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Após cinco anos, servidores de Campo Grande devem ter reajuste de 4,39%

A correção salarial acompanha a concedida aos servidores da Câmara Municipal de Campo Grande, conforme divulgado no Diogrande na última segunda-feira (25)

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Com o último reajuste salarial concedido em 2021, os servidores municipais de Campo Grande continuam alimentando a esperança de que a revisão dos salários aconteça ainda neste ano. 

Conforme apuração do Correio do Estado, a prefeita Adriane Lopes (PP) deve corrigir a remuneração dos servidores do município em 4,39%, mesmo valor atribuído aos servidores da Câmara Municipal de Campo Grande na última segunda-feira (25), como consta no Diário Oficial do Município (Diogrande).

Como a folha de pagamento para o mês de junho já está fechada, o novo valor deve vir a qualquer momento a partir de julho. 

Ainda não foi confirmado a partir de quando os salários serão aumentados, mas fontes afirmaram à reportagem que não deve passar do mês de outubro. 

Adriane já havia sugestionado nesta semana ao Correio do Estado a possibilidade do aumento salarial em 2026. 

"Nós estamos estudando a proposta [de reajuste] ainda para este ano", afirmou durante o anúncio do investimento de R$ 60 milhões em 24 mil cirurgias no município na manhã desta segunda-feira (25).

O último reajuste real à categoria foi dado pelo prefeito Marquinhos Trad (PDT) de 10% em 2021. Assim, desde que assumiu o cargo, em abril de 2022, Adriane Lopes concedeu reajustes salariais individualizados, mas nenhuma reposição linear. Desde então, a inflação se aproxima dos 15%. Entre as categorias que conseguiram alguma melhora estão os professores, cujos custos estão atrelados ao Fundeb. 

Além disso, a elite do funcionalismo como procuradores, auditores fiscais, médicos e parte dos dentistas, também conseguiram reposição salarial. E este aumento beneficiou a própria prefeita e todo o primeiro escalão. 

A promessa do reajuste acontece todos os anos pela prefeita. No início de maio de 2025, o Correio do Estado noticiou que Adriane admitiu a possibilidade de alteração salarial, mas não deu detalhes de datas e alegou apenas que o assunto estava sendo estudado. 

Em julho do mesmo ano, Lopes afirmou que devido à adoção de medidas de ajuste fiscal, como a adesão do Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF), havia a possibilidade dos servidores permanecerem com os mesmos salários por mais dois anos. 

Reajuste na Câmara

A Câmara dos Vereadores de Campo Grande divulgou no Diário Oficial Municipal (Diogrande) desta segunda-feira (25) um reajuste salarial de 4,39% para os servidores efetivos da Casa e pensionistas. 

O projeto foi assinado pelo presidente da Câmara, Epaminondas Neto (PSDB), o Papy, com a justificativa de valorizar os trabalhadores e buscar minimizar os efeitos da inflação. Atualmente, são 97 servidores ativos na Câmara Municipal de Campo Grande

Com a atualização, os vencimentos seguem padrões e níveis, da seguinte forma. 

  • Padrão 20: níveis de I a XII, com salários de R$2.077,36 a R$ 3.552,98;
  • Padrão 30: níveis de I a XII, com salários de R$3.705,85 a R$ 6.338,25;
  • Padrão 40: níveis de I a XII, com salários de R$ 6.294,72 a R$10.766,20;
  • Padrão 50: classes iniciais a especial, com salários de R$10.778,49 a R$22.255,58.

A medida passa a valer a partir do salário do mês de junho. 

CAPACITAÇÃO

Curso em Campo Grande propõe formação em fotografia religiosa e marketing para igrejas

Evento voltado a agentes pastorais, fotógrafos e comunicadores aborda produção de conteúdo, redes sociais e fotografia sacra aplicada à evangelização

28/05/2026 12h00

Formação acontece nos dias 1º e 2 de junho, em Campo Grande, com foco em fotografia religiosa e comunicação digital

Formação acontece nos dias 1º e 2 de junho, em Campo Grande, com foco em fotografia religiosa e comunicação digital Divulgação

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A Paróquia Maria Medianeira das Graças, em parceria com a Pastoral da Comunicação (Pascom) Arquidiocesana, realiza nos dias 1º e 2 de junho, em Campo Grande, a formação “Fotografia Religiosa e Marketing a Serviço da Igreja”.

O curso será voltado a agentes pastorais, fotógrafos e comunicadores que atuam em paróquias e comunidades religiosas, com proposta de discutir o uso da fotografia e das estratégias de comunicação no ambiente digital.

A programação será dividida em dois encontros. No primeiro dia, os participantes terão contato com conceitos de marketing e fotografia religiosa. Já no segundo, a formação terá foco em planejamento estratégico e prática de fotografia sacra.

A iniciativa surge em meio ao aumento da produção de conteúdo digital por igrejas e comunidades religiosas, especialmente nas redes sociais, onde transmissões, vídeos e registros fotográficos passaram a integrar a rotina das paróquias.

A formação será conduzida por Fagner Costa, responsável pela Domine Fotografia Religiosa, e por Arthur Fava, sócio-fundador da Arcaffo, empresa especializada em estratégia e comunicação.

O evento será realizado no Auditório do Colégio MACE, localizado na Rua Íria Loureiro Viana, 47, no Centro de Campo Grande, das 19h às 21h30.

O investimento é de R$ 130, com coffee break incluso. As inscrições estão abertas pelo site oficial da formação.

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narcotráfico

Desembargador que libertou Palermo recebe quase R$ 100 mil por mês

Nos três primeiros meses do ano o salário de Divoncir Maran foi de R$ 97,87 mil. Em abril, caiu para R$ 51,8 mil.

