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TEMPO

Após frio, semana será de sol e calor de 30ºC em Mato Grosso do Sul

Termômetros subirão gradativamente ao longo da semana

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Após sete dias seguidos de frio, o calor volta com tudo nesta semana.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a semana, compreendida entre os dias 18 e 24 de junho, será de sol, calor, céu limpo e temperaturas altas em Mato Grosso do Sul.

Portanto, o inverno, que inicia na quarta-feira (21), começará quente. Conforme apurado pela reportagem, os termômetros subirão gradativamente ao longo da semana.

Em Campo Grande, o domingo (18) ainda permanecerá fresquinho, com temperatura máxima de 20ºC. Na segunda-feira (19), os termômetros alcançarão 22ºC. Já na terça-feira (20), os termômetros sobem mais e atingem 26ºC.

O calor volta com tudo na quarta-feira (21), com máxima de 28ºC. As temperaturas permanecerão altas na quinta (22), sexta-feira (23) e sábado (24), com previsão de 30ºC durante o dia.

Há possibilidade de pancadas isoladas de chuva na quarta (21), quinta (22), sexta-feira (23) e sábado (24).

Durante a semana, haverá rajadas de vento de intensidade fraca/moderada. A umidade relativa do ar permanecerá favorável, com índices entre 35% e 100%.

De acordo com o Inmet, as temperaturas devem atingir 34ºC em Corumbá na qurta-feira (21), 29ºC em Dourados, 29ºC em Ponta Porã, 34ºC em Sonora e  30ºC em Três Lagoas na terça-feira (20).

FRIO INTENSO

Moradores de Mato Grosso do Sul enfrentaram dias e noites congelantes na semana de 12 a 17 de junho.  Frente fria, a mais forte do ano até o momento, atingiu o Estado e derrubou temperaturas em todos os 79 municípios.

Segundo o Inmet, Rio Brilhante, município localizado a 165 quilômetros de Campo Grande, esteve entre as 20 cidades mais frias do Brasil neste sábado (17). No ranking, ficou em 11º lugar entre as cidades mais geladas. Os termômetros atingiram os 5,1ºC no município. 

De acordo com o meteorologista Natálio Abrahão, os termômetros bateram 7,9ºC em Campo Grande na quinta-feira (15), com sensação térmica próxima aos 5ºC.

Em Corumbá, a temperatura foi de 9,4ºC, com sensação de 8,4ºC. Os corumbaenses não estão acostumados com tanto frio. 

Também geou em Rio Brilhante, Nova Alvorada do Sul, Sidrolândia, Bonito e São Gabriel do Oeste na sexta-feira (16).

Três moradores de rua e centenas de cabeças de gado morreram de frio nesta semana em Mato Grosso do Sul. 

Nelson foi encontrado caído no chão, em via pública, na sexta-feira (16) e apresentava sinais de hipotermia, alcoolismo e acidente vascular encefálico/morte cerebral. Foi levado para a UPA Leblon pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), com sinais vitais instáveis, que evoluiu para parada cardiorrespiratória. Foram realizados os procedimentos de ressuscitação, mas o homem não resistiu e morreu no local. 

Em Campo Grande, morador de rua, identificado como Sidirlei Carvalho, 57 anos, foi encontrado morto, na quarta-feira (14), em frente a uma madeireira, no Jardim Monumento, por um funcionário que chegou para trabalhar por volta das 6h. Ainda conforme a PM, não havia sinais de violência ou ferimentos no corpo da vítima e a principal suspeita é que tenha morrido de hipotermia.

Em Ponta Porã, homem em situação de rua, identificado como Brian, foi encontrado morto, na quarta-feira (14), na linha internacional, próximo a uma empresa ao lado da rodovia MS-164. Equipes da polícia e socorristas também foram ao local e, em levantamento preliminar, a principal suspeita é de hipotermia.

Hipotermia é quando a temperatura do corpo se encontra abaixo dos 35°C. A principal e única causa da hipotermia é a longa exposição ao frio intenso.

Os sintomas de hipotermia são tremores, falta de circulação sanguínea, perda da fala e controle dos movimentos do corpo, queda da frequência cardíaca e respiratória e perda dos sentidos.

RECOMENDAÇÕES

De acordo com o Ministério da Saúde, o tempo quente requer cuidados aos sul-mato-grossenses. Confira as recomendações:

  • Não praticar exercícios físicos durante as horas mais quentes do dia
  • Evitar exposição ao sol das 9h às 17h
  • Usar protetor solar
  • Beber muita água
  • Usar roupas finas e largas, de cores claras e tecidos leves (de algodão)
  • Não fazer refeições pesadas
  • proteger-se do sol com chapéus e óculos de proteção
  • Manter o ambiente arejado, com umidificador de ar, ventilador, toalhas molhadas, baldes cheios d’água e ar condicionado

TEMPO

Campo Grande já tem o fevereiro mais chuvoso dos últimos três anos

Até segunda-feira eram 172,6 milímetros acumulados no mês, volume superior ao registrado em janeiro, quando choveu 152,2 mm em Campo Grande

18/02/2026 08h40

Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Mesmo ainda na metade, este mês em Campo Grande já teve acúmulo de 172,6 milímetros de chuva segundo dados registrados até a segunda-feira. Isto coloca o mês de fevereiro deste ano como o mais chuvoso dos últimos três anos na Capital, e ainda há possibilidade de que ele consiga ultrapassar a marca de mais chuvoso desde 2017.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), até a segunda-feira o acumulado de precipitação em Campo Grande já era semelhante ao esperado para todo este mês, que segundo a média, é de 180 milímetros, e cujo registro era de 172,6 mm.

