Quando a teoria ganha o céu de maneira prática, o interesse genuíno dos estudantes aumenta. Áreas que antes não atraíam jovens passam a ganhar espaço. A Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) é prova disso, mostrando que as olimpíadas científicas podem ser empolgantes, acessíveis e transformadoras.
As olimpíadas do conhecimento vêm se consolidando como uma ferramenta essencial de incentivo à educação e à descoberta de talentos no País. A OBA e a Olimpíada Brasileira de Foguetes (Obafog) se destacam por unir aprendizado prático, curiosidade científica e inclusão.
Em 2025, as competições reuniram mais de 1,8 milhão de estudantes de escolas públicas, privadas e rurais de todo o Brasil. Foram distribuídas mais de 116 mil medalhas, celebrando o esforço e a dedicação de jovens apaixonados por ciência, tecnologia e inovação.
Além de testar conhecimentos e reconhecer o esforço dos participantes por meio das medalhas, olimpíadas científicas como a OBA e a Obafog também abrem portas para o ensino superior. Universidades como USP, Unicamp, Unesp, Unifei, Facens, UFMS e outras oferecem vagas e bolsas para medalhistas, estimulando a continuidade da formação científica no País.
A OBA avalia conhecimentos de astronomia e astronáutica e serve como porta de entrada para quem deseja representar o Brasil em competições internacionais, como a Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (Ioaa) e a Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (Olaa).
A Obafog, por sua vez, desafia os estudantes a construir e lançar foguetes, aplicando conceitos de física, química, engenharia e astronomia de forma prática e divertida. Os foguetes podem ser feitos de garrafa PET, papel, canudo ou até propelente sólido, dependendo do nível da competição.
Os melhores classificados na Obafog, dos níveis três a seis, são convidados para a Jornada de Foguetes, realizada em Barra do Piraí (RJ). O evento reúne oficinas práticas, palestras com especialistas, observação do céu noturno e lançamentos de foguetes.
Outro ponto de destaque é o protagonismo feminino nas competições. A participação crescente das meninas demonstra que o espaço da mulher na ciência é cada vez maior e mais brilhante.
Elas refletem um movimento de engajamento e empoderamento feminino nas áreas científicas, comprovando que criatividade, rigor e determinação são ingredientes universais para o sucesso.
Fica claro que as olimpíadas científicas contribuem significativamente para a popularização da ciência no Brasil, com baixo custo e alto engajamento.
Na OBA e na Obafog, cada foguete lançado e cada olhar curioso para o céu representam uma trajetória que começa na imaginação e pode terminar em um laboratório, em uma universidade ou até em uma missão espacial. Valorize e apoie as olimpíadas científicas.

