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Revitalização

Após quatro anos sem jogos, Morenão inicia revitalização do gramado

Revitalização do gramado marca primeira etapa da recuperação do principal estádio de Mato Grosso do Sul; FFMS prevê retorno das partidas oficiais já na abertura do Estadual do próximo ano

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Depois de anos afastado do calendário do futebol profissional e marcado pela deterioração de sua estrutura, o Estádio Universitário Pedro Pedrossian, o Morenão, começou a dar o primeiro passo para retomar o protagonismo no esporte sul-mato-grossense.

A Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS) inicia a revitalização completa do gramado da principal praça esportiva do Estado, etapa considerada fundamental para que o estádio volte a receber partidas oficiais a partir de 2027.

O início das intervenções será apresentado oficialmente na próxima segunda-feira (6), às 8h, durante entrevista coletiva no próprio estádio.

A cerimônia reunirá representantes da Federação, dirigentes de clubes, autoridades, parceiros institucionais e profissionais da imprensa para marcar o começo das obras de recuperação do Morenão.

Retirada do gramado para o plantio da nova grama. Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado.

A revitalização é resultado de uma parceria entre a Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS) e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), com apoio do Governo do Estado, por meio da Fundesporte, além da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), proprietária do estádio.

Nesta primeira fase, a FFMS ficará responsável pela retirada completa do gramado atual, implantação de um moderno sistema de irrigação e instalação de um novo campo, além de adequações nos bancos de reservas, nos vestiários e na pista de atletismo.

O objetivo é devolver ao estádio condições técnicas para receber competições estaduais e nacionais.

Além das melhorias estruturais, a Federação assumirá a gestão do campo pelos próximos oito anos para a realização das competições organizadas pela própria entidade e pela Confederação Brasileira de Futebol.

Retirada do gramado para o plantio da nova grama. Foto Gerson Oliveira/Correio do Estado

Segundo o presidente da FFMS, Estevão Petrallás, o projeto foi apresentado e aprovado pela CBF, que já realizou o primeiro aporte financeiro para execução das obras. A entidade também contratou uma empresa especializada na implantação e manutenção de gramados esportivos.

A expectativa é de que esta etapa seja concluída até o fim deste ano, permitindo que o Morenão volte a receber partidas oficiais a partir de janeiro de 2027. A intenção da Federação é realizar no estádio a partida de abertura do Campeonato Sul-Mato-Grossense da Série A do próximo ano.

O retorno das partidas oficiais encerrará um período de quase cinco anos sem futebol profissional no Morenão. O último jogo disputado no estádio ocorreu em 17 de abril de 2022, quando o Operário venceu o Dourados  por 1 a 0 , pela fase hexagonal final do Campeonato Sul-Mato-Grossense.

Após a partida, o estádio foi fechado para reformas e, desde então, permaneceu sem receber competições profissionais em razão das condições estruturais e das intervenções que nunca foram concluídas.

O planejamento também contempla a retomada da realização de grandes eventos e shows no local. Para isso, serão adotados protocolos específicos voltados à preservação do novo gramado, buscando conciliar o uso do estádio para entretenimento com a manutenção das condições exigidas para o futebol profissional.

Anos de abandono

Símbolo do esporte sul-mato-grossense desde sua inauguração, o Morenão atravessa um longo período de abandono e restrições de uso.

Nos últimos anos, o estádio acumulou problemas estruturais, como deterioração do gramado, infiltrações, falhas nas instalações elétricas e hidráulicas, desgaste das arquibancadas, vestiários em condições precárias e pendências relacionadas às normas de segurança e acessibilidade.

A situação levou à suspensão da realização de partidas oficiais, obrigando clubes de Campo Grande a mandar seus jogos em outros municípios ou em estádios de menor capacidade, afastando torcedores de um dos principais palcos do futebol de Mato Grosso do Sul.

Com capacidade para mais de 40 mil espectadores, o Morenão já recebeu decisões estaduais, partidas de competições nacionais e amistosos envolvendo grandes clubes brasileiros.

