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ANTT diz que ferrovia está próxima da concessão

Informação é do diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres.

DA REDAÇÃO

12/12/2014 - 15h32
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O diretor-geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Jorge Bastos, informou que o ramal da Ferrovia Norte-Sul que chegará a Dourados (MS) está na última etapa antes do processo de concessão à iniciativa privada pelo Governo Federal. A informação foi repassada pelo deputado federal Vander Loubet (PT).

Esta fase é a Manifestação de Interesse (PMI), instrumento pelo qual o setor público obtém, de consultores externos ou das empresas interessadas em disputar futuros contratos de concessão, estudos de viabilidade sobre projetos de infraestrutura. O PMI funciona como uma complementação dos estudos realizados pelo setor público.

"Essa é provavelmente a última etapa antes que o Governo prepare o edital de concessão dessa ferrovia. É uma obra muito aguardada pelo setor produtivo do nosso estado porque vai dinamizar a logística, vai agilizar o escoamento da nossa produção para os grandes portos do país. E isso é fundamental para reduzir o custo com frete, para baratear o preço final dos produtos que são exportados por MS", diz Vander.

A ferrovia Estrela D'Oeste-Panorama-Dourados (EF-267) tem 681,6 quilômetros de extensão. Atravessa 19 municípios, sendo 12 no Estado de São Paulo e 7 em Mato Grosso do Sul (Brasilândia, Santa Rita do Pardo, Bataguassu, Nova Andradina, Angélica, Deodápolis e Dourados). Com um ramal de 40 quilômetros a partir de Brasilândia pode atender também a Três Lagoas.

O Governo não definiu ainda se oferece à iniciativa privada somente o trecho Dourados-Estrela D’Oeste ou integra a essa malha os trilhos até Anápolis (GO). Neste caso a ferrovia ficaria com 1.300 quilômetros. A definição vai depender da manifestação do interesse dos empresários. A Ferrovia Norte-Sul, da qual a EF-267 é um ramal, interligará o Brasil aos portos de Belém (PA), São Luís (MA), Santos (SP), Rio de Janeiro (RJ), Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS). Ramais futuros inteligarão os trilhos a portos de Santa Catarina também.

BODOQUENA (MS)

Ministério Público apura prática de ceva no Refúgio Canaã

Várias fotos, imagens e vídeos de turistas alimentando, pegando, encostando, interagindo e beijando animais silvestres (arara-azul) foram postadas nas redes sociais

21/05/2026 15h30

Arara-azul

Arara-azul Foto: Reprodução Instagram @refugiocanaams

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Prática de ceva está sendo apurada no Refúgio Ecológico Pousada Canaã, atrativo turístico localizado na zona rural de Bodoquena (MS), a 292 quilômetros de Campo Grande.

A palavra "ceva" vem do meio rural e significa "isca" ou "alimentação oferecida" com a intenção de atrair bichos a um local específico.

A prática da ceva de animais é uma técnica utilizada para atrair animais para observação, monitoramento, registro fotográfico ou estudo científico.

Com isso, a 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Miranda, do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), instaurou Procedimento Preparatório para apurar a prática. O edital, relativo ao caso, foi publicado no Diário Oficial (DOMPMS) nesta quinta-feira (21).

Conforme apurado pela reportagem, várias fotos, imagens e vídeos de turistas alimentando, pegando, encostando, interagindo e beijando animais silvestres (arara-azul), no Refúgio Canaã, foram postadas nas redes sociais.

De acordo com relatório do Ministério do Meio Ambiente, os próprios funcionários cevam os animais há anos, oferecendo-lhes semente de girassol, melancia, coquinho, amendoim e banana.

O relatório ainda aponta que as araras são extremamente dóceis e sociáveis com seres humanos, devido aos anos de ceva e domesticação realizados pelos funcionários.

“Apresentam comportamentos não naturais para a espécie e circulavam, bem como pousavam e ficavam no meio dos funcionários normalmente sem qualquer tipo de medo ou receio”, apontou o documento.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a domesticação é prejudicial pois os animais podem perder a capacidade de sobreviver em ambiente natural, ter dificuldade de se reintroduzir na natureza, perder habilidades naturais ou aumentar o nível de estresse.

Já a ceva é maléfica pois o excesso de açúcar contido nas frutas pode causar sobrepeso e outras doenças nos bichos. Além disso, há risco de transmissão de zoonoses e acidentes.

De acordo com normativa federal e estadual, a prática é considerada ilegal e crime ambiental, sob pena de multa e reclusão.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aplicou multa de R$ 50.500,00 ao atrativo turístico por conta das irregularidades citadas acima.

Arara-azul

O Correio do Estado entrou em contato com o Refúgio Canaã para saber o posicionamento do atrativo a respeito do assunto, mas, até o fechamento desta reportagem, não foi respondido. O espaço segue aberto para resposta.

Ensino

Iniciação científica: IFMS oferece 247 bolsas e auxílio de até R$ 1 mil

Inscrições encerram na próxima segunda-feira (25)

21/05/2026 14h45

Reprodução, Alexandre Oliveira / IFMS

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O edital do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) para seleção de projetos de iniciação científica e tecnológica com 247 bolsas para estudantes de níveis médio e superior, além de recursos de até R$ 1 mil por proposta para custeio de pesquisa segue com inscrições abertas até a próxima segunda-feira (25).

O processo integra o ciclo 2026-2027 do Programa Institucional de Iniciação Científica e Tecnológica (Pitec) e prevê vigência das atividades entre setembro deste ano e agosto de 2027. Os projetos devem ser submetidos por coordenadores por meio do Sistema Unificado de Administração Pública (Suap).

Ao todo, serão investidos R$ 1,41 milhão em bolsas, com recursos do próprio IFMS, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect). Para estudantes do ensino médio, o valor mensal é de R$ 300, enquanto no ensino superior as bolsas chegam a R$ 700.

A distribuição contempla 117 bolsas para o ensino médio (entre Pibic-EM e ações afirmativas) e 122 para o ensino superior, divididas entre Pibic, Pibiti e Pibic-AF. Além disso, o edital reserva R$ 50 mil para apoio à pesquisa e inovação, permitindo que cada projeto solicite até R$ 1.000,00 para aquisição de insumos e manutenção.

A análise das propostas ocorrerá nos meses seguintes, com divulgação do resultado preliminar em 10 de agosto e final no dia 14. O início das atividades está previsto para 1º de setembro.

Podem coordenar projetos servidores docentes e técnicos-administrativos do quadro permanente, que devem optar entre as categorias júnior e sênior. A categoria júnior é destinada a quem não coordenou projetos de iniciação científica no IFMS antes de 2026 e conta com reserva de 10% das bolsas Pibic-EM.

Para participar, os estudantes precisam estar regularmente matriculados, ter currículo atualizado na Plataforma Lattes e não possuir vínculo empregatício nem acumular bolsas. A carga horária exigida é de cinco horas semanais para o ensino médio e 20 horas para o superior.

A seleção será feita em duas etapas: avaliação do mérito científico do projeto, por pareceristas internos e externos, e análise do currículo do coordenador. A nota final considera peso de 60% para o projeto e 40% para o currículo, sendo aprovadas as propostas que atingirem ao menos 60% da pontuação máxima.

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