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ANTT cobra Motiva para acelerar obras na BR-163

Agência identificou, durante inspeção, que estão com atraso acumulado 46,66% das 15 obras previstas para o primeiro ano do contrato, que começou em agosto

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A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) cobrou da Motiva Pantanal que acelere a execução de sete obras obrigatórias para o primeiro ano de concessão, previstas no contrato assinado em agosto do ano passado.

Inspeção apontou que estão com atraso acumulado 46,66% das 15 obras previstas, sendo seis classificadas como de risco importante e uma como de risco crítico, com execução entre 11,06% e 19,46% da meta.

Esta constatação faz parte do processo que analisa se a concessionária terá direito ao reajuste de 33,64% na tarifa a partir de agosto deste ano (o degrau tarifário) por atingir a meta de execução de obras, que corresponde a 4,39% do montante global do contrato até o fim do terceiro trimestre de concessão, que foi em abril. A empresa ultrapassou este percentual, com realização de 5,15%.

Entretanto, a Coordenação Regional de Fiscalização da Infraestrutura Rodoviária (Corod/Oeste) da ANTT divulgou no dia 28 do mês passado alerta de inconformidade para sete obras obrigatórias em execução na BR-163.

A nota técnica afirma que a análise do 2º trimestre revela desempenho global superior ao acumulado previsto no plano de ação para o período, “uma vez que o percentual verificado pelo Verificador Independente foi de 5,15%, ante previsão acumulada de 1,69%”.

Só que enfatiza uma preocupação. “Não obstante esse resultado global favorável, a avaliação individualizada das obras evidencia a existência de 7 frentes com atraso acumulado, das quais 6 foram classificadas como de risco importante e 1 como de risco crítico, circunstância que demanda atuação preventiva da fiscalização”, afirma Margareth Okada, coordenadora regional.

São três retornos, três rotatórias e a construção de via marginal.

Um retorno fica no quilômetro 543, na região do município de Bandeirantes, com execução de 19,46%; outro no km 634, em São Gabriel do Oeste, com 13,88%; e o último no km 732, em Coxim, com 11,06% concluídos.

As rotatórias são no km 456, em Campo Grande (14,84% executado); no km 539, em Bandeirantes, com 12,51%; e no km 626, em São Gabriel do Oeste, com 14,04%. A via marginal é entre o km 730,3 e o km 731,4, em Rio Verde, com 13,47% realizados.

O documento destaca que “embora o cumprimento da meta trimestral seja aferido com base no avanço acumulado do conjunto das obras previstas no Plano de Ação, também se impõe a análise individualizada por obra, em atenção à Resolução ANTT nº 6.053/2024 – RCR 04 e ao Manual de Fiscalização de Rodovias Federais Concedidas”, explicando que das seis obras com atraso importante, três referem-se a rotatórias alongadas inseridas em segmentos de duplicação com obras em andamento.

“Duas delas estão em duplicações previstas para o 2º ano, mas que já foram iniciadas, quais sejam: rotatória alongada km 456,700 e rotatória alongada km 539,520. A outra está em duplicação prevista para o primeiro ano, rotatória alongada km 626,700”, diz trecho do documento.

As outras três obras com atraso importante são a via marginal, o retorno em X do km 634,6 ao km 634,960 e o retorno em U do km 732,100. A obra com atraso crítico está no retorno em X no km 543,820, que também está inserido em segmento de duplicação previsto para o 2º ano, mas cujas obras já foram iniciadas.

Estas obras representam 46,66% das 15 definidas no contrato como de execução obrigatória no período. Com esta análise técnica, o setor recomendou a emissão de “Alerta de Potencial Inconformidade referente às obras”, justificando a decisão ao considerar que na “matriz de classificação de risco aplicável ao 2º trimestre, verifica-se que 6 obras apresentaram atraso acumulado classificado como importante, ao passo que 1 obra encontra-se na faixa de risco crítico”.

