Dia das mães! Dia em que se deixa de lado as diferenças no pensar e no encarar certas realidades e se olha o lado belo da vida, o lado do carinho, do amor e da ternura. Dia em que o amor fala mais alto do que os defeitos. O carinho leva a reconhecer dons e talentos que no dia a dia não são lembrados nem valorizados.
Tudo leva a celebrar gestos de ternura, palavras de gratidão, lembranças de atitudes e iniciativas milagrosas. É o olhar atencioso e cheio de bondade, que transforma toda e qualquer situação constrangedora em situação de segurança e de alegria.
O amor de mãe é mais poderoso do que muitos medicamentos. Muitas feridas são curadas com um jeito materno de carinho. Muitas dores de cabeça ou de qualquer outro membro são curadas com um beijo materno. Muitos sentimentos de medo são superados por um olhar no fundo dos olhos e uma palmadinha nas costas.
O amor de mãe, quando vivido na sinceridade e partilhado na bondade, revela o amor do próprio Deus. Amor que não fica apenas nas atitudes humanas de solidariedade e de comunhão, mas em cada fato e em cada relacionamento se faz luz, garantindo segurança naquilo que busca, resposta àquilo que inquieta e vida nova superando inseguranças.
O amor de mãe nesses dias é exaltado e celebrado em muitas famílias bem constituídas e em muitas escolas bem dirigidas. A própria sociedade, em suas diversas organizações, presta homenagens, oferece flores e presentes ainda que isso nem sempre corresponda à dura e sofrida realidade de tantas mulheres mães.
Mulheres que não dispõem de tempo e de espaço para cuidar do fruto do próprio ventre. Ainda no período da gestação, essas mulheres têm de se adaptar à correria do trabalho, ao desconforto da moradia, ao atropelo das atividades e à insegurança do próprio emprego.
E, quando menos esperam, chega a hora de dar à luz esse ser nem sempre desejado, amado e querido. A crueldade das circunstâncias chega a fazer com que essa mãe não se sinta em condições dignas para sustentar o filho. E acaba entregando-o a instituições ou ao comércio clandestino do tráfico de seres humanos.
Onde estará o amor de mãe? Esse amor deveria ser a expressão viva e permanente do amor do próprio Deus, que é pai e mãe de todos nós. Um amor que semeie sentimentos e atitudes de carinho, de ternura e de alegria. Um amor que produza esperança aos semblantes das crianças, segurança às inquietudes dos jovens e maturidade ao relacionamento entre adultos.
Esse amor nasce e cresce a partir daquilo que o Mestre dos mestres revelou quando disse: “Assim como o Pai me amou, eu também amei vocês: permaneçam no meu amor. Eu disse isso a vocês para que minha alegria esteja em vocês, e alegria de vocês seja completa”. (Jo. 15, 9-11)
O amor de mãe deveria ser uma escola alegre e solidária onde todos pudessem adquirir conhecimentos, atitudes e sentimentos maternos.
E a humanidade se tornaria uma família saudável e sagrada, em que todos poderão amar e se sentir amados plenamente.


