Cidades

Educação

Educação: aulas presenciais na rede estadual voltam em 2021, diz governador

Protocolo de segurança a alunos, professores e administrativo está sendo montado pelas secretaria de Saúde e Educação

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As aulas presenciais na rede estadual de ensino voltarão ano que vem. Segundo o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, o retorno às aulas era decisão tomada, mas só acontecerá após protocolo de segurança.

“As aulas voltam sim. Só estamos definindo algumas estratégias do retorno com um grande protocolo de segurança aos alunos, professores e setor administrativo escolar, mas já está certo que elas retornarão”, disse o governador em coletiva de imprensa realizada na governadoria na manhã desta quinta-feira (12).

Além do governo do Estado de MS, a Defensoria Pública e Ministério Público estão envolvidos na organização destes protocolos de segurança com as Secretarias de Saúde e Educação.

TRANSPARÊNCIA

SEMED ignora mais de 600 denúncias de crimes e assédio e vira alvo do MPE

Ouvidoria da Prefeitura de Campo Grande tem irregularidades na transparência e deixa denúncias de lado com sistema instável

03/02/2026 10h48

SEMED vira alvo de MPE após falta de transparência em mais de 600 denúncias de crimes e assédios deixados de lado

SEMED vira alvo de MPE após falta de transparência em mais de 600 denúncias de crimes e assédios deixados de lado Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Por meio do Diário Oficial desta terça-feira, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPE) divulgou uma série de recomendações para a Secretaria Municipal de Educação (SEMED) após mais de 600 denúncias de crimes e assédio constarem em registros sem andamento ou qualquer outro tipo de atitude por parte do órgão municipal.

A publicação aponta a Ouvidoria com "irregularidades em sua operacionalização", e tira dela o seu papel de funcionalidade de atendimento por uma educação inclusiva, o que de acordo com o texto, compromete diretamente o acesso do canal de "escuta, reclamação e denúncia, essenciais à tutela dos direitos educacionais de crianças, adolescentes assim como dos pais".

Entre as irregularidades apresentadas devido a "equívocos e falhas estruturais da Ouvidoria", a falta de transparência da Prefeitura de Campo Grande e Secretaria Municipal de Educação foi o que colocou o órgão municipal na mira do MPE.

No texto, também foi apontado a não padronização de fluxos para resolver as reclamações e denúncias; a irrastreabilidade após protocolamento; ausência de independência do canal; e inexistência de integral acesso dos usuários às denúncias que protocolizaram.

Ainda de acordo com o documento, a consulta dos processos das denúncias pode ser feita por meio do Painel 'Resolveu', em que a Ouvidoria do município está vinculada e deve ser atualizada diariamente. Porém, na última quarta-feira (28), o MPE acessou ao site com direcionamento para o canal de denúncias da Prefeitura de Campo Grande e verificou mais de 600 manifestações direcionadas a SEMED, com matérias sensíveis de crimes e assédios na educação, mas nenhuma possui registros de resposta, arquivamento ou mesmo encaminhamento para tomar alguma medida.

Segundo o texto, a situação foge da dinâmica de transparência da administração pública quanto ao que condiz com a funcionalidade e eficácia da Ouvidoria Municipal. Diante disso, uma série de exigências foram feitas a SEMED, sendo elas:

Transparência e acesso à informação

  • Assegurar acesso claro e compreensível às informações relativas à manifestação ao usuário que a registrou, incluindo o teor integral do registro efetuado, resguardados os dados legalmente protegidos por sigilo;
  • Disponibilizar mecanismo que permita ao usuário acompanhar o andamento da manifestação, com indicação do setor responsável, status do tratamento e conclusão adotada.

Padronização e rastreabilidade dos fluxos

  • Instituir e formalizar fluxograma padronizado para o recebimento, triagem, encaminhamento, acompanhamento e encerramento das manifestações, com critérios objetivos definidos;
  • Garantir a correta geração, comunicação e correspondência dos números de protocolo, evitando erros formais que comprometam a rastreabilidade das demandas.

Diferenciação de naturezas sensíveis

  • Estabelecer procedimentos específicos para o tratamento de denúncias sensíveis, especialmente envolvendo supostas irregularidades praticadas por gestores escolares ou integrantes da cadeia hierárquica da SEMED;
  • Estabelecer a necessidade do encaminhamento obrigatório às instâncias administrativas competentes (corregedoria, autoridade superior ou setor jurídico), quando cabível, com registro formal do encaminhamento e da comunicação deste ao denunciante.

