O jovem Jhonatan Batista de Souza, de 22 anos, baleado com dois tiros na cabeça, por volta das 7h de ontem (10), na avenida Otacílio Severo dos Santos, em Coxim, teve morte cerebral confirmada pela família nesta segunda-feira (12), após dois dias internado na Santa Casa da Capital.
Irami Afonso de Souza, de 49 anos, que é pai do jovem disse ao Edição de Notícias que recebeu a informação de que o filho teve morte cerebral confirmada no domingo (11). Ele seguiu para a Santa Casa da Capital nesta segunda-feira (12), para autorizar o desligamento dos aparelhos que ainda mantêm o filho respirando. Jhonatan permanece internado numa ala da UTI (Unidade de Terapia Intensiva).
Segundo o Corpo de Bombeiros, que prestou os primeiros socorros a vítima, o jovem sofreu afundamento de crânio com exposição de massa encefálica. Ele foi levado para o Hospital Regional Álvaro Fontoura em Coxim, porém seu estado de saúde era considerado grave e ele precisou ser transferido com urgência para Campo Grande.
O corpo de Jhonatan será trazido para Coxim, onde deve ser velado e sepultado. Ele morava com a família no bairro Mendes Mourão.
O crime
Jhonatan Batista de Souza, de 22 anos, foi alvejado com dois tiros na cabeça disparados por Naberson Gregório da Silva, de 22 anos, com um revólver de calibre 22.
A vítima foi segurada por Maycon Luan Vieira Barbosa, de 22 anos, mais conhecido como “Espanhol Joe loko”. O terceiro envolvido é Wiliam Miranda da Silva, que disse ter 28 anos e ser primo de Silva.
Segundo informações de Josimar Schimanski, que testemunhou o crime, os jovens passaram a noite bebendo em um bar na rua Presidente Vargas, quando saíram e foram para o seu estabelecimento, na mesma avenida.
Depois de uma pequena confusão, o quarteto decidiu ir embora, a vítima separada do trio, mas pegaram o mesmo caminho. Jhonatan porque provavelmente iria para casa, no bairro Mendes Mourão e os outros envolvidos para pegar um VW Gol, estacionado na avenida onde tudo ocorreu.
Como o trio saiu sem pagar as duas cervejas que ingeriu, Schimanski foi atrás para cobrar o consumido, foi quando viu um dos envolvidos pegando a arma no carro. Imaginando que seria alvejado, o proprietário do bar recuou, mas a vítima foi o trabalhador rural.
A arma do crime foi encontrada num terreno baldio, próximo ao local.


