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Apóas 'apagão aéreo' Aeroportos na Espanha retomam atividade

Apóas 'apagão aéreo' Aeroportos na Espanha retomam atividade

R7

05/12/2010 - 18h35
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O “apagão aéreo” vivido pela Espanha após um protesto dos controladores aéreos, que só voltaram ao trabalho diante da ameaça de prisão, deve terminar em menos de 48 horas, informou o governo do país. No entanto, cancelamentos ainda atormentam a vida de alguns cidadãos e os prejuízos a das companhias.

O jornal espanhol El País informou que as aéreas deixaram de ingressar R$ 180,3 milhões (80 milhões de euros) diários. No entanto, os prejuízos totais ainda não são sequer estimados. O próprio vice-primeiro-ministro da Espanha, Alfredo Pérez Rubalcaba, disse que não tem uma ideia das perdas econômicas, informou o jornal.

Os controladores não chegaram a estabelecer uma greve formal, eles passaram a se ausentar do trabalho “por problemas de saúde” ou “pessoais” em massa. O governo então colocou os militares para operar os aeroportos e anunciou pouco depois o “estado de alerta”.

A declaração de alerta foi a primeira em 35 anos e suscitou críticas pelo país. Os jornais El Mundo e o País publicaram artigos contra e a favor à medida radical, que equipara o status dos controladores ao dos militares. Desta forma, caso faltassem ao trabalho, os controladores poderiam ser presos.

Diante da ameaça, a categoria voltou ao trabalho na tarde deste sábado (4) e não houve problemas na troca de turno na madrugada deste domingo (5). O “estado de alerta” é válido por 15 dias.

A estatal aeroportuária Aena e os controladores há meses travam uma disputa que envolve salários e condições de trabalho.

Esta semana, o primeiro-ministro da Espanha, José Luís Rodríguez Zapatero, anunciou a privatização de 49% da Aena, uma medida que foi criticada pelos sindicatos.

Aviões chegam da Espanha normalmente a São Paulo

O tráfego aéreo entre a Espanha o Brasil começou a se normalizar neste domingo (5). Chegou do país europeu, da cidade de Madri, o primeiro voo após o caos às 7h02, no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo. O voo era da companhia aérea TAM.

O próximo voo vindo da capital espanhola deve chegar no mesmo aeroporto às 9h20 e é operado pela empresa Iberia com o número de 06825. A mesma companhia cancelou neste sábado (4) todos os seus voos devido ao protesto espanhol.

A primeira partida para a Madri está marcada para o período noturno. A Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) informou que o voo sairá às 19h55. Há também uma chegada neste período, às 20h05, também pela companhia Iberia e de número 06821.

CAMPO GRANDE

Câmara reforça segurança para conseguir debater buraqueira nas ruas

Na semana passada, sessão foi suspensa após atrito entre manifestantes e servidores comissionados que defendiam a prefeita Adriane Lopes

27/10/2026 09h37

Câmara de vereadores conta com reforço de duas equipes do

Câmara de vereadores conta com reforço de duas equipes do "batalhão de choque" da Guarda Municipal nesta terça-feira (27) Marcelo Victor

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Depois da confusão e do encerramento antecipado no último dia 20 de outubro, a Câmara de Vereadores de Campo Grande abriu nesta terça-feira com esquema especial de segurança para a sessão na qual o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), André de Moura Brandão, foi convocado para prestar esclarecimentos sobre a buraqueira nas ruas e os serviços de tapa-buracos que estão em andamento.

Além dos guardas municipais que normalmente já fazem o serviço de segurança, duas equipes do Romu, uma espécie de batalhão de choque da corporação, foram escaladas para acompanhar a audiência.

O reforço na segurança, segundo o presidente da Casa, é para que “não tenhamos nenhum dissabor para nenhum dos convidados”. Na sessão, cada vereador poderá fazer somente duas perguntas ao secretário. Mas, apesar do temor de que ocorressem possíveis atritos, o plenário da câmara estava praticamente vazio no começo da audiência e até a presença de vereadores era tímida, com a presença de apenas 11 parlamentares.

