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Após ataques, polícia pede cautela aos donos de cães

Após ataques, polícia pede cautela aos donos de cães

TARYNE ZOTTINO

13/01/2014 - 12h15
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No último sábado (11), em Ivinhema, um ciclista de 62 anos foi atacado por dois cachorros que estavam soltos na rua, quando passava de bicicleta. Os animais o derrubaram e o morderam. A dona dos cães teria presenciado a cena e nada feito para impedir o ataque. Se um vizinho não interferisse, os ferimentos teriam sido maiores. Na quarta-feira passada (8), em Campo Grande, um casal de cães da raça pitbull atacou um idoso. Um policial militar que saía do banco atirou, matando um dos animais e deixando o outro ferido. Também na Capital, no dia 6 de janeiro, um pitbull assustou moradores Bairro Rouxinóis ao fugir e matar um vira-lata. Com a onda de ataques em Mato Grosso do Sul neste início de ano, a Polícia Militar faz recomendações para os donos dos cachorros.

Segundo o comandante-geral da PM, Coronel David, a prevenção é importante. Os donos de cachorros, além de se adequarem e obedeceram às normas legais de guarda e condução, também precisam ficar atentos, para que eles não escapem. Segundo as leis, estadual e campo-grandense, é obrigatório o uso de guias e coleiras, com placa de identificação, para que os cães possam andar em logradouros públicos. Se os animais forem de médio e grande porte, exigem-se ainda que quem os conduzir tenha no mínimo 16 anos e força física compatível para controlar o animal. Também é necessário manter os animais afastados de portões campainhas, medidores de água e luz e caixas de correspondências para garantir a proteção de trabalhadores e transeuntes. Por fim, a lei estadual demanda que nos imóveis que abriguem cães bravios haja placas informativas sobre o fato.

A essas orientações a Polícia Militar soma a necessidade de se saber onde está o animal e prendê-lo antes de abrir o portão ou sair de casa. Também recomenda que os cães sejam ensinados e adestrados para não fugirem ou atacarem as pessoas.“Cachorro de qualquer raça pode ser adestrado. No Batalhão de Polícia Militar de Choque temos cães policiais de diversas raças, inclusive pitbull, que recebem tratamento, atenção médica e carinho. Educando o animal o risco de ataque diminui sensivelmente, mas é preciso também mudar a mentalidade dos proprietários. As pessoas precisam se conscientizar da responsabilidade que é ter um animal. Demanda cuidado diário, com o cachorro e com a comunidade”, finalizou o coronel David.

ESTRAGOS DA CHUVA

Temporal abre crateras em Ivinhema e provoca interdições em vias da cidade

Chuva de 55 milímetros, acompanhada de ventos de até 90 km/h, comprometeu trechos urbanos e área próxima à MS-141

12/10/2026 10h59

Fortes chuvas provocaram abertura de crateras em Ivinhema, comprometendo trecho urbano e área próxima à rodovia MS-141

Fortes chuvas provocaram abertura de crateras em Ivinhema, comprometendo trecho urbano e área próxima à rodovia MS-141 Reprodução

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As fortes chuvas que atingiram Ivinhema, município localizado no sul de Mato Grosso do Sul, provocaram a abertura de crateras e comprometeram a segurança de motoristas em diferentes pontos da cidade. Os danos foram registrados no bairro Piravevê e às margens da rodovia MS-141, que liga o município a Angélica.

De acordo com a Defesa Civil, o município registrou aproximadamente 55 milímetros de chuva, acompanhados de rajadas de vento que chegaram perto dos 90 km/h.

Conforme informações divulgadas pelo portal Vale do Ivinhema, o acúmulo de água deixou o terreno instável, aumentando a possibilidade de novos desmoronamentos. A situação representa risco principalmente para veículos pesados, como caminhões e carretas, devido à possibilidade de comprometimento da estrutura próxima à pista.

Diante do problema, a Prefeitura de Ivinhema providenciou a sinalização do local para alertar os condutores. A expectativa era de que a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), responsável pela manutenção das rodovias estaduais, realizasse uma avaliação das condições do trecho.

Motoristas que trafegam pela região devem reduzir a velocidade, manter distância dos demais veículos e evitar aproximação da área danificada.

