Cidades

CAMPO GRANDE

Banco é condenado a pagar R$ 10 mil após cobrar cliente por dívida já quitada

Consumidor recebeu ligações diárias, inclusive no trabalho, mesmo após quitar financiamento; juiz considerou situação constrangedora e determinou indenização por danos morais

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A 4ª Vara Cível de Campo Grande condenou uma instituição bancária a indenizar um consumidor em R$ 10 mil por danos morais após a manutenção de cobranças indevidas mesmo com o financiamento totalmente quitado.

De acordo com o processo, o cliente pagou as 48 parcelas previstas em contrato e encerrou a dívida. Ainda assim, passou a receber ligações frequentes de cobrança relacionadas a um débito que já não existia. As chamadas eram direcionadas ao celular, telefone residencial e até ao local de trabalho do consumidor.

Conforme relato apresentado à Justiça, os contatos ocorriam diversas vezes ao dia e incluíam menções à possível apreensão do veículo financiado. Familiares e colegas de trabalho também teriam sido procurados pelos cobradores, o que teria ampliado o constrangimento.

Durante o processo, duas testemunhas confirmaram a frequência das ligações, que chegavam a ultrapassar dez tentativas diárias. Uma delas afirmou que os cobradores falavam abertamente sobre a existência de um “débito em aberto” e sobre o risco de perda do bem, inclusive no ambiente profissional do autor da ação. A situação, segundo os depoimentos, gerou comentários entre colegas e exposição indevida do consumidor.

Na defesa, o banco sustentou que não houve irregularidade e alegou ausência de provas das ligações. No entanto, o juiz Walter Arthur Alge Netto entendeu que ficou demonstrado nos autos que a dívida estava quitada e que as cobranças foram realizadas de forma indevida.

Na sentença, o magistrado destacou que, conforme o Código de Defesa do Consumidor, instituições financeiras respondem objetivamente por falhas na prestação de serviço. Também ressaltou que o consumidor não pode ser submetido a constrangimento ou exposição vexatória em razão de cobrança de dívida.

Para o juiz, a insistência nas ligações e a divulgação da suposta inadimplência no ambiente de trabalho ultrapassaram o mero aborrecimento cotidiano e atingiram a honra e a dignidade do autor.

Além da indenização por danos morais, o banco deverá pagar as custas processuais e honorários advocatícios fixados em 15% sobre o valor da condenação. O montante ainda será corrigido monetariamente e acrescido de juros.

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CAMPO GRANDE

Discussão entre colegas de trabalho termina em morte dentro da Ceasa-MS

Homem foi esfaqueado durante briga em empresa permissionária instalada nas Centrais de Abastecimento; suspeito permaneceu no local e acabou preso em flagrante

30/05/2026 14h00

Caso ocorreu na área operacional da Ceasa-MS, em Campo Grande, durante a madrugada deste sábado (30)

Caso ocorreu na área operacional da Ceasa-MS, em Campo Grande, durante a madrugada deste sábado (30) Dourados Agora

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Uma discussão entre dois funcionários de uma empresa permissionária instalada dentro da Ceasa-MS terminou em homicídio na madrugada deste sábado (30), em Campo Grande.

O crime ocorreu por volta das 4h, em uma área operacional das Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul. De acordo com informações preliminares, os dois trabalhadores atuavam na mesma empresa quando iniciaram um desentendimento que evoluiu para agressão física.

De acordo com o portal Dourados Agora, durante a briga, a vítima teria desferido um tapa no rosto do colega. Em seguida, o outro funcionário reagiu utilizando uma faca e atingiu o homem na região do tórax.

A vítima não resistiu ao ferimento e morreu ainda no local. Após o ocorrido, o autor permaneceu na área da empresa até a chegada das equipes policiais.

O suspeito foi preso em flagrante e encaminhado para a delegacia por volta das 4h30. Informações iniciais apontam que ele não possuía antecedentes criminais.

Em nota, a Ceasa-MS confirmou que a ocorrência envolveu funcionários de uma empresa permissionária instalada em sua área operacional e informou que acompanha o caso.

“A administração da Ceasa/MS acompanha a situação e está à disposição para colaborar com as investigações, fornecendo as informações que forem solicitadas pelos órgãos competentes”, informou o comunicado.

A Polícia Civil investiga as circunstâncias do crime e a motivação da discussão que terminou em morte.

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POLÍCIA

Homem é morto a facadas em via pública em São Gabriel do Oeste

Conhecido como "Xuruca", John Maycon da Silva de Jesus, de 32 anos, foi encontrado ferido em uma rua do Jardim Gramado e morreu antes de receber atendimento médico

30/05/2026 13h30

Polícia Militar isolou a área para os trabalhos da perícia e início das investigações sobre o homicídio

Polícia Militar isolou a área para os trabalhos da perícia e início das investigações sobre o homicídio Reprodução/Idest

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Um homem identificado como John Maycon da Silva de Jesus, de 32 anos, conhecido pelo apelido de "Xuruca", foi assassinado a facadas na noite de sexta-feira (29), em São Gabriel do Oeste, município localizado a cerca de 140 quilômetros de Campo Grande.

De acordo com o portal de notícias Idest, o crime ocorreu na esquina das ruas Anhumas e Sabiá, nas proximidades da Escola Estadual Professora Creuza Aparecida Della Coleta, no bairro Jardim Gramado.

A Polícia Militar foi acionada após moradores informarem, por meio do telefone 190, que havia uma pessoa caída na via pública. Ao chegarem ao endereço, os policiais encontraram a vítima com diversos ferimentos provocados por arma branca.

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros também foram mobilizadas para prestar socorro. No entanto, conforme informações repassadas pelos socorristas, John Maycon já estava em parada cardiorrespiratória quando recebeu atendimento.

A morte foi constatada ainda no local. Após a confirmação do óbito, a área foi isolada para o trabalho da Perícia Científica e da Polícia Civil, que realizaram os levantamentos iniciais para esclarecer as circunstâncias do crime.

A Polícia Civil instaurou inquérito e investiga a autoria e a motivação do homicídio. Até a publicação desta matéria, nenhum suspeito havia sido identificado ou preso.

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