Cidades

SOS Chuva

Aplicativo prevê tempestades
e auxilia agricultores

Ferramenta ajuda na elaboração de estratégias para melhorar o solo

PORTAL BRASIL

14/01/2018 - 01h00
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Cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) estão desenvolvendo um aplicativo com a previsão do tempo e informações pluviométricas voltadas para a agricultura.

O aplicativo funciona com base no SOS Chuva, que alerta a população quanto à ocorrência de tempestades. A versão agrícola vai mostrar onde está chovendo e armazenar dados sobre o volume de água em determinada região para que o agricultor possa acompanhar e identificar variações de produtividade.

A expectativa dos pesquisadores é que a ferramenta contribua para a definição de estratégias para a chamada agrometeorologia de precisão – que analisa a variabilidade da produção a partir de fatores como fertilidade do solo e recursos hídricos.

Os cientistas também pretendem aumentar a compreensão da dinâmica das nuvens e melhorar modelos matemáticos usados na previsão climática.

SOS Chuva

Lançado em outubro do ano passado, o aplicativo SOS Chuva pode ser baixado gratuitamente em smartphones e já conta com mais de 60 mil usuários. Por ele, a população consegue obter informações sobre a incidência de chuva, granizo ou tempestade com precisão de um quilômetro e antecedência de 30 minutos a 6 horas.

Radares

Para fazer a previsão imediata, seja para o usuário comum ou para o agricultor, o projeto conta com um radar meteorológico de dupla polarização – adquirido com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e instalado no Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Com a ajuda do radar de dupla polarização, os pesquisadores conseguem ter uma visão tridimensional da nuvem e acompanhar a velocidade com que ela se propaga. Assim é possível analisar outros parâmetros, como acúmulo de cristais de gelo dentro da nuvem ou os chamados intrarraios, raios dentro da nuvem, que são indicativos da ocorrência de granizo.

O aplicativo SOS Chuva pode ser baixado pelo App Store (iOS) e Google Play Store (Android).

Investigação

Entreposto de cocaína, Campo Grande tem a maior apreensão da droga no ano

Policiais do Garras encontraram quase uma tonelada do entorpecente escondido em uma casa na região norte da Capital

13/03/2026 08h50

Cocaína foi encontrada escondida em cômodos de uma casa localizada na Avenida Senhor do Bonfim, no norte de Campo Grande

Cocaína foi encontrada escondida em cômodos de uma casa localizada na Avenida Senhor do Bonfim, no norte de Campo Grande Divulgação/pc

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A Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras) realizou a maior apreensão de cocaína do ano em Mato Grosso do Sul e na Capital, após encontrar quase uma tonelada da droga escondida em uma imóvel que servia de entreposto na região norte de Campo Grande.

Muitos policiais civis estiveram envolvidos numa ação, ontem, que teve início com a denúncia anônima de uma negociação suspeita em uma oficina da Capital, e resultou na prisão de cinco indivíduos, além da apreensão de 975 quilos de cocaína – ao todo, foram contabilizados 614 volumes de substância análoga à droga, entre tabletes e volumes embalados. 

Conforme informação apurada pelo Correio do Estado, a apreensão gerou cerca de R$ 30 milhões de prejuízo ao crime, além de ser a maior do ano de cocaína em Mato Grosso do Sul, superando uma ação realizada pela Polícia Federal (PF) há cerca de três semanas, também em Campo Grande.

Na ocasião, os agentes federais constataram que um ônibus transportava cerca de 30 bolivianos sem a documentação regular de entrada no País. Segundo a polícia, o motorista e os passageiros apresentaram versões contraditórias, o que levou a uma vistoria detalhada na carroceria.

No bagageiro, os policiais encontraram um compartimento adaptado com parte da droga. Em seguida, localizaram outro esconderijo na parte traseira do ônibus, onde estavam os demais tabletes.

Ao todo, a pesagem confirmou aproximadamente 745 quilos de cocaína, que tinha sido até ontem, a maior apreensão do ano. Dois brasileiros foram presos em flagrante por tráfico transnacional de drogas naquela ação e os imigrantes em situação irregular foram encaminhados para os procedimentos migratórios cabíveis.

Vale destacar que, segundo o portal de estatísticas da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS), as forças policiais estaduais haviam apreendido 549,6 quilos de cocaína neste ano (dados até o dia 14 de fevereiro).
Ou seja, apenas nesta apreensão foi registrado quase o dobro do que havia sido flagrado em dois meses.

A assessoria da PC também veiculou a apreensão como uma das maiores da história da instituição. Segundo levantamento realizado pelo Correio do Estado, há grandes chances de ser a maior nos quarenta anos do órgão policial em Mato Grosso do Sul, considerando somente as ações contra a cocaína em Campo Grande.