28/05/2026 11h55

Gerson Palermo foi trazido pela Polícia Federal a Campo Grande na quarta-feira (27) e nesta quinta foi levado ao presídio federal

Gerson Palermo foi trazido pela Polícia Federal a Campo Grande na quarta-feira (27) e nesta quinta foi levado ao presídio federal

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Punido em fevereiro deste ano  pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com aposentadoria compulsória por ter concedido prisão domiciliar ao metraficante Gerson Palermo, que foi recapturado e trazido de volta a Campo Grande nesta quarta-feira (27), o desembargador Divoncir Shcreiner Maran continuou recebendo salário de quase R$ 100 mil até abril deste ano. No começo de maio, após a ofensiva do Supremo Tribunal Federal contra os supersalários, o valor caiu quase pela metade. 

Dados disponíveis no site da transparência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul mostram que em janeiro, fevereiro e março ele recebeu R$ 97.876,00 em rendimentos brutos. Em abril seu rendimento caiu para apenas R$ 51,876,00.

O valor dos três primeiros meses foi composto pelo salário-base, de R$ 47.160, que já supera o teto constitucional, outros R$ 4.636, 00 denominados como indenização, e mais R$ 46 mil identificados como "vantagens individuais". 

Deste montante, foram descontados R$ 5,81 mil para contribuição previdenciária. Sobre seus rendimentos não incidem imposto de renda, o que normalmente ocorre pelo fato de ter apresentado algum laudo médico que garante isenção. O salário líquido, então, ultrapassa os R$ 92 mil.

Estas vantagens idivudiduais, que também fora repassadas para a maior parte dos aposentados e magistrados da ativa, são definidas pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul como "abono constitucional de 1/3 de férias, indenização de férias, antecipação de férias, gratificação natalina, antecipação de gratificação natalina, serviço extraordinário, substituição, pagamentos retroativos, além de outras desta natureza."

Mas, apesar de receber aquilo que pode ser chamado de salário dos sonhos para milhões de contribuintes brasileiros, ele recebeu praticamente a metade daquilo que foi pago aos desembargadores da ativa. No começo de fevereiro teve desembargador que recebeu R$ 281,2 mil. 

No pagamento referente a abril, o ex-desembargador perdeu os R$ 46 mil relativos às "vantagens individuais", assim como os demais magistrados. Este valor aparecia em uma tabela separada no site da transparência. Até março eram cinco tabelas publicadas neste site. No último pagamento, somente duas foram publicadas.  

Divoncir Maran se aposentou por idade, 75 anos, em abril de 2024. Quase dois anos depois, porém, o CNJ aplicou a pena de aposenadoria compulsória. Mesmo assim ele mantém o direito ao pagamento do salário pago a outros magistrados aposentados. Nesta terça-feira (27), porém, o STF decidiu que juízes punidos por crimes graves perdem o direito ao pagamento em caso de condenação por aposentadoria compulsória. 

O desembargador foi denunciado a CNJ pelo juiz Rodrigo Pedrini, de Três Lagoas, logo depois que ele concedeu prisão domiciliar a Gerson Palermo, que acumulava 126 anos condenação por narcotráfico e outros crimes. 

Palermo conseguiu o benefício em meio ao feriado de Triradentes de 2020. No dia seguinte a medida foi revista por outro desembargar, mas o traficante já havia rompido a tornozeleira eletrônica e fugido. Somente nesta terça-feira (27), mais de seis anos após a fuga, foi localizado e preso na Bolícia. Nesta quinta-feira foi levado ao presídio federal de Campo Grande. 

Além de virar alvo do CNJ, o desembargador também entrou  na mira da Polícia Federal, que entendeu que o magistrado recebeu propina para conceder o benefício ao traficante. 

A prisão domiciliar com uso de tornozeleira foi concedido durante a pandemia de Covid-19, com base na alegação de um quadro de saúde supostamente debilitado, mesmo sem laudo médico comprovando o alegado. 

A punir o desembargador, o conselheiro João Paulo Schoucair,  do CNJ, entendeu que o caso extrapolou os limites da independência judicial e revelou grave desvirtuamento da função jurisdicional.

“Não se trata de punir juiz ou desembargador por decidir, mas sim de um caso absolutamente singular, que envolve a concessão de prisão domiciliar a um criminoso notório, integrante de organização criminosa, condenado a mais de 120 anos de prisão”, afirmou.

Segundo ele, a decisão já estaria orientada antes mesmo de o processo ser designado ao magistrado. “Houve determinação antecipada quanto ao provimento, comprometendo a imparcialidade e a normalidade do procedimento”, disse o conselheiro, que já levou em consideração as descobertas da Polícia Federal. 

Outro ponto destacado foi o tempo incomum de análise do caso. De acordo com o relator, o Habeas Corpus, com cerca de 208 páginas, foi decidido em aproximadamente 40 minutos. Para ele, o fato evidencia a ausência da cautela e da prudência exigidas. “Trata-se de decisão flagrantemente inadequada, configurando grave violação aos deveres funcionais inerentes ao exercício da atividade jurisdicional”, afirmou.

Além do escândalo relativo à soltura do megatraficante, o desembargador aposentado também foi alvo da operação Ultima Ratio, da Polícia Federal, em outubro de 2024. Segundo as suspeitas da PF, ele fazia parte de um esquema de venda de sentenças judiciais no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Na ocasião, cinco desembargadores foram afastados. Um conseguiu retomar o cargo, um se aposentou e três seguem afastados. 
 

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