Cidades

USO DE PRODUTOS QUÍMICOS

Aumenta destruição da camada de ozônio, dizem cientistas

Aumenta destruição da camada de ozônio, dizem cientistas

agência brasil

05/04/2011 - 12h20
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A Organização Mundial de Meteorologia (cuja sigla em inglês é WMO) identificou um aumento na destruição na camada no Ártico. A perda é considerada inédita, mas não inesperada. A principal causa da destruição é a elevação no uso de produtos químicos presentes em aerossóis, geladeiras e extintores de incêndio. A camada de ozônio é a que protege a vida no planeta dos efeitos nocivos dos raios ultravioleta.

O aumento da quantidade de gases de efeito estufa geram altas temperaturas na superfície da terra. Desde o final de março, a região considerada mais afetada pela destruição da camada de ozônio estende-se entre a Groenlândia e a Escandinávia. As medições mostram que a perda de ozônio ocorre entre 15 e 23 quilômetros acima do solo. Na região, mais de dois terços do ozônio foram destruídos até o momento.

De acordo com os cientistas, a tendência é que a radiação de raios ultravioleta não aumente nas regiões mais frias com mesma intensidade que nas áreas tropicais. Os raios ultravioleta (UV-B) têm sido associados ao aparecimento de câncer de pele, catarata e danos ao sistema imunológico humano.

O estudo divulgado hoje (5) informa ainda que a destruição do ozônio estratosférico é mais intensa nas regiões polares, quando as temperaturas caem abaixo de – 78 graus Celsius (ºC). "A perda de ozônio, pela experiência, depende das condições meteorológicas. A perda de ozônio em 2011 mostra que temos de permanecer vigilantes e manter um olhar atento sobre a situação no Ártico nos próximos anos ", disse o secretário-geral da organização, Michel Jarraud.

Um acordo internacional, firmado por vários países, define uma série de medidas para a recuperação da camada de ozônio. As medidas incluem iniciativas que devem ser implementadas até 2060.

Sem o Protocolo de Montreal, segundo os especialistas, a destruição na camada de ozônio poderia ser mais intensa. De acordo com os peritos, a lenta recuperação da camada de ozônio se deve ao fato de que as substâncias que a destroem permanecem na atmosfera por várias décadas.
 

CAMPO GRANDE (MS)

Primeira onda de frio do inverno faz prefeitura reabrir abrigo noturno

Marmitas, cobertas e agasalhos serão distribuídos aos moradores de rua

22/06/2026 16h15

População de rua poderá dormir em local quentinho

População de rua poderá dormir em local quentinho DIVULGAÇÃO/PMCG

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Ponto de acolhimento para população de rua está novamente aberto, de terça-feira (23) a quinta-feira (25), no Parque Ayrton Sena, localizado na rua Jornalista Valdir Lago, bairro Aero Racho, em Campo Grande.

Os pets também são bem-vindos. A reabertura ocorre devido a chegada da primeira onda de frio do inverno, com previsão de chuvas, ventos, trovoadas, relâmpagos e baixíssimas temperaturas, que podem chegar aos 11°C.

O abrigo estará de portas abertas a partir das 18 horas, com ambiente aquecido, colchão, coberta, agasalhos, jantar (marmitas), água, alimentação para pets (ração) e atendimento médico humano (aos moradores de rua) e atendimento médico veterinário (aos pets). A Guarda Civil Metropolitana (GCM) faz a segurança do local.

Após o pernoite, os acolhidos serão encaminhados ao Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP), onde terão acesso a café da manhã, almoço e lanche da tarde, além de serviços oferecidos pela Secretaria de Assistência Social (SAS).

Na quinta-feira (25), equipes da Superintendência de Política de Direitos Humanos (SDHU), Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (EMHA) e da Fundação Social do Trabalho (Funsat) realizarão um atendimento integrado no local.

Ao todo, 323 pessoas já foram acolhidas no abrigo, sendo 250 na primeira onda de frio do ano (9, 10 e 11 de maio) e 73 na segunda onda de frio do ano (18 de maio).

Durante as ações, também foram distribuídas 400 marmitas e 280 cobertores, tanto no ponto de apoio quanto durante as abordagens noturnas realizadas pelo Serviço Especializado em Abordagem Social (Seas).

O ponto de acolhimento pertence a Secretaria de Assistência Social (SAS) - Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG).

FRIO

Inverno começou às 04h24min deste domingo (21 de junho) e terminará às 20h05min de 22 de setembro de 2026.

