Cidades

Aumento

Campo Grande não tem gasolina abaixo de R$ 6

Em uma semana, alta foi de R$ 0,21 centavos/litro nos postos da Capital

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O consumidor de Campo Grande já não encontra mais gasolina comum abaixo de R$ 6 nos postos da Capital. Impactado pela guerra no oriente médio, o preço de revenda subiu até R$ 0,40/litro, acompanhando a tendência de alta registrada em cenário nacional. 

Desde o iníucio da guerra, a escalada nos preços tem sido gradual. De acordo com a Agência Nacional de Petróleo (ANP), entre a última semana de fevereiro e 7 de março, o preço médio da gasolina no Brasil subiu de R$ 6,28 para R$ 6,30. No mesmo período, o diesel também registrou aumento, passando de R$ 6,03 para R$ 6,08. 

Em Mato Grosso do Sul, o preço médio de revenda da gasolina comum era de R$ 6,06, com valores variando entre R$ 5,65 e R$ 6,95. Já o etanol apresentava média de R$ 4,26, com mínimo de R$ 4,03 e máximo de R$ 5,07. Neste momento, o preço médio de revenda da gasolina comum na Capital saltou para R$ 6,27, variação de 3,46%, aumento de R$ 0,21/litro. Em alguns postos, 1 litro de gasolina chega a R$ 6,69. 

Comparativo

Há oito dias, o Posto Alloy, entre a Rua Padre João Crippa e a Rua Dom Aquino, comercializava a gasolina comum a R$ 5,99. Nesta quarta-feira (18), o preço subiu para R$ 6,08 por litro.

Na mesma região, postos localizados na Avenida Fernando Corrêa da Costa cobravam R$ 5,98, valor que saltou para R$ 6,19. 

O aumento também foi verificado na Avenida Calógeras, onde a gasolina passou de R$ 6,09 para R$ 6,29.

Proporcionalmente, a maior alta foi identificada em postos da Avenida Costa e Silva, onde o combustível, que era vendido a R$ 5,89, agora custa R$ 6,29, aumento de R$ 0,40 por litro, equivalente a 6,29%.

Frear aumento

O Governo Federal anunciou, nesta terça-feira (17), durante coletiva de imprensa no Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), um conjunto de medidas que têm sido tomadas para fiscalizar os preços dos combustíveis em todo o país, diante de indícios de aumentos considerados abusivos.  

Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, o Governo Federal atuará com rigor, de forma integrada e contínua, para que a proteção dos consumidores seja ininterrupta. “Seremos absolutamente vigilantes. É inadmissível, no contexto atual de guerra, que fatores externos sejam utilizados como justificativa para aumentos indevidos”, declarou, destacando que a Polícia Federal já abriu investigação para apurar eventuais crimes contra os consumidores e a ordem econômica. 

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, lembrou que Governo Federal já vem adotando medidas para reduzir os impactos do cenário internacional sobre os preços dos combustíveis.

“O Governo Federal agiu de forma proativa, retirando o PIS e o Cofins do combustível, prevendo o pagamento de subvenção a produtores e importadores de diesel e criando imposto de exportação para que a gente pudesse minimizar os impactos de algo que acontece com o mundo inteiro, que nenhum país tem o controle”, disse em coletiva. 

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TREINAMENTO

Evento internacional da FAB na UEMS terá simulados de desastres naturais

Durante as duas semanas de atividades, 15 delegações internacionais participarão do treinamento e atuarão em missões simuladas de transporte logístico, busca e salvamento, evacuação aeromédica (EVAM) e combate a incêndios florestais

18/03/2026 17h30

Divulgação / UEMS

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A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) receberá o Exercício Combinado Cooperación XI, no sábado (21), na Unidade Universitária de Aquidauana. O evento ocorrerá de forma conjunta entre as Forças Aéreas dos países do continente americano e a Força Aérea Brasileira (FAB).

O objetivo da iniciativa é aprimorar a coordenação de apoio mútuo, treinar procedimentos de Comando e Controle das operações aeroespaciais e fortalecer a capacidade de resposta a emergências, especialmente em cenários de desastres naturais ou antrópicos.

Conforme o coronel Braga, integrante do Quarto Comando Aéreo Regional (IV COMAR), o Cooperación XI é um exercício multinacional de assistência humanitária e resposta a desastres, conduzido no âmbito do Sistema de Cooperação entre as Forças Aéreas Americanas (SICOFAA).

De acordo com o oficial, 15 delegações internacionais participarão do treinamento: Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, Colômbia, Equador, Estados Unidos, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Brasil. Durante as duas semanas de atividades, centenas de militares e diversas aeronaves atuarão em missões simuladas de transporte logístico, busca e salvamento (SAR), evacuação aeromédica (EVAM) e combate a incêndios florestais.

Cenário operacional

O exercício será conduzido em um cenário fictício de enfrentamento a incêndios florestais de grande proporção, com foco no treinamento de processos de Comando e Controle (C2) e na coordenação de ações multinacionais de ajuda humanitária.