Sua recuperação é vista como estratégica para fortalecer o calendário esportivo do Estado, ampliar a realização de eventos de grande porte e devolver à Capital um estádio apto a sediar jogos de relevância regional e nacional.

Tempo Severo

Chuva passa de 69 mm em MS e Inmet alerta para novos temporais

Sidrolândia teve o maior acumulado até as 6h, enquanto Campo Grande registrou 905 raios e ventos de 53 km/h durante a madrugada deste sábado.

12/09/2026 09h39

Chuva forte deixa avenida tomada pela água em Campo Grande na manhã deste sábado (12).

Chuva forte deixa avenida tomada pela água em Campo Grande na manhã deste sábado (12). Foto: Alicia Miyashiro/Correio do Estado.

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Mato Grosso do Sul entra neste fim de semana ainda sob influência das instabilidades que provocaram chuva, ventos fortes e uma sequência de estragos nos últimos dias. Depois do temporal que atingiu Campo Grande na quinta-feira (10), a previsão indica que a chuva ainda não terminou, com condições para novos temporais neste sábado (12) e nos próximos dias.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), há previsão de chuva forte acompanhada de trovoadas em Mato Grosso do Sul neste sábado. Além da precipitação, as tempestades podem vir acompanhadas de rajadas de vento e queda de granizo.

A situação é mais preocupante nas áreas abrangidas pelo alerta laranja para tempestades, classificação do Inmet que indica perigo e possibilidade de fenômenos meteorológicos mais intensos, com maior risco de danos.

Outras regiões estão sob alerta amarelo, de perigo potencial. Nesse nível, as condições previstas são menos severas, mas ainda exigem atenção diante da possibilidade de chuva intensa, rajadas de vento e transtornos provocados pelo mau tempo.

Chuva passa dos 69 mm no interior

A chuva avançou pelo centro-sul de Mato Grosso do Sul durante a madrugada deste sábado e deixou acumulados expressivos em alguns municípios. Conforme levantamento repassado pelo meteorologista Natálio Abrão, os dados consideram as condições observadas até as 6h desta manhã.

O maior volume informado foi registrado em Sidrolândia, com 69,6 milímetros, onde também houve registro de enchente. Em Nova Alvorada do Sul, o acumulado chegou a 48,1 mm.

Mais ao sul, Dourados acumulou 17,4 mm, enquanto Ponta Porã registrou 17,2 mm até o início da manhã.

Os números mostram que a chuva atingiu diferentes pontos do centro-sul do Estado com intensidades distintas.

Segundo Natálio, a precipitação continuava atingindo a região nas primeiras horas deste sábado e a tendência era de manutenção das instabilidades durante a manhã.

Campo Grande registra até 21,3 mm

Em Campo Grande, a chuva ganhou força ao longo da manhã deste sábado (12) e fez os acumulados aumentarem significativamente em algumas regiões da cidade.

Dados atualizados repassados pelo meteorologista Natálio Abrão apontam acumulado de 56,2 milímetros na região do Shopping Norte Sul Plaza. No Centro da Capital, o volume chegou a 43,6 mm.

Os números representam avanço expressivo em relação aos registros observados até as 6h. Naquele horário, o levantamento indicava 21,3 mm na região sul, 16,6 mm no Jardim Panamá, 11,4 mm no Carandá Bosque e 7,4 mm nas proximidades do Shopping Norte Sul Plaza.

Chuva forte deixa avenida tomada pela água em Campo Grande na manhã deste sábado (12).Lago do Amor sob chuva na manhã deste sábado (12), em Campo Grande. Foto: Alicia Miyashiro/Correio do Estado.

Além da chuva, a madrugada foi marcada por vento forte e grande quantidade de raios. Até as 6h, 905 raios haviam sido registrados na Capital. Por volta das 2h30, uma rajada de vento atingiu 53 km/h.

No mesmo horário, os termômetros marcavam 19,6°C em Campo Grande, mas a sensação térmica era de 16°C.

