Durante sessão ordinária realizada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) nesta terça-feira (18), o deputado estadual Zeca do PT apresentou indicação solicitando ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) a realização de obras emergenciais para recuperação do asfalto da BR-267, no trecho que liga as cidades de Jardim e Porto Murtinho.
Em matéria publicada na edição desta terça-feira do jornal Correio do Estado, foi apontado que a estrutura atual da BR-267 não condiz com a infraestrutura necessária para dar suporte aos projetos do Governo Federal de implantação da Rota Bioceânica. As rodovias devem estar em perfeito estado para que o transporte das commodities ao porto seja rápido e seguro.
No entanto, a rodovia se encontra intransitável nos 220 km entre Jardim e Porto Murtinho.
Zeca reforçou que as obras de reparo são importantes para garantir a segurança dos milhares de motoristas que transitam todos os dias neste trecho.
"Nos últimos meses, o terminal portuário de Porto Murtinho apresentou aumento no seu fluxo de escoamento da produção agrícola vinda tanto de municípios sul-mato-grossenses, como de outros Estados. Por conta do aumento do tráfego de veículos de grande porte, a pista da BR-267 vem cedendo em diversos pontos, sendo urgente a realização de obras para reparos desta rodovia tão importante para a logística do Estado, visando garantir a segurança de milhares de motoristas que transitam todos os dias neste trecho entre Porto Murtinho e Jardim", explicou o deputado estadual.
A reivindicação de Zeca do PT foi encaminhada com urgência ao superintendente do Dnit em Mato Grosso do Sul, Euro Nunes Varanis Júnior.
Conforme noticiado anteriormente pelo Correio do Estado, já existe uma empresa, contratada pelo Dnit, para mapear os pontos mais cíticos. O serviço, que já é lento, está sendo prejudicado pelas chuvas, e as partes já executadas estão se deteriorando novamente.
Em média, 150 caminhões trafegam pelo trecho diariamente, com carga de soja em direção ao Porto da FV Cereais, que estima triplicar as exportações este ano.
O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Hélio Peluffo, informou à reportagem que vai pedir preferência para os reparos na rodovia, já que outras pessoas também o procuraram para tratar sobre o assunto.
Grandes valetas e buracos ainda superficiais se estendem por todo o trecho, exigindo muita atenção dos motoristas em uma rodovia sem acostamento. Ao desviar dos buracos, as caretas transitam na contramão, aumentando os riscos de acidentes.
Segundo os caminhoneiros, não há outra opção de manobra, caso contrário, um pneu estourado ou um dano mecânico podem ocasionar o descontrole do veículo. “É uma viagem de risco”, aponta um motorista.
O serviço de recapeamento foi retomado em alguns pontos, na semana passada, porém os danos no pavimento aumentam a cada dia, assim como os acidentes. Os caminhoneiros reclamam também dos prejuízos com o atraso da viagem em até uma hora.
Na entrada de Porto Murtinho, mais problemas: o asfalto do contorno rodoviário, que liga a BR-267 ao porto, também está se deteriorando em alguns trechos; outros já foram recuperados.
Hélio Peluffo comenta ainda que o governo do Estado não tem autonomia para tomar decisões e realizar intervenções na rodovia, mas que existe uma iniciativa do governo federal para privatizar a BR-262 e a BR-267, o que abrangeria o trecho problemático da Rota Bioceânica. No entanto, o secretário alega que nenhum projeto foi apresentado até o momento.
O Dnit informou que a rodovia possui dois contratos de manutenção e conservação vigentes, para garantir a trafegabilidade do trecho.
“O departamento esclarece ainda que também já licitou as obras do lote 4, referente aos serviços de restauração da rodovia, para a viabilização da Rota Bioceânica”, consta em nota.
“A empresa contratada está elaborando o projeto executivo, que, depois de aprovado pelo Dnit, será executado com a realização de serviços de implantação de acostamentos, com aumento da plataforma do pavimento, melhorias nas interseções, além de implantação de faixas adicionais de ultrapassagem ao longo do segmento”, completou o órgão.