DILIGÊNCIA

A apreensão recorde deste ano começou depois que um suposto informante indicou que em uma oficina mecânica localizada na Avenida Senhor do Bonfim, na região norte de Campo Grande, estaria prestes a ocorrer uma negociação envolvendo grande quantidade de entorpecentes. 

Com esta informação, equipes do Garras passaram a monitorar o local. Durante as diligências, na manhã de ontem os policiais visualizaram um homem, identificado apenas com com as iniciais de A.P.S., de 42 anos, deixando a oficina em um Celta.

Ao mesmo tempo, uma caminhonete S-10, conduzida por outro homem, de 39 anos, também deixou o local. Os dois veículos foram seguidos até o estacionamento de um supermercado atacadista na saída para Cuiabá. 

No local, o condutor do Celta passou a circular pelo estacionamento de maneira suspeita, aparentando aguardar contato para realização da negociação ilícita. Por conta disso, foi abordado pelos agentes, que encontraram no interior do carro pequena quantidade de cocaína, de aproximadamente 0,6 gramas. A suspeita é de que a droga seria utilizada como amostra para negociação.

Paralelamente, outra equipe abordou um Toyota Etios, conduzido por um homem de 38 anos, tendo como passageiro um rapaz de 25 anos. Durante as buscas no automóvel foram localizados três tabletes de pasta base de cocaína, totalizando aproximadamente 3,2 quilos.

Diante da situação de flagrante, todos foram levados à delegacia. Lá, segundo a polícia, um dos presos manifestou interesse em colaborar com as investigações, informando que havia grande quantidade de entorpecentes armazenada em sua residência.

Munido dessa informação, equipes deslocaram-se até o imóvel indicado, onde foi localizada grande quantidade de entorpecentes – 614 volumes entre tabletes e volumes cilíndricos. Após pesagem preliminar, totalizaram aproximadamente 975 quilos.

Na operação também foram apreendidos, ao menos, quatro veículos utilizados na logística do tráfico, incluindo uma caminhonete Nissan Frontier, que possuía registro de furto/roubo, sendo utilizada para o transporte do entorpecente.

Parte da cocaína estava embalada em 136 balões impermeáveis e com resíduos de óleo diesel. Por conta disso, os investigadores suspeitam que a droga tenha deixado a região de fronteira com o Paraguai em tanques de combustíveis de caminhonetes e caminhões.

E, ao contrário do que normalmente ocorre, quando a cocaína é armazenada em esconderijos, desta vez ela estava espalhada em diferentes cômodos do imóvel, inclusive no banheiro.

O próximo passo dos policiais é tentar chegar aos proprietários do carregamento, já que os detidos indicam ser somente intermediários e serviçais dos verdadeiros proprietários. 

A suspeita dos investigadores é de que a casa onde estavam os entorpecentes era utilizada somente como depósito provisório e que todo o carregamento seria despachado para grandes centros consumidores ou até mesmo para a Europa.

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Meio Ambiente

Passeios para turistas da COP15 em MS vão de R$ 75 a R$ 34,5 mil

Lista de atrativos turísticos contempla atividades em Bonito, Campo Grande, Corumbá, Miranda e Aquidauana; atração com onças no Pantanal é a mais cara

13/03/2026 08h40

Expedição de três dias ao Pantanal para quatro pessoas para estudo comportamental de onças-pintadas é o passeio mais caro

Expedição de três dias ao Pantanal para quatro pessoas para estudo comportamental de onças-pintadas é o passeio mais caro Rodolfo César

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Prestes a receber cerca de três mil pessoas durante os seis dias da 15ª Conferência das Partes sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), cartilha de Mato Grosso do Sul para delegações estrangeiras oferece passeios com variação de preço de até 45.900%, com os atrativos turísticos custando entre
R$ 75 e R$ 34,5 mil.

Inclusa nas informações para participantes oferecidas pela convenção, a lista de tours abrange passeios em vários municípios sul-mato-grossenses, como Bonito, Campo Grande, Corumbá, Miranda e Aquidauana. O mais barato ofertado é a visita à maior fazenda de jacarés do mundo, localizada em Corumbá, que custa, em média, R$ 75 por pessoa.

O passeio é descrito como uma “visita educativa à Caimasul, onde você aprenderá sobre a criação sustentável de jacarés e a importância deste animal para o ecossistema do Pantanal”, com destaque para a ida às instalações de criação e as explicações técnicas sobre manejo do animal.

