O ex-primeiro-ministro da Itália Silvio Berlusconi e outras 44 pessoas foram acusadas hoje de falso testemunho. Segundo a Promotoria de Milão, eles mentiram nos depoimentos que deram no caso em que o magnata é acusado de abuso de poder e corrupção de menores.
Os promotores afirmam que Berlusconi teria feito sexo com Karima el-Mahroug, conhecida como Ruby, em uma de suas festas conhecidas como "bunga bunga", quando a jovem tinha 17 anos. Ele foi condenado a sete anos de prisão em primeira instância, mas a defesa entrou com um recurso.
Berlusconi é acusado de pagar testemunhas para que depusessem a seu favor no julgamento do caso Ruby. As investigações sobre o caso começaram em novembro e, hoje, foi anunciada a investigação. Dentre os acusados, estão os advogados de defesa do ex-chefe de governo e prostitutas que foram à festa.
Estas mulheres afirmaram ante o Tribunal ter participado de festas na casa de Berlusconi em Arcore, perto de Milão, e que, em uma delas, Ruby teria negado ter relações sexuais com ele.
Para os juízes, no entanto, foi provado que a jovem teve relações sexuais com o magnata em troca de "dinheiro e objetos de valor".
A nova investigação será anexada ao processo por corrupção de menores. Ele também foi condenado por abuso de poder quando era primeiro-ministro por ter conseguido a libertação de Ruby, que estava detida sob custódia por furto a uma loja.
Na época, Berlusconi justificou a soltura dizendo que a jovem era parente do então ditador egípcio, Hosni Mubarak. A decisão, tomada em primeira instância, ainda cabe recurso em outros dois níveis o Tribunal de Apelações e a Corte Suprema.
O ex-primeiro-ministro teve seu mandato cassado em novembro após ser condenado em última instância a um ano de prisão, cumpridos em regime aberto, por fraude fiscal na compra superfaturada de direitos de exibição de filmes americanos, no caso conhecido como Mediaset.

