Cidades

guerra de facções

Bandidos invadem ginásio e executam jovem e professor que tentou protegê-lo

Professor era funcionário público de Sonora. Assassinos foram presos na noite desta sexta-feira na cidade de Coxim, a 110 km do local do crime

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Execuções em plena luz do dia estão longe de ser algo raro em cidades da região de fronteira com o Paraguai. Agora, porém, acontecem também a centenas de quilômetros, como ocorreu nesta sexta-feira (15) em Sonora, na região norte, já perto da divisa como Mato Grosso, onde um professor e um  jovem de 21 anos foram executados próximo a uma escola. Os dois assassinos foram presos na madrugada deste sábado, em Coxim, a 110 quilômetros do local do crime.

A suspeita principal é de que o duplo homicídio, que vitimou o professor Jair Ferreira Jara, de 49 anos,  e o jovem João Vitor Oliveira, seja mais um capítulo de uma disputa entre facções criminosas rivais. 

Conforme a apuração inicial, o alvo dos assassinos seria João Vitor, que durante a fuga entrou no ginásio de esportes. Ao ver a perseguição, o professor tentou intervir e também acabou sendo executado. O educador estava com dezenas de crianças no ginásio coordenando atividades físicas com os estudantes, que presenciaram o crime.

Jair Jara era funcionário público e por isso a prefeitura divulgou nota lamentando a morte. “É com profundo pesar que a Prefeitura de Sonora informa o falecimento do servidor público municipal Jair Ferreira Jara. Nesse momento de dor nos solidarizamos com os familiares e amigos e expressamos nossas mais sinceras condolências”, diz a nota da Prefeitura. 

Instantes depois do crime começou a circular a informação de que próximo ao corpo do jovem teria sido encontrado um bilhete com um recado bem explícito do Comando Vermelho. “Comunicado CV: viemos deixar bem claro para vocês que estamos em Sonora e daremos sangue pela nossa luta”. O sepultamento está previsto para o começo da tarde deste sábado (16).

O recado seria para integrantes da facção Primeiro Comando da Capital, que estaria disputado o controle do narcotráfico na cidade. 

A polícia, porém não confirma a veracidade do tal bilhete, mas admite que as execuções fazem parte de uma disputa que começou há alguns meses na pequena Sonora, município com 14,5 mil habitantes. 

Em 28 de fevereiro, por exemplo, Juvenal Santos Silva, de 62 anos, foi assassinado no lugar de seu genro, em uma residência, no Jardim dos Estados. Este genro, segundo a polícia, seria integrante de uma das fações.

E com as mortes desta sexta-feira, já são quatro assassinatos na cidade desde o começo do ao. Ao longo dos 12 meses de 2023 haviam sido apenas dois casos. Em 2022, o município registrou três homicídios dolosos, conforme dados disponíveis no site da Secretaria de Justiça e Segurança Pública.

Imagens de câmeras de segurança tanto das imediações da escola quanto da BR-163,  rodovia que liga Sonora a Coxim, ajudaram a polícia a descobrir o local para onde a dupla de assassinos fugiu. 

A motocicleta e as armas usadas no crime foram apreendidas. Os criminosos também estavam com as mesmas roupas usadas durante a execução, o que facilitou o trabalho dos investigadores . 


 

Meio Ambiente

Com 175 mil árvores nas ruas, Campo Grande amplia monitoramento e manejo

Prefeitura aposta em inventário e acompanhamento técnico para orientar podas, plantios e intervenções na arborização urbana

21/09/2026 16h00

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A questão ganha destaque nesta segunda-feira (21), Dia da Árvore, em meio a uma política que envolve não apenas o plantio de novas mudas, mas também escolha de espécies, definição dos locais, acompanhamento do crescimento, podas e demais ações de manejo.

Em 2025, a Prefeitura produziu aproximadamente 40 mil mudas no Viveiro Municipal Flora do Cerrado. Dessas, 27.153 foram distribuídas à população. No mesmo ano, 9.429 mudas foram plantadas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), por meio do Projeto Via Verde e de outras ações em praças, parques e áreas verdes.

A arborização urbana exige decisões que começam antes de a muda chegar à calçada. A escolha da espécie precisa considerar o espaço disponível, o tamanho que a árvore poderá atingir, as raízes, a largura da calçada, a existência de fiação elétrica e a presença de outros equipamentos urbanos.

O próprio Manual de Arborização Urbana de Campo Grande estabelece diretrizes para implantação e manutenção das árvores e aponta que a escolha inadequada pode gerar conflitos com a infraestrutura urbana e aumentar a necessidade de intervenções futuras.

