, ficando atrás apenas da prefeitura. Se a gente não fizer essas intervenções no leito do rio a empresa mineradora (J&F) vai embora e toda essa gente vai perder o sustento. Seria uma tragédia para essa região”, afirma o parlamentar, que já foi prefeito de Corumbá. 

Conforme o parlamentar, a perspectiva do grupo J&F é produzir até 13 milhões de toneladas de minérios em 2025. Pela cotação média dos nove primeiros meses deste ano, isso significa faturamento da ordem de R$ 5,1 bilhões, uma vez que quase tudo é destinado à exportação. 

Somente com a chamada CFEM (Compensação Financeira pela Exploração Mineral), Corumbá vai arrecadar R$ 120 milhões por ano, o que corresponde a 12% do orçamento anual do município, de acordo com o deputado. 

Somando outros impostos diretos e indiretos, o setor tem potencial para gerar R$ 810 milhões em tributos por ano aos cofres federais, estaduais e municipais, garante o parlamentar, que já foi secretário estadual de Fazenda e é auditor fiscal de rendas aposentado. 

“A gente não pode abrir mão disso. No mundo inteiro são feitas intervenções de manutenção nas hidrovias, que são o meio mais barato e ecologicamente mais correto de transporte. Aqueles burocratas de Brasília precisam entender isso”, defende. 

NOVO PAC

Dinheiro para fazer a “dragagem”, num total de R$ 95 milhões, está garantido no Novo PAC faz mais de um ano. E depois de o presidente do Ibama anunciar informalmente a liberação da “dragagem”, o Dnit estadual chegou a se mobilizar para começar os trabalhos  e a previsão era de que tivessem início ainda em setembro. 

Porém, os técnicos que o deputado chama de “burocratas radicais do ar condicionado de Brasília” barraram a intervenção e estão exigindo estudos de impacto ambiental, o chamado EIA Rima, que demora entre dois e três anos, conforme estima a superintendente estadual do Ibama, Joanice Lube Battilani. 

Conforme o Dnit, a chamada manutenção de calado precisaria ser feita em 18 pontos diferentes entre Corumbá e Porto Murtinho. Com isso, o rio ficaria navegável o ano inteiro. Hoje, por causa dos bancos de areia, o período médio de transporte é de oito meses. 

E mesmo assim os comboios precisam ser desconectados nos pontos mais críticos para passagem de uma barcaça por vez, o que aumenta o tempo de viagem e os custos. 

É justamente para estes quatro locais (Passo do Jacaré, proximidade da Ilha Figueirinha, proximidade do Farolete Piúva e proximidade do Farolete Alegrete Inferior) que o deputado promete mover “mundos e fundos” para conseguir o desassoreamento, já que são justamente estes bancos de areia que estão impedindo a passagem dos minérios. 

ELEIÇÕES 2026

Consulte seu local de votação para as Eleições 2026

Para verificar local, zona e seção eleitoral é necessário apenas CPF, nome da mãe e data de nascimento

03/10/2026 12h30

Confira como consultar seu local de votação

Confira como consultar seu local de votação Reprodução / TSE

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O primeiro turno das Eleições 2026 acontecerá neste domingo, 4 de outubro, a partir das 7h, conforme horário de Mato Grosso do Sul, e parte importante para exercer o direito como cidadão é saber onde será seu local de votação.

O recomendado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) é que o eleitor saia de casa informado sobre onde votará. Para isso, o site oficial do TRE disponibiliza uma ferramenta fácil e rápida para realizar a consulta do local, zona e seção eleitoral.

A verificação é essencial para não haver confusões, atrasos no planejamento do dia, e principalmente, para aqueles que tiveram o local de votação alterado, ou solicitou voto em trânsito.

Para a consulta no "Autoatendimento da Justiça Eleitoral" é necessário apenas o CPF, nome da mãe e data de nascimento.

Confira o passo a passo:

  • Entre no site oficial de Autoatendimento do TRE-MS (aqui);
  • Selecione a opção "Onde votar";
  • Preencha os dados solicitados e clique em "entrar".

O TRE relembra que algumas seções eleitorais do Estado tiveram o local de votação alterado para as Eleições deste ano. Por isso, a recomendação é que mesmo quem já conhece e está acostumado a ir ao local de votação, deve conferir novamente antes da eleição.

Votação

No dia de ir às urnas, o eleitor deve ter em mãos o documento oficial com foto para conseguir votar.

