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Alunos de escola onde garoto se matou levam rosas na volta às aulas

Alunos de escola onde garoto se matou levam rosas na volta às aulas

g1

28/09/2011 - 08h18
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A Escola Municipal Professora Alcina Dantas Feijão, em São Caetano do Sul, no ABC, foi reaberta na manhã desta quarta-feira (28). O colégio ficou fechado por sete dias após um aluno de 10 anos atirar numa professora dentro da sala de aula e se matar em seguida. Os portões da unidade de ensino, que aparece bem colocada nas avaliações federais, foram abertos às 7h. Vestidos com camisetas brancas e segurando rosas e balões da mesma cor, os estudantes do 1º ao 3º ano do ensino médio, entraram no melhor colégio público do estado no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

As cores claras foram uma maneira de homenagear Davi Mota Nogueira, o aluno morto, e a professora Rosileide Queiroz de Oliveira, que foi baleada. Os estudantes combinaram um ato silencioso e simbólico pela internet, por meio das redes sociais como o Facebook. Eles querem pedir paz e estão programando uma passeata após as aulas.

Poucos alunos foram à escola acompanhados dos pais. Sob os olhares dos jornalistas, que não puderam entrar na escola, os estudantes diziam estar abalados emocionalmente em retornar ao local da tragédia. Outros falaram ter medo de passar pela sala, corredor e escada onde ocorreu o crime.

“Minha filha está com medo de vir. Terei de convencê-la. Ela tem 12 anos e conhecia o Davi. Ela estuda à tarde e me contou que viu o garoto morto na escada. Está um pouco traumatizada, mas é preciso vir e enfrentar isso. Até procurei um psicólogo particular”, disse a operadora de telemarketing Josy Figueiredo, 40 anos, após ter acompanhado a entrada da filha mais velha, de 16 anos, na mesma escola nesta manhã.

“Nem sei como vou olhar para aquele corredor, aquela escada. Eu estudo pela manhã, o crime foi á tarde, mas o local onde a tragédia ocorreu é emblemático. Minha mãe ficou em pânico ao saber que o aluno atirou na professora e se matou”, disse a estudante Giovanna de Souza Carrara, de 15 anos, que segurava uma rosa branca. “Atendi ao pedido pela internet. Acho que vou depositá-la ai dentro mesmo”.

“A rotina está diferente, mas estamos nos preparando para entrar na rotina escolar. Sei que tem psicólogos aí dentro para nos ajudar nisso”, disse Victoria Teodora, 15 anos. “Não tem jeito, temos de enfrentar”, completou Vinicius Souza, 17 anos. Os dois seguravam balões brancos.

Segurança
Em entrevista coletiva durante a semana, a diretora da escola, Márcia Gallo, afirmou que nada mudaria no esquema de segurança da escola. Apesar disso, guardas-civis municipais estiveram presentes na frente do colégio durante a entrada dos alunos. 

“Eu acho que não dá para revistar quase mil alunos pela manhã. Acho que em nenhum lugar a gente está totalmente seguro, mas foi uma coisa isolada. Não veio ninguém de fora e atirou na professora. Foi um aluno daqui que fez isso e se matou. É preciso de paz entre nós alunos para que isso não ocorra”, disse Thainá Prado, 15 anos, que levou um arranjo de rosas brancas. “Eu estou abalada emocionalmente, mas não posso desistir e não entrar. O duro será ver aquela escada”.

“Se for preciso abraçar os alunos, vamos abraçá-los. Se eles chorarem estaremos ao lado deles”, disse o psicólogo Sérgio Mayer, que coordena o grupo de apoio psicológico que a Prefeitura de São Caetano do Sul disponibilizou para dar amparo aos professores e alunos da escola.

Crime
Davi era estudante do 4º ano do ensino fundamental. Na tarde de quinta-feira (22), o aluno pegou a arma particular que o pai guardava em casa. Davi a escondeu dentro da mochila e entrou com ela na escola. O guarda-civil Milton Nogueira, de 42 anos, sentiu falta do revólver calibre 38 usado para fazer bicos como segurança. Foi até o colégio e perguntou aos dois filhos, o menor e o mais velho, de 14 anos. Na negativa deles, decidiu ir à delegacia dar queixa do sumiço, quando foi avisado por colegas de profissão que Davi havia atirado na pedagoga.

A versão oficial para a tragédia é que Davi pediu para ir ao banheiro e a professora deixou. Por volta das 15h, ao retornar à sala, o menino apontou a arma para ela, que estava de costas, e atirou no seu quadril. Mais de 20 alunos que estavam na classe viram a cena e se desesperaram. A mulher caiu sem saber o que a atingiu. Na queda, ainda fraturou o joelho esquerdo e ficou pedindo ajuda. O garoto saiu correndo, foi até a escada e disparou contra a própria cabeça. Os barulhos dos disparos chegaram a ser confundidos por outros estudantes com os sons de rojões explodindo.

A sala de aula onde ocorreu a tragédia será fechada. A ideia é transformá-la futuramente num espaço para leitura, reflexão sobre a paz, uma espécie de bliblioteca, com livros que tratem de temas amenos.

Investigações
Em busca de repostas, a delegada Lucy quer ouvir por volta das 10h desta quarta-feira, no 3º DP, os pais de Davi - Milton e Elenice Mota - e o irmão de 14 anos. Milton é dono do revólver calibre 38 usado pelo filho. Ele disse que guardava a arma num armário. O pai disse que havia sido a primeira vez que guardou a arma carregada com balas.

