Cidades

mais 30 anos

Às vésperas de renovar a concessão, Energisa anuncia queda no lucro

Retração foi de 17,5% na comparação com os primeiros nove meses do ano passado, mas ainda foi de R$ 1,28 milhão por dia

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À espera da assinatura do contrato para renovar a concessão por mais 30 anos e em meio a uma semana marcada por dois temporais que deixaram milhares de consumidores sem enegia em Campo Grande e em cidades do interior do Estado, a Energisa divulgou nesta sexta-feira (7) queda de 17,5% no lucro líquido neste ano na comparação com os nove primeiros meses do ano passado. 

Mesmo assim, a concessionária que abastece 74 municípios de Mato Grosso do Sul ainda garantiu lucro de R$ 346,3 milhões desde o começo do ano, o que equivale a um superávit diário de R$ 1,28 milhão. No ano passado, em igual período, a empresa teve resultado de  R$ 419,9 milhões, ou R$ 1,55 milhão diários.

A retração do lucro líquido, conforme explica a própria empresa em seu balanço relativo ao terceiro trimestre do ano, "foi impactado pelo aumento das despesas financeiras, refletindo principalmente o maior custo da dívida".  Estas dívidas somam R$ 3, 791 bilhões.

Se não fossem os juros destas dívidas, o lucro da concessionária seria bem maior, pois a receita corrente líquida aumentou em 9,1% nos primeiros nove meses do ano, passando de R$ 3,251 bilhões para R$ 3,548 bilhões. 

Uma das explicações para a alta no faturamento é o crescimento de 1,5% no número de consumidores cativos, que passaram de 1,148 milhão  para 1,166 milhão de clientes. 

Mas, apesar do aumento de 18 mil consumidores, o faturamento com a venda de energia sofreu queda de 4,6% nos primeiros nove meses de 2025, ano em que as temperaturas foram mais amenas que em 2024. Nos setores comercial e industrial, esta queda foi bem mais significativa, de 24% e 21%, respectivamente. 

"Vale lembrar que no terceiro trimestre de 2024, o mercado havia registrado a maior alta em 23 anos (10,3%), em meio a temperaturas elevadas e consumo atípico na indústria. Já no terceiro trimestre de 2025 o clima foi mais frio", cita o texto do balanço.

Computando todos os tipos de clientes da Energisa, o consumo de energia caiu 8% no terceiro trimestre deste ano na comparação com igual período de 2025. O volume caiu de  967,1 gigawatt-hora para  889,8 GWh. A explicação foi a temperatura mais amena que no ano anterior. 

Mesmo com a retração na venda de energia, a empresa garante que elevou em 3,2% os investimentos neste ano, que passaram de R$ 536,3 milhões para R$  553,7  milhões ao longo dos primeiros nove meses. 

CONCESSÃO

Além de trazer as informações relativas às finanças, o balanço da Energisa informa também que está a um passo de conseguir renovar a concessão do serviço por mais 30 anos em Mato Grosso do Sul. 

O contrato atual foi assinado em 4 de dezembro de 1997 e vence no dia 3 de dezembro de 2027. Porém, a renovação precisa ser feita pelo menos dois anos antes desta data para não haver o risco de o serviço ficar sem empresa responsável pela manutenção.

Em 17 de junho deste ano a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) já aprovou a renovação do contrato e agora a Energisa aguarda somente uma análise do Tribunal de Contas da União e posterior assinatura de um novo contrato. A previsão é de que isso ocorra ainda neste ano.

 


 

EM IVINHEMA

MPE teme rompimento de rodovia e pede cumprimento de multa

Obras paliativas da Agesul não aguentou o volume de chuva de fevereiro e aumentou riscos de acidentes na rodovia

03/03/2026 10h03

Divulgação MPMS

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Por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Ivinhema, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) formalizou um pedido provisório de decisão ao Município e à Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), para que se cumpra o pagamento de multa em razão da degradação ambiental e risco viário na rodovia MS-141.

A motivação veio após denúncias de moradores da região, que apontaram escoamento desordenado de águas pluviais, acumuladas da chuva, vindas de áreas urbanas. O resultado ficou evidente com a erosão às margens da rodovia. 

Com isso, foram realizadas vistorias no local, e a confirmação foi que as medidas adotadas tanto pelo Município, representado pela Prefeitura de Ivinhema, quanto pela Agesul foram insuficientes. Notado que as obras paliativas realizadas na rodovia estadual não resistiu aos temporais do mês passado, o MPE configurou como descumprimento de liminar judicial anterior.

Ainda segundo o MPE, a falha nas estruturas resultou em:

  • invasão de lama na pista;
  • infraestrutura exposta;
  • e dano ambiental ampliado.

Porém, não apenas pela questão ambiental e a degradação do ambiente, em razão da segurança dos que ali transitam, o órgão também apontou que com a constante chuva, o volume da água invade a pista e cria 'rios' sobre o asfalto, o que aumenta o risco de aquaplanagem e acidentes fatais na rodovia.

Chuvas e pavimentações

Segundo relatório da Defesa Civil, em fevereiro foram 106,2 milímetros de chuva apenas entre os dias 22 e 23 do mês. Com isso o volume da água que acumulou na região gerou o rompimento de diversos pontos das obras de contenção feitas pela Agesul, no trecho que liga Ivinhema a Angélica.

