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Com tráfego intenso, recapeamento na Rota Bioceânica não vence os buracos

Em média, 150 veículos trafegam pela BR-267 diariamente em direção a Porto Murtinho com cargas de exportação

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Com projetos de engenharia em andamento pelo governo federal para duplicação e implantação do acesso à ponte internacional sobre o Rio Paraguai, em construção pela Itaipu Binacional, a BR-267 não condiz com a infraestrutura logística que a Rota Bioceânica exigirá para que o transporte das commodities em direção ao

Oceano Pacífico seja rápido e seguro. A rodovia está intransitável nos 220 km entre Jardim e Porto Murtinho. 

Uma empresa contratada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) está recapeando os trechos mais críticos, porém o serviço está lento, prejudicado também pelas chuvas, e o que já foi executado está se deteriorando, com o asfalto se esfarelando. 

A situação se agrava com o intenso tráfego de caminhões, em média, são 150 veículos por dia, com carga de soja em direção ao Porto da FV Cereais, que estima triplicar as exportações este ano. 

O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Hélio Peluffo, informou ao Correio do Estado que vai pedir preferência para os reparos na rodovia, já que outras pessoas também o procuraram para tratar sobre o assunto. 

Grandes valetas e buracos ainda superficiais se estendem por todo o trecho, exigindo muita atenção dos motoristas em uma rodovia sem acostamento. Ao desviar dos buracos, as caretas transitam na contramão, aumentando os riscos de acidentes. 

Segundo os caminhoneiros, não há outra opção de manobra, caso contrário, um pneu estourado ou um dano mecânico podem ocasionar o descontrole do veículo. “É uma viagem de risco”, aponta um motorista. 

O serviço de recapeamento foi retomado em alguns pontos, na semana passada, porém os danos no pavimento aumentam a cada dia, assim como os acidentes. Os caminhoneiros reclamam também dos prejuízos com o atraso da viagem em até uma hora. 

Na entrada de Porto Murtinho, mais problemas: o asfalto do contorno rodoviário, que liga a BR-267 ao porto, também está se deteriorando em alguns trechos; outros já foram recuperados. 

Hélio Peluffo comenta ainda que o governo do Estado não tem autonomia para tomar decisões e realizar intervenções na rodovia, mas que existe uma iniciativa do governo federal para privatizar a BR-262 e a BR-267, o que abrangeria o trecho problemático da Rota Bioceânica. No entanto, o secretário alega que nenhum projeto foi apresentado até o momento. 

O Dnit informou que a rodovia possui dois contratos de manutenção e conservação vigentes, para garantir a trafegabilidade do trecho. 

“O departamento esclarece ainda que também já licitou as obras do lote 4, referente aos serviços de restauração da rodovia, para a viabilização da Rota Bioceânica”, consta em nota.

“A empresa contratada está elaborando o projeto executivo, que, depois de aprovado pelo Dnit, será executado com a realização de serviços de implantação de acostamentos, com aumento da plataforma do pavimento, melhorias nas interseções, além de implantação de faixas adicionais de ultrapassagem ao longo do segmento”, completou o órgão. 

TRECHO AUXILIAR

Outra rodovia que deve fazer parte da Rota Bioceânica, com projetos de trechos auxiliares, é a BR-487, que liga Mato Grosso do Sul ao Paraná. Porém, a via também possui locais em que a situação dos buracos é bem precária, especialmente em Itaquiraí, onde há crateras no asfalto e a estrada não conta com sinalização adequada. 

A maior parte da rodovia fica no Paraná (80%), e ela foi recapeada há dois anos. O lado sul-mato-grossense da BR-487 não passou por esses reparos, ficando fora da lista de estradas que teriam prioridades para obras em MS, divulgada pelo Ministério dos Transportes em 2021. 

Por sua ligação com a BR-163 e a BR-267, em direção a Porto Murtinho, a rodovia faz parte da Rota Bioceânica. A BR-487 ainda cruza os portos Caiuá, em Naviraí, e Figueira, em Itaquiraí. 