Em Ponta Porã, o acumulado chegou a 17,2 mm, e o município também registrou nevoeiro. Natálio recomenda atenção aos motoristas diante da redução da visibilidade.

Quanto ainda pode chover

Mesmo depois da chuva registrada durante a madrugada, a previsão indica possibilidade de novos temporais ao longo deste sábado.

Nos locais abrangidos pelo alerta laranja do Inmet, há possibilidade de chuva entre 30 e 60 milímetros por hora ou acumulados de 50 a 100 milímetros ao longo do dia. As tempestades também podem provocar rajadas de vento entre 60 e 100 km/h, além de queda de granizo.

Nas áreas sob alerta amarelo, os volumes previstos são menores, mas ainda significativos. O aviso considera possibilidade de 20 a 30 milímetros de chuva por hora ou até 50 milímetros no dia, com ventos entre 40 e 60 km/h.

Os volumes previstos não significam que vai chover a mesma quantidade em todos os lugares. Durante uma tempestade, a chuva pode cair com mais força em determinados pontos e em pouco tempo, fazendo com que alguns municípios ou bairros registrem acumulados maiores ou menores do que outros.

O vento também merece atenção especial depois dos estragos registrados na quinta-feira. Uma nova ocorrência de rajadas fortes pode representar risco principalmente em locais onde árvores, postes, telhados ou outras estruturas tenham ficado comprometidos pelo temporal anterior.

No Pantanal, a instabilidade também deve provocar chuva neste fim de semana. A região oeste de Mato Grosso do Sul tem possibilidade de pancadas de chuva e trovoadas, principalmente neste sábado (12) e domingo (13).

A chuva pode ocorrer de forma localizada e ser acompanhada por rajadas de vento, mantendo a região sob condições de tempo instável.

Domingo terá queda nas temperaturas

Além das instabilidades, Mato Grosso do Sul deve registrar queda nas temperaturas neste domingo (13), com sensação de frio principalmente nas primeiras horas do dia.

Segundo o meteorologista Natálio Abrão, Campo Grande pode registrar mínima de 15°C, enquanto Ponta Porã pode chegar aos 11°C.

A queda representa uma mudança significativa em relação ao calor observado antes da chegada das instabilidades. Na quinta-feira (10), por exemplo, os termômetros chegaram a 33,9°C na Capital antes da passagem do forte temporal.

Segunda-feira ainda terá chuva

Nem mesmo o início da próxima semana deverá representar uma mudança imediata no cenário. Na segunda-feira (14), as condições continuam favoráveis à ocorrência de chuva e trovoadas em Mato Grosso do Sul. A manutenção da umidade sobre a região deve prolongar o período de instabilidade.

Em Campo Grande, a temperatura deve cair ainda mais, com mínima prevista de 16°C e máxima de 25°C.

Com isso, Mato Grosso do Sul deve completar uma sequência de vários dias sob influência de sistemas meteorológicos capazes de produzir chuva forte, descargas elétricas e rajadas de vento.

Capital ainda contabiliza estragos

Enquanto a previsão aponta possibilidade de novos temporais, Campo Grande ainda contabiliza os danos provocados pela tempestade de quinta-feira.

A força do vento derrubou árvores, atingiu a rede elétrica e comprometeu equipamentos públicos. Somente no sistema semafórico, a Agetran chegou a contabilizar 76 semáforos apagados por falta de energia e outros 18 equipamentos danificados.

Equipes municipais foram direcionadas para diferentes regiões da cidade para retirada de árvores, limpeza e liberação das vias.

Diante da possibilidade de novos temporais, a orientação é evitar permanecer próximo a árvores, postes, placas, coberturas metálicas e estruturas que possam ser atingidas ou derrubadas pelas rajadas.

Também não é recomendado atravessar ruas ou avenidas alagadas. Em situações envolvendo árvores ou fios sobre a rede elétrica, a população não deve tentar fazer a retirada por conta própria.

