Cidades

Redução

Após atualização, Detran indica 67 mil condutores inativos acima dos 60 anos em MS

Com isso, faixa com a segunda maior fatia de habilitados do Estado cai de 206,8 para 139,3 mil

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Após atualização interna, realizada por meio de uma solicitação do Correio do Estado, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS) elucidou que o número de condutores aptos a dirigirem em Mato Grosso do Sul é de 139.391 mil condutores e não de 206.817, como indicam as bases de dados do órgão. Com isso, o número sofre um déficit de 67.426 pessoas.

De acordo com os índices do departamento, a faixa etária é responsável por uma parcela de 16% de todos os condutores do Estado, o que coloca os condutores acima dos 60 anos como a segunda maior fatia de condutores por idade entre os cerca de 1,2 milhão de habilitados em MS.

Conforme o Detran-MS,  o maior percentual de condutores fica na faixa dos 32 a 38 anos, 223 mil.

Atualizado na última segunda-feira (13), os números destacaram que Mato Grosso do Sul possuía 1.118 condutores centenários, alguns com 115 anos. Após revisão de condutores ativos, o número foi reduzido quase que por total, e segundo o Detran, apenas um condutor centenário, residente no interior do estado, se mantém ativo. 

Na ocasião, questionados pelo Correio do Estado, o Detran por sua vez alegou que o índice se dá em razão da não baixa do documento junto ao departamento, uma vez que, segundo o departamento, muitos condutores já faleceram ou apenas mantém o cadastro ativo e não dirigem de fato.

"Essas CNH's continuam ativas no cadastro porque ou o condutor morreu e os familiares não deram baixa no documento, não comunicam o Detran, ou o condutor não usa mais a CNH e não desativou. Com certeza a maioria dessas CNHs já venceu", alegou o departamento .

Entre as comparações postas, o Detran justificou que a situação se assemelha a de veículos que são 'encostados' pelos proprietários. 

"É igual o proprietário que tem um carro velho que nem anda mais e está encostado mas o dono não comunica o Detran. Então o veículo continua no cadastro", frisou. 

Sobre os procedimentos cabíveis acerca de eventuais óbitos de condutores, o Detran destacou que não pode fazer nada sobre o fato, uma vez que esta é uma questão individual e cabe a cada família.

Confira a diferença após a atualização do Detran

 

Idade      

Total junto ao Detran    

Ativos       

Diferença     

60

21.735

13.214

- 8.521

61

14.472

12.283

- 2.189

62

11.614

7.248 

- 4.366

63

-

10.884

10.884

64

12.026

9.925

- 2.101

65

12.156

9.376

- 2.780

66

8.658

8.966

+308

67

7.034

8.241

+1.207

68

11.032

7.222

- 3.810

69

10.610

6.524

- 4.086

70

6.906

5.843

- 1.063

71

8.421

5.208

- 3.213

72

7.880

4.723

- 3.157

73

5.944

4.092

- 1.852

74

6.192

3.510

- 2.682

75

5.533

3.123

- 2.410

76

5.081

2.742

- 2.339

77

4.524

2.135

- 2.389

78

4.253

1.893

- 2.360

79

4.176

1.615

- 2.561

80

3.325

1.339

- 1.986

81

3.027

1.085

- 1.942

82

2.774

901

- 1.873

83

2.376

714

- 1.662

84

2.180

592

- 1.588

85

1.929

513

- 1.416

86

1.727

340

- 1.387

87

1.561

265

- 1.296

88

1.340

202

- 1.138

89

1.120

121

 

- 999

 

90

1.030

84

- 946

91

918

55

- 863

92

815

39

- 776

93

638

29

- 609

94

543

19

- 524

95

444

13

- 431

96

427

10

- 417

97

387

1

- 386

98

339

2

- 337

99

262

2

- 260

100

224

1

- 223

101

180

-

 

102

145

-

 

103

116

-

 

104

123

-

 

105

94

-

 

106

62

-

 

107

53

-

 

108

46

-

 

109

24

-

 

110

12

-

 

111

14

-

 

112

7

-

 

113

9

-

 

114

3

-

 

115

6

-

 

Total

206.817

139.391

67.426

Dados (Detran/MS)

 

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Transporte Público

Dois meses após venda, troca do Guaicurus segue sem aval da prefeitura

Adriane disse em coletiva que documento sobre intervenção deve ser entregue nesta semana, mas ainda sem data para reunião de definição

21/09/2026 13h30

Ônibus do transporte coletivo de Campo Grande

Ônibus do transporte coletivo de Campo Grande

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Dois meses após o anúncio da venda do Consórcio Guaicurus para o Grupo HP Mobilidade, a troca de controle do transporte coletivo de Campo Grande continua sem aval da Prefeitura. A definição também segue atrelada ao relatório da intervenção no sistema, que ainda não foi entregue à prefeita Adriane Lopes.