A execução obrigatória, prevista no contrato assinado no ano passado, permite que a Motiva Pantanal tenha direito do degrau tarifário de 33,64% em agosto, índice de reajuste da tarifa que foi definido após aval do Tribunal de Contas da União (TCU) para que a empresa assumisse a concessão.

Em Campo Grande, a concessionária Motiva Pantanal colocou em andamento as obras de duplicação de pista em trecho da BR-163Em Campo Grande, a concessionária Motiva Pantanal colocou em andamento as obras de duplicação de pista em trecho da BR-163 - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

RESPOSTA

Em resposta ao Correio do Estado, a Motiva Pantanal informou que o avanço das obras é superior ao previsto e que os atrasos estariam em trechos de duplicação que “podem ter seu ritmo ajustado”.

“A Motiva Pantanal esclarece que muitos dos atrasos apontados são de obras que integram as duplicações e demais ampliações, como dispositivos e acessos, que podem ter seu ritmo ajustado conforme o planejamento e a dinâmica de avanço das obras”, diz a nota.

“De forma consolidada, os dados também apontam que o avanço total das obras supera o planejado no ciclo de três anos, com entregas antecipadas em diversas frentes.

A concessionária reforça que todas as intervenções seguem dentro do prazo contratual firmado com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), com evolução consistente das obras ao longo da BR-163/MS e foco contínuo em segurança e melhoria da rodovia”, completou.

REAJUSTE

No início do mês de maio, a Motiva Pantanal solicitou à Agência reajustes entre 37,8% e 41,3% no pedágio das nove praças nos 845 km da BR-163. A média do aumento é de 39,3%.

Este pleito pode elevar a tarifa dos atuais R$ 10 para R$ 14 para carro de passeio no trecho de Campo Grande. A empresa alegou que cumpriu as metas de obras definidas no contrato.

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maior da história

Letalidade policial dispara e supera índices de 2023 em MS

Em 2023, com 131 registros, foi uma morte por intervenção policial a cada 66,8 horas. Em 2026, o intervalo médio é de 66,4 horas entre uma morte e outra

06/06/2026 11h57

Batalhão de Choque divulgou imagem da pistola que estava em poder de jovem de 19 anos morto em confronto

Batalhão de Choque divulgou imagem da pistola que estava em poder de jovem de 19 anos morto em confronto

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Um jovem de 19 anos morreu na madrugada deste sábado no bairro Tijuca, em Campo Grande, em decorrência daquilo que a Secretaria de Justiça e Segurança Pública denomina como confronto com o Batalhão de Choque da Polícia Militar. 

Esta, conforme acompanhamento da imprensa, foi a 56ª morte do ano em decorrência de confrontos policiais em Mato Grosso do Sul. E, com mais este caso, a letalidade policial, que nos últimos dois anos vinha caindo, supera inclusive os patamares de 2023, ano em que as mortes por "intervenção Legal de Agente do Estado" bateram recorde histórico, com 131 óbitos. 

Naquele ano, primeiro da administração de Eduardo Riedel à frente do Governo do Estado e do coronel Renato dos Anjos Garnes à frente da Polícia Militar, uma morte foi registrada a cada 66,8 horas. Agora, nos primeiros 155 dias do ano, o intervalo entre cada morte é um pouco menor, de 66,4 horas. 

Em 2024, quando os dados oficiais apontaram 86 mortes, o intervalo entre um caso e outro foi de 101,8 horas. No ano seguinte foi registrada nova queda, para 73 mortes. Isso equivale a uma morte a cada 120 horas, ou cinco dias. 

Mesmo assim, as 73 mortes em decorrência de intervenção policial em 2025 ainda estão acima dos casos de qualquer ano antes disso. O recorde anterior pertencia a 2019, quando foram registradas 70 mortes do gênero pela Secretaria de Segurança Pública. Nos últimos quatro anos da administração do governador Reinaldo Azambuja fora 200 mortes. Nos quase três anos e meio sob Riedel, a soma chega a 346. 