Milton poderá ser responsabilizado criminalmente por negligência por não ter conseguido impedir o filho de pegar o revólver que guardava em casa. Para o pai de Davi, o que ocorreu com a professora e seu filho foi uma fatalidade. Em entrevista ao G1, o pai de Davi afirmou no domingo (25) que não tinha explicação para aquilo. "A gente nunca vai ter resposta", havia dito.

Rosileide deve passar por uma nova cirurgia nesta quarta-feira, segundo informou a assessoria de imprensa do Hospital das Clínicas de São Paulo Quando foi atingida no quadril pelo disparo, ela caiu e fraturou a patela do joelho, que foi imobilizada no dia e agora terá de ser fixada. Atualmente, Rosileide está internada em observação num quarto do hospital. Ela se recupera da cirurgia que retirou a bala que a feriu. Seu estado de saúde é estável. Ela não corre risco de morrer. Não há previsão de alta de quando será o dia que ela deixará o hospital.

três a bordo

Helicóptero da dupla Rick e Renner desaparece em SC

Bombeiros e PM também atuam nas buscas; a última localização dos músicos é na região de Vacas Gordas, em Urubici, último ponto de localização do celular de um dos tripulantes

21/09/2026 19h00

Cantor Rick estava em helicóptero que desapareceu em Santa Catarina

Cantor Rick estava em helicóptero que desapareceu em Santa Catarina Foto: Divulgação

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O Corpo de Bombeiros de Santa Catarina faz buscas por uma possível queda de helicóptero na noite desta segunda-feira, 21, na região de Urubici, na Serra do Estado. A assessoria da dupla Rick e Renner confirmou ao Estadão que o cantor Rick estava na aeronave. Ainda não há informações sobre os demais tripulantes.

As buscas são feitas na localidade de Vacas Gordas. Os bombeiros receberam uma chamada sobre o desaparecimento da aeronave. Ao todo, cerca 20 bombeiros militares participam da operação, com apoio de viaturas com tração 4x4, necessárias para acessar o terreno.

Ainda de acordo com a corporação, na terça, 22, as buscas serão reforçadas com cão de busca e resgate do CBMSC. A procura é direcionada para o último ponto de localização do celular de um dos tripulantes.

Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), disse que foi acionada para realizar buscas por uma aeronave que decolou de Porto Belo (SC) e não chegou ao destino previsto.

O Centro de Coordenação de Salvamento Aeronáutico de Curitiba (ARCC-CW), o Salvaero Curitiba, responsável pela coordenação das ações de Busca e Salvamento na região, iniciou as ações de investigação e planejamento necessárias para delimitar a área de maior probabilidade de localização da aeronave.

Duas aeronaves Black Hawk (H-60) e SC-105 Amazonas, especializadas em missões de Busca e Salvamento atuam na ocorrência.

 

br-163

ANTT suspende testes de radar nas BR-163, BR-262 e BR-267

Agência recuou após reclamações de transportadores e suspendeu os radares de trecho que mediam velocidade média das três rodovias federais em MS

21/09/2026 18h30

Testes mediriam velocidade média entre os quilômetros 620 e 630 da BR-163

Testes mediriam velocidade média entre os quilômetros 620 e 630 da BR-163 Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) decidiu suspender temporariamente os testes de controle de velocidade média em rodovias federais concedidas. O projeto piloto estava previsto para ser testado em Mato Grosso do Sul e outros sete estados.

De acordo com a ANTT, a medida é necessária para realizar analises técnicas e ajustes procedimentais e operacionais relacionados à sinalização e a comunicação aos usuários, com vistas ao aprimoramento do projeto.

O radar que os motoristas estão habituados faz a leitura de velocidade somente do local em que ele está posicionado.

Porém, essa nova tecnologia que será testada calcula o tempo gasto pelo condutor para percorrer a distância entre dois ou mais pontos da rodovia. Portanto, se o percurso for feito em tempo inferior ao permitido, o sistema entende que houve excesso de velocidade.

Além de mato Grosso do Sul, o projeto piloto estava previsto para ser testado no Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Espírito Santo.

A ANTT diz ainda que nenhum motorista foi autuado, multado ou penalizado com base nesse sistema.

"Desde o início, os atos que autorizaram os testes determinaram expressamente que os dados aferidos não poderiam ser utilizados para aplicar penalidades aos usuários", diz a ANTT.

Segundo a agência, a iniciativa "integra os esforços para ampliar a segurança nas rodovias e proteger vidas, em alinhamento ao compromisso internacional assumido pelo Brasil no âmbito da Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2021-2030, da ONU".

Projeto piloto

A autorização para os testes em Mato Grosso do Sul foi publicada no Diário Oficial Oficial da União no dia 11 de setembro.

Conforme a publicação, a concessionária Motiva Pantanal ficava autorizada, em caráter provisório e experimental, a implementar o Projeto-Piloto de Controle de Velocidade Média no trecho da BR-163/MS, entre o km 620 e o km 630, com extensão de 11 km.

Ainda conforme a publicação, a implementação do Projeto-Piloto teria caráter exclusivamente técnico, educativo e experimental, "destinando-se à avaliação da viabilidade, confiabilidade, desempenho e aplicabilidade da tecnologia de controle de velocidade média, não sendo admitida, nesta etapa, a aplicação de autuações ou penalidades aos usuários com fundamento exclusivamente na velocidade média aferida no trecho monitorado".

A concessionária deveria implantar e manter sinalização adequada nos trechos abrangidos pelo experimento, de modo a informar aos usuários acerca do monitoramento da velocidade média dos veículos nos trechos especificados.

Com a suspensão anunciada nesta segunda-feira (21), o experimento fica interrompido até nova decisão.

* Com Agência Brasil

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