“O objetivo é preparar as Forças Aéreas para atuar com rapidez e eficiência nos primeiros momentos de uma crise, quando decisões estratégicas precisam ser tomadas em curto espaço de tempo. Nesse contexto, o exercício também busca aprimorar a capacidade da Força Aérea Brasileira (FAB) de coordenar esforços internacionais quando um país do sistema é afetado por desastres, reforçando a interoperabilidade entre as nações participantes”, informa o coronel Braga.

O treinamento contará ainda com a participação do Ministério da Defesa, que atuará em funções de enlace de comando e controle no nível setorial, além da integração da Marinha do Brasil e do Exército Brasileiro, que contribuirão com o emprego de helicópteros nas atividades operacionais.

Aeronaves

No âmbito do exercício, a FAB empregará aeronaves como o KC-390 Millennium, H-60L Black Hawk, SC-105 Amazonas, C-98 Caravan e o sistema aéreo remotamente pilotado RQ-900. A Marinha do Brasil participará com o helicóptero UH-12 Esquilo, enquanto o Exército Brasileiro contribuirá com o helicóptero HM-3 Cougar.

Entre os países participantes, destacam-se ainda o emprego do C-130 Hercules e helicópteros Bell 412 pela Argentina; o C-130H Hercules pelo Canadá; o C-295 pela Colômbia; aeronaves C-208 Caravan e helicópteros UH-1H Huey pelo Paraguai; o C-27J Spartan pelo Peru; e aeronaves KC- 130 Hercules e helicópteros Bell 212 pelo Uruguai, além de sistemas remotamente pilotados DJI M300 RTK e DJI M350 RTK.

Importância estratégica e científica

O reitor da UEMS, prof. Dr. Laércio de Carvalho destaca que é um motivo de grande honra a Universidade receber um evento internacional no âmbito das forças aéreas de diferentes países das Américas.

“Essa conquista da Universidade de Estado de Mato Grosso do Sul demonstra a sua responsabilidade e sua qualidade, principalmente, por que o evento ocorrerá na Unidade Universitária de Aquidauana, numa fazenda de extensa área, de modo a apresentar vitrines tecnológicas de produção e sustentabilidade aos comandos dos países integrantes da Cooperación XI”, explica Laércio. 

Ele explica que essas vitrines serão apresentadas para os oficiais das comitivas demonstrando os estudos e pesquisas que a UEMS vem realizando, na Unidade de Aquidauana, conhecida como Centro de Excelência em Ciências Agrárias.

“Os integrantes das forças aéreas dos países integrantes da ação internacional conhecerão as ações universitárias de produção, de agricultura familiar, na economia criativa e na área da sustentabilidade para o desenvolvimento do Pantanal sul-mato-grossense. A UEMS/ Aquidauana tem muito orgulho de receber este evento e certamente este será um marco, não só para nossa instituição, mas para todo o Estado de MS. Os visitantes serão apresentados a novas tecnologias que também serão destacadas no Pantanal Tech em 2026”, conclui o reitor da UEMS.

O coronel. Braga confirma que a escolha da região do Pantanal como cenário de referência para o exercício possui relevância estratégica, pois reflete a realidade enfrentada pelo Brasil e por diversos países da região diante da crescente ocorrência de incêndios florestais e eventos climáticos extremos.

“Operar nesse ambiente impõe desafios específicos à aviação, como redução da visibilidade devido à fumaça, instabilidade atmosférica e mudanças rápidas nas condições meteorológicas, exigindo elevado grau de planejamento, coordenação e tomada de decisão em tempo real. Nesse contexto, a parceria com a Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul (UEMS) agrega uma dimensão científica ao exercício. A instituição contribui com conhecimento técnico sobre o bioma Pantanal e suas dinâmicas ambientais, fortalecendo a interação entre Forças Armadas, comunidade acadêmica e sociedade”, reconhece o oficial

O Brasil, que possui amplo conhecimento na realização de exercícios multinacionais, sediou, nos últimos anos, grandes eventos como a Cruzex Flight 2024, o EXCON Tápio 2025, o CORE e a Cúpula do G20, entre outros.

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Câmara municipal

Prefeita veta totalmente lei que proibia barulho em volta de templos religiosos

O projeto previa que todos os templos religiosos estivessem contemplados na "zona de silêncio", que obriga silêncio absoluto em um raio de 200 metros dos prédios

18/03/2026 17h00

Projeto queria incluir todos os templos religiosos no raio do silêncio na Capital

Projeto queria incluir todos os templos religiosos no raio do silêncio na Capital FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A prefeita Adriane Lopes (PP) vetou o Projeto de Lei Complementar 1.020/26, aprovado na Câmara dos Vereadores e que cria uma zona de silêncio especial para templos de qualquer culto em Campo Grande. A decisão foi publicada na edição extra do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) na tarde desta quarta-feira (18). 