Em 2021, quando houve o recapeamento da rodovia no lado paranaense, o governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Júnior, afirmou que o asfalto na BR era importante para o escoamento da produção. Após dois anos de obras, o lado sul-mato-grossense dificulta o trânsito de grandes carretas que transportam os produtos produzidos em MS. 

Rota Bioceânica 

O projeto da Rota Bioceânica visa encurtar em 8 mil km a distância percorrida pelos produtos brasileiros rumo ao mercado asiático, integrando Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.

De acordo com o estudo feito pela Empresa de Planejamento e Logística (EPL) do Estado, esse fator vai reduzir custos, tempo e distância ao escoamento dos produtos. 

Os resultados do estudo técnico mostram que, de Campo Grande ao Porto de Santos, e de lá para Xangai, na China, os produtos percorrem uma distância de 25.245 km, uma viagem de 54 dias e 8 horas de duração. 

Se os produtos saírem de Antofagasta, no Chile, a distância será de 20.929 km e a duração do trajeto deve ser de 42 dias e uma hora.

LICITAÇÃO SUSPENSA

Empresas de limpeza denunciam prefeitura de MS e TCE suspende pregão

A Prefeitura de Figueirão terá que suspender o pregão eletrônico após duas empresas denunciarem supostas irregularidades na competição

14/08/2026 11h20

A Prefeitura de Figueirão terá que suspender imediatamente o pregão eletrônico, segundo a determinação do TCE-MS

A Prefeitura de Figueirão terá que suspender imediatamente o pregão eletrônico, segundo a determinação do TCE-MS Foto: Divulgação

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O Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) decidiu pela suspensão, de forma cautelar, um pregão eletrônico da prefeitura de Figueirão, cujo objeto consiste na contratação de empresa especializada na prestação de serviços contínuos de limpeza urbana.

A medida tem caráter provisório e poderá ser revista ou modificada a qualquer tempo, conforme os elementos que sejam produzidos no curso da instrução.

Caso o contrato já tenha sido homologado, o conselheiro Osmar Domingues Jeronymo determinou que o Executivo se abstenha de formalizar a contratação até a deliberação da Corte de Contas. 

A execução da suspensão cautelar deve ser imediata, caso já tenha sido formalizado contrato decorrente do certame, inclusive quanto à emissão de ordens de serviço, realização de pagamentos ou prática de quaisquer outros atos destinados à execução do ajuste.

O prefeito de Figueirão, Juvenal Consolaro, foi intimado para que, no prazo de cinco dias úteis, comprove o cumprimento dos itens da decisão, e apresente esclarecimentos sobre os fatos narrados nas denúncias, especialmente aqueles relacionados à: condução da sessão pública, aos registros da plataforma eletrônica utilizada, à análise da exequibilidade das propostas e ao julgamento dos recursos administrativos, sob pena de responsabilização, reparação de eventual dano ao erário e aplicação de multa de 1.800 UFERMS.

Primeira denúncia

Duas empresas que estavam concorrendo no pregão eletrônica apresentaram denúncias ao TCE-MS. Com pedido de medida cautelar, a E.O. de Farias Ltda denunciou a prefeitura de Figueirão, pois afirma que durante o procedimento licitatório, sua identidade teria sido revelada indevidamente, com a divulgação antecipada dos valores das propostas iniciais dos licitantes, bem como a inversão indevida da fase de intenção recursal antes da realização da etapa competitiva.

A lei define que a intenção de recorrer deve ser imediata após o julgamento das propostas e da habilitação.

Alega, ainda, que a Administração reconheceu tais falhas quando do julgamento de seu recurso administrativo, no entanto, limitou-se a afirmar que não haveria prejuízo concreto apto a justificar a repetição da fase competitiva ou a anulação do procedimento.

