Cidades

Resolução

Anvisa determina enriquecimento obrigatório de ferro e ácido fólico em farinhas de trigo e de milho

A Organização Mundial da Saúde prevê quantidades mínimas de ferro e ácido fólico para cada alimento

Portal Brasil

19/04/2017 - 11h54
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Uma resolução da Anvisa determinou novos requisitos para o enriquecimento de farinhas de trigo e de milho com ferro e ácido fólico. Pelas novas regras, os fabricantes têm 24 meses para adequar o processo produtivo às novas exigências.

A medida obriga as empresas promover o enriquecimento das farinhas de trigo e de milho com 4 a 9 mg de ferro para cada 100g de produto e com 140 a 220 µg de ácido fólico também para cada 100g de farinha. O ácido fólico auxilia no combate à anemia e na má-formação de bebês durante a gestação. Além disso, também foram alteradas as listas de compostos de ferro. Agora são permitidos apenas o sulfato ferroso e fumarato ferroso e de suas formas encapsuladas.

O regulamento baseia-se nas diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e prevê quantidades mínimas de ferro e ácido fólico para cada uma das farinhas.

Outra exigência diz respeito às informações obrigatórias da rotulagem. O rótulo deve esclarecer ao consumidor o objetivo e características da formulação. A farinhas deverão trazer uma frase que esclarece que o enriquecimento é uma estratégia para combate à má-formação de bebês durante a gestação e à anemia, bem como uma informação sobre a faixa de enriquecimento. 

Exclusão

Ficam excluídas da obrigatoriedade de enriquecimento, as farinhas de milho fabricadas pelos agricultores familiares, empreendedores familiares rurais, empreendimentos econômicos solidários e microempreendedores individuais. 

Por questões tecnológicas, também foram excluídas da fortificação as farinhas de beiju, de milho flocada de trigo integral e de trigo durum, bem como os flocos de milho pré-cozidos. A resolução também não se aplica às farinhas de trigo e de milho contidas em produtos alimentícios importados.

Transporte

Governo federal vai liberar quase R$ 1 bilhão para manutenção de estradas em MS

Deputado federal Vander Loubet liderou articulação para conseguir os recursos, que serão utilizados para recapear rodovias no Cone-Sul de Mato Grosso do Sul

10/04/2026 20h13

Deputado federal Vander Loubet participou da articulação para liberação dos recursos

Deputado federal Vander Loubet participou da articulação para liberação dos recursos Divulgação

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Com articulação do deputado federal Vander Loubet, o Governo Federal viabilizou um financiamento internacional de US$ 200 milhões (quase R$ 1 bilhão) para o recapeamento de rodovias na região do Cone Sul de Mato Grosso do Sul. O contrato deve ser assinado na próxima terça-feira (14), com repasse dos recursos ao Governo do Estado.

O acordo será formalizado pela gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e prevê prazo de 10 anos para execução. A expectativa é que os recursos sejam destinados a obras estruturantes, com impacto direto na mobilidade, na logística regional e no desenvolvimento econômico dos municípios atendidos.

A iniciativa contempla trechos considerados estratégicos para a região do Cone Sul, beneficiando cidades que dependem das rodovias para o escoamento da produção agrícola e para o deslocamento diário da população. As melhorias também devem aumentar a segurança viária em corredores utilizados por caminhões e veículos de passeio.

Segundo Vander Loubet, a liberação do financiamento é resultado de articulação institucional e diálogo com o Governo Federal. “A disputa eleitoral não pode prejudicar os interesses do nosso estado. Meu mandato sempre pensou nos sul-mato-grossenses acima de qualquer diferença política. Trabalhei para garantir esse investimento porque sei o quanto essas obras são importantes para a nossa gente, para o escoamento da produção, para a segurança nas estradas e para o crescimento da nossa economia”, afirmou.

O parlamentar acrescentou que continuará atuando em Brasília para ampliar investimentos em Mato Grosso do Sul, com foco em infraestrutura, geração de empregos e melhoria da qualidade de vida da população.

Redes Sociais

Instagram exclui perfil com 312 mil seguidores e deixa morador de MS sem renda

Com o perfil Cachorra Irônica, morador de Campo Grande tinha 18 milhões de acessos mensais e vários contratos de publicidade

10/04/2026 20h07

Instagram desabilitou perfil e deixou seu criador sem renda

Instagram desabilitou perfil e deixou seu criador sem renda Divulgação

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O morador de Campo Grande, Thyerri Lopes de Melo, foi à Justiça para que a Meta, empresa que administra as plataformas Instagram, WhatsApp e Facebook, lhe devolva o perfil @cahorraironica no Instagram.

O rapaz, que alega estar desempregado, afirma que a big tech norte-americana, ao desabilitar seu perfil na rede social de maneira abrupta, lhe tirou o único faturamento que tinha no momento.

O “Cachorra Irônica” tinha, no último dia 4 de abril, quando foi desabilitado pela Meta, 312 mil seguidores e mais de 18 milhões de acessos mensais, uma marca considerada alta para os padrões da rede.

Thyerri alega que a alta audiência de sua conta na rede social lhe proporcionava contratos de publicidade, além de faturamento por ele ter se inscrito como “afilhado” na plataforma chinesa de marketplace Shopee.

Segundo ele, as publicações que fazia nas redes sociais não violavam os termos de uso do Instagram. “As publicações veiculadas pelo autor eram lícitas e convergentes com os termos de uso da plataforma”, alega o autor.

Na ação, o autor pede a reativação imediata da conta e indenização por danos materiais e morais. O valor pedido é considerado módico: R$ 5 mil.

Thyerri afirma que não houve qualquer violação das regras da plataforma que justificasse a exclusão e que a medida foi arbitrária. O bloqueio, segundo a petição, comprometeu contratos publicitários e parcerias comerciais, além de afetar diretamente sua imagem pública.

O perfil, que havia se consolidado como um dos mais engajados em seu nicho, atraía milhões de interações mensais e funcionava como vitrine para marcas e projetos culturais. Além da perda financeira, o autor afirma que a exclusão do perfil lhe proporcionou também um impacto emocional e profissional, ao interromper anos de trabalho na construção de audiência.

Especialistas em direito digital apontam que casos semelhantes têm se multiplicado. Perfis de grande alcance se tornaram ativos valiosos na chamada economia da influência, e sua exclusão pode gerar prejuízos milionários. A discussão reacende o debate sobre a transparência das plataformas e os limites do poder das redes sociais sobre perfis de relevância econômica e social.

Outro ponto levantado na ação é a ausência de mecanismos claros de recurso dentro do Instagram. Após o bloqueio, o autor afirma que não encontrou canais eficazes para contestar a decisão ou apresentar defesa. Essa falta de diálogo reforça a sensação de insegurança jurídica para criadores que dependem da plataforma como principal meio de trabalho.

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