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Hospital Regional de MS avança para ampliação de R$ 966 milhões e 577 leitos

Empresa responsável pela Parceria Público-Privada solicitou autorização prévia à Planurb para empreendimento no complexo hospitalar; projeto prevê R$ 966 milhões em modernização e expansão para 577 leitos

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A ampliação do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), em Campo Grande, avançou mais uma etapa administrativa com o início do processo de licenciamento ambiental. A Inova Saúde MS S.A., empresa responsável pela parceria público-privada da unidade, solicitou à Planurb (Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano) a emissão de licença prévia para o complexo hospitalar.

O pedido foi publicado nesta segunda-feira (24) no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) e abrange atividades hospitalares em uma estrutura com área superior a 10 mil metros quadrados, localizada na Avenida Engenheiro Lutero Lopes, nº 36, no Aero Rancho, mesmo endereço onde funciona o Hospital Regional.

A publicação, porém, não detalha quais blocos ou intervenções estão incluídos nesta etapa do licenciamento.

A solicitação representa um movimento concreto dentro do projeto de modernização do maior hospital público de Mato Grosso do Sul, mas ainda não autoriza o início das obras.

A licença prévia corresponde à fase inicial do processo ambiental e serve para avaliar a localização, a concepção e a viabilidade do empreendimento, além de estabelecer exigências que deverão ser cumpridas nas etapas seguintes.

Somente depois da análise e eventual concessão dessa autorização o projeto poderá avançar para as licenças necessárias à instalação das novas estruturas.

Dessa forma, a publicação indica que a empresa começou a encaminhar as obrigações ambientais relacionadas ao empreendimento, mas não significa que as intervenções físicas estejam liberadas.

Projeto prevê quase R$ 1 bilhão em obras

A Inova Saúde MS é uma subsidiária da Construcap, vencedora da licitação para assumir os serviços não assistenciais do Hospital Regional por meio de uma PPP (Parceria Público-Privada). O contrato foi formalizado pelo Governo de Mato Grosso do Sul em maio deste ano e terá duração de 30 anos.

Segundo o Governo do Estado, estão previstos R$ 966 milhões em investimentos destinados à ampliação, reforma e renovação tecnológica do hospital.

Outros R$ 7,3 bilhões deverão ser empregados, ao longo das três décadas de concessão, na operação, hotelaria hospitalar e manutenção dos serviços não assistenciais.

A proposta prevê ampliar em aproximadamente 60% a capacidade do Hospital Regional, que deverá passar a contar com 577 leitos. A área construída do complexo deve praticamente dobrar, avançando dos atuais 37 mil para cerca de 71 mil metros quadrados.

O planejamento inclui a construção de dois novos blocos antes do início da reforma das estruturas existentes. A estratégia foi definida para permitir que os atendimentos continuem durante as obras, sem a paralisação das atividades hospitalares.

Depois da conclusão das novas edificações, os serviços deverão ser transferidos gradualmente para esses espaços. Somente então os blocos antigos passarão pelo processo de reforma e modernização, também chamado de retrofit.

A previsão apresentada pelo Estado estabelece dois anos para a construção dos novos blocos e outros dois para a reforma completa das instalações existentes.

O cronograma, entretanto, depende do cumprimento das etapas técnicas, contratuais e ambientais necessárias para a execução do projeto.

Novos centros e mais atendimentos

Entre as mudanças previstas estão a reestruturação do pronto-socorro, a renovação do centro cirúrgico, a ampliação da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e o fortalecimento da maternidade de alto risco.

O projeto também contempla a implantação de dois novos centros especializados: um voltado à cardiologia e outro à oncologia. A expectativa é ampliar tanto a capacidade de internação quanto o número de procedimentos realizados pela unidade.

Com a modernização, o hospital deverá elevar de aproximadamente 30 mil para 42 mil o número de atendimentos anuais. A quantidade mensal de internações poderá quase dobrar, passando de cerca de 1,4 mil para 2,7 mil pacientes.

Além das obras, estão previstas a renovação do parque tecnológico, a automatização da farmácia, a implantação de sistemas de transporte pneumático e a modernização dos equipamentos utilizados nos atendimentos e diagnósticos.

Apesar da entrada da iniciativa privada na administração de parte da estrutura, o Hospital Regional continuará sendo público e atendendo exclusivamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

A assistência médica, de enfermagem e dos demais profissionais de saúde permanecerá sob responsabilidade do Governo do Estado.

A Inova Saúde ficará encarregada principalmente dos serviços não assistenciais, como limpeza, segurança, recepção, alimentação, lavanderia, manutenção predial, tecnologia, engenharia clínica e logística hospitalar.

O pedido de licença ambiental abre agora uma nova frente no cronograma da PPP. A análise da Planurb deverá verificar a viabilidade ambiental das intervenções e definir as condições que precisarão ser cumpridas antes que a empresa possa avançar para a instalação das novas estruturas.

