Crianças do Assentamento Três Corações, na região do distrito de Anhanduí, em Campo Grande, estão sem conseguir frequentar a escola devido às condições precárias das estradas rurais.
Com trechos tomados por lama, buracos e erosões, o transporte escolar tem sido interrompido, deixando alunos sem acesso às aulas e comprometendo o direito básico à educação.
Moradores relatam que, em dias de chuva, a situação se agrava ainda mais, tornando impossível a circulação de veículos. Vans escolares ficam impedidas de trafegar e, em muitos casos, sequer conseguem chegar às residências dos estudantes.
Como consequência, crianças acumulam faltas e enfrentam dificuldades no acompanhamento do conteúdo escolar.
Além do impacto direto na educação, o problema também afeta toda a rotina da comunidade. Famílias enfrentam dificuldades para se deslocar e produtores rurais encontram obstáculos para escoar a produção agrícola, gerando prejuízos e insegurança econômica.
De acordo com relatos de moradores, há pontos críticos em que veículos atolam com frequência, aumentando o risco de acidentes e isolamento.
A precariedade das vias também levanta preocupação quanto ao acesso a serviços de emergência, como ambulâncias, que podem não conseguir chegar em situações urgentes.
A comunidade cobra providências do poder público para a recuperação das estradas, com serviços de patrolamento e encascalhamento.
Para os moradores, a melhoria das vias é essencial não apenas para garantir o transporte escolar, mas também para assegurar dignidade, mobilidade e condições básicas de vida no campo.
Enquanto aguardam uma solução, alunos seguem prejudicados e distantes das salas de aula, evidenciando um problema que vai além da infraestrutura e atinge diretamente o futuro de quem vive na região.
CEP foi conquista recente no Três Corações
Apesar das dificuldades estruturais, o assentamento registrou recentemente um avanço importante: a implantação do Código de Endereçamento Postal (CEP).
Antes da medida, moradores precisavam se deslocar até o distrito de Anhanduí ou até a área urbana de Campo Grande para retirar correspondências e encomendas.
Com o CEP, as famílias passaram a ter acesso facilitado a serviços postais, documentos e entregas, reduzindo custos e o tempo de deslocamento. A mudança também representa um reconhecimento formal da localidade, contribuindo para a inclusão social e administrativa da comunidade rural.
Ainda assim, moradores avaliam que a conquista, embora significativa, não resolve problemas básicos como o acesso por estradas.
Para eles, ter endereço definido é um avanço, mas é insuficiente diante das dificuldades diárias enfrentadas, principalmente quando crianças seguem sem conseguir chegar à escola.
Enquanto aguardam uma solução para a recuperação das vias, alunos continuam prejudicados e distantes das salas de aula, evidenciando um problema que vai além da infraestrutura e atinge diretamente o futuro de quem vive na região.
A situação também tem chegado ao Legislativo municipal. O vereador Landmark Rios (PT) recebeu as demandas por meio de lideranças comunitárias e informou que encaminhou solicitações à Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) pedindo intervenções emergenciais nas estradas.
No entanto, as condições das vias seguem críticas, mesmo com as cobranças apresentadas.

