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O que mais reprova na perícia do INSS?

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A perícia médica do Instituto Nacional do Seguro Social é uma das etapas que mais gera dúvidas e frustração entre segurados. Todos os anos, milhares de pedidos de benefícios são negados por ausência de incapacidade comprovada, problemas documentais ou falta de cumprimento de requisitos legais.

Dados oficiais do Portal de Transparência Previdenciária mostram que o índice de indeferimentos no INSS chegou a aproximadamente 44% em determinados períodos de 2025. 

Os benefícios mais afetados pelas reprovações são justamente aqueles que dependem de perícia médica, como:

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Inteligência Artificial: como pequenas e médias empresas podem usar hoje

Por Arthur Maximilliano, fundador da RetenMax

21/07/2026 00h03

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

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Lembro quando falávamos de Inteligência Artificial e logo vinha na cabeça aqueles filmes de ficção científica ou notícias sobre empresas gigantes lá do outro lado do mundo. Pois bem, esses tempos ficaram para trás. Hoje, a IA já está aqui, no nosso dia a dia — e olha que muita gente nem percebe.

Aquele sistema que responde mensagens automaticamente no aplicativo de conversas, o programa que organiza suas finanças em tempo real ou a ferramenta que mostra o que seu cliente está querendo comprar?

Tudo isso já funciona com inteligência artificial. E o melhor: não é preciso ter milhões no bolso para aproveitar essa revolução.

Atendimento que não deixa ninguém esperando

Sabe qual é um dos maiores problemas de quem tem uma empresa pequena ou média? É deixar cliente sem resposta. Cada mensagem ignorada, cada demora no retorno é dinheiro indo embora.

Com assistentes virtuais inteligentes, sua empresa pode conversar com o cliente a qualquer hora do dia ou da noite, organizar pedidos e ainda encaminhar cada pessoa para o vendedor certo. No fim das contas, é matemática simples: mais gente sendo atendida, menos venda perdida.

Decisões baseadas em números, não em achismos

Outra coisa que muda completamente é a forma de gerir o negócio. Hoje já existem programas com inteligência artificial que mostram onde você está gastando demais, preveem quanto vai entrar no caixa mês que vem e até sugerem se vale a pena aumentar ou diminuir o preço de algum produto.

Não é que a tecnologia vai mandar no seu negócio — longe disso. Mas ela te dá informação clara para você decidir com segurança, em vez de confiar só no feeling.

Divulgação certeira, sem jogar dinheiro fora

E quando o assunto é divulgar seu negócio? A inteligência artificial também entrou forte nesse jogo. Hoje dá para saber exatamente qual anúncio está funcionando, prever o que seus clientes vão querer comprar e falar direto com quem realmente tem interesse no que você vende.

Traduzindo: você para de gastar com propaganda que não traz resultado e começa a investir só no que funciona de verdade.

Não dá mais para esperar

O erro que vejo muito empresário cometer é achar que "isso aí não é para mim", que "minha empresa é pequena demais para usar essas tecnologias". A verdade nua e crua? Nunca foi tão fácil ter acesso a essas ferramentas.

Seja você dono de restaurante, clínica médica, loja de roupas ou escritório de contabilidade — não importa. A inteligência artificial já está sendo usada por negócios de todos os tamanhos e segmentos. E não é por luxo, não. É porque virou necessidade para conseguir competir.

Quem começar agora sai na frente. Enquanto uns ainda estão em dúvida, outros já estão aprendendo, ajustando e crescendo com essa tecnologia do lado deles.

Arthur Maximilliano é fundador da RetenMax, empresa de Transformação Empresarial que atua nas áreas de Tecnologia, Divulgação, Finanças e Cultura Organizacional, além de desenvolver projetos em Inteligência Artificial e Análise de Dados para Negócios.

Provenzano

Está pagando 27,5% de IR na Fonte? Saiba como pagar menos imposto dentro da lei

Leandro Amaral Provenzano (OAB/MS 13.035), sócio do escritório Provenzano Advogados

16/07/2026 00h03

Leandro Provenzano

Leandro Provenzano Foto: Montagem / Correio do Estado

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Você é empregado, autônomo ou servidor público e sua renda mensal te coloca na faixa de 27,5% do Imposto de Renda? Se a resposta for sim, você provavelmente está pagando mais imposto do que precisaria. Existe uma estratégia simples, legal e pouco explorada: destinar 12% da renda bruta anual a um plano de previdência privada na modalidade PGBL.