Os dados disponíveis no site da institução são relativos aos últimos dez anos e 2020 foi o ano com a menor letalidade, com 30 mortes, o que equivale a uma morte a cada 292 horas.

O site oficial da Sejusp contabiliza, até este sábado (6) 49 mortes em decorrência dos chamados confrontos, mas a apuração paralela dos veículos de imprensa contabiliza 56 mortes desde o começo de janeiro. 

O confronto mais recente, que resultou na morte de Moisés Osório Moreira de Souza, ocorreu no cruzamento das ruas Ana Álvares Pires e Dantas Barreto, no Jardim Tijuca. Ele estava em uma moto com registro de roubo e, ainda segundo o registro da PM, ele resistiu a uma tentativa de abordagem. 

De acorco com a polícia, ele sacou uma pistola ponto 40 para tentar atingir os policiais, que revidaram. Moisés tinha em torno de duas dezenas de registros policiais por tráfico, roubo, violência doméstica e até dano ao patrimônio público

No Boletim de Ocorrência, o caso foi registrado como tentativa de homicídio qualificado contra agentes de segurança pública, porte ilegal de arma de fogo, receptação, resistência e desobediência, além de morte decorrente de intervenção legal de agente do Estado.

ONDA RECENTE

Quase a metade das 56 mortes deste ano ocorreu depois da troca de comando no Batalhão de Choque, ocorrida no dia 22 de abril. Naquela data o major Cleyton da Silva Santos assumiu no lugar do tenente-coronel Rigoberto Rocha da Silva, que estava à frete do grupo havia cinco anos. 

Logo depois disso teve início uma espécie de cruzada contra uma suposta guerra entre integrantes das facções criminosas do Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) na região norte do do Estado. 

Desde o início destas operações foram pelo menos 16 mortes em municípios que históricamente estavam fora das rotas  narcotráficom. Mortes por intervenção policial foram registradas em Aparecida do Taboado, Costa Rica, Pedro Gomes, Sonora, Coxim, Três Lagoas e Rio Verde de Mato Grosso. 

Mas, o principal palco das mortes em confronto segue sendo Campo Grade, onde pelo menos 17 pessoas morreram desde o começo do ano. Neste perído, nenhum policial foi ferido ou morto. 

 

ACIDENTE FATAL

Funcionário público morre em colisão com caminhão na principal avenida de Dourados

O homem pilotava uma moto após sair do serviço e colidiu com o outro veículo no cruzamento no centro da cidade

06/06/2026 11h30

Reprodução / Sidnei Bronka

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Um motociclista morreu em um acidente durante o início da madrugada deste sábado (06) na região central de Dourados, a 231 quilômetros de Campo Grande. O homem, de 38 anos colidiu contra um caminhão VW Delivery no cruzamento da principal avenida da cidade.

Vítima de acidente estava retornando do trabalho - Foto: Reprodução redes sociais

Rúdney Fernando Ribeiro Quinhonez, era farmacêutico e estava saindo do serviço com uma moto Honda CBR 100 no momento de sua morte.

Conforme as informações do jornal Ligado na Notícia, o condutor do caminhão vinha pela Rua Melvin Jones que cruza a Avenida Marcelino Pires, quando o piloto atravessou a avenida e colidiu com o veículo por volta das 00h10 de hoje.

O motorista, de 44 anos permaneceu no local e aguardou a chegada das equipes médicas e policiais. No local, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) constatou a morte de Rudney Fernando no momento do acidente devido a força do impacto.

O caminhoneiro ainda realizou o teste do etilômetro, que apontou zero uso de substâncias alcoólicas. Ele então foi encaminhado à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) de Dourados para prestar esclarecimentos.

O caso foi registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor.

Policiais militares, civis e agentes da Guarda Municipal estiveram no local e isolaram a área para atendimento e preservação da cena do acidente. Os agentes ainda tentam acessar imagens das câmeras de seguranças de estabelecimentos próximos para entender como ocorreu o acidente.

O sepultamento da vítima acontecerá no domingo às 09h no Cemitério Parque de Dourados. 

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