Outros atrativos turísticos com preços acessíveis são: passeio histórico a pé pelo centro de Corumbá, por R$ 85, e passeio de barco pelo Rio Paraguai para observar pássaros, flora e o pôr do sol do Pantanal, por R$ 100. Em todos os três passeios citados, crianças até 5 anos não pagam.

Entre os mais caros está a imersão científica de três dias em expedições privadas no Pantanal, avaliada em R$ 34,5 mil para duas a quatro pessoas, com cada pessoa adicional custando R$ 5,5 mil. A atração é um “programa contínuo de observação da vida selvagem para grupos fechados, com saídas diárias de seis horas a sete horas (manhã/tarde)”.

Ademais, o passeio tem “foco no estudo comportamental de onças-pintadas utilizando radiocolar, combinado com análise de pegadas, vocalizações e padrões territoriais. Inclui acesso aos bancos de dados científicos do projeto” e contém equipe dedicada (biólogo e guia de campo), análise in loco de dados de telemetria, rotas personalizadas com base no movimento dos animais e documentação fotográfica profissional.

Também estão na casa dos milhares de reais outras atrações turísticas, como a rotina diária de condução de gado no Pantanal, durante três dias de imersão, por R$ 2.615, e um dia inteiro dedicado à pesca esportiva no coração do Pantanal, por R$ 1.465 (R$ 1.850 para duas pessoas e R$ 2.680 para três pessoas).

Em Aquidauana e região, as opções variam de R$ 100 a R$ 750. As duas atrações mais baratas são um dia inteiro para relaxar em meio às montanhas e uma aventura moderada entre a Serra de Maracaju e o bioma Cerrado. Já o mais caro é um voo de balão sobrevoando o Pantanal, em especial, a região do Paxixi.

Já em Bonito os destaques maiores vão para os passeios na Gruta do Lago Azul, onde há duas cavernas com formações calcárias interessantes, e o Rio Sucuri, conhecido por ser um dos rios mais cristalinos do mundo e o mais transparente do Brasil.

Em outro documento, a convenção destaca o avistamento de pássaros como uma das principais atrações em Campo Grande, mais especificamente, no Parque Estadual do Prosa, no Parque Estadual Matas do Segredo e no Parque das Nações Indígenas. Com o custo de R$ 400 por grupo (até 4 pessoas), a atividade é guiada por um biólogo.

HOSPEDAGEM

Sede do evento, Campo Grande deve receber por volta de três mil pessoas durante os seis dias de COP15. Para receber o público esperado, os principais hotéis da cidade tiveram liberdade para aplicar a tarifa que quisessem, mas sem aumentos excessivos.

Na lista enviada à convenção aparecem 11 hotéis como os recomendados aos que vão participar da conferência, os quais somam 1.334 quartos. 

O mais caro é o Novotel Campo Grande, classificado com quatro estrelas, e tem duas opções: quarto superior
(R$ 1.200 por noite) e quarto executivo (R$ 1.500 por noite).
Já o mais barato é o Hotel Brumado, localizado na Avenida Afonso Pena, com preços de R$ 230 a R$ 245, com café da manhã incluso.

“A gente sabe que a COP15 vai ter um ponto muito positivo para Campo Grande, pois vai alavancar a visibilidade de Campo Grande no mercado internacional, elevando a Capital a um destino turístico de negócio, tecnológico, ambiental e sustentável”, disse a Alexandra Martins, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Mato Grosso do Sul (Abih-MS).

COP15

Entre os dias 23 e 29, Campo Grande será palco de um dos maiores eventos ambientais do mundo deste ano, a COP15, com o tema “Conectando a Natureza para Sustentar a Vida”, que vai reunir autoridades de diversas nações e milhares de turistas à Capital.

A COP da Espécies Migratórias promove a conservação de espécies, seus habitats e rotas em escala global, abrangendo cerca de 1.189 espécies, entre aves, mamíferos, peixes, répteis e insetos. Atualmente, conta com 133 partes signatárias, sendo 132 países e o bloco da União Europeia (formado por 27 nações).

Ao todo, conforme consta no acordo, a COP15 custaráR$ 46,9 milhões aos cofres públicos, que serão custeados pelo governo federal (R$ 26,7 milhões), em conjunto com o governo de Mato Grosso do Sul (R$ 10,7 milhões) e projetos de cooperação internacional (R$ 2,5 milhões), como o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e o Fundo Mundial para a Natureza (WWF), além de patrocinadores.

Diretor-presidente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur), o turismólogo Bruno Wendling afirmou que ainda não sabe precisar com quantos milhões a economia campo-grandense vai ser beneficiada por causa da COP15.
 

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