Questionada nesta segunda-feira (21) sobre o andamento da situação, durante agenda da Prefeitura, Adriane afirmou que o documento deve ser concluído nesta semana, mas ainda não há data definida para a reunião que deverá discutir os próximos passos. “É essa semana que sai o relatório. Não sei quando vai ser a reunião. Ainda não recebi esse relatório”, disse a prefeita.

A indefinição ocorre enquanto a Prefeitura também aguarda a apresentação formal do plano de melhorias que deverá ser executado pelo grupo interessado em assumir o controle do consórcio. Sem essa documentação, a administração municipal ainda não deu aval definitivo para a mudança.

A venda do Guaicurus foi anunciada em julho, quando o Grupo HP Mobilidade, de Goiás, confirmou a aquisição do controle do consórcio. A operação, porém, não representa uma troca imediata na administração do transporte coletivo, já que depende de uma série de procedimentos e autorizações.

Enquanto isso, a intervenção decretada pela Prefeitura em junho continua em andamento. O Município assumiu temporariamente a gestão do serviço diante da crise financeira e operacional enfrentada pelo consórcio e passou a levantar informações sobre a situação das empresas que integram a concessão.

O relatório dos primeiros 90 dias da intervenção é aguardado pela administração municipal e deve reunir informações sobre as condições financeiras e operacionais do sistema, além de apontar problemas encontrados durante o período de gestão municipal.

RELEMBRE

A crise do transporte coletivo se arrasta há anos e chegou a um dos momentos mais delicados neste ano. Antes da intervenção, o sistema acumulava reclamações relacionadas à qualidade do serviço, atrasos e viagens não realizadas, além de problemas financeiros das empresas.

Em audiência pública realizada neste em 2026, foram apresentados mais de 15 mil autos de infração registrados entre 2021 e 2025. Desse total, 12.279 eram relacionados ao descumprimento de horários e 3.444 à omissão de viagens.

A situação também foi marcada por paralisações de trabalhadores e dificuldades financeiras do consórcio. Em junho, a Prefeitura formalizou a intervenção, com prazo de 180 dias, para assumir o controle temporário e avaliar as condições da concessão.

Agora, dois meses depois do anúncio da venda, a definição sobre quem efetivamente ficará à frente do transporte coletivo continua pendente.

Agora é lei

Novas regras permitem até caminhonete ser táxi em Campo Grande

Atualização traz mudanças que liberam taxistas a rodarem pela faixa que até então era exclusiva para ônibus

21/09/2026 13h03

Evento de assinatura foi realizado no teatro Octávio Guizzo, localizado no Paço Municipal

Evento de assinatura foi realizado no teatro Octávio Guizzo, localizado no Paço Municipal Marcelo Victor/Correio do Estado

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Durante a manhã desta segunda-feira (21), a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), assinou decretos para modernizar um serviço da Capital que, entre outros pontos, permitirá agora até caminhonetes serem táxi em Campo Grande. 

Esse evento de assinatura foi realizado no teatro Octávio Guizzo, localizado no Paço Municipal campo-grandense, formalizando os novos normativos divulgados pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) ligados ao serviço de táxi da Capital. 

Entre os pontos que mais chamam atenção está justamente a mudança que permite agora que até mesmo caminhonetes sejam incluídas na frota de táxi campo-grandense, conforme os parâmetros e critérios estipulados pela Agência Municipal. 

Nas palavras do diretor-presidente da Agetran, Ciro Ferreira, além de trazer evolução para essa classe trabalhadora, as alterações refletem ainda em melhores ofertas de serviço para a própria população. 

Todas as novas regras serão estabelecidas através de decretos e portarias que, segundo o Executivo, devem esclarecer os critérios para cada veículo e os demais procedimentos para homologação e condições de aplicação dessa e outras medidas. 

Mais mudanças

Outro ponto diferente apresentado hoje (21) é a regulamentação da categoria "executiva" desse tipo de transporte, chamada de "táxi black", que deverá apresentar veículo de padrão mais elevado e um serviço personalizado de maior conforto aos passageiros. 

Porém, as alterações não se restringem aos tipos de novos veículos que passam a rodar como táxis, mas também toda a categoria é contemplada através da mudança que libera os taxistas a rodarem nas faixas exclusivamente destinadas ao transporte público, sem que isso se caracterize infração de trânsito. 

"Hoje é um dia muito importante para a categoria dos taxistas de Campo Grande. Estamos atualizando as legislações e modernizando o serviço da nossa cidade. Estamos com o estudo há algum tempo, houve a alteração a nível nacional e Campo Grande sai na frente", como bem esclarece a chefe do Executivo da Cidade Morena, Adriane Lopes (PP). 

Há tempos a ligação entre taxistas e faixas de ônibus vêm rendendo na Capital, com um corredor "ainda mais exclusivo" rendendo multas aos trabalhadores, em uma situação que, inclusive, foi corrigida e revertida uma semana depois pela Agetran

As alterações locais também prorrogam por seis meses o prazo para substituição de veículos da frota que alcançariam neste ano a idade máxima permitida em 2026.

 

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