Esse valor já está próximo ao registrado no mês inteiro de fevereiro de 2023, quando o acumulado chegou a 242,2 mm.

E se a previsão do tempo se confirmar, já que há indicativo de manutenção das chuvas para os próximos dias, há a possibilidade de que este seja um dos fevereiros mais chuvosos dos últimos 10 anos. Até agora esse posto é de 2019, quando o acumulado no período foi de 251,4 mm.

Segundo a meteorologista do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec-MS), Valesca Fernandes, o maior acúmulo de chuvas deste ano em relação aos anos anteriores se dá porque este ano houve a formação de “zonas de convergências de umidade, que contribui com toda chuva”.

“Os modelos indicam mais probabilidade de chuva nas regiões norte, nordeste e noroeste do Estado, com acumulados que podem superar os 80 mm”, explicou a meteorologista sobre os próximos dias.

Apesar de o acúmulo de chuva esperado para os próximos dias não ser tão alto, ainda há probabilidade de chuva com pequenos acumulados para os dias seguintes deste mês na Capital. Para amanhã, há possibilidade de chuva de até 20 milímetros em Campo Grande, segundo indica a previsão.

Conforme o Inmet, na sexta-feira as chuvas devem aumentar em Campo Grande e há, inclusive, a possibilidade de queda de granizo na Capital. O calor, no entanto, continua forte durante toda essa semana, podendo chegar aos 38°C na sexta-feira, mesmo com a chuva.

FENÔMENOS CLIMÁTICOS

Atualmente o clima está sob influência do fenômeno La Niña, que é caracterizado pelo resfriamento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial e que na Região Centro-oeste costuma favorecer chuvas mais regulares e volumosas.

No entanto, esse fenômeno deve deixar de atuar em abril, o que pode novamente favorecer no retorno das secas.

Conforme a meteorologista do Cemtec-MS, há previsão de que a partir do segundo semestre deste ano haja o retorno do El Niño, fenômeno responsável pelo aumento considerável nas temperaturas em Mato Grosso do Sul.

“Sobre o El Niño, ele tem um impacto indireto aqui no Estado [em relação às chuvas]. Porém quando ele atua aqui no Estado, ele impacta na temperatura, favorecendo a ocorrência de ondas de calor e temperaturas acima da média. Há uma previsão do possível desenvolvimento do El Niño no trimestre de julho, agosto, setembro”, afirmou Valesca.

Volume de chuva aumentou e já ultrapassou os acumulados de fevereiro dos últimos anos na Capital - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Lembrando que nos últimos anos, Mato Grosso do Sul estava sob influência do El Niño, o que resultou em incêndios descontrolados no Pantanal, principalmente em 2024.

*Saiba

Aumento das chuvas também tem colaborado para que haja uma “epidemia” de buracos no asfalto de Campo Grande. Por causa disso, a prefeitura diz que intensificou o serviço de tapa-buraco.

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CAMPO GRANDE

Homem passa mal e morre durante desfiles das escolas de samba

Rapaz estava assistindo aos desfiles, quando, em determinado momento, fechou as mãos, esticou os braços e caiu no chão

18/02/2026 08h35

Arquibancada da Praça do Papa no desfile das escolas de samba - Imagem de ilustração

Arquibancada da Praça do Papa no desfile das escolas de samba - Imagem de ilustração Foto: PMCG

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Última noite dos desfiles das escolas de samba terminou em tragédia.

William Roas Batista, de 36 anos, morreu após passar mal, na noite desta terça-feira (17), durante os desfiles das escolas de samba, na Praça do Papa, em Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem, o rapaz estava assistindo aos desfiles, quando, em determinado momento, fechou as mãos, esticou os braços e caiu no chão.

Ele foi levado até a tenda médica instalada no evento e foi reanimado por cerca de duas horas, mas, não resistiu e faleceu no local.

Após confirmação da morte, o corpo foi encaminhado ao Serviço de Verificação de Óbito para os exames necessários.

De acordo com o boletim de ocorrência, o rapaz faz uso de entorpecentes e bebida alcoólica, mas, segundo o irmão, ele não havia bebido na presente data e estava sem usar drogas há 15 dias.

Além disso, ressaltou que seu irmão já havia passado mal em outras ocasiões, mas não havia buscado atendimento médico.

A morte foi constatada às 1h53min e o boletim de ocorrência foi registrado como "morte natural" às 5h57min na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (DEPAC-CEPOL).

Ao todo, 20 mil pessoas marcaram presença na última noite de desfile das escolas de samba de Campo Grande, onde se apresentaram Os Catedráticos do Samba, Deixa Falar e Cinderela Tradição.

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