Segunda denúncia

A empresa LCP de Souza também aponta a existência de supostas irregularidades no mesmo procedimento licitatório. A denúncia sustenta que a proposta teria sido indevidamente desclassificada por suposta inexequibilidade, com fundamento exclusivo em parecer jurídico e sem manifestação técnica da área de engenharia.

Alega, ainda, tratamento não isonômico na análise das propostas, mediante aplicação de critérios mais rigorosos e de exigências não previstas no edital, apenas à sua oferta, enquanto teriam sido admitidas, na proposta posteriormente aceita, alterações na planilha de custos, redução do quantitativo de trabalhadores, BDI inferior aos parâmetros referenciais e ausência de detalhamento dos encargos sociais.

Essas situações, na visão da empresa, violam a isonomia, o julgamento objetivo, a vinculação ao edital e a economicidade. Segundo a denúncia, o órgão público havia calculado um valor de referência para o serviço, mas a proposta vencedora que foi adjudicada ficou R$ 909.557,68 acima desse valor planejado.

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Financiamento

Conselho aprova R$ 127,8 milhões em financiamentos para 35 municípios

Ao todo, foram aprovadas 60 cartas-consulta pelo CEIF/FCO, com recursos destinados a atividades rurais e empresariais em Mato Grosso do Sul

14/08/2026 11h01

Foto: Reprodução

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Em reunião ordinária realizada na última quarta-feira (12), o Conselho Estadual de Investimentos Financiáveis  junto com o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (CEIF/FCO), foi aprovado 60 cartas-consulta que somam R$ 127,8 milhões. 

O dinheiro será repartido entre 35 municípios do Estado e o destino do financiamento é para atividades rurais e empresariais. 

Das 60 cartas-consultas aprovadas, 56 correspondem ao FCO rural, totalizando R$ 94,5 milhões. Os recursos são para fazer investimentos em máquinas, irrigação, armazenagem, reforma de pastagens, citricultura, energia fotovoltaica, suinocultura, aquisição e retenção de matrizes, correção do solo, construções e benfeitorias rurais e floresta de eucalipto. 

Os financiamentos para o setor rural somam investimentos distribuídos entre diferentes áreas. Projetos de irrigação concentram R$ 28,4 milhões.

Seguindo para aquisição de máquinas com R$ 26,2 milhões, e pela armazenagem, que receberá R$ 15,2 milhões. Já investimentos voltados para reforma das pastagens correspondem à R$ 9,6 milhões. 

O financiamento voltado para o empresarial foram aprovadas 4 cartas-consulta, que juntas somam R$ 33,2 milhões, sendo que R$ 30,9 milhões são destinados à infraestrutura econômica, R$ 1,7 milhão ao comércio e serviços e R$ 504 mil à indústria.

Os municípios que foram aprovados pelo conselho para que possa receber esse financiamento do CEIF/FCO foram, Água Clara, Alcinópolis, Amambai, Aparecida do Taboado, Aral Moreira, Bela Vista, Brasilândia, Caarapó, Campo Grande, Corumbá, Coxim, Dois Irmãos do Buriti, Douradina, Dourados, Guia Lopes da Laguna, Inocência, Jaraguari, Jardim, Jateí, Laguna Carapã, Maracaju, Miranda, Naviraí, Nioaque, Nova Alvorada do Sul, Paraíso das Águas, Pedro Gomes, Ponta Porã, Ribas do Rio Pardo, Rio Brilhante, São Gabriel do Oeste, Selvíria, Sete Quedas, Sidrolândia e Três Lagoas.

Ao longo do ano, já foram liberadas pelo fundo cerca 692 cartas-consulta, que totalizam R$ 1,395 bilhão em financiamentos. 

O FCO Rural responde por 588 propostas, no valor de R$ 1,128 bilhão, enquanto o FCO Empresarial soma 104 propostas e R$ 266,9 milhões. A programação do FCO para Mato Grosso do Sul em 2026 dispõe de R$ 3,028 bilhões.
 

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