A proposta, de autoria do vereador Wilton Candelório, o Leinha (Avante), havia sido aprovada em regime de urgência pelos vereadores nesta semana. O texto incluía cerca de 2.115 igrejas e templos religiosos na chamada “zona de silêncio”, área onde é proibido o barulho em um raio de 200 metros ao redor dos prédios. 

Pela lei, estão assegurados pela zona silenciosa hospitais, escolas, bibliotecas públicas e postos de saúde, exigindo silêncio excepcional em volta destes estabelecimentos. 

No entanto, para a prefeita Adriane Lopes, a inclusão das igrejas não tem fundamentação plausível para justificar a criação da zona especial. 

“Os hospitais, escolas, creches, bibliotecas e unidades com leitos para internamento recebem proteção especial porque a lei parte de parâmetros objetivos ligados à saúde, ensino, recuperação, recolhimento institucional e necessidades funcionais. Já os templos são incluídos não por uma vulnerabilidade urbana equivalente, mas porque seriam locais de reflexão e exercício de fé. Essa fundamentação, embora respeitável no plano axiológico, é insuficiente para justificar, em um Estado laico, a criação de zona especial de silêncio ao redor de organizações religiosas”, escreve a decisão. 

Além disso, ficaria inviável a fiscalização, já que nas áreas urbanas mais populosas, existem vários templos próximos, com cultos em dias e horários variados e atividades paralelas. 

Para a Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb), não há lógica na inclusão dos templos religiosos dentro da categoria de zonas sensíveis, mesmo condicionando essa sensibilidade ao horário de funcionamento do próprio estabelecimento, já que o local seria tratado como um receptor sensível quando está em funcionamento, ao mesmo tempo em que emite ruídos para o meio externo. 

“Diferentemente de equipamentos tradicionalmente classificados como receptores sensíveis — como hospitais, escolas ou bibliotecas —, templos religiosos constituem, por natureza, fontes emissoras de som, uma vez que suas atividades litúrgicas frequentemente envolvem uso de equipamentos de amplificação sonora, instrumentos musicais e manifestações vocais coletivas. A imposição de limites acústicos mais rigorosos em função da própria existência do templo pode, portanto, gerar incompatibilidade regulatória com a dinâmica real da atividade”, analisou o órgão. 

Ainda há inconsistência do ponto de vista do planejamento urbano, já que muitas áreas consideradas culturais estão localizadas próximas aos prédios religiosos, como a Esplanada Ferroviária, a Praça Ary Coelho, corredores gastronômicos como a Avenida Bom Pastor e a 14 de Julho, classificadas como áreas comerciais, bem como bares, restaurantes, casa de eventos e outras atividades que compõem a economia urbana. 

A proposta agora retorna para a Câmara Municipal, que pode derrubar ou manter o veto, de acordo com a maioria absoluta dos vereadores. 

Embate entre parlamentares

Desde a apresentação do Projeto de Lei, há embate entre vereadores a respeito da proposta. A alteração do projeto foi apresentada em fevereiro por Leinha, com a justificativa de que durante o culto em uma igreja na região da Vila Nasser, uma escola de samba estaria ensaiando em frente ao prédio, gerando desconforto e atrapalhando o culto. O fato aconteceu durante o período do Carnaval. 

“Eu respeito a arte, a cultura, qualquer segmento nesta casa, mas queremos respeito também. Respeito a bandeira do carnaval, mas agora pegamos a assinatura dos nossos colegas e queremos garantir que as igrejas sejam respeitadas durante o horário de culto”, afirmou Leinha em sua justificativa. 

Ele ressaltou que as igrejas já seguem regulamentações quanto a ruídos e a horários, precisando respeitar determinadas quantidades de decibéis e demais obrigações para evitar a propagação de som para o ambiente externo. 

Por outro lado, o vereador Jean Ferreira (PT), principal líder da campanha para o veto da proposta, alegou que a alteração da Lei do Silêncio afetaria de forma direta milhares de pessoas que trabalham no setor voltado à cultura. 

“Uma lei feita sem diálogo não atinge a todos da mesma forma. Quem mais pode sofrer são pequenos comerciantes, artistas e trabalhadores da periferia. Campo Grande precisa de equilíbrio, diálogo e respeito com quem trabalha e produz cultura todos os dias”, afirmou. 

Segundo Jean, a proposta impactaria eventos culturais como o Carnaval, as festas juninas, o Natal e eventos populares de bairro. 

Leinha rebateu a repercussão negativa do caso afirmando que o projeto foi tirado de contexto. Ele ressaltou que a proposta contempla todos os templos da cidade, respeitando a diversidade de crenças e garantindo o direito de cada um exercer a fé com tranquilidade. 

“O nosso mandato acredita no equilíbrio e no respeito. O que o projeto propõe é simples: a restrição de barulho acontece apenas durante os horários de culto, para que as celebrações ocorram de forma adequada, sem interferência, independente de fé. Da mesma forma que respeitamos a cultura, nós queremos respeitos nas nossas comunidades evangélicas”, disse em sessão. 

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