Explico a seguir como funciona, por que costuma valer a pena e quando ela não é a melhor escolha.
Diferente do VGBL, o regime de previdência privada PGBL permite abater os aportes feitos ao longo do ano da base de cálculo do Imposto de Renda. Para isso, porém, você precisa entregar a declaração no modelo completo e contribuir para a previdência oficial, RPPS (Regime Próprio de Previdência Social), no caso dos servidores públicos ou INSS. O limite de dedução é de 12% da renda bruta anual tributável.

Na prática, imagine um servidor com renda tributável de 120 mil reais por ano, na faixa de 27,5%. Se ele aportar R$ 14.400,00 (os 12%) em um PGBL, esse valor sai da base de cálculo do imposto naquele ano.

Portanto, os 27,5% irão incidir “apenas” sobre R$ 105.600,00, e não mais sobre os 120 mil reais, o que representa um ganho real de R$ 3.960,00, além do valor investido (R$ 14.400,00), cujos rendimentos no longo prazo tendem a somar um valor significativo para o investidor.

No resgate, o Imposto de Renda incide sobre o valor total do PGBL, aportes e rendimentos, e não apenas sobre o lucro. Então por que vale a pena pagar 10% sobre tudo, se a economia inicial foi de 27,5% sobre uma parte?

A resposta está no que acontece durante os 10 anos de “espera”. Sem o PGBL, o servidor pagaria 27,5% de imposto sobre aquele dinheiro logo no início e investiria apenas o que sobrasse. Com o PGBL, ele investe o valor cheio, sem desconto, e o imposto só é cobrado no futuro, a uma alíquota bem menor. Esse efeito de diferimento fiscal faz o dinheiro render sobre uma base maior durante todo o período. Por isso, mesmo pagando 10% sobre o total no resgate, o resultado costuma ser mais vantajoso do que investir fora da previdência.

E se for preciso resgatar antes dos 10 anos?

A tabela regressiva do PGBL reduz a alíquota a cada dois anos, contados a partir da data de cada aporte:

  • até 2 anos: 35%
  • de 2 a 4 anos: 30%
  • de 4 a 6 anos: 25%
  • de 6 a 8 anos: 20%
  • de 8 a 10 anos: 15%
  • acima de 10 anos: 10%

Vale lembrar que, desde a Lei nº 14.803/2024, não é mais preciso escolher entre a tabela regressiva e a progressiva no momento da contratação: essa decisão pode ser tomada até o primeiro resgate, o que dá mais liberdade para planejar o momento certo de sacar o benefício.

Além do benefício tributário, o PGBL e o VGBL têm outra vantagem pouco conhecida: em caso de falecimento do titular, os valores vão diretamente aos beneficiários indicados, sem passar pelo inventário. Isso agiliza o acesso da família ao dinheiro, que muitas vezes leva anos para ser liberado em um inventário judicial.

Em dezembro de 2025, o STF decidiu, no Tema 1.214, que também não incide ITCMD (o imposto sobre herança) nessa transmissão, entendimento já incorporado à Lei Complementar nº 227/2026. Ainda assim, é recomendável que o valor destinado à previdência seja proporcional ao patrimônio total, para não gerar disputa entre herdeiros por suposta violação da legítima.

Dentro do PGBL e do VGBL, o dinheiro pode ser aplicado em fundos com perfis bem diferentes: renda fixa, multimercado, ações, fundos imobiliários (FIIs) e ETFs, entre outros. O investidor pode migrar entre esses perfis conforme sua fase de vida, sem sair do plano e sem pagar Imposto de Renda na troca.

Já o VGBL não permite dedução no Imposto de Renda, mas no resgate o imposto incide só sobre o rendimento, preservando o capital aportado. Por isso, costuma ser mais indicado para quem faz a declaração simplificada, para autônomos e profissionais liberais que não contribuem para RPPS ou INSS, e para quem já aportou os 12% no PGBL e quer continuar investindo além desse limite.

Se você é trabalhador celetista, ou servidor público, está na faixa de 27,5% do Imposto de Renda e nunca parou para calcular quanto poderia economizar, ou proteger para sua família, com uma previdência privada bem planejada, esse é o momento de conversar com quem entende do assunto e trabalha com os direitos dos servidores públicos.

Leandro Amaral Provenzano (OAB/MS 13.035), sócio do escritório Provenzano Advogados

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