Para emergências, o Corpo de Bombeiros pode ser acionado pelo 193 e a Defesa Civil pelo 199.

letalidade policial

Em 9 meses de 2026 polícia de MS já matou mais que no recorde anterior

Até agora, segundo a Sejusp, foram 134 mortes por intervenção policial, superando as 131 de 2023, ano que até então era recorde

12/09/2026 09h27

Caso mais recente de morte em confronto ocorreu em Dourados na noite desta sexta-feira. Homem morto havia furtado um Corsa

Caso mais recente de morte em confronto ocorreu em Dourados na noite desta sexta-feira. Homem morto havia furtado um Corsa

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Max Willian Araujo de Oliveira, de 26 anos, morreu vítima de um suposto confronto com policiais militares na noite desta sexta-feira (11), em Dourados. Com mais esta e outras ocorrências ao longo da semana, são pelo menos 134 mortes decorrentes de "intervenção legal de agente do Estado", superando o recorde de 2023, que até então era o ano de maior letalidade policial, com 131 registros em Mato Grosso do Sul.

Os números são da Secretaria de Justiça e Segurança Pública e foram atualizados às 11:59 horas desta sexta-feria, segundo a site da secretaria, dando a entender que a ocorrência de Dourados já faz parte da estatística oficial.

O recorde de 2023 foi superado em apenas 254 dias de 2026, o que equivale a uma morte por intervenção policial a cada 45,5 horas. Em 2023, o intervalo médio entre um registro e outro foi de 66,8 horas, conforme os dados oficiais.

Uma das explicações das forças de segurança é que os registros aumentaram por causa do combate às facções criminosas Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho, que estariam travando uma guerra silenciosa pelo domínio do narcotráfico nas diferentes regiões do Estado, segundo estimativas do Ministério Público.

Caso mais recente de morte em confronto ocorreu em Dourados na noite desta sexta-feira. Homem morto havia furtado um CorsaOs números de 2026 já são maiores que os de qualquer ano que faz parte da divulgação de dados da Sejusp

No caso desta sexta-feira à noite, segundo relatos dos policiais da Força Tárica, a ocorrência teve início após o furto de um veículo e terminou na Rua Noca Dauzaker, onde, segundo o registro policial, o suspeito teria apontado uma arma em direção aos policiais, conforme informações do site Douradosnews

E, conforme o site, a equipe realizava patrulhamento tático quando foi acionada por um homem de 33 anos, nas proximidades da Rua Eularia Pires. Ele relatou que seu Corsa Classic branco havia sido furtado. 
A vítima então passou a acompanhar o automóvel e acionou a PM, repassando as informações sobre o deslocamento. Pouco depois, a equipe visualizou o Corsa transitando em alta velocidade e com as luzes apagadas pela Rua Eularia Pires.

Os policiais iniciaram o acompanhamento tático utilizando sinais luminosos e sonoros para realizar a abordagem, mas o condutor não obedeceu às ordens e continuou a fuga, segundo relataram os policiais.
Na Rua Noca Dauzaker, a equipe conseguiu se aproximar do veículo e determinou que o motorista parasse e desembarcasse. O condutor parou o automóvel, mas permaneceu em seu interior.

Ainda segundo o registro, os policiais desembarcaram da viatura e determinaram que saísse do carro.. Quando a equipe se aproximou, o homem teria sacado uma arma e apontado em direção aos policiais, iniciando o confronto.

Após os disparos, o homem foi socorrido pela própria equipe policial, e encaminhado ao Hospital da Vida, mas não resistiu aos ferimentos.

Durante a ocorrência foram recolhidas três armas de fogo. Uma delas era um revólver Rossi calibre 38, com cinco munições intactas. Também foram apreendidas uma pistola nove milímetros, com 13 munições intactas, e um fuzil Taurus T4 calibre 5,56, com 29 munições intactas. De acordo com a polícia, Max tinha registros anteriores por furto, furto qualificado, receptação, tráfico de drogas e violação de domicílio.

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