Até as informações divulgadas, não havia confirmação sobre o prazo para recuperação dos pontos atingidos.
 

el niño

Rio Miranda tem cheia fora de época e põe ribeirinhos em alerta

Normalmente, esta época do ano é marcada pela escassez de água nos rios e pelas queimadas na região pantaneira de Mato Grosso do Sul

12/10/2026 10h44

Na régua instalada na ponte da MS-339, próximo da cidade de Miranda, o nível do rio atingiu 6 metros nesta segunda-feira (12)

Na régua instalada na ponte da MS-339, próximo da cidade de Miranda, o nível do rio atingiu 6 metros nesta segunda-feira (12)

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Possivelmente por conta do El Niño, que está trazendo chuvas fortes bem mais cedo a boa parte de Mato Grosso do Sul neste ano, o nível do Rio Miranda amanheceu em 6 metros na régua instalada na ponte da MS-339, próximo da região urbana de Miranda na manhã desta segunda-feira (12). Depois que o nível passa dos 5,5 metros ele já começa a transbordar e entra no chamado nível de alerta. Quando passa dos 6,5 metros, a situação é classificada como sendo de emergência.

Porém, somente depois que passa dos 6,4 metros é que começa a invadir residências na cidade, segundo o coordenador municipal da Defesa Civil, Flávio Nogueira Machado, que tem 49 anos e garante nunca ter visto uma cheia deste tamanho do Rio Miranda nesta época do ano.

Normalmente, segundo ele, as cheias do Rio Miranda ocorrem nos meses de fevereiro e março, depois que todos os seus afluentes já estão com alto volume de águas e o solo já está encharcado. "Nunca vi nada parecido no começo de um mês de outubro, quando o período chuvoso está só começando". 

“O normal para esta época seca e queimada em toda a região pantaneira. Não tenho a medição exata da quantidade de chuva ao longo da última semana, mas acredito que tenham sido em torno de 300 milímetros”, diz.

Somente durante a noite passada o nível subiu 50 centímetros e na manhã desta segunda-feira a Defesa Civil da cidade estava se preparando para um possível auxílio na retirada de famílias ribeirinhas. “A gente espera que até amanhã o rio chegue a até 6,5 metros e aí vai invadir muitas casas. E mesmo a gente fazendo alertas, as famílias só saem depois que a água tomou conta”, afirma.

Há uma semana, lembra ele, o nível do Miranda estava em 2,1 metros na régua da ponte. “Graças a Deus choveu muito nos últimos dias e foi no Pantanal inteiro. Agora os cardumes de peixes podem subir o rio tranquilamente e acabou de vez o risco de queimadas no Pantanal”, comemora o chefe da Defesa Civil em meio aos preparativos para um possível resgate de ribeirinhos.

Para ele, os benefícios da chuva abundante são bem maiores que alguns transtornos que elas provocam. E, apesar da expectativa  de que continuasse subindo ao longo desta segunda-feira, possivelmente não passaria muito dos 6,5 metros.

Isso porque no distrito de Águas do Miranda, localizado às margens da MS-345, o nível começou a baixar nas últimas horas depois de chegar perto do ponto de transbordamento no sábado e domingo.

E não é somente o Miranda que está com cheia atípica neste ano. O Rio Aquidauana chegou a quase seis metros na cidade como o mesmo nome neste final de semana. Neste caso, porém, ele só provoca alagamentos depois que se aproxima dos oito metros.

Os dois rios se juntam próximo à região do Passo do Lontra, um dos mais importantes pontos turísticos e de pesca no Pantanal, localizado às margens da Estrada Parque e do Rio Miranda. Nesta região, segundo Rogério Iehle, proprietário de um pesqueiro, “o rio já subiu muito e ainda tem muita água para descer”.

E, pela quantidade de água que está por via, existe a possibilidade de alagamentos significativos no Pantanal dominado pelo Rio Miranda em uma época totalmente atípica. Pantaneiro antigo, ele não se recorda de outro ano em que tenha descido tanta água para aquela região nesta época do ano.

Na região norte do Estado, o Rio Taquari também entrou em sinal de alerta nas últimas duas semanas e provocou grandes inundações ao longo de suas margens na região pantaneira, além de colocar a defesa civil de Coxim em alerta.

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