A primeira onda de frio começa nesta terça-feira (23) e vai até sexta-feira (26). A temperatura mínima pode variar entre 5°C e 12°C em Mato Grosso do Sul.

Onda de frio é um evento climático caracterizado por uma queda significativa na temperatura do ar, que permanece abaixo de um determinado limiar por vários dias consecutivos.

Também é caracterizada pelo arrefecimento do ar, com rápida queda de temperatura em um período de 24 horas. Esse fenômeno pode causar geada, e em alguns locais, até neve.

Normalmente, está associada à irrupção de ar muito frio causada pelo deslocamento de uma massa de ar polar ou de alta latitude para latitudes mais baixas.

Violência

Jovem desaparecido é encontrado enterrado em mata; polícia apura crime em MS

Corpo estava a mais de um metro de profundidade; vítima era irmão de rapaz morto a tiros em crime que chocou a cidade em 2023

22/06/2026 15h42

Foto: Rede Social

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O desaparecimento de um jovem de 21 anos terminou de forma trágica em Três Lagoas. Após horas de buscas e denúncias recebidas por investigadores, equipes das forças de segurança localizaram o corpo de Ryan Veiga de Oliveira enterrado em uma área de mata próxima à Estrada do Porto de Areia, na zona rural do município.

A descoberta ocorreu no fim da tarde deste domingo (21) e mobilizou policiais civis, peritos da Polícia Científica e militares do Corpo de Bombeiros.

O local indicado pelas informações recebidas pelas autoridades apresentava sinais de movimentação recente na areia, o que levantou suspeitas e levou ao início das escavações.

Durante os trabalhos, os agentes encontraram o corpo enterrado a aproximadamente 1,20 metro de profundidade. A cena chamou a atenção pela forma como a vítima foi ocultada, indicando uma possível tentativa de dificultar a localização do cadáver e atrasar as investigações.

Ryan estava desaparecido desde sábado (20) e vinha sendo procurado por familiares e amigos, que utilizaram redes sociais para divulgar informações e pedir ajuda da população.

A confirmação da identidade ocorreu após a remoção do corpo para o Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol), onde familiares realizaram o reconhecimento oficial.

As primeiras análises apontam que o jovem apresentava ferimentos na região da cabeça. A suspeita inicial é de que tenha sido vítima de agressões provocadas por objeto contundente, embora a causa exata da morte ainda dependa da conclusão dos exames necroscópicos e dos laudos periciais.

Após a retirada do corpo, equipes da Perícia Criminal realizaram os levantamentos técnicos na área em busca de vestígios que possam ajudar a esclarecer a dinâmica do homicídio. Materiais coletados no local serão analisados pelos investigadores nos próximos dias.

A Polícia Civil instaurou inquérito e trabalha para identificar os autores do crime, além de esclarecer a motivação e as circunstâncias que levaram à morte do jovem. Até o momento, ninguém havia sido preso.

Histórico familiar marcado pela violência

A morte de Ryan reacende uma tragédia já vivida pela família há três anos. Ele era irmão de Richard Veigas de Oliveira, de 19 anos, vítima de um homicídio registrado em junho de 2023 em Três Lagoas.

Na ocasião, Richard foi atingido por um disparo na nuca durante uma discussão envolvendo uma brincadeira com pipas no loteamento Orestes Prata Tibery (O.T.). O jovem permaneceu internado por vários dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Auxiliadora, mas não resistiu aos ferimentos.

As investigações daquele caso apontaram Lucas Frazão da Silva, conhecido como "Baianinho", como autor do disparo. A Polícia Civil também identificou outro envolvido que teria contribuído para o conflito que resultou na morte.

Região já registrou outros homicídios

O local onde Ryan foi encontrado fica em uma área afastada da zona urbana e já apareceu em investigações de outros crimes violentos. Em maio de 2025, a região foi cenário da localização do corpo de Kauan Ferreira da Silva, de 18 anos, em circunstâncias semelhantes.

A repetição de ocorrências na área reforça a preocupação das autoridades com a utilização de regiões isoladas para ocultação de cadáveres e dificulta o trabalho investigativo, especialmente quando há tentativa de esconder vestígios do crime.

Enquanto aguarda os resultados dos laudos periciais, a Polícia Civil concentra esforços na reconstituição dos últimos passos de Ryan Veiga de Oliveira.

A expectativa é que depoimentos, imagens e análises técnicas auxiliem na identificação dos responsáveis pelo homicídio e no esclarecimento do que aconteceu entre o desaparecimento do jovem e a descoberta do corpo enterrado na mata.

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