HOMICÍDIO QUALIFICADO

Adolescente que matou homem após carreata em Bonito é localizado

Pai envolvido em briga se apresentou na Delegacia para prestar depoimento, mas foi liberado; caso ocorreu às vésperas da eleição, no último sábado (24)

29/10/2026 11h30

Ewerton Rodrigues morreu em confusão após carreata política

Ewerton Rodrigues morreu em confusão após carreata política Montagem / reprodução

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O adolescente, de 16 anos, responsável pela morte de Ewerton Rodrigues da Silva, de 34 anos, foi localizado pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS) na tarde dessa quarta-feira (28), em Aquidauana, a 127 quilômetros de onde ocorreu o crime.

A morte teria ocorrido em confusão após carreata política que aconteceu durante o último sábado (24), às vésperas da eleição, em Bonito, e o rapaz estava foragido há quatro dias junto a mãe e ao pai, Márcio Cossari, de 47 anos, que esteve envolvido na briga que ocorreu minutos antes.

Segundo a PCMS, em operação conjunta da Delegacia Regional de Aquidauana e de Jardim, os policiais cumpriram o mandado judicial de apreensão do adolescente, localizado em uma casa de um amigo da família, no bairro Cidade Nova, em Aquidauana.

Conforme informado ao Correio do Estado, os policiais chegaram ao local indicado e na presença dos agentes onde estava escondido, o adolesente se apresentou, acompanhado da mãe e dos seus advogados.

A PCMS ainda informou à reportagem que ele será encaminhado a uma Unidade Educacional de Internação (UNEI), conforme definido pelos órgãos competentes, e responderá por ato infracional análogo aos crimes de homicídio tentado e homicídio qualificado.

Posteriormente, Márcio Cossari que também estava foragido compareceu à Delegacia Regional de Jardim, acompanhado de seu advogado para apresentar sua versão dos fatos. O homem foi liberado, mas deve ser investigado pelos crimes de porte ilegal de arma e lesões corporais recíprocas.

Homicídio

Conforme informações policiais, Ewerton foi atingindo com três tiros durante o sábado e chegou a ser encaminhado para o Hospital Darcy João Bigaton, mas morreu assim que deu entrada na unidade médica.

O crime teria iniciado com uma discussão entre alguns homens que estavam no local e posteriormente evoluiu para uma briga corporal, envolvendo principalmente Márcio Cossari, pai do adolescente que atirou contra os envolvidos.

Vendo a briga que o pai estava, ele teria ido até a caminhonete buscar uma arma de fogo e, ao se aproximar da confusão, efetuou três disparos que atingiram Ewerton.

Um outro homem que estava no local também ficou ferido ao ser atingido por dois tiros e foi encaminhado ao hospital, posteriormente transferido para a Santa Casa de Campo Grande, onde ainda recebe atendimento médico.

A morte de Ewerton ganhou destaque nas redes sociais especialmente por acontecer ao fim de uma carreata em favor do então candidato à presidência, Flávio Bolsonaro.

Apesar de algumas suspeitas indicarem que a confusão inicial seria por motivação política, a tese não foi confirmada, e é negada por alguns familiares de Ewerton.

A família da vítima fatal divulga por meio de um perfil criado para pedir justiça por Ewerton, afirma que ele não participou da briga, mas tentava apartar a luta corporal quando foi atingido pelos disparos.

Em vídeo que circula nas redes sociais é possível ver que mais de uma pessoa estiveram envolvidas na confusão, além do barulho dos disparos efetuados pelo adolescente.

De acordo com a Polícia as investigações prosseguem para o esclarecimento das circunstâncias do caso e a apuração das condutas dos envolvidos.

"consorte"

Operação prende advogada e PM que estavam a serviço do PCC

O casal utilizava suas prerrogativas funcionais para fazer uma espécie de "ponte" entre criminosos presos e aqueles que estão nas ruas

29/10/2026 11h25

Além das duas prisões, a promotoria cumpriu três mandados de busca e apreensão em Dourados e Campo Grande

Além das duas prisões, a promotoria cumpriu três mandados de busca e apreensão em Dourados e Campo Grande arquivo

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Uma advogada e um policial militar foram presos nesta quinta-feira (29) durante uma operação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco/MPMS), contra a facção criminosa Primeiro Comando da Capital.

Batizada de "Consorte" a operaçãoé, na prática, a terceira fase da "Operação Courrier”, e teve como objetivo cumprir  dois mandados de prisão e três mandados de busca e apreensão, nas cidades de Campo Grande e Dourados.

O PM e a advogada, que não tiveram os nomes divulgados, são suspeitos de estarem a serviço do PCC e de atuaram como uma espécie de "pombo-correio". 

As investigações do Gaeco apontam para a atuação do casal envolvido com o núcleo “Sintonia dos Gravatas”, no qual advogados se utilizam indevida e criminosamente de suas prerrogativas profissionais para transmitir recados e comandos entre lideranças presas e outros integrantes da organização criminosa que estão nas ruas.  

O policial militar, por sua vez, é investigado pelo uso de suas credenciais funcionais para obter e disponibilizar informações de sistemas restritos da segurança pública à advogada, sua esposa, que, por sua vez, as repassava a integrantes do PCC. A apuração envolve a prática dos crimes de organização criminosa, corrupção e violação de sigilo funcional.

A Operação contou com a participação da Corregedoria da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul e da Ordem dos Advogados do Brasil.

O nome da Operação “Consorte” remete ao fato de que os investigados são casados e atuam em parceria na empreitada criminosa.
 

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