Cidades

Redes Sociais

Instagram exclui perfil com 312 mil seguidores e deixa morador de MS sem renda

Com o perfil Cachorra Irônica, morador de Campo Grande tinha 18 milhões de acessos mensais e vários contratos de publicidade

Continue lendo...

O morador de Campo Grande, Thyerri Lopes de Melo, foi à Justiça para que a Meta, empresa que administra as plataformas Instagram, WhatsApp e Facebook, lhe devolva o perfil @cahorraironica no Instagram.

O rapaz, que alega estar desempregado, afirma que a big tech norte-americana, ao desabilitar seu perfil na rede social de maneira abrupta, lhe tirou o único faturamento que tinha no momento.

O “Cachorra Irônica” tinha, no último dia 4 de abril, quando foi desabilitado pela Meta, 312 mil seguidores e mais de 18 milhões de acessos mensais, uma marca considerada alta para os padrões da rede.

Thyerri alega que a alta audiência de sua conta na rede social lhe proporcionava contratos de publicidade, além de faturamento por ele ter se inscrito como “afilhado” na plataforma chinesa de marketplace Shopee.

Segundo ele, as publicações que fazia nas redes sociais não violavam os termos de uso do Instagram. “As publicações veiculadas pelo autor eram lícitas e convergentes com os termos de uso da plataforma”, alega o autor.

Na ação, o autor pede a reativação imediata da conta e indenização por danos materiais e morais. O valor pedido é considerado módico: R$ 5 mil.

Thyerri afirma que não houve qualquer violação das regras da plataforma que justificasse a exclusão e que a medida foi arbitrária. O bloqueio, segundo a petição, comprometeu contratos publicitários e parcerias comerciais, além de afetar diretamente sua imagem pública.

O perfil, que havia se consolidado como um dos mais engajados em seu nicho, atraía milhões de interações mensais e funcionava como vitrine para marcas e projetos culturais. Além da perda financeira, o autor afirma que a exclusão do perfil lhe proporcionou também um impacto emocional e profissional, ao interromper anos de trabalho na construção de audiência.

Especialistas em direito digital apontam que casos semelhantes têm se multiplicado. Perfis de grande alcance se tornaram ativos valiosos na chamada economia da influência, e sua exclusão pode gerar prejuízos milionários. A discussão reacende o debate sobre a transparência das plataformas e os limites do poder das redes sociais sobre perfis de relevância econômica e social.

Outro ponto levantado na ação é a ausência de mecanismos claros de recurso dentro do Instagram. Após o bloqueio, o autor afirma que não encontrou canais eficazes para contestar a decisão ou apresentar defesa. Essa falta de diálogo reforça a sensação de insegurança jurídica para criadores que dependem da plataforma como principal meio de trabalho.

NARCOTRÁFICO

PF mira grupo ligado ao tráfico e bloqueia R$ 50 milhões

Operação Suécia XXXV cumpre 15 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná

22/09/2026 09h00

Polícia Federal cumpre 15 mandados de busca e apreensão e mira R$ 50 milhões em patrimônio de investigados por tráfico transnacional de cocaína

Polícia Federal cumpre 15 mandados de busca e apreensão e mira R$ 50 milhões em patrimônio de investigados por tráfico transnacional de cocaína Divulgação

Continue Lendo...

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (22) a Operação Suécia XXXV, contra suspeitos de integrar uma organização criminosa investigada pelo tráfico transnacional de pelo menos 1,3 tonelada de cocaína. A ação cumpre 15 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná.

A Justiça também determinou medidas de sequestro de até R$ 50 milhões em bens dos investigados. Entre o patrimônio alcançado pelas ordens judiciais estão imóveis, veículos e valores mantidos em contas bancárias.

De acordo com a Polícia Federal, as investigações apontam que o grupo estaria envolvido no transporte de pelo menos 1.302 quilos de cocaína que ingressaram no Brasil pelo Paraguai. A quantidade foi contabilizada a partir de quatro apreensões realizadas ao longo das apurações.

Durante o cumprimento das ordens judiciais nesta terça-feira, os policiais apreenderam imóveis, ativos financeiros, joias, relógios de luxo, veículos e armas de fogo que estavam em posse dos investigados.

A operação busca avançar na identificação dos integrantes da organização e atingir a estrutura patrimonial utilizada pelo grupo. O bloqueio e o sequestro de bens têm como objetivo impedir que recursos supostamente relacionados à atividade criminosa permaneçam sob controle dos investigados.

As diligências da Operação Suécia XXXV continuam nos três estados.

Segurança Pública

Mato Grosso do Sul tem salto de assassinatos em meio à guerra de facções

Briga entre Comando Vermelho e PCC por território influenciou no número de homicídios registrados este ano no Estado

22/09/2026 08h15

PCC e CV são as principais facções em atuação em MS

PCC e CV são as principais facções em atuação em MS Foto: Agência Brasil

Continue Lendo...

A briga entre Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) por domínio de territórios em Mato Grosso do Sul tem contribuído para que 2026 seja o ano com mais mortes dos últimos nove anos. De janeiro a setembro, ocorreram 405 homicídios no Estado, um aumento de 22% em relação a 2025.

Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) mostram que este foi o primeiro ano em que o Estado ultrapassou a marca das 400 execuções em nove meses desde 2018.

Em 2025, por exemplo, foram registradas 332 mortes de janeiro a setembro, isso contabilizando os 30 dias do mês, já os dados deste ano compreendem o período de janeiro até o dia 20.

O aumento está diretamente ligado a guerra entre as duas maiores facções criminosas do País, que, desde o ano passado, têm travado uma batalha sangrenta pelo domínio de regiões próximas às fronteiras com a Bolívia e o Paraguai.

Matéria do Correio do Estado deste mês já apontava o ano como o mais sangrento da guerra entre as facções. Segundo o promotor de Justiça Felipe Almeida Marques, coordenador da Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos (Uicc) do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), a estimativa é de que mais de 100 pessoas já tenham sido mortas em razão desse conflito neste ano.

“A guerra de facções já está aí há um tempo, e ela já fez várias vítimas aqui do Estado. A gente não tem o número exato, mas, talvez, seja o ano mais sangrento de Mato Grosso do Sul nessa guerra de facções. Mais de 100 [já morreram] só aqui”, afirmou o promotor, que participou de investigação sobre perfis de supostos membros do CV que estariam publicando fotos de pessoas que seriam membros do PCC e que estariam “marcadas para morrer”.

PCC e CV são as principais facções em atuação em MS

Segundo a investigação, pelo menos 24 pessoas, que seriam membros do PCC, estariam nessa lista de jurados de morte.

Por fazer fronteira seca com a Bolívia e com o Paraguai, Mato Grosso do Sul é usado por organizações criminosas como corredor para o transporte de maconha e cocaína, porém, a facção criminosa com maior presença no Estado sempre foi o PCC, originário de São Paulo, estado que faz divisa com MS.

Entretanto, nos últimos anos, o Comando Vermelho tem intensificado sua presença no Estado, principalmente na região norte, na divisa com o Mato Grosso, unidade federativa onde é mais atuante.

Um exemplo da briga entre as facções foi o triplo homicídio cometido neste fim de semana em Nova Andradina. Foram mortos Daniel Matos Alves, de 32 anos, Eliane Franco, de 37 anos, e Raissa Franco, de 21 anos. Segundo a polícia, o crime foi atribuído a integrantes do Comando Vermelho. Um adolescente de 14 anos também ficou ferido gravemente e foi encaminhado para o hospital.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).