O e-Título também é aceito como identificação, desde que esteja com a fotografia disponível no aplicativo. Para não depender da estabilidade de sinal no dia, o TRE recomenda que o eleitor leve um documento oficial com foto para garantir que consiga votar.

Nas Eleições 2026 serão necessários seis votos para cinco cargos diferentes, com dois votos destinados ao cargo de senador, para 1ª e 2º vaga. É importante lembrar que apesar de ser dois votos, não é possível votar no mesmo candidato ou candidata duas vezes, e caso o faça, apenas um voto valerá.

Confira os cargos em disputa e ordem de votação:

  • Deputado federal (4 números)
  • Deputado estadual (5 números)
  • Senador — 1ª vaga (3 números)
  • Senador — 2ª vaga (3 números)
  • Governador (2 números)
  • Presidente (2 números)

Para facilitar a votação, é permitido levar uma colinha eleitoral em papel com os números das candidatas e dos candidatos. O celular não pode ser levado para a cabine de votação.

 

Voto em trânsito

Em Mato Grosso do Sul, os locais de votação em trânsito são apenas dois, um Campo Grande e um em Dourados.

  • Campo Grande: prédio do Sebrae — Avenida Mato Grosso, 1661, Centro.
  • Dourados: Paróquia São José Operário — Avenida Marcelino Pires, s/n, Centro.

Assim como os demais eleitores, aqueles que estão cadastrados para votar em trânsito devem consultar antecipadamente o número da seção em que votarão.

peso no bolso

Sem justificativa, preço do etanol e da gasolina sobe em Campo Grande

Combustível renovável ficou, em média, 10 centavos mais caro e o derivado de petróleo subiu três centavos na última semana

03/10/2026 12h20

Preço médio do etanol é de R$ 3,92, mas ainda é possível encontrar preços melhores em alguns pontos de abastecimento

Preço médio do etanol é de R$ 3,92, mas ainda é possível encontrar preços melhores em alguns pontos de abastecimento Paulo Ribas

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Mesmo sem alteração nos valores praticados pela Petrobras, o preço do etanol e da gasolina subiram dez e três centavos, respectivamente, nos postos de combustíveis de Campo Grande na semana que antecede as eleições, conforme mostra pesquisa divulgada neste sábado (03) pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Na pesquisa divulgada no sábado anterior, dia 26 de setembro, o preço médio do etanol era de R$ 3,82, variando entre R$ 3,66 e R$ 3,99 nos 16 postos nos quais foi realizada a coleta de preços. Agora, o custo médio subiu para R$ 3,92, com variação de R$ 3,69 e R$ 4,19.

A alta correu também em outros estados. conforme a pesquisa da ANP. A explicação é das revendas é de que a majoração ocorreu nas usinas que produzem o combustível.  Os preços médios subiram em 13 estados, caíram em 11 e no Distrito Federal e ficaram estáveis em dois nesta semana.

Na média, o preço do etanol subiu 0,49% no país. Em Campo Grande, porém, esta alta foi bem maior, de 2,6% em apenas uma semana. Mesmo assim, o preço  médio na cidade ainda é o segundo menor entre as capitais brasileiras, ficando apenas um centavo acima do valor médio da capital paulista, onde a ANP constatou R$ 3,91.

No caso da gasolina a situação não é muito diferente. Na pesquisa divulgada no sábado da semana passada, o valor estava em R$ 6,25. Agora, subiu para R$ 3,28. Os valores variam entre R$ 6,09 e R$ 6,49.

O valor médio supera inclusive o preço R$ 6,26 que aparecia nas bombas na pesquisa divulgada no dia 5 de setembro, cinco dias antes da redução de R$ 19 centavos anunciado no dia 10 de setembro pela Petrobras.

Naquele dia, o sindicato que representa os postos de Campo Grande estimou que nas bombas a redução seria da ordem de 12 centavos. Três semanas depois, porém, o valor médio está dois centavos acima do valor previsto no começo de setembro.

No caso do etanol a contradição é ainda mais gritante. No dia 10 de setembro foi anunciada redução de 19 centavos no litro do etanol nas distribuidoras. No dia 5 de setembro a ANP aponto preço médio de R$ 3,80. Mas, ao contrário do previsto, o valor nas bombas de Campo Grande está 12 centavos mais caro que no começo de setembro. 

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