Cidades

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Ataques de escorpião crescem e média chega a um por dia em Campo Grande

Combinação de umidade e altas temperaturas gera proliferação de escorpiões na periferia

Anny Malagolini

25/03/2015 - 13h30
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As altas temperaturas e o número de chuvas que caíram na Capital desde o começo do ano são o principal fator que justifica a proliferação de insetos e o surgimento de escorpiões na cidade. O aumento de acidentes com esses animais foi registrado por moradores, e a  Secretaria de Saúde de Campo Grande (Sesau) já calcula mais de uma vítima por dia por picadas de escorpião. De janeiro a fevereiro de 2015,  já foram registradas 82 ocorrências no município. No ano passado, mais de 433 casos foram notificados. Em Campo Grande, não há registro de morte devido a ataque de escorpião desde 2011.

A dona de casa Elena Barbosa, 45 anos, guarda em casa como “recordação” um pote com os escorpiões que encontrou em casa no período de um mês; são quase 20. Ela conta que os insetos surgiram em março, principalmente no banheiro de casa, e um deles chegou a picar o esposo, que,  por sorte, não teve nenhum ferimento grave. 

A preocupação, de acordo com Elena, é com a filha de 10 anos. Para se precaver da infestação, a dona de casa adotou algumas medidas. Todos os dias, ela passa veneno na casa e o cuidado com a limpeza do quintal foi redobrado. 

Mas, para que os escorpiões não voltem a aparecer, a vizinhança também tem que dar continuidade aos cuidados, fazendo a manutenção dos quintais, mas esse é o problema encontrado pela moradora. “Os vizinhos jogam lixo no bueiro, não cuidam da limpeza, então não adianta eu fazer minha parte”, denuncia. 

De acordo com a Bióloga Sílvia Barbosa do Carmo, chefe de controle de animais peçonhentos do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ),  o risco de encontrar o escorpião é maior na área central da Capital, principalmente em locais próximos aos córregos. Segundo ela, há uma grande colônia do aracnídeo nestes canais. Sílvia também aponta bairros como Moreninhas e Coophamat como os que mais registram casos de picadas. A maior incidência de casos é registrada de dezembro a maio, devido às altas temperaturas e às chuvas frequentes, um convite à proliferação do animal. 

O mau hábito da população é a grande preocupação da profissional, e indica a medida principal para evitar os animais em casa, fazendo barreiras físicas, bem como conservando o imóvel livre de rachaduras, quintal limpo, ralo devidamente tampado.  

O Centro Integrado de Vigilância Toxicológica (Civitox)  registrou, somente neste começo de ano, mais de 50 ataques de escorpião. Em 2014, segundo o centro, ocorreram 260 registros de casos envolvendo o animal peçonhento.

O recomendado, em casos de acidentes com o animal, é que a pessoa não deve ingerir  medicamentos sem orientação médica, não jogar substância química no local e nem amarrar a área picada. Se possível, levar o animal para que seja identificado, assim, a vítima da picada deverá receber o tratamento específico.

SUÁSTICA

Mulher trans é capturada após ser agredida por ex e marcada com símbolo nazista

A vítima relata que sofreu golpes com um taco de sinuca e uma vassoura, além de socos, joelhadas e pisões; o caso ocorreu em Ponta Porã

14/03/2026 17h20

Delegacia de Ponta Porã

Delegacia de Ponta Porã Foto: Divulgação/PCMS

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Na madrugada deste sábado (14), a Polícia Militar atendeu uma ocorrência de agressão e possível cárcere privado, no município de Ponta Porã, localizado a cerca de 313km de Campo Grande. O resgate de uma mulher trans aconteceu em frente à rodoviária da cidade. De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima apresentava múltiplas lesões graves, incluindo uma queimadura distintiva no braço esquerdo, descrita como tendo formato semelhante ao símbolo da suástica nazista.

Além disso, os policiais constataram diversos ferimentos pelo corpo, como hematomas na cabeça. A Polícia Civil investiga que o caso se trata de um cenário de violência planejada e tortura. A vítima foi encontrada pela equipe após uma denúncia via sistema informatizado (CADG).