É justamente nessa etapa que o município tenta ampliar o uso de dados. O Arbolink permite registrar informações das árvores e identificar situações que podem exigir acompanhamento ou manejo. O sistema, porém, ainda está em fase de construção do inventário, com pouco mais de 8 mil árvores cadastradas diante de uma estimativa de aproximadamente 175 mil no sistema viário.

9,4 mil árvores plantadas

A expansão da arborização também ocorre por meio do Projeto Via Verde, que prioriza o plantio em regiões com menor cobertura arbórea e em locais que receberam pavimentação recentemente.

Ao todo, foram 9.429 mudas plantadas em 2025. A Prefeitura afirma que a ampliação da infraestrutura verde busca contribuir para o conforto térmico, qualidade do ar, drenagem urbana, biodiversidade e qualificação dos espaços públicos.

Além do plantio feito diretamente pelo município, a população também recebe mudas produzidas no viveiro municipal. Durante a Semana da Árvore deste ano, estão sendo distribuídas 10 mil mudas de espécies frutíferas.

O crescimento da arborização também impõe um desafio à administração pública: manter árvores saudáveis sem criar conflitos com calçadas, redes elétricas, ruas e demais estruturas urbanas.

Por isso, o planejamento prevê acompanhamento técnico desde a escolha da espécie até o manejo das árvores adultas. Equipes da Prefeitura passam por capacitações para diagnóstico, avaliação das condições das árvores, planejamento das intervenções e prevenção de riscos.

Campo Grande aparece entre as capitais com maior presença de árvores nas vias. Segundo o Censo 2022 do IBGE, 91,4% dos moradores da Capital viviam em domicílios localizados em vias com pelo menos uma árvore, índice que colocou o município na primeira posição entre as capitais brasileiras nesse indicador.

A cidade também recebeu, em 2026, pelo sétimo ano consecutivo, o reconhecimento Tree Cities of the World, concedido pela Arbor Day Foundation em parceria com a FAO/ONU.

Mais do que ampliar a quantidade de árvores, entretanto, o desafio passa pelo acompanhamento de uma floresta urbana que já reúne dezenas de milhares de exemplares. 

Recurso

Voto valerá como prova de vida para beneficiários do INSS

Recurso passou por modificações para reduzir filas, custos e transtornos causados pelo comparecimento presencial

21/09/2026 15h45

Reprodução / TSE

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O comparecimento eleitoral valerá para a verificação no processo de Prova de Vida no INSS. O procedimento de revisão anual, focado em identificar se o titular do benefício previdenciário ou assistencial continua vivo para garantir a manutenção de pagamentos, abrange atualmente cerca de 40 milhões de beneficiários ativos, entre aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais. 

“A Prova de Vida pode se dar por meio do comparecimento eleitoral. Então, se você for votar no dia das eleições, você já terá a prova de vida realizada. O INSS recebe esses dados e já computa como prova de vida”, explica o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, destacando a praticidade da medida. 

O recurso possível com a Prova de Vida passou por modificações para reduzir filas, custos e transtornos que o antigo modelo presencial gerava, especialmente para idosos e pessoas com mobilidade reduzida.

A partir da Lei nº 13.846/2019, o comparecimento presencial deixou de ser a regra, estabelecendo que o próprio Estado deve buscar, de forma proativa, dados que confirmem a vivacidade do cidadão perante a administração pública. Já a Portaria INSS nº 1.408/2022 estabelece a votação nas eleições como um dos critérios de comprovação de vida.

Ou seja, quem votar, estará dispensado de realizar outras formas de comprovação. “Além de simplificar a Prova de Vida a milhões de segurados, a medida também traz segurança ao pagamento de benefícios da Previdência Social”, aponta a presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Ana Cristina Silveira.

Automatização 

Para os casos em que o cidadão não comparecer ao pleito eleitoral, o INSS continua utilizando o sistema SIRIS, que coleta diversas fontes de dados do governo em busca de outros eventos comprobatórios, como a emissão de documentos, movimentações registradas ou atendimentos realizados. O segurado só é convocado a regularizar a situação quando não é encontrada nenhuma fonte que confirme a sua vivacidade.

Números do cruzamento eleitoral 

A base de dados do TSE teve contribuição significativa para a Prova de Vida em 2024. Nesse período, foram registrados eventos eleitorais para 20.957.288 beneficiários, resultando na atualização de aproximadamente 5 milhões de Provas de Vida.

Com informações de Governo Federal 

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