Na semana passada, os trabalhos foram interrompidos depois do atrito entre manifestantes que levaram uma maquete ilustrando as ruas esburacadas e servidores com cargo de confiança que estavam no local para defender a prefeita Adriane Lopes.

Depois da confusão e da intervenção dos guardas municipais, que retiraram do prédio uma parte dos manifestantes, a sessão foi encerra e o secretário foi convocado para prestar os esclarecimentos nesta terça-feira (27).

Mas, independentemente daquilo que ele falar, os 29 vereadores já decidiram que na próxima quinta-feira (29) vão oficializar a instalação da CPI do Tapa-Buraco. 

Segundo o presidente da Casa, vereador Papy, apesar do cancelamento da sessão da semana passada, “o requerimento da convocação do secretário aprovado na semana ainda é válido e a mesa diretora transferiu a vinda do secretário à tribuna para esta terça-feira, já que no dia em que seriam dados os esclarecimentos à população lamentavelmente não havia um ambiente seguro”, afirmou Papy.

A convocação ocorre diante das reclamações recorrentes sobre as condições das vias da Capital. Segundo o presidente da Câmara, somente no primeiro semestre de 2026 os vereadores apresentaram mais de 9 mil indicações relacionadas a pedidos de tapa-buracos. A iniciativa busca obter informações sobre a execução do serviço e cobrar medidas efetivas para atender à população.

CPI do tapa-buracos

Paralelamente à convocação do secretário, os 29 vereadores já assinaram o requerimento de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o serviço de tapa-buracos. A proposta é de autoria da vereadora Luiza Ribeiro, que possivelmente será a presidente da Comissão, segundo o vereador Papy.

Atualmente, o requerimento está em análise na Procuradoria Jurídica da Casa de Leis, que emitirá parecer sobre o pedido de investigação. Após essa etapa, o procedimento seguirá para os encaminhamentos necessários à instalação da comissão.

A convocação do secretário e a proposta de CPI são iniciativas distintas, mas voltadas à fiscalização do serviço público e à apuração das condições em que a operação tapa-buracos vem sendo executada na Capital.
 

OPERAÇÃO SEM REGISTRO

PF mira grupo suspeito de trazer medicamentos ilegais do Paraguai para MS

Operação Sem Registro cumpre mandados de busca e apreensão em investigação sobre contrabando, descaminho e importação irregular de medicamentos

27/10/2026 09h31

Polícia Federal deflagrou a Operação Sem Registro nesta terça-feira (27), para investigar a entrada irregular de medicamentos do Paraguai em Mato Grosso do Sul

Polícia Federal deflagrou a Operação Sem Registro nesta terça-feira (27), para investigar a entrada irregular de medicamentos do Paraguai em Mato Grosso do Sul Divulgação/PF

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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (27), a Operação Sem Registro, que investiga a atuação de um grupo suspeito de transportar irregularmente medicamentos e outras mercadorias do Paraguai para Mato Grosso do Sul.

De acordo com a PF, os investigados atuariam no transporte regular de passageiros e mercadorias a partir da região de fronteira com o país vizinho. A suspeita é de que essa atividade estivesse sendo utilizada para a entrada irregular de produtos no Brasil.

Durante a operação, policiais federais cumprem mandados de busca e apreensão expedidos pela 5ª Vara Federal de Campo Grande. A ação busca reunir provas e aprofundar as investigações sobre o possível envolvimento do grupo nos crimes de contrabando, descaminho e importação de medicamentos sem registro sanitário.

Conforme a Polícia Federal, os investigados poderão responder pelos três crimes, incluindo a importação de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais sem registro no órgão de vigilância sanitária competente.

Riscos à saúde

A entrada irregular de medicamentos no país também representa riscos à saúde dos consumidores. Segundo a PF, produtos trazidos do exterior sem a devida regularização sanitária não oferecem garantias quanto à procedência, composição e condições de armazenamento.

A ausência dessas informações pode comprometer a segurança dos medicamentos, especialmente quando não há controle sobre o transporte e a conservação dos produtos.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é responsável pela regulamentação e fiscalização sanitária de medicamentos no Brasil.

Até o momento, o comunicado da Polícia Federal não informou o número de mandados cumpridos, a identidade dos investigados ou a quantidade de produtos eventualmente apreendidos.

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