Proteção ao denunciante

  • Adotar medidas institucionais voltadas à proteção do denunciante, inclusive contra retaliações institucionais diretas ou indiretas, assegurando o sigilo e a confidencialidade das informações, quando solicitado ou necessário;
  • Orientar os servidores quanto à existência e ao correto funcionamento dos canais de denúncia, reforçando a cultura de integridade e controle interno.

Plataforma tecnológica adequada

  • Efetivar a alimentação dos dados na plataforma Fala.BR.

Capacitação e monitoramento

  • Promover capacitação periódica dos servidores lotados na Ouvidoria da SEMED, com foco na legislação aplicável, padronização de procedimentos e atendimento humanizado;
  • Instituir mecanismos de avaliação periódica do funcionamento da Ouvidoria da SEMED, com indicadores de desempenho e qualidade.

Ouvidoria-Geral

Além das exigências feitas a SEMED, ainda foram direcionadas à Controladoria-Geral do Município outras exigências, como adoção de providências administrativas em que a Ouvidoria-Geral se vincula para que tenha verificação e regularização das manifestações; apuração dos motivos de inconsistência; fiscalização das unidades responsáveis pela atualização dos dados no sistema; implementação de medidas imediatas referentes a transparência das denúncias quanto a rastreabilidade.

Ainda foi exigido a comprovação por meio de documentação as providências tomadas, e encaminhamentos realizados de outras 604 denúncias registradas na Plataforma Fala.BR durante 2025 que também não há registros de transparência.

Para isso, foi dado aos órgãos municipais o prazo de 30 dias para devolutiva com as medidas que serão implementadas.

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PREFEITURA

'Quebrada', Campo Grande banca servidores cedidos a TJMS e Senado

Mesmo em ajuste fiscal e com alto endividamento, prefeitura mantém pagamento de salários de servidores cedidos a órgãos com ampla capacidade orçamentária

03/02/2026 09h45

Decretos publicados em edição extra do Diário Oficial do Município, na segunda-feira (2), autorizaram a cessão de servidores para esses órgãos com ônus para a origem

Decretos publicados em edição extra do Diário Oficial do Município, na segunda-feira (2), autorizaram a cessão de servidores para esses órgãos com ônus para a origem Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Mesmo enfrentando um cenário de restrição fiscal e ajuste nas contas públicas, a Prefeitura de Campo Grande segue arcando com o pagamento de servidores municipais cedidos a órgãos com ampla capacidade financeira, como o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS), a Câmara Municipal e o Senado Federal.

Decretos publicados em edição extra do Diário Oficial do Município, na segunda-feira (2), autorizaram a cessão de servidores para esses órgãos com ônus para a origem, o que significa que os salários continuam sendo pagos integralmente pela administração municipal, embora os profissionais passem a atuar fora da estrutura da prefeitura.

Entre os servidores cedidos há profissionais de diferentes áreas da administração municipal, como professora da rede pública, motorista, assistentes administrativos, auxiliar social e servidores da área da saúde.

A situação chama atenção diante da diferença orçamentária entre o município e os órgãos beneficiados. Apenas o TJMS elevou seu orçamento em 7,3% para este ano, passando de R$ 1,365 bilhão para R$ 1,465 bilhão. Desse total, cerca de 90% são destinados à folha de pagamento de aproximadamente 5 mil servidores e 230 magistrados.

Apesar desse cenário, Campo Grande mantém o custeio de servidores cedidos a instituições que, individualmente, possuem orçamento superior ao do próprio município para determinadas áreas, como pessoal e custeio administrativo.

A manutenção dessas cessões ocorre em meio a um processo de ajuste fiscal da prefeitura. O município aderiu ao Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF) com passivos que somam R$ 54,8 milhões em dívidas a serem renegociadas nos próximos anos.

Segundo dados apresentados à União, a dívida consolidada de Campo Grande chegou a R$ 845,1 milhões no segundo semestre de 2025. No mesmo período, houve queda nos indicadores de liquidez, refletindo o crescimento das obrigações financeiras acima da Receita Corrente Líquida.

Embora o município tenha reduzido o percentual da despesa com pessoal em relação à receita que ficou em 53,84% em 2024, o próprio Executivo reconheceu que o controle desses gastos é fundamental para preservar a capacidade financeira da administração.

Além disso, desde 2022 os servidores municipais não recebem o reajuste linear anual previsto na Constituição Federal, o que amplia o contraste entre o discurso de contenção de despesas e a manutenção de custos com pessoal cedido a outros poderes.

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