Cidades

Prova Brasil

Apenas escolas com 80% de participantes terão acesso ao resultado da Prova Brasil

A mudança faz parte das novas regras do Sistema de Avaliação da Educação Básica

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O governo federal aumentou as exigências para a divulgação dos resultados da Prova Brasil das escolas. As notas dos estudantes de cada escola só serão divulgadas caso pelo menos 80% dos alunos matriculados participarem do teste, que neste ano será aplicado entre outubro e novembro de 2017. Na última edição da prova, realizada em 2015, a taxa mínima de participação era de 50%.

A mudança faz parte das novas regras do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) incluídas no Plano Nacional de Educação (PNE), de 2014. Para a divulgação dos resultados das redes municipais e estaduais, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) manteve a taxa de 50% de participação.

A Prova Brasil é um dos resultados que são levados em conta no cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e, a partir de 2017, também fará parte do "Boletim da escola", tanto para escolas públicas quanto as privadas. O Inep anunciou, em fevereiro, que passará a usar o Saeb em substituição à nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como indicador de desempenho tanto para escolas públicas de ensino médio quanto para as privadas.

No caso das escolas particulares de ensino médio, a participação no Saeb é facultativa. Essas escolas têm até esta sexta-feira (14) para aderir à edição de 2017 e poderem participar da Prova Brasil.
Universo de escolas participantes

O Inep informou ao G1 que não divulgaria um balanço parcial de quantas escolas já aderiram, mas afirma que trabalha com um universo total de 7.017 escolas privadas de ensino médio, para um total de 336.832 estudantes matriculados no terceiro ano do ensino médio. As provas que serão aplicadas aos alunos do quarto e do nono ano do ensino fundamental de escolas privadas continuam sendo no formato de amostragem.

Médias de participação são altas

Ernesto Martins Faria, gerente da Fundação Lemann, diz concordar com a exigência de que pelo menos 80% dos alunos participem da prova para que o resultado seja usado como um indicador de qualidade da escola. Ele lembra que, segundo dados do portal QEdu, na Prova Brasil de 2015 a média de participação dos estudantes do 5º ano do fundamental foi de 90%. Entre os estudantes do 9º ano, a média de participação foi de 82%. Faria diz, porém, que é preciso pensar em todos os perfis de escolas, incluindo as de alto, médio e baixo desempenho.

Resultados mais precisos

O professor Romualdo Luiz Portela, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FE-USP), afirma ser favorável à exigência maior de participação dos estudantes. "Quando sobe o número de alunos, a precisão da informação fica maior. Se você reduz o número mínimo de alunos, você pode ter algum mecanismo de seleção, e o resultado fica mais enviesado", explicou ele ao G1.

Na opinião do professor, "é melhor ficar sem o resultado do que com o resultado impreciso", porque "operar com um resultado errado é muito ruim". Portela afirma que, para tomar decisões sobre políticas públicas em educação, "o importante é que se tenha o diagnóstico mais preciso possível. Senão você pode tomar medidas equivocadas."

O especialista diz que, em suas pesquisas acadêmicas sobre o Saeb, ele já seleciona para análise as escolas de acordo com valores mínimos de presença mais altos que os 50% que ficaram vigentes até 2015. "Senão fica muito imprecisa a análise que você faz."

Veja o cronograma da Prova Brasil no Saeb 2017:
27 de junho a 14 de julho: prazo de adesão das escolas privadas
até 31 de julho: prazo para o preenchimento dos dados sobre matrícula no Censo Escolar
de 23 de outubro a 3 de novembro: aplicação da Prova Brasil (testes e questionários)
8 de agosto de 2018: previsão da divulgação dos resultados

MATO GROSSO DO SUL

Aeronaves ganham destaque no combate ao fogo no Pantanal

Trabalho de extinção das chamas também é feito com apoio de embarcações e agentes a pé que tem cuidado das pontes distribuídas entre o bioma turístico

23/06/2024 07h37

Água vinda do céu não pelas chuvas, mas sim despejadas por aeronaves, tem sido um apoio essencial no serviço dos agentes brigadistas

Água vinda do céu não pelas chuvas, mas sim despejadas por aeronaves, tem sido um apoio essencial no serviço dos agentes brigadistas Reprodução/ComunicaçãoGovMS/B.R

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Desde o início do trabalho de combate aos incêndios no Pantanal - e mais recente com reforço federal -, a água vinda do céu não pelas chuvas, mas sim despejadas por aeronaves, tem sido um apoio essencial no serviço dos agentes brigadistas que lutam para proteger o bioma turístico. 

Conforme os bombeiros militares de Mato Grosso do Sul, esse auxílio no deslocamento aéreo já acontecia por meio de uma aeronave Harpia 01, sendo que em 07 de junho começava o emprego de uma Air Tractor no combate às chamas. 