Em seu relato inicial aos policiais, a vítima informou que havia sido levada, junto de seu então companheiro, à residência de duas outras pessoas, onde começaram as agressões em um escritório do imóvel e terminou na área externa.

Ainda de acordo com seu relato, ela teria sofrido golpes com um taco de sinuca e uma vassoura, além de socos, joelhadas e pisões. Ao tentar pedir por socorro, a vítima contou que seu celular foi danificado com uma faca por uma das envolvidas.

A mulher conta também que teve uma ordem de um dos acusados para que outra pessoa aquecesse uma faca, a qual foi usada para causar a queimadura com o desenho de suástica no braço esquerdo dela.

A Polícia Militar se dirigiu à residência indicada, onde, nas proximidades, um dos suspeitos foi localizado e imediatamente reconhecido pela vítima, sendo dada voz de prisão.

Em conversa com os policiais, o indivíduo admitiu ter desferido dois socos e confessou ter segurado a vítima enquanto os outros envolvidos a agrediam.

Posteriormente, os policiais foram à residência dos outros dois envolvidos. Após tentativas de contato e com o apoio de oficiais da Força Tática, um dos moradores abriu a porta e iniciou a conversa com as autoridades.

Todos os envolvidos foram conduzidos à 1ª Delegacia de Polícia Civil de Ponta Porã. A perícia esteve no local dos fatos, onde, no entanto, não foram localizados objetos ilícitos.

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SAÚDE

Ministério abre 310 vagas de especialização em enfermagem neonatal

A iniciativa prioriza profissionais das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde há maior carência desse tipo de especialização

14/03/2026 15h45

Inscrições vão de 16 de março a 6 de abril em plataforma online

Inscrições vão de 16 de março a 6 de abril em plataforma online Divulgação: Prefeitura de Manaus

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O Ministério da Saúde lançou edital com 310 vagas para a Especialização em Enfermagem Neonatal, voltada a profissionais que atuam em unidades neonatais de referência do Sistema Único de Saúde (SUS). O investimento previsto é de R$ 2,6 milhões.

As inscrições ocorrem de 16 de março a 6 de abril, por meio da plataforma SIGA-LS. A iniciativa prioriza profissionais das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde há maior carência desse tipo de especialização.

Objetivo

Segundo o Ministério da Saúde, a iniciativa busca ampliar a qualificação da força de trabalho no SUS e melhorar o atendimento a mulheres e recém-nascidos.

“Nosso objetivo é fortalecer e valorizar a enfermagem no âmbito do SUS, além de qualificar a oferta dos serviços. Ao atacar desigualdades históricas, fortalecemos a resolutividade nas redes regionais”, afirmou em nota o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço.

A ampliação do número de especialistas em enfermagem neonatal busca melhorar o atendimento aos recém-nascidos no SUS. Entre os benefícios esperados estão identificação precoce de riscos, manejo clínico adequado e intervenções seguras, o que pode contribuir para a redução de óbitos evitáveis.

Formação

O curso será executado pelo Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira, da Fundação Oswaldo Cruz.

Com duração de 14 meses, a especialização integra o Programa Agora Tem Especialistas e pode aumentar em mais de 30% o número de enfermeiros neonatais que atuam no SUS.

Distribuição

Das 310 vagas ofertadas:

  • 206 são destinadas a capitais (66%);
  • 104 a municípios do interior (34%).

A distribuição regional prevê:

  • 56 vagas no Centro-Oeste;
  • 182 vagas no Nordeste;
  • 72 vagas no Norte.

Os profissionais selecionados atuarão em 64 hospitais distribuídos em 36 municípios. O edital também reserva 172 vagas para ações afirmativas.

Saúde feminina

A formação faz parte de um conjunto de ações do Ministério da Saúde voltadas ao fortalecimento da assistência obstétrica e neonatal.

Em 2025, a pasta destinou R$ 17 milhões para a Especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne.

O curso reúne 760 profissionais de enfermagem, em parceria com 38 instituições de ensino.

A iniciativa é executada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com apoio da Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras, e prioriza profissionais que atuam em regiões interiorizadas e na Amazônia Legal, com foco na ampliação do acesso à formação especializada.

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