Anteriormente, como já havia noticiado o Correio do Estado, no final do ano passado o Governo de MS, por meio da Agesul engatilhou 13 projetos de pavimentações no valor de R$ 2,6 bilhões. Entre as que estavam incluídas no pacote, estava a previsão de implantação de 68 quilômetros de asfalto ligando a BR-267 à cidade de Angélica, pela MS-141.

Em decisão liminar, o MPE havia determinado um período para que a situação fosse devidamente resolvida e houvesse cumprimento das obrigações, porém o prazo se encerrou sem que o problema fosse integralmente sanado.

Devido a negligência diante da ocorrência e precariedade das intervenções realizadas pela Agesul e pelo Município, o MPE solicitou que os envolvidos, e incluindo o Estado, comprovem que a situação foi controlada com a contenção imediata do escoamento de águas pluviais e a manutenção das estruturas de drenagem.

A aplicação de multa diária já foi determinada desde a decisão liminar, e em caso do não cumprimento da comprovação a multa seguirá fixa diariamente. O órgão ainda solicitou que os valores de multa vencidos em dezembro do ano passado sejam pagos imediatamente. O valor será revertido ao Fundo Municipal de Meio Ambiente de Ivinhema.

Segundo o Promotor de Justiça Allan Thiago Barbosa Arakaki, responsável pela ação, a área degradada atualmente é maior do que a registrada no início do processo. A cada chuva a rodovia está sujeita a maior degradação, e até mesmo o rompimento dela, além do aumento de risco de acidentes devido a água.

"Evidencia-se o agravamento do quadro de dano e do risco à integridade dos usuários da via e dos moradores da região", destaca.

O MPE ainda anexou fotos e vídeos enviados pelos moradores da região, que relataram o medo constante de tragédias em dias de chuvas. No documento, as imagens mostram galerias entupidas e o avanço das voçorocas que ameaçam casas próximas do local.

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Infraestrutura

Com verba federal, Estado prevê R$ 9 milhões em asfalto nas Moreninhas

Edital prevê investimento milionário em recapeamento e asfalto novo nos bairros Moreninhas III e IV, na Capital

03/03/2026 09h33

Uma semana antes, o secretário da Casa Civil, Walter Carneiro Júnior, esteve na Rua Antônio Pires, nas Moreninhas IV, onde anunciou o lançamento do processo licitatório para obras de asfalto na região

Uma semana antes, o secretário da Casa Civil, Walter Carneiro Júnior, esteve na Rua Antônio Pires, nas Moreninhas IV, onde anunciou o lançamento do processo licitatório para obras de asfalto na região Reprodução Redes Sociais

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O Governo do Estado lançou, nesta quarta-feira (03), edital de licitação para investimento de R$ 9 milhões em obras de recapeamento e asfalto novo nos bairros Moreninhas III e IV.

Por meio das redes sociais, no Instagram, o secretário da Casa Civil, Walter Carneiro Júnior, esteve na Rua Antônio Pires, localizada na Moreninhas IV, e informou que o trabalho representa a quarta etapa das obras de infraestrutura.

Segundo a publicação, os bairros irão receber obras de drenagem pluvial e restauração do pavimento asfáltico, no valor estimado de R$ 9.105.378,89.

“A gente conclui o processo licitatório daqui a uns dias, da quarta etapa do asfalto que vai atender as Moreninhas III e IV, em uma articulação com a bancada federal e em parceria forte entre Estado e Prefeitura”, disse o secretário.

Região Sul

No dia 16 de janeiro, a Agência Estadual de Gestão e Empreendimentos (Agesul) divulgou o edital de licitação do chamado lote 01, com investimento de R$ 20.981.386,66, no qual 16 ruas e avenidas do Bairro Itamaracá, localizado na Região Sul, receberão recapeamento ou asfalto novo.

Como acompanha o Correio do Estado, a obra prevê o recapeamento de cerca de seis quilômetros de asfalto e a implantação de cinco quilômetros de asfalto novo no bairro.

A previsão é que o trabalho seja concluído em até dois anos, conforme consta no edital.

A licitação contempla a pavimentação da Rua Salomão Abdalla e a abertura de vias em meio a pastagens, dando continuidade a um novo acesso às Moreninhas, que ainda não tem previsão de conclusão, segundo a Agesul.

A primeira etapa desse projeto, que prevê a construção de uma nova avenida de acesso às Moreninhas, começou em dezembro de 2022. A primeira fase está pronta há quase um ano. Nessa etapa, o Governo do Estado já investiu R$ 53,24 milhões.

O problema é que, sem a segunda etapa, o asfalto novo da primeira fase (Avenida Alto da Serra) liga as Moreninhas a uma área de pastagem.

Trechos do asfalto, a drenagem, a ciclovia e até boa parte do paisagismo estão sendo utilizados pelos moradores da região. Mas, a obra tem o objetivo principal de desafogar o trânsito de avenidas como Guaicurus, Costa e Silva e Guri Marques, o que será possível depois da conclusão da segunda etapa. 

** Colaborou Neri Kaspary

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