Mais recente, com reforços vindos do Exército e Força Nacional, como bem destacou o Governador Eduardo Riedel, foram disponibilizados mais um helicóptero e outras duas aeronaves Air Tractor, abordou o Correio do Estado

Como bem frisa o Governo do Estado, o uso do avião Air Tractor já é incorporado aos trabalhos de combate a incêndios há cerca de três anos, mobilizando uma equipe de aproximadamente cinco agentes, sendo três militares ao solo para abastecer e outros dois, piloto e copiloto, a bordo da aeronave. 

Ainda ontem (22), essas aeronaves do chamado Grupamento de Operações Aéreas (GOA) do Corpo de Bombeiros e da Coordenadoria Geral de Policiamento Aéreo (CGPA) da Polícia Militar, eram empregadas em uma área de Corumbá que desde o início das chamas traz problemas para os mordadores locais. 

Isso porque o incêndio na região da área popularmente chamada de Bracinho, em frente ao Porto Geral, faz com que o produto das chamas, ou seja, a fumaça, seja facilmente transportada para o perímetro urbano, soprada pelo vento que deixa a Cidade Branca cinza.

Capitão do Grupamento, Jonatas Lucena explica em material divulgado pela assessoria do governo, que o avião tem capacidade de transportar até três mil litros para as áreas de difícil acesso, sendo um grande aliado dos brigadistas em terra. 

"Também temos um tanque de 20 mil litros, que através de uma motobomba a gente completa nosso avião com 3 mil litros em cada carga. Depois partimos para fazer os alijamentos [soltar a água] nos pontos pré-determinados", completa o capitão. 

Preocupação com pontes

Bioma turístico que possui aproximadamente 400 pontes distribuídas pelo Pantanal, o Correio do Estado bem acompanha o potencial que o fogo tem de destruir algumas dessas estruturas e, nesse quesito, o trabalho dos militares não é apenas de combate. 

Na região "mais turística" do Pantanal, os agentes atuam na limpeza das pontes, sendo cinco militares que vistoriam as estruturas do bioma, com 46 pontes em monitoramento ainda durante esse fim de semana. 

Essa biomassa, ou seja, a vegetação que cresce no entorno da ponte, aliada às condições favoráveis são combustível para o início de um foco de incêndio que pode facilmente se alastrar com o vento e destruir a estrutura. 

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Previsão do tempo

Confira a previsão do tempo para hoje (23) em Campo Grande e demais regiões de Mato Grosso do Sul

Tempo é estável, com sol e variação de nebulosidade

23/06/2024 04h30

Temperaturas seguem acima da média no estado

Temperaturas seguem acima da média no estado Foto: Gerson Oliveira

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A previsão para este domingo (23) em Mato Grosso do Sul é de tempo estável, com sol e variação de nebulosidade aliado a temperaturas acima da média devido a atuação de uma grande massa de ar quente e seco que cobre todo o Brasil central.

Com a presença do ar muito seco, esperam-se elevadas amplitudes térmicas (diferença entre temperatura máxima e a mínima).

Além disso, são esperados baixos valores de umidade relativa do ar (UR) entre 15% e 40%, com destaque para as regiões bolsão, pantaneira e centro-norte do estado. Por isso recomenda-se beber bastante líquido, umidificar os ambientes e evitar, quando possível, exposição ao sol nos horários mais quentes e secos do dia.

Os ventos atuam do quadrante norte com valores entre 40km/h e 60 km/h. Pontualmente, podem ocorrer rajadas de vento acima de 60 km/h.

As condições meteorológicas previstas e a situação climática atual são extremamente favoráveis para ocorrência dos incêndios florestais em Mato Grosso do Sul e, nesse sentido, é muito importante que a população evite a ignição, não colocando fogo em nenhuma situação.

Confira abaixo a previsão do tempo para cada região do estado:

Para Campo Grande, estão previstas temperatura mínima de 21°C e máxima de 31°C.

A região do Pantanal deve registrar temperaturas entre 20°C e 35°C.

Em Porto Murtinho é esperada a mínima de 24°C e a máxima de 35°C.

O Norte do estado deve registrar temperatura mínima de 17°C e máxima de 35°C.

As cidades da região do Bolsão, no leste do estado, terão temperaturas entre 17°C e 34°C.

Anaurilândia terá mínima de 20°C e máxima de 34°C.

A região da Grande Dourados deve registrar mínima de 18°C e máxima de 33°C.

Estão previstas para Ponta Porã temperaturas entre 21°C e 29°C.

Já a região de Iguatemi terá temperatura mínima de